A Escolha

11 Festa: Quase lá (Part 3)


Notas iniciais
Yoooooo minna-san :3
Como vão pessoas lindjas do meu kokoro? :3
Um cap para anunciar que...
Eu estou viva '-'
Baaaaaaaaah, bah, tomem o cap :3

- Oh. Meu. DEUS!!!!!!! – gritamos eu e Lire simultaneamente.

- Hmmmmmmm... Vou indo, sim? Divirtam-se – disse Prislane, abrindo aquele sorriso calmo de sempre, dando as sacolas para Lire, que saía do carro comigo.

- Ok, ok... Até mais, mãe! – respondi, enquanto Lire resmungava algo sobre Amy já estar impaciente.

- Até mais! – gritou ela, virando a esquina. A loira de olhos verdes fez um “tchauzinho” com a mão livre.

Silêncio. Lire me encarava, e eu a olhava também. Até que, sem nenhum aviso, ela gritou:

- MORREU! – e se abaixou. MEEEEEEEEERD*!!!!!!

- LIRE, SUA MALDITA FILHA DE UMA RASPADINHA, NÃO VALEU!!!!!

- Filha de uma RASPADINHA? – perguntou, incrédula, erguendo uma sobrancelha perfeita.

- Ah, você entendeu – respondi, fazendo um biquinho e virando o rosto.

- Não, você perdeu no Morreu e vai tocar a campainha – rebateu a loira, fazendo um bico também.

- Lire... Já falei que te odeio do fundo do meu coração?

- Já... Mas fala mais uma vez que é deleite para meus ouvidos...

- Eu... Eu... Grrrrr... TÁ! VOCÊ VENCEU, SER DAS TREVAS! EU TOCO A MALDITA CAMPAINHA!

- Yes! – comemorou ela, baixinho.

Rosnei. A loira riu com gosto.

- Toca a campainha, neném, que já estamos atrasadas — zombou.

Revirei os olhos e toquei a campainha. Não demorou muito até uma senhora de idade atender.

-Sim, minhas filhas? – perguntou com a voz baixa e falhando. Ela era pequena, encurvada e magra, aparentando delicadeza e muita fragilidade, como se uma rajada de vento pudesse leva-la aos céus. Usava uma calça folgada e um velho suéter bordado à mão. Cabelos prateados presos em um coque desleixado preso no alto da cabeça e olhos azuis calmos e pacientes escondidos atrás de pequenos óculos. Carregava uma bengala. O rosto, muito enrugado.

- Errrrrrr... Olá... Nós viemos para a festa de sua neta... Amy Aruha... – respondi, sem graça. Havia algo naquela mulher que lhe deixava tímido... Deve ser sua evidente fragilidade.

Ela franziu o cenho.

- Desculpe – começou a velhinha, com voz confusa – Mas não tenho neta e ninguém da minha família chama-se Amy... Moro sozinha com meus empregados.

- Mas... Você conhece alguma Amy... Ou Aruha?

- Ah... Minha memória anda falhando, mas, se não me engano, a família Aruha se mudou recentemente para essa rua... No número 144.

- Não – protestou Lire – Lembro claramente que o número é 114...

- LIRE...

- Espera... Vou ver no celular... – respondeu a loira, puxando o aparelho do bolso. Olhos e deu uma espiada em mim.

- Elesis... Irmãzinha amada e querida, de corpo invejável e cabelo sedoso, com as medidas perfeitas...

- Era 144, não era? – cortei-a, estreitando os olhos.

Ela deu um sorriso amarelo e forçado, balançando a cabeça positivamente.

-LIRE...

- Desculpe senhora, estamos indo e tchau – gritou ela, já correndo em direção ao 144. Gritou tão rápido que a frase parecia ser uma palavra só. Sai correndo atrás dela, determinada a matá-la por me fazer passar vergonha.

- LIIIIIIIIIIIIIIIIIREEEEEE!!!!!!!!!!!!!

