A Dor Do Passado
1 Capítulo 1
Harry Potter estava sentado em um vagão de trem. Ele estava com a cabeça encostada na janela e sua coruja em seu colo. E duas pessoinhas dormindo perto dele.
Enquanto ele olhava a passagem ao longe, assisti a chuva que caia. Olhando simplesmente para o nada.
A cada segundo estava mais perto de Londres, mais perto de lembranças que o machucava. Ainda se lembrava com as duas pessoas em que mais confiava traíram ele, ainda se lembrava que a mulher que amava tinha se deitado com ele por pena, que ela tinha engravidado dele e dado sua filha como se fosse nada. A única coisa que o confortava era o fato de ter dado a filha a ele. Todas as noites ele se lembrava de tudo o que tinha acontecido. Sempre depois de colocar a filha na cama, ele se sentava em sua sacada e ficava pensando em tudo o que tinha acontecido.
Por mais que tentasse esquecer não podia. Mesmo depois de onze anos, ainda doía como se tivesse sido na noite passada.
Ele suspirou e olhou para a garotinha que dormia ao seu lado. Ele não queria ter que ir novamente a Londres depois de tudo o que tinha acontecido entre Ron, Hermione e ele, mas Lilian tinha recebido sua carta da escola e ele não podia privar a filha disso. Não podia privar ela do direito de ser uma bruxa, de ser quem era. Por mais que isso doesse nele voltar naquele lugar, correr o risco de ficar cara a cara com o passado. Sua filha era mais importante.
Harry tirou o cabelo castanhos do rosto dela e sorriu para sua princesa. Ainda se lembrava como tinha sido difícil no começo. Não sabia nada sobre como cuidar de um bebê, mas ficou com a filha. Lilian era sua e ninguém a tiraria dele. Ele lutou contra todos seus medos, contratou um elfo domestico, continuou trabalhando como auro e criou a filha sozinho. Cada dia era uma dificuldade diferente. Criança dava trabalho e precisava de coisas e atenção, mesmo assim ele cuidou dela e a amou muito. A amou com todo seu ser, como ainda a amava.
Lilian quase não era parecida com a mãe fisicamente falando. Tinha puxado o formato do rosto, os olhos, sorriso e olhar do pai. Apenas os cabelos eram iguais aos da mãe e apenas na cor, já que era bem mais fácil de controlar. Muitas coisas na personalidade de Lily lembrava a mãe. O modo mandão, controlador, estudioso. Ás vezes, Harry passava horas olhando sua bebê lendo alguma coisa deitada no chão da sala. Naquele momento, era como se estivesse com Hermione novamente. As manias que ele sempre achou irritante em Hermione, Lilian tinha. Isso ao mesmo tempo o irritava e o fascinava.
Ele suspirou novamente e passou a mão nos cabelos da filha. Harry não sabia muita coisa do que tinha acontecido com o pessoal da escola. Apenas sabia que a maioria trabalhava no ministério. Para falar a verdade, ele também trabalhava, apenas em outra parte do país. Ele não queria se encontra com ninguém do passado, mas sabia que era impossível. Muito de seus amigos tinham filho da idade de Lilian. Sabia que Guil tinha uma filha três anos mais velha que a filha e que provavelmente estaria lá comprando material, assim como ele.
— Papai? – ele escutou a filha o chamando enquanto abria os olhos e olhava para ele.
— Oi, amor. – ele disse sorrindo para ela.
— O senhor não precisa fazer isso. – ela disse olhando para ele. – Miles pode me levar para compra o material e depois para pegar o trem.
— Não, anjo. – ele disse passando a mão no cabelo dela. – Estou bem.
— Por que o senhor nunca me conta o que aconteceu? – ela perguntou se sentando melhor. – Por que não me fala por que não quer voltar para Londres?
