A Era da Extinção
2 Uma jornada inesperada
Notas iniciais
Pegamos nossas coisas, descemos e ao sairmos do hotel, tudo o que se via era o pânico nas pessoas, algumas correndo, outras chorando e pedindo ajuda.
—Se quisermos sobreviver teremos que passar em alguma loja. –disse.
—Okay. –os dois haviam concordado.
Chegando à loja, estava um tumulto, as pessoas simplesmente pegavam as coisas e saiam correndo.
—David, vá pegar as comidas, e se você encontrar pegue algumas roupas também. –falei indo em direção à outra parte da loja.
—O que você vai fazer perto das armas? –perguntou Logan, que estava me seguindo.
—Isso não é óbvio? Estou indo pegar algumas.
—Pra que isso? Você acha mesmo que vai acontecer um apocalipse zumbi?
—Não seu idiota, mas por enquanto não sabemos o que esta por vir então é melhor nos prevenimos.
—Odeio quando você esta certa. -ele disse rindo.
Juntamos-nos a David na entrada da loja e fomos embora. Ao sairmos avistamos um grande grupo de pessoas caminhando, provavelmente para saírem daquele lugar, e então, já que de carro não adiantaria nada, nos juntamos a elas. No caminho passamos perto uma usina nuclear e foi naquele momento que eu parei e comecei a gritar e ficar desesperada.
—Carter você ta bem? O que aconteceu? –disse Logan assustado.
—Precisamos sair daqui agora! –digo nervosa.
—Esta tudo bem, pare de ser paranoica.
—Eu não estou sendo paranoica, não tenho culpa de querer sobreviver.
—Não esta acontecendo nada, fica calma.
—Cara, ela nos livrou da morte uma vez, acho melhor você escuta-la -disse David, o que me surpreendeu.
Nesse exato momento a fabrica nuclear pela qual havíamos passado acabara de explodir, e a multidão entrou em pânico.
—Viu? Agora vê se aprende a me escutar. Temos que ir, me sigam.
Saímos correndo em meio ao tumulto, até que paramos de enxergar os outros. Havia se passado um dia, e naquele ponto já nem sabíamos onde estávamos, mas pelo visto, era em alguma área florestal. Vimos uma casa em meio as arvores e logo em seguida escutamos um grito que parecia ter vindo de la, o como sempre, fomos ver o que estava acontecendo.
Entramos em silencio na casa, no final de um corredor vimos algo que parecia ser um animal de frente para duas pessoas, uma garota de cabelos loiros chorava enquanto o menino ao seu lado lhe abraçava tentando acalma-la. No impulso de tentar ajudá-los eu pequei minha arma e dei um tiro no animal, que agora estava morto.
—Vocês estão bem? –pergunto estendendo a mão para ajuda-los.
—agora sim, obrigado. -disse o menino sorrindo, não parecia ter mais de 18 anos.
—Como vocês se chamam?Quantos anos vocês tem? –perguntei no meu jeito curiosa de ser.
—Me chamo Dylan,tenho 18 anos –disse o garoto sorrindo, —essa é minha irmã Kelsey,ela tem 15 –diz abraçando a irmã que ainda parecia assustada.
—Oi. –disse Kelsey sorrindo.
—Oi Kelsey. –sorri
—Quem são vocês? Como nos encontraram. –Dylan perguntou curioso.
—Aconteceu muita coisa, mas sobrevivemos, e estávamos passando pela estrada quando escutamos um grito. –responde Logan
—O que era aquela coisa? –David pergunta enquanto aponta para o animal.
—Já devem ter ficado sabendo da explosão da usina, mas o que pelo visto não sabem é que a radioatividade daquilo esta afetando todos os animais e isso. -ele diz apontando, parece que um dia foi um lobo. Agora já respondi a pergunta de vocês e temos que sair daqui antes que algo mais apareça
—Okay, separem suas coisas assim como eu e meus irmãos fizemos, a e esqueci de dizer, esses são meus irmãos Logan e David e eu me chamo Carter. –falo sorrindo
Eles finalmente pegaram tudo e seguimos viajem.
—Tem um galpão um pouco mais a frente. -diz Kelsey, geralmente ficava um avião la, não é um dos melhores, mas se tivermos sorte...
—É uma ótima ideia tirando o fato de não sabermos pilotar um avião -falo nervosa.
—Quem disse? –Dylan se intromete
—Por acaso você sabe?
—Não, mas jogo muito vídeo game e vejo vários filmes, deve ser moleza, você me ajuda Logan?
—Claro. –Logan responde rindo.
—Isso não vai dar certo, mas vamos morrer de qualquer jeito, então.
Chegando ao galpão, por sorte o avião estava la, todos entraram, sentaram e se prepararam para morrer quando o avião começou a subir.
—Até que estamos indo bem. –gritou Dylan um minuto antes do avião começar a cair e o pânico iniciar.
—A gente vai morrer! –gritou David desesperado.
—Cala boca David. –Kelsey e eu gritamos ao mesmo tempo,e foi nesse exato momento em que ela resolveu levantar do banco.
—Sabe, geralmente quando uma coisa dessas acontece, as pessoas permanecem sentadas! –gritei em meio ao barulho.
—Relaxa, eu sei o que estou fazendo. Pelo menos eu acho.
Ela colocou as mãos no banco e fechou seus olhos com força, porém quando os abriu estavam brilhando e o avião começou a subir novamente como um passo de mágica.
—Como você fez isso? Já tinha feito alguma vez antes? Como sabia que não ia dar errado? –perguntei nervosa.
—Bom eu nunca tinha feito isso, mas senti que deveria fazer. -disse Kelsey como se isso fosse uma coisa normal, -você não vai me matar por isso né?
—Claro que não, afinal de contas, eu também tenho meus truques. –falo sorrindo.
—Como é que é?
—Depois te explico.
Passando algumas horas os meninos pousaram o avião em uma área deserta, não tinha certeza, mas pela neve, e pelo tempo que demoramos deduzir ser o Canadá.
—E você não tinha esperança na gente. –Dylan diz rindo.
—Só para você saber, estaríamos mortos se a Kelsey não tivesse usado os poderes dela.
—Do que você ta falando?
—Nem ela sabia, mas assim como eu, a Kelsey também tem poderes.
—Você também?
—Como você acha que eu e meus irmãos conseguimos sobreviver a um tsunami? Mas isso não vem ao caso agora.
—Okay, vocês duas tem poderes, ótimo, mas onde estamos? –pergunta David.
—É o que eu gostaria de saber.
Kelsey parecia preocupada quando disse isso. Continuou:
—Não sabemos se as coisas que estão acontecendo onde estávamos está afetando aqui.
—Ela tem razão. –Logan concorda.
—Precisamos ir para a civilização, não sabemos o que estar por vir. Dylan parecia assustado.
—Na verdade eu sei, esse é um dos meus poderes, foi assim que nós sobrevivemos, eu consigo saber o que ainda vai acontecer.
Por um momento todos ficaram em silencio e pude me concentrar, e foi assim que descobri o que iria acontecer.
—Por aqui. –aponto por onde devíamos seguir. —Temos que sair desse lugar, e rápido.
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