A Eleita
1 Alice
Notas iniciais
1. Sabedoria
2. Força
3. Paciência
4. Tecnologia
5. Honra
6. Determinação
7. Perfeição
8. Persuasão
9. Ousadia
10. Fidelidade
11. Orgulho
12. Disciplina
- Parabéns querida! Disse minha mãe entregando uma enorme caixa branca envolta por um laço dourado. Minha mãe vestia um vestido azul que moldurava o seu corpo, seus cabelos loiros estavam presos em um rabo de cavalo que dava um destaque ao azul marinho de seus olhos, peguei a caixa, desfiz o laço a abri, dentro tinha um lindo vestido branco com detalhes dourados.
- È lindo! Disse hipnotizada com a beleza do vestido.
- Seu vestido para festa de hoje! Disse mamãe sorridente, hoje era meu aniversário de 16 anos, a idade da eleição, eu iria ser mandada para a capacitação daqui a 3 anos, me tornar a Mentora Nacional.
Na sala de jantar comidas de todos os tipos e sabores enfeitavam a mesa, eu sou do Esquadrão 7, nosso símbolo é o Cisne branco, prezamos a perfeição, aparência é um cartão de visita, adoramos esbanjar e dar festas inesquecíveis, simplicidade não combina com a gente, entre os 12 setores somos as estrelas, a personificação da perfeição do sistema.
Enquanto eu comia, meu pai chegou, vestindo seu terno branco com uma gravata dourada, seus cabelos grisalhos estavam penteados para trás.
- Parabéns filha! Disse ele se aproximando.
Antes que ela se levantasse para cumprimentá-lo, fez sinal para que Alice continuasse no mesmo lugar.
- Coma! Vai precisar estar forte o dia vai ser cansativo! Disse ele.
- Estava com saudades! Disse ela, seu pai quase não parava em casa, ele vivia viajando, ela o via poucas vezes e nesses últimos tempos ele estava cada vez mais distante.
- Alguns selvagens estavam roubando mantimentos! Disse ele, aquela palavra dava calafrios em Alice, os selvagens era a barbárie, eles viviam a margem do sistema, como alguém conseguiria viver sem lei? Eles não eram problema e eles desconheciam o amor ao próximo ou o respeito, pelo menos era isso que sempre ouviu falar sobre eles.
- Pai essas pessoas não são perigosas? Seu pai sorriu.
- Esses bárbaros? São burros minha princesa, não são grandes coisas, o que tem dificultado o extermínio dessa raça é que eles se reproduzem como ratos! Disse seu pai.
Extermínios, apesar de serem bárbaros, Alice achava extermínio uma palavra pesada, ela era contra essa guerra, mas eles eram contra sair da barbárie e eram a favor da queda do sistema.
- Não se preocupe, já vencemos, eles podem se impor mas o que importa é que nós os civilizados estamos juntos.
- Tudo bem papai! Disse por fim. Horas mais tarde eu estava sendo maquiada pelas empregadas, enquanto Eddu falava sem parar sobre a noite de Gala que nos esperava.
Eddu, um homem de altura mediano cabelo ruivo e um gosto peculiar para moda, era o braço direito de minha mãe, ele cuidou de mim desde cedo, e foi muito importante em minha educação, sempre foi um exemplo de educação e bom gosto.
“Hoje o nosso Cisne será eleito’’ disse uma mulher na tv, o meu aniversário de 16 anos estava sendo documentado pela mídia, todos queria acompanhar a minha vida.
“ A festa de hoje vai marcar o inicio de uma nova era” essa era a manchete de um jornal.
Ao anoitecer todos vestiram suas fantasias, todos do Setor 7 tinham sido convidados a festa fantasia de 16 anos da filha do Mentor nacional.
Aos poucos o salão de festa foi lotando, e a festa foi ganhando vida.
Eu estava ansiosa no meu quarto minha fantasia era de Cisne branco, me sentia como uma bailarina do lago dos Cisnes, Eddu estava com uma fantasia de pavão, havia cores e plumas em todos os lugares.
- Querida cumprimente a todos com um sorriso no rosto, carisma é tudo! Repetia Eddu.
- Eu sei... Postura e nunca demonstrar insegurança, um líder não pode deixar seus medos os dominarem.
Duas batidas e seu pai entrou vestido de mágico.
- Pronta?
- Nunca estive tão pronta! Concordei.
Enquanto descia as escadas todos admiravam minha fantasia, pude ver minha mãe no fim da escada vestida de rainha com um lindo vestido vermelho.
- Está linda! Disse minha mãe me abraçando.
- Alice, quero te apresentar um pessoa! Esse é Edgar Smith do Setor 2! Diz ele apontando para o menino de cabelos negros e corpo definido, ele estava vestido de Guerreiro, o garoto não parecia ter 16 anos, tinha um corpo de homem e olhar penetrante.
- Prazer! Disse ele beijando a minha mão.
Ouve-se um barulho estrondoso, e uma cortina de fumaça tomou conta do lugar, meu pai me arrastou para o escritório.
Ele pegou o telefone e fez uma ligação.
- Preciso mandar minha filha essa noite para um lugar seguro! Disse meu pai com firmeza.
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