Corremos. Lire correndo como se sua vida dependesse disso (E dependia) e eu correndo atrás dela como naquela Corrida dos Touros... E eu era o Touro.

A loira pedia o fôlego. Apesar de ser perto, Lire odiava correr e se cansava facilmente... Sem falar do salto dourado enorme que ela usava.

Lembram dele? Que eu falei que ela ainda quebrava alguma coisa?

Vamos por essa suposição à prova.

MUAHAHAHAHAHAHAHAHA!

Lire correu, correu e correu. Eu, sempre trás, me aproximando lentamente. Até que...

Ela finalmente chegou. E, para sua sorte, Amy aguardava do lado de fora.

-Lire! – gritou ela, acenando – Els-chan!

-Yo! – respondi, me apoiando em meus joelhos e arfando.

- O...i...- respondeu a loira, sem fôlego.

- Vamos entrar! Vamos entrar! Vocês estão atrasadas, sabe? – repreendeu a rosada – Mari, Lin e Rey já estão lá!

Observei o exterior da casa. Não era uma Mansão, mas era grande. Havia um portãozinho que abria o caminho para uma escada. De ambos os lados, a escada era cercada por um mini -jardim, com Rosas grandes e delicadas, alegres Girassóis, e outras flores colorindo a grama muito verde.

Amy, alegre, abriu os portões. O jardinzinho exalava um cheiro agradável de flores. A escadinha era estreita, branquinha e dava um ar mágico ao lugar. Estava diretamente conectada com a porta que dava ao interior da casa. Amy pulava alegremente, sendo seguida por mim e Lire no final da “fila”. Entramos na casa.

Nos demos de cara com a sala. Havia três sofás e muitos pufes fofos e almofadas grandes e macias. Uma TV relativamente grande estava apoiada no centro de uma ENORME estante, onde havia livros, CDs, DVDs e outras coisas. Era possível ver o Salão de Jantar e um pedaço da Cozinha. Porém, Amy ignorou esses cômodos e foi até um cantinho, onde, escondido, havia mais uma escada. Subimos mais essa, chegando até o segundo andar. Havia três portas: Amy foi direto até a que tinha uma placa onde estava escrito: “CUIDADO: PATO LOUCO DROGADO” e uma imagem do Donald dançando La Macarena.

Abrindo a porta, nos deparamos com o quarto de Amy. Pintado de Rosa, com uma parede preta, sendo tal cheia de frases e nomes de músicas escritas à mão em dourado. Nessa parede preta estava a TV e o Xbox 360 apoiados em uma mesa... Ou seria uma escrivaninha gigante? Bem, lá também havia um notebook e uma cadeira. Do lado da porta, o criado-mudo e uma cama enorme. Do outro lado da cama, o guarda-roupa. As paredes estavam lotadas por pôsteres de bandas e cantores. Em um local honrado, um pôster em tamanho real de Freddie Mercury.

Lire e eu ficamos de queixo caído. O quarto era perfeito, espaçoso e confortável, a julgar pelos milhares de pufes e almofadas. Sentadas na cama, estavam Rey Von Crimson, Mari Ming Onette e Lin Agnecia. Cada uma carregava sua própria sacola.

- Minna! As atrasadas chegaram – anunciou Amy, alegre.

- Já estava na hora – respondeu Rey, analisando uma cutícula.

Mari olhou para nós com seus olhos bicolores e sem vida. Piscou duas vezes e voltou a encarar o teto. Lin se levantou e sorriu, indo até nós.

- Suas demoradas – resmungou ela, fazendo um bico – Bah. Agora vamos nos trocar!

Rey já ia pegando sua fantasia, revelando um pedaço de tecido roxo e...

- REY!!!!!! – gritou Amy – GUARDE ESSA FANTASIA AGORA!!!!!