— Porque ainda não era a hora. – ele disse desviando os olhos rapidamente da filha para colocar os pensamentos em ordem. – Mas acho que está na hora de você sabe algumas coisas. Como você sabe, o papai sempre foi conhecido no mundo bruxo. Meus pais morreram quando eu era pequeno e foi criado pela minha tia. Quando descobri que era bruxo, minha vida mudou. Conheci pessoas, fiz amigos. Cada ano meu na escola enfrentava uma coisa diferente, mas isso não importa. Depois que a guerra acabou, pude parar e respirar. Foi quando assumi para mim mesmo que amava minha melhor amiga.
Harry parou por um segundo sem saber ao certo o que dizer. Ele olhou para a filha que olhava atentamente para ele. Seus grandes olhos não saiam do rosto do pai.
— Mas ela estava namorando meu melhor amigo e iam se casar. Decidi guarda meu amor para mim, mas de certo modo eles sabiam. Então, eles fizeram algo que me magoou muito. Hermione se deitou comigo para me mostra que eu podia ser amado. Eu fiquei furioso, ferido e fui embora. Alguns meses depois eu ganhei o melhor presente que podiam me dá. Eu ganhei você. O que Ron e Hermione fizeram comigo, machucou, mas se não fosse por isso nunca teria você comigo agora.
— Eu te amo, pai. Sinto muito se te faço sofre.
— Não, amor. Você não me faz sofre. – ele disse abraçando dela apertado. – Me machuca o que eles fizeram. Eles traíram minha confiança. Lilian, você foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida. Eu te amo mais que tudo. Nunca duvide disso.
Eles ficaram em silêncio o resto da viagem. Não tinham muito o que falar. Harry não queria falar aquilo para sua filha, mas ela tinha que saber. Não tinha como ele sabe se iria encontra Ron e Hermione. Ela merecia saber.
— Ela me amava? – Lilian perguntou quando o trem parou. – Hermione me amava?
— Eu nunca conversei com sua mãe sobre você. Ela te entregou a um homem do conselho tutelar e ele me entregou você. Ele me disse que sua mãe queria te ver algumas vezes durante esses anos, mas para isso você teria que ir a Londres, eu não quis. Você era muito nova para entender o que estava acontecendo. Ficar indo de lá para cá... Desculpe, amor, mas fui egoísta.
— Tudo bem, pai. Você fez o que achou certo. – falou sorrindo para ele. – Aonde vamos agora?
— Caldeirão Furado. De lá vamos para o Beco Diagonal, compra seus materiais. – ele disse colocando a coruja na gaiola. – E o que vamos compra para ser seu companheiro de guerra? Uma coruja, um rato, um sapo?
— Um gato. – ela disse sorrindo para o pai.
— Um gato? Tem certeza que não quer uma coruja? O papai te ensina a cuidar dela.
— Não, eu quero um gato. – ela disse enquanto se levantava e pegava a mão do pai, para sair da cabine. – Eu sei que eles vão se dá bem. Serão amigos.
Harry não disse nada, apenas sorriu para a filha. Ele sabia que a filha adorava gatos assim como a mãe. Apesar de ser mais uma coisa que lembrava Hermione, ele não se incomodava.
Eles saíram do trem de mãos dadas e foram pega as malas. Depois de pegar o malão da filha e sua mala, Harry seguiu com Lilian para o ponto de táxi. Enquanto eles andavam pelas ruas de Londres, Lilian estava estranhamente quieta olhando para o lado de fora com os olhos brilhando. Ás vezes, perguntava o que era uma coisa ou outra, mas a maior parte do tempo ficava em silêncio.
Assim que eles chegaram ao Caldeirão Furados, desceram e entraram. Assim que a porta se fechou nas costas deles, todos olhavam para eles. Lilian, geralmente não era tímida, mas com tantos bruxos olhando para ela, ela se sentia mal. Harry olhou para ela e sorriu corajosamente, já que as mãos estavam ocupadas.
— Harry Potter quanto tempo. – Tom disse indo até ele sorrindo. – Pensei que nunca mais fosse vê-lo.
— Oi, Tom. – Harry disse soltando o malão e passando o braço pelos ombros da filha. – Queremos um quarto com duas camas. Será que tem um para a gente?
