A Droga

7 Juntos novamente


Calu, Chumbinho, Miguel e Crânio estavam a caminho da casa de Rafael, eles esperavam fazer o plano bolado por Calu e levar o celular de Rafael para a polícia, ensaiavam quem iria dizer cada coisa e como seriam convincentes.

Magrí, que havia ficado na rua esperando que os garotos passassem após sua longa caminhada, reconheceu-os. A garota abriu um grande sorriso, há pouco tempo temia nunca mais vê-los e agora eles estavam bem na sua frente!

–Garotos! É tão bom vê-los novamente!

–Magri? –Exclamaram eles assustados –O que aconteceu?

–Quando eu fui para a casa de Rafael, após tomar um suco eu desmaiei e acordei em um consultório odontológico, Rafael me disse que ele é o comandante do esquema de Metanfetamina e que foi ele quem atirou em Crânio. Quando ele saiu eu consegui destrancar a porta com uma chave inglesa, andei até aqui e fiquei esperando que vocês passassem.

–Ele também matou o delegado com ricina, descobrimos isso há pouco tempo e precisávamos ir a casa dele tentar pegar seu celular e levar para a polícia, mas agora que temos uma testemunha será bem mais fácil pegá-lo. Vamos para a delegacia que já poderemos pega-lo logo.

Os cinco Karas, finalmente juntos, sem ninguém desaparecido ou no hospital foram para a delegacia de táxi, pois os pés de Magrí doíam imensamente. Eles foram em silêncio, queriam saborear o gosto de estarem todos juntos novamente.

Ao chegarem Magrí se ligou da morte de Garcia, havia ouvido os meninos falarem, mas estava tão feliz por ter os encontrado que não percebeu a gravidade do assunto, ofereceu seus sentimentos para Jéssica, que ainda sofria com a morte do homem e foi para a sala de depoimentos.

Ela deu um depoimento resumido para que eles fossem logo até a casa de Rafael para prendê-lo.

“Fui à casa de Rafael e após alguns goles em um suco que ele me trouxera, caí desmaiada. Após algumas horas, eu acredito, acordei em um consultório odontológico, ele me contou ser o chefe da produção de Metanfetamina e ter atirado em Crânio, me deixou comida e foi embora, eu comi me lavei e após algum tempo dormi. Quando acordei uma caixa de ferramentas me chamou atenção, consegui abrir a porta com uma chave inglesa e fui até a rua do Copacabana Palace, onde eu e meus amigos estamos hospedados e esperei que meus amigos passassem por lá.”

Após o depoimento, os cinco Karas estavam para sair com dois policiais em busca de Rafael, quando chegou à resposta da análise aprofundada de Garcia, havia sido realmente ricina.

Ao chegarem lá ele não estava e tinha levado roupas, sapatos e seu cachorro. Ele tinha fugido! Descobriu a fuga de Magrí e foi embora para sabe-se lá onde.

–Ele levou os celulares! Ele levou! Como alguém tão pobre de conhecimento pode ter bolado um crime deste porte? –Disse Crânio.

–O que tem os celulares, Crânio?

–Podemos rastrear a localização de seu celular, Magrí.

Os policiais deixaram os cinco garotos do hotel para que Crânio rastreasse a localização do celular de Magrí e voltaram para a delegacia relatar o acontecimento.

Crânio, naquela noite não dormiu, enquanto seus amigos sonhavam em pegar Rafael, ele fazia o possível para descobrir seu paradeiro, na manhã seguinte, quando os amigos acordaram, Crânio lhes informou o local onde Rafael estava: Goiânia, Goiás. Precisavam ir até lá.

Crânio tirou um cochilo enquanto seus amigos tomavam café da manhã, trocavam de roupas e alguns tomavam um rápido banho. Ao terminarem chamaram Crânio e foram para a delegacia informar o paradeiro de Rafael.

Eles, com alguns policiais pegaram o avião da polícia e foram em direção à Goiânia para pega Rafael. Voando, sentados a dois, Crânio ainda cansado deitou-se no ombro de Magrí, esta por sua vez que olhava para a janela tentando não se lembrar de como havia sido enganada por Rafael.

No caminho para Goiânia o avião levou tiros, eles vinham do carro que os seguia na estrada abaixo. Contratados por Rafael, um homem e uma mulher atiravam no avião. Aquilo após um tempo causou problemas, estava danificando o avião e havia o perigo deles caírem. O piloto ciente da situação fez uma aterrissagem forçada.

O carro que vinha logo atrás alcançou o avião parado enquanto eles chamavam um carro para buscá-los, o homem e a mulher chegaram e saíram do carro:

–A gente não machuca ninguém se vocês cooperarem com o patrão e esquecerem o que sabem, caso não queiram fazer isso podem escrever bilhetes para suas mães, pois estarão todos mortos.

–Nós não vamos em nenhuma das duas, vocês não terão força o suficiente para matar todos nós. Eu não deixarei que nada aconteça com meus amigos! –Esse era Miguel, o líder dos Karas.

Os bandidos pegaram as armas, olharam para todos eles.

–Prontos?

Começaram a atirar, juntamente com os policias que também tinham suas armas em punho. Os cinco Karas correram para o avião e procuraram por armas, não acharam. Provavelmente estaria em um compartimento escondido para evitar roubos. Algum dos Karas tinha de ir até os policias e perguntar onde estavam às armas, Chumbinho se ofereceu.

Miguel, Calu, Crânio e Magrí se esconderam das balas atrás do avião esperando o amigo chegar com a informação, continuaram procurando para não se lembrarem do tamanho perigo que estavam passando.

Chumbinho, o mais rápido que conseguia passava e tentava ao mesmo tempo desviar de algumas balas vindas em sua direção.