A rosada piscou e devolveu sua fantasia a sacola. Amy ajeitou a postura e falou:

- Para mantermos a surpresa, vamos nos dividir em duplas. Elas vão se ajudar e, quando tiverem terminado, saímos e mostramos nossas fantasias... Ok? Ótimo – falou ela, respondendo sua própria pergunta sem dar espaço para reclamações – Lire e Elesis, Mari e Lin, eu e Rey. Tem uns banheiros escondidos no corredor. Vão! – gritou ela.

A loira me arrastou até o banheiro mais próximo, com a sacola em mãos. Sentou-me na privada e disse, com a voz dominante:

- VOCÊ. SE TROCANDO. SEM-RE-CLA-MA-ÇÕES.

E começou a pentear meus cabelos com a escova que tinha trazido. Colocou a fantasia em mim, me produzindo e maquiando. Depois, me fez ficar sentada até terminar de se arrumar. Admito: Lire era habilidosa e muito rápida. Mesmo observando o processo todo, não sei como ela fez dois... Coques? Não, não são coques... Bom, não sei. Quando terminou, anunciou:

-Agora aprecie minha maior arte – e me puxou delicadamente, me colocando em frente ao espelho.

Mal acreditei no que vi.

Meus cílios estavam pintados de rímel, dando a impressão de que eram bem maiores do que realmente eram. Lábios pintados de um batom rosado de cor tão natural que parecia limpo. Lire fez um truque com a sombra que realçava seus olhos mais do que qualquer coisa. O rabo e as orelhinhas davam um toque “Kawaii” e selvagem à fantasia. A pedra vermelha na testa dava um charme especial.

Lire estava linda também. Se todos os dias ela já parecia um anjo, agora dava a impressão de luzes angelicais caiam sobre ela enquanto anjos gordinhos cantavam. Os olhos verdes brilhavam.

Saímos do banheiro. Em nossa frente, as outras duplas já estavam na porta.

Meu queixo caiu.

Amy vestia uma roupa de verão, com uma minissaia tamanho extra mini, roxa com bolinhas cor-de-rosa e um top combinando. Cabelos presos em marias-chiquinhas e sandálias roxas com tiras douradas e um chapéu cheio de “frutas” no topo. Usava pulseiras douradas. Rey estava vestida de Demônio, com chifres e espinhos na cabeça. Uma calcinha mínima de couro preto junto a uma espécie de corpete roxo. Ambos tinham pedras vermelhas penduradas e detalhes dourados em tiras. Nos ombros havia plumas e chifres. Uma bota de salto alto cheia de detalhes, plumas e as pedras estranhas que estavam em suas roupas. Uma gargantilha com os mesmos detalhes das roupas e um manto intrincado. Na mão esquerda usava uma espécie de luva com garras de metal. Lin com um quimono e Mari com usava botas brancas com detalhes azuis e negros, um vestido combinando e um manto delicado com as mesmas cores da roupa. Uma pedra no meio de sua testa e o cabelo (Longo: Peruca ou um aplique dos bons) preso em um rabo de cavalo e tranças nas laterais.

Todas lindas.

Corei, pensando em como meu cabelo parecia desarrumado e como maquiagem parecia ser a de um palhaço perto da maquiagem delicada das meninas. Me sentia feia perto daquelas meninas tão finas e belas.

Lire apertou meu ombro e sussurrou em meu ouvido:

- Não se preocupe. Você está linda!

Suspirei e tentei me acalmar. Porém, já que a sorte parece adorar pregar peças em mim, logo conseguimos ouvir o som da campainha tocando.

- Os meninos! – exclamou Amy, olhando o relógio. Porém, depois de 3 segundos foi possível ouvir a voz excessivamente fofa de uma menina:

- Vamos, Amy, que demora!

Era a voz de alguém que não foi convidada.

Arme Glenstid.

Notas finais
Depois eu continuo a novela das notas finais '-' To ocupada agora '-' Reviews? :3
FANTASMINHAS! Sou dócil, não precisam se esconder :3
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.