— Para o herói do mundo bruxo, sempre. – ele disse indo até o balcão. – Quem é essa mocinha linda?
— Minha filha. Lilian Potter. – Harry sabia que não adiantava tentar esconder nada. Sabia que quanto antes contasse a verdade, melhor.
— Parece com você. Não sabia que tinha casado. E olha que o senhor conseguiu a proeza de passar anos sem ser manchete de alguma revista.
— Não casei. – disse assinando o livro caixa. – Poderia pedir para alguém levar nosso jantar no quarto? Estamos cansados da viagem.
— Claro. Como queira.
Harry acenou com a cabeça e guiou Lilian para o quarto. Sabia que suas coisas provavelmente já estariam lá. Assim que entraram, Lilian disse que ia tomar banho, enquanto o pai se sentou na cama olhando para o longe.
Harry não sabia o que esperar. A única pessoa que sabia de sua chegada era a senhora Tonks, que tinha combinado em se encontra com ele no dia seguinte juntamente com o Teddy. Mesmo longe de Londres, Harry fez questão de acompanhar o crescimento do afilhado. Sempre que podia Teddy ia para a casa do padrinho e passava uns dias lá. Assim como pelo menos uma vez no ano, geralmente no natal, Harry ia para a casa dos Tonks. Lilian e Teddy eram muito amigos e isso deixava Harry feliz.
Harry suspirou quando escutou uma batida na porta e se levantou da cama.
Lilian saiu do banheiro na hora que ele tinha acabado de arrumar a mesa. Eles jantaram em silêncio e logo após o jantar a menina foi dormi. Harry tomou banho, olhou algumas cartas que tinham sido entregue para ele por uma coruja do ministério e depois responde-las foi se deitar, mas demorou muito a pegar no sono.
Harry acordou cedo com Lilian pulando em cima da cama animada. A menina estava de pijama, com os cabelos bagunçados e espetados para todos os lados, mas mesmo assim parecia animada.
— Vamos, pai. Temos que encontra com Teddy em duas horas. – ela disse animada.
— Pensei que tínhamos que nos encontrar com Andrômeda e Teddy. – ele disse se sentando na cama e pegando os óculos. – Estou errado?
— Não. É que eu e ele combinamos que íamos escolher o gato juntos. – ela disse corada.
— Devo me preocupar com isso?
— Não.
— Certo. Vamos levantar e trocar de roupa. – ele disse saindo da cama.
Eles trocaram de roupa, depois desceram para tomarem café dá manhã e finalmente foram para o Beco Diagonal. Eles ficaram um tempo parados olhando para aquele lugar. Lilian por ser a primeira vez que estava ali, Harry pelas lembranças que aquele lugar lhe oferecia.
O homem pegou a mão da filha e passou a andar. Lilian estava animada e perguntava sobre tudo, enquanto Harry explicava e ria.
— Lilian, padrinho. – Harry escutou uma voz conhecida e se virou para ver.
Teddy vinha correndo na direção deles. O jovem Lupin era dois anos mais velho que sua filha e geralmente parecido com o pai. Mas ás vezes gostava de mudar de forma. Harry sorriu quando viu os dois se abraçando e Teddy tirando sua filha do chão e a girando.
— Olá, Harry. – Andrômeda disse parando ao lado dele.
— Oi. – Harry sorriu para ela. – Você pode até ser meu afilhado, mas se continuar agarrando minha filha desse jeito, eu vou te asara.
— Padrinho, não precisa tanto. – Teddy disse se afastando de Lilian e abraçando o padrinho. – Como vai?
— Bem. E você?
— Ótimo. – ele disse sorrindo. – Por onde vamos começar?
— Pelo gato. – Lilian disse animada.
— Pelos materiais. – Harry disse olhando sério para a filha. – Depois compramos o bendito gato.
Lilian rolou os olhos para o pai e pegou a mão de Teddy o arrastando pela rua. Andrômeda e Harry apenas riram enquanto os seguiam.
