A Dor De Um Erro

4 Capítulo 6 No caminho do aeroporto


Notas iniciais
Meus amados leitores perdoem-mim por demorar tanto mas agradeço a paciência e aos 4 leitores que estão acompanhando a fic beijos

No carro dos Souzas

Pov Monica

Nossa esta chovendo que engraçado parece que o céu sentiu pena das minhas lagrimas e resolveu chorar também! Eu me pergunto o que fiz para merecer tamanho castigo? Será que eu cometi muitos pecados? Talvez isso não seja um castigo talvez seja um pesadelo em que eu não posso acordar e ver que tudo não passava de um mero sonho. Outra pergunta em que me atormenta é quando vamos voltar? Talvez quando eu tiver filhos ou, seja vovó... Talvez eu nunca volte, mas a palavra nunca e muito tempo será mesmo que não vamos voltar? Eu me pergunto como a Carmem esta? Coitada viver sem os shoppings deve ser difícil. Mas porque ela tinha que ir comigo nessa viajem? porque não poderia ser outra pessoa? Vai ver o destino quer que eu seja amiga daquela naris arrebitado... Amigos? Que palavra difícil de dizer sem chorar. Sinto pena da minha amiga Magali ela é tão frágil que não suportaria nunca mais me ver sinto pena do Cascão que vai sofrer tentando fazer o Cebola se conformar, e sinto muito medo de ver o Cebola sofrer, ele vai ficar tão mal com isso, mas ele vai ter uma lembrança de mim vou dar a rua para ele! Assim ele não vai ficar tão triste. Minha turma... Como vai ser ruim ficar sem estar ao seus lados ver os sorrisos nos seus rostos ver a felicidade nos olhos e o carinho no coração se eu pudesse ao menos me despedir deles mas não dá meu pais me obrigam a aceitar esse fato porque? Porque? Me dá um grande medo de não poder vê-los nunca mais. De vê-los apenas por retratos e fotografias me diga que escolha eu tenho? Eu não posso simplesmente abrir a porta do carro e sair correndo na chuva ate despistar os meus pais. Por que eu não tenho forças para fugir como uma garotinha mimada que não sabe encarar nada! Porque se eu fizesse isso estaria na cara que eu não tenho dignidade de me mostrar uma mulher responsável, mas se eu não fizesse eu estaria deixando de lado todos os amigos que me apoiaram desde que eu me entendo por gente estaria abandonando tudo que eu chamei de felicidade eterna, tudo o que me mostrou o que é se sentir feliz! Mas então o que eu posso fazer?

– Filha não fica assim quando nos chegarmos você pode ligar para os seus amigos- disse minha mãe tentando me consolar ela não era boa nisso

– Mãe será que a senhora não entende que eu não posso ir embora?- perguntei olhando a chuva cair

– É claro que entendo! Quem você acha que tentou convencer o seu pai a ficar?- pelo menos ela entende que eu não posso ir principalmente sem se despedir

– Eu sei mas... Porque você não me avisou sobre essa viajem antes?- lógico que eu poderia ter tempo de me despedir com uma boa festa de despedida

– Filha o chefe do seu pai ligou agora a pouco contando sobre a transferência! Não teria como lhe avisar antes- ela me respondeu prestando atenção no transito

– Droga! Que chefe é esse que não pode avisar antes sobre esses assuntos de transferências?- hunf depois dizem que esse emprego e bom

– Mas ele avisou uma semana atrás- com certeza eu fiquei pálida de raiva

– Que? É a senhora não me avisou?- sim! Eu estava furiosa

– Calma querida! Eu não lhe contei porque ele não tinha certeza por tanto não queria te deixar preocupada- ela olhou para mim tentando explicar antes que eu enfartasse

– Me deixar preocupada? É como você acha que estou agora? Ter que acordar e saber que vou me mudar para outro país não parece fácil não!- eu não queria voltar a chorar, mas as lagrimas cessavam em cair

– Meu bem eu só...- ela tentava se redimir mas a cortei

– Eu só o que mãe? Eu só tinha certeza que nos não fossemos obrigados a ir? Pois a senhora deveria ter se informado se tinha grandes chances dessa transferência ocorrer em tal dia- ela estava péssima, pois percebeu que ela não liga pro meu sofrimento ou me dá se quer atenção

– Filha se acalme...- ela ia falar, mas outra vez a cortei

– Mãe já deu! Chega!Chega- disse pondo um fim nessa, discussão que eu sei que não leva a nada

– Tudo bem então a gente conversa sobre isso outra hora- com certeza bem depois. Mas que coisa estranha durante todo o caminho o papai ficou calado

– Ta! Conversamos sobre isso depois porque agora eu vou tentar ligar para a Magali- respondi pegando o celular

No carro dos Dellers

Pov Carmen

– Mãe a senhora acha que o filho do chefe do papai gosta de mim?- perguntei para ela ainda apreciando a vista do restaurante

– O Nicolas? Se interessando por ele filha?- ela me perguntou com um olhar de: Ta apaixonada! Ta apaixonada!

– N-não nunquinha eu só... Sei La vai, ver eu goste dele- não consegui menti

– Huuum que bom assim espero lindinha- minha mãe apóia eu gostar de um cara rico clássico!

– Mãe para! Ele é só gatinho só! Não me interesso pela grana não!- Yes! Estou conseguindo ser diferente

– Que bom, filha! Estou muito orgulhosa viu?- que 10 ela concorda

– É mesmo? Então a senhora vai esquecer o papo da balada- perguntei com esperança

– Não!- sinicamente ela sorriu e voltou com os olhos para a estrada

Minutos depois...

– Já chegamos?- perguntei com cara de tédio

– Não!- eu em? Que coisa pra demorar

– Já vi que é longe esse aeroporto! Por isso vou ouvir musicas nos meus fones que bruscamente foram lançados ao chão, antes de se formar esse galo na minha cabeça, que por falta de pudor não foi apresentado ao senhor saco com gelo, e sem contar que a minha barriga esta fazendo aniversário nomeado por “quase uma hora sem ver comida” o que significa que minha barriga esta, sega e a comida saiu pra passear com o saco de gelo- falei calmamente fazendo minha mãe rir

– Filha para de ser boba! Eu compro algo para você comer quando chegarmos- minha mãe ria sem parar

– Ok! Agora repita para o meu estomago que chamo de “barriga desnutrida” gostou do apelido?- novamente fiz ela rir

No carro dos Souzas

– O que? Como assim descarregado?- encarei o visor do celular – Era só o que faltava! Agora só em Londres eu vou poder ligar depois recarregar que azar!

– Chegamos!- disse papai ignorando a minha crise de raiva e abrindo a porta para mim e depois pegando as malas

– Finalmente! Achei que você tinha pegado o caminho errado- falei aliviada guardando o celular e o ajudando a tirar as malas

– É mesmo! Agora entendi porque mulheres não podem dirigir carros- falou papai suando a mamãe

– Claro! Até porque você dirige tão rápido que já deve ter matado mais de mil pedestres- falou mamãe fazendo pirraça com ele

– Seus bobos parem!... Pai cadê a Carmem que eu não to vendo? Será que ela ainda não chegou?- falei espremida com todas as pessoas passando com malas

– Souza — falou um homem vindo em nossa direção

Notas finais
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