A Dor De Um Reencontro
1 Capítulo 1 - Encontro Infeliz
Queria poder saber o significado da vida... Eu fui jogado em um orfanato logo cedo por que meus pais não me queriam... antes de nascer eles pretendiam me abortar.
Queria saber o significado da vida, que com essa angústia, me livrar e ter alegria... Mas antes de tudo, eu queria que eles me amassem... mas isso era impossível, por que eles pretendiam abandonar ou me abortar...
Só não me abortaram por que é crime.
E com isso, com meus 6 anos de idade eu descobri o lado feio dos humanos e decidi nunca mais falar com pessoas novamente. Isso é algo que é meio impossível de se acontecer. É por isso que eu nunca tive amigos. Eu ainda não conheço o amor de pai, de mãe e nem nada desse tipo, e me tornei em uma escória humana...
9 anos á frente, eu me formei no fundamental e fui para o ensino médio, criei fortes laços com as freiras que me ajudaram em um momento muito difícil da minha vida... o dia do meu aniversário de nascimento... Ao me ajudarem, eu considerei as irmãs daquele orfanato como minhas mães e o Bispo como meu pai. E também... não falei com nenhuma das outras crianças do orfanato...
"Adeus." (Souta)
Eu não chorei... e também não fui embora de vez do orfanato, só iria me matricular em uma escola pública do ensino médio e viver lá por três anos, nada de mais...
Caminhando, Caminhando, Caminhando.
Então a chuva cai, sem nenhum guarda chuva corri em meio a chuva violenta.
Não era bem que se eu estivesse atrasado, só queria esfriar a cabeça de tantos pensamentos desnecessários.
Tudo correu bem em um mês, sem falar com ninguém novamente... E com isso, eu ganhei uma má reputação como o fantasma do fundo.
Isso para mim que não queria falar com humanos era um elogio... até encontrar aquela garota.
"Guhaah, ai ai ai ai ai..." (???)
Olhei para ela e apenas dei minha mão para levanta-la.
"Obrigada..." (???)
Esse agradecimento foi desnecessário.
falei em minha mente e segui em frente
"Ei você... Qual é seu nome?" (???)
"..." (Souta)
Mantive o silêncio e andei, ela persistentemente não parava de perguntar meu nome.
Passando a terceira rua
"Eu, Qual é seu nome?" (???)
"..." (Souta)
No próximo bairro
"Ei, Qual é seu nome?" (???)
Eu não suportei... Com os nervos quase de fora eu virei para trás e falei
"Ei, Eu não tenho um nome, então não me siga!" (Souta)
A garota um pouco triste disse um "Ah..." triste... E segui meu rumo, pensando bem, ela estava com roupas normais mesmo tendo aquela aparência... será que ela é uma adulta? Não que me importe...
Dia seguinte, Novamente, indiferente dos demais, sentei em minha cadeira no fundo e coloquei minha mão direita no rosto e olhei para o céu.
"Huaah, Olha só aquele olhar de arrogante, ele se acha o demais?" (Geral)
Essa era o que os outros pensam de mim... Heh...
"Bom dia pessoal." (professora)
Eu que era o representante da classe falei
"Levante-se, Cumprimentem" (Souta)
"Sentem-se" (Souta)
Sentamos... Então o professor olhou para mim e apenas desviei o olhar.
"Bom pessoal, hoje teremos uma aluna transferida, e quero que sejam gentis e a recebam bem. Entre." (Professora)
Caminhando, com seus cabelos lisos, brilhosos com aquele tom loiro e um pouco castanho direto até a escrivaninha da professora e se apresentou-se.
"Prazer em conhecê-los, eu me chamo Ayatsuji Yukka e tenho 16 anos..." (???)
Todos da sala gritaram como retardados e falaram
"Whoaaah, ela é fofa!" (Geral)
Até as garotas da sala estavam babando ela, um pouco desconfortável ela evitou eles um pouco e olhou para os lados... e olha só quem ela viu...
A garota seguiu até minha cadeira.
E a fofoca dos outros alunos não paravam e ela falou.
"Ei... Muito Obrigada pelo outro dia." (Yukka)
Ela abaixou sua cabeça como forma de agradecimento.
De modo um pouco envergonhado e emburrado respondi
"Não há de quê..." (Souta)
Isso trouxe energia positiva para os outros da classe.
"Professor, eu posso ir para a sala de enfermagem?"
Eu so falo com a professora por que é preciso.
"O que foi Amamiya-Kun, Dor de estômago?" (Professora)
"Não... eu não dormi direito e estou um pouco tonto." (Souta)
"Realmente, você está um pouco pálido..." (Professora)
Pálido... Que clichê. Resmunguei em minha mente.
A professora não pensou duas vezes e deixou eu ir.
A garota seguia com seu olhar os meus passos e pensou se podia me ajudar.
Cheguei na enfermaria e boa, não tinha ninguém. Me joguei na cama, eu menti sobre estar com sono logo em seguida dormi igual uma pedra.
Em meu sonho... Eu estava na sala brincando com os chinelos do meu pai... Eu não podia ter brinquedos por que para eles, eu era um ser indesejável... Mas eu era feliz com isso... Parando para pensar, esse sonho sempre me faz chorar... Dava para escutar da cozinha meus pais brigando sobre aonde deveriam me colocar, me abandonar etc. E eu estava eu, inocente sem entender nada o que estava acontecendo na sala... De repente escutei uma voz, que eu já tinha ouvido antes.
"Ei, Ei, Por que você está chorando?" (???)
"Ei, Acorde!" (???)
POR QUE ELA ESTÁ AQUI?!
Eu gritei na minha mente e enxuguei as lágrimas que lá ficava.
"Não é nada..." (Souta)
A garota olhou profundamente em meus olhos com uma reação de tristeza e disse
"Mas... Você estava tendo um pesadelo..." (Yukka)
Eu fiquei sério rapidamente, cerrei meus dentes e falei
"Saia Daqui..." (Souta)
"Mas..." (Yukka)
"Eu Já Disse... SAIA DAQUI!!" (Souta)
A garota assustada olhou para o chão tristemente e falou com um sorriso forçado no rosto.
"Sim... Se cuida...'" (Yukka)
Do lado de fora da enfermaria dava para ouvir os resmungos da garota e pisos se afastando.
Mesmo que ela não tenha feito nada, eu apenas descontei meu egoísmo nela... E eu nem conheço ela direito...
"Que tipo de idiota eu sou..." (Souta)
Não era como se eu estivesse querendo ser bem visto, Eu só queria paz... Mas aquele sorriso forçado me deu noção do quão idiota eu fui.
Irei atrás dela!
[CONTINUA NO CAPÍTULO 2 — DESCULPAS]
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