Não demorou muito para eles comprarem tudo o que precisavam. Certo que levaram o dobro do tempo do que realmente precisava, já que muita gente parou para falar com Harry. Lilian sabia que o pai era famoso, mas mesmo assim ficou surpresa.
— Que nome vamos dá para ele? – Teddy perguntou olhando para o gato malhado nos braços de Lilian.
— Não sei. – ela olhou para o gatinho em seu colo. – Pai?
— Eu não sei, amor. Desculpa. – ele disse sorrindo para ela. – Tem que ser um nome que você goste.
Lilian olhou para o gato com olhos amarelos, e pensou um pouco.
— Pode ser Dobby? Ele me lembra a descrição que o senhor fez e Dobby salvou sua vida.
Harry sorriu tristemente para a filha enquanto se lembrava de seu amigo. Ele sempre contou de suas aventuras para a filha. E sempre fez questão de contar sobre seu pequeno herói. Um amigo que ele se lembrava todos os anos e que ainda presenteava com flores no aniversário de sua morte.
— Claro que pode. – Harry disse depois de um tempo em silêncio.
— É Dobby, então.
— O que vamos fazer agora? – Teddy perguntou olhando para os dois adultos.
— Estava pensando...
— Harry? – Andrômeda foi cortada quando eles escutaram uma voz atrás deles.
Harry fechou os olhos com força quando reconheceu aquela voz.
— Harry, meu querido. – a senhora Weasley disse antes de ir até ele e o esmagar em um dos seus abraços. – Merlin, estive tão preocupada com você. Onde esteve todo esse tempo?
— Oi, senhora Weasley. – ele disse quando conseguiu respirar novamente. – Eu me mudei para longe. Precisava de um tempo para mim.
— Por que não disse nada? Por que não veio visitar a gente?
— Muita coisa aconteceu. – ele disse coçando a nuca.
— Artur, olha só quem eu encontrei. – ela disse acenando para o marido que vinha com uma garotinha ruiva ao lado dele.
— Harry, meu rapaz, a quanto tempo. – ele disse abraçando Harry.
— Sim, muito. – ele disse sorrindo.
Apesar de esta feliz por vê-los, Harry queria sair dali o mais rápido que podia.
— Sinto muito, mas tenho que ir. – ele disse forçando um sorriso.
— O que? Temos muito o que conversar ainda.
— Eu...
— Mãe, fala para Gina para de implicar com meu cabelo. – Ron disse se aproximando com os outros Weasley e seus conjugues. – Harry?
Naquele momento, tudo que Harry queria era que o chão se abrisse e ele caísse em um buraco, mas isso não aconteceria.
— Olá, Ron. – ele disse passando a mão pelos cabelos. – Como vai? Bom, eu espero que bem. Mas como eu disse para sua mãe tenho que ir agora.
— Espera, cara. Temos que conversa. Tem coisas que precisamos tratar. Hermione está atrás de você a anos.
— Eu sei. James me mantem informado sobre isso. – ele passou a mão novamente nos cabelos. – E como eu disse para ele, não tenho nada para falar com ela.
— Ela tem o direito de...
— Não. Ela não tem. Ela me deu a guarda. Me deu a criança. Eu não preciso conversa com ela, ou com você.
— Você não pode fugir do passado para sempre. Temos que conversa.
— Já disse que não tenho nada para falar com vocês. Não estou fugindo de nada. Pensei que tinha deixado tudo bem claro para Hermione na última vez que nós vimos. Eu não quero saber de vocês, estou bem. Tenho minha vida. Não preciso, nem quero conversa com vocês.
— Harry, Hermione se arrepende muito de tudo o que aconteceu. Ela tem coisas que precisa te falar. Aquilo tudo foi ideia minha. Quer culpar alguém, culpe a mim. Mas converse com Hermione.
— Não. Como disse tenho que ir. Lilian, venha.
Harry pegou a mão da filha e deu um passo à frente antes de Ron pegar Lilian pelo o outro braço a puxando para trás.
— Papai... – ela disse assustada.
— Ronald. – a senhora Weasley disse com raiva. – Solte a menina agora mesmo.
