A Dona Daquela Voz.
1 Capítulo 1
Notas iniciais
L.O.
A dona daquela voz
Em uma bela tarde, me foi apresentada uma bela voz, sim, uma bela voz, daquelas que atinge diretamente a sua sensibilidade, eu , logo pensei “Mas que bela voz é esta?”, e rapidamente em meu celular busquei a foto da dona de tal voz com tanta perfeição que beneficamente me estremeceu, e, para minha surpresa, a voz condizia perfeitamente com aquele rosto arredondado, com aquele olhar distante escondido por detrás de um óculos com lentes roxas, que combinava com a camisa xadrez lilás, e sem dizer aquele cabelo loiro, loiro clarinho, de cumprimento um poço acima dos ombros, e eu pensei “NOSSA!”.
Continuamos em contato e então surgiu uma bela amizade, e, a cada vez que eu escutava sua risada, meu coração palpitava, e eu, não entendia, ou melhor, entendia, mas dizia para mim mesma que não pudia.
Quando me vi, já estava completamente perdida em cada detalhe daquela mulher, em cada história, em cada gracinha, em cada fragilidade, e ficava ali, atenta a cada novo detalhe, mesmo estando presa a um medonho caos que me atingia, isso não me impediu de enxergá-la. Eu tinha medo, e negava a mim mesma que pela dona daquela voz, eu estava encantada, mas, o tempo foi passando, fomos nos aproximando, e chegou ao ponto onde havia a minha extrema necessidade de todos os dias, tê-la em minha vida, nem que fosse por meros cinco minutos, que se tornavam os melhores do meu dia.
Para minha surpresa, a dona desta tão perfeita voz estava dando indícios de que por mim tinha um interesse maior, eu inicialmente pensava estar errada, mas o interesse estava cada vez mais evidente, eram elogios, brincadeiras, indiretas, preocupações, teve até sonho! ... Então, em dado dia, aquela desejada voz me disse “estou apaixonada por você”, sim, eu já sabia disso, mas ouvir, ouvir aquilo foi me levar ao mais elevado estado de encantamento. E ali iniciou-se uma semana de tentativas, ela dormiu comigo a semana inteira, e nada acontecia, não por falta de vontade, mas por medo, eu tinha medo de me entregar a felicidade loira que estava ali, na minha frente. Eu apenas dizia, “eu não posso”, e torcia para que ela viesse a entender que era um não posso, e não um não quero.
A semana foi passando e na quinta feira ela chorou, e ao vê-la chorar... meu coração se partiu, eu me senti a pessoa mais boba do mundo, por fazer chorar aquela, a dona da voz que eu mais queria ter perto de mim... e na sexta, na sexta feira, eu disse mais um não, com o coração partido, então ela saiu, e ao voltar, eu estava ali, desesperada, querendo que ela tentasse novamente, pois eu não podia, eu não podia perder ela, era ela, era a dona da voz que eu queria, e dane-se o não poder... Então ela chegou... ela tentou... e finalmente... a beijei...e ali, sabe quando o mundo para, o coração acelera, você flutua, e só existe vocês.? Foi exatamente assim, e eu pensei...É ela, é a dona da voz, é ela que eu sempre procurei.
E o tempo foi passando, e fomos ficando... ficando... e então... finalmente namoradas... Isso demorou? Não! Não demorou!
Hoje, a dona daquela voz é o meu maior motivo para acreditar no amor, é a dona daquela voz que tira de mim os melhores sorrisos e os melhores sonhos. Hoje, a cada vez que ela canta me aquece, que ela sorri me amolece, que ela olha para baixo me fascina, que ela morde o lábio me atiça. Hoje a cada vez que ela diz eu te amo, eu sei que estou exatamente no lugar onde eu deveria estar. Encontrei meu ponto de paz, e falo, com todo orgulho do mundo... Minha namorada! Minha, acreditem... a dona daquela voz é minha, é minha inspiração, é minha paixão, meu equilíbrio, meu motivo para sorrir, ela é o motivo dos meus sorrisos mais bobos, dos meus dias mais completos, dos meus sonhos mais coloridos, do meu olhar indiscreto.
Ela extrai de mim o melhor que posso ser... a dona daquela voz, me faz a cada dia entender, o que o amor tem que ser, e o sorriso mais belo me sai, quando penso... Felicidade... A minha é poder amá-la, e é poder ouvir um eu te amo todos os dias, com a perfeita voz, a voz da minha linda mulher!
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