— Não. Harry, precisamos conversa. Você não pode simplesmente virar as costas para tudo.
— Solte ela. – Harry rosnou. – Agora.
— Não até conversamos.
Harry não pensou apenas deu um soco em Ron que o fez dá dois passos para atrás.
— Encosta novamente em minha filha, que eu te mato. – ele disse puxando a filha para seus braços. – Me deixe em paz, Ron.
Harry pegou a filha no colo e saiu dali o mais rápido que podia. Lilian apertou o pescoço dele com os braços e escondeu a cabeça no vão do pescoço do pai.
— Amor, está tudo bem. – ele disse a colocando no chão e sorrindo para ela.
— Ele queria me levar para longe igual aquele cara mal? – perguntou com os olhos assustados.
— Não, anjo. Apenas queria me impedi de andar. – disse colocando uma mecha de cabelo atrás da orelha dela. – Venha, vamos comer alguma coisa. Andrômeda, Teddy, sinto muito por isso.
— Não foi nada, Harry. – Andrômeda disse sorrindo para ele.
Eles comeram e depois foram para a estação. Harry ainda estava nervoso. Sabia que Hermione estaria esperando por eles lá. Sabia que Ron contaria para ela e ele não estava pronto para vê-la.
Assim que ele chegaram, viram um monte de pessoas andando de um lado para o outro com seus malões. Harry tinha passado a barreira com Lilian e estava levando o malão dela, que estava sentada no mesmo. Ele deixou as coisas da filha com um dos carregadores e seguiu para o lado enquanto Teddy foi falar com os amigos e apresentar Lilian para eles, já que segundo ele, eles estavam muito curiosos de tanto que ele falava sobre ela para eles.
— Harry? – ele escutou a voz de Hermione atrás dele. – Sei que não quer me ver e nem precisa falar comigo. Apenas esperei que ficasse sozinho para vim deixar meu endereço e meu número, caso mude de ideia.
Harry sentiu quando ela parou atrás dele e viu a mão dela por cima do ombro dele com um papel na mão. Lentamente, o homem se virou. Hermione não estava muito diferente da última vez que a viu. Um pouco mais velha e mais mulher, mas ainda era a mesma Hermione de onze anos atrás.
— Oi. – ela disse baixinho.
— Por que quer tanto me ver? Falar comigo? – perguntou cruzando os braços, ignorando o papel na mão dela.
— Queria conhecer nossa filha. – ela disse baixando a vista. – Sei que não tenho esse direito, mas ela é tão sua quanto minha. Não precisa falar quem sou. Na verdade, apenas de pode vê-la de longe, já me deixa feliz. – Hermione se virou para ficar de frente para a filha. – Ela é linda. Tão parecida com você.
— Eu sei. – ele disse seco. – Afinal, foi eu quem a criou.
— Sinto muito por isso. Ron me convenceu que era melhor. Disse que já que não queria que ele assumisse ela como filha, entregasse para você todos os direitos. Quando terminei meu namoro com ele dois meses depois de ter entregado ela para James, foi atrás dele para encontrar vocês, mas nunca consegui nada.
— Não preciso saber da sua vida. – disse olhando para a filha que vinha correndo na direção em que eles estavam.
— Papai. – ela gritou pulando no colo dele. – Eu vou pode ir com Teddy e os amigos dele. E sabe o melhor? O amigo dele, John, tem uma irmã da minha idade.
— Que bom, amor. – ele disse sorrindo para ela. Nessa hora o apito do trem tocou. – Acho que você tem que ir.
— Vou senti sua falta. – ela disse abraçando ele. – Te amo.
— Eu também te amo. – ele disse a apertando. – Mas vamos nos ver logo.
— Eu sei. Tchau.
Lilian beijou a bochecha dele antes de correr para a porta do trem onde Teddy esperava por ela.
— Vou pensar no que me disse. – Harry disse pegando o papel da mão de Hermione que ainda olhava o tem indo embora. – Ficarei na cidade por uma semana, se não aparecer nesse tempo, sabe qual é a minha decisão.
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