Notas iniciais
Oi, pessoal! Bem, antes que vocês leiam, eu gostaria de dizer que esse é o primeiro roteiro que nós escrevemos e por isso podem existir vários erros nele, mas imagino que seja uma boa história mesmo assim ( :v ) Por isso, gostaria que dessem suas opiniões quando terminarem de ler o capítulo, para que possamos escrever melhor no futuro u.uBoa leitura :3_ Ryan e Ádrila

INT. CASA BRANCA – WASHINGTON D.C. – DIA 1

A sala era grande e branca. Havia longas fileiras de cadeiras negras em forma de ômega ao redor de uma grande mesa bege. Debruçado sobre ela, George (de meia-idade e com a barba por fazer) limpou a garganta para chamar a atenção para si.

GEORGE: Não há tempo para delongas (ele estava preocupado), por isso, preciso dizer, cidadãos e cidadãs, que, neste dia, 25 de junho de 2017, foi declarado estado de sítio nos Estados Unidos. Reforços estão sendo enviados para as forças policiais nas fronteiras e em nossas ruas, para proteção de nosso povo.

Imagens de soldados em tanques de guerra circulando por estradas de terra e da Times Square, com transeuntes confusos, puderam ser vistas.

GEORGE: Entendo que vocês devem estar confusos, mas preciso que vocês sigam as orientações transmitidas a vocês nos últimos sete dias. Isto é crucial para a sobrevivência e a prosperidade de nossa nação nestes tempos difíceis...

Uma batida alta pode ser ouvida. Todos os membros do firmamento se viram para olhar para a direção do som.

BOOM!

As câmeras tremeram. Algumas caíram. Os políticos exibiam expressões apavoradas enquanto uma nuvem esverdeada avançava pela sala. Eles correram para um dos lados, tentando abrir as portas, mas estavam trancadas. Murros, gritos, soluços e orações foram escutados. A imagem começa a chuviscar.

A névoa se aproxima dos políticos.

Eles têm espasmos quando a nuvem os alcançou. Seus olhos reviraram. A pele parecia estar apodrecendo, deixando alguns ossos visíveis. Cabelo caía. Som de ossos se partindo são ouvidos. Murmúrios sem sentido algum também. Seus corpos estavam se decompondo.

Eles não caíram no chão. Arrastaram-se pelo chão, sem forças para levantar os pés. Formaram um círculo em volta de George, o único homem intacto. Ele gritou.

E a imagem escureceu.

INT. CASA DOS SHELD – SALA — WASHINGTON D.C. – DIA 1

Dentro da casa ouviam-se choros, lamentos e pessoas se abraçando enquanto ouviam, atentos, os avisos na televisão e no rádio. Todo o país (ou mesmo todo o mundo) estava assistindo aquilo no momento.

De repente, um estrondo. A televisão foi jogada no chão. Quebrou.

SERENA: Chega! (gritando) Não podemos ficar aqui lamentando! (ela tinha voz de autoridade), temos que fazer alguma coisa e tentar sair daqui! Há uma doença lá fora e vai matar todos nós!

Todos os olhos se viraram para ela.

VOVÓ SHELD: Vá, Serena! (seu tom era casual)

SERENA: E vocês? (preocupada) Vovô, vovó... Vocês não podem...

VOVÔ SHELD: Nós somos velhos demais! Não temos chance alguma lá fora, Serena... Mas você tem! Precisa ir rápido!

SERENA: Mas... Eu...

VOVÓ SHIELD: Viva, Serena, por nós.

Os três se abraçaram por aproximadamente cinco minutos. Nenhum deles queria se afastar, mas a idosa o fez.

VOVÓ SHIELD: Procure Adam... Ele vai te ajudar.

Assentindo, preocupada, Serena abriu a porta. Antes de atravessar, ela começou a chorar.

SERENA: Eu vou sentir saudades... (apesar de tudo, ela entendia que era preciso fazer aquilo).

Correndo, ela atravessou a porta sem olhar para trás. Foi até a casa de Adam, seu vizinho. Tocou a campainha. Um garoto abriu a porta. Ela o abraçou.

ADAM: Eu já ia atrás de você! (ele estava apreensivo) Precisamos ir embora logo! Não estamos seguros aqui! Estão dizendo que a peste está se espalhando pela cidade!

Pausa.

ADAM: Meu pai arranjou um helicóptero. Chame seus avôs e sua irmã! Precisamos sair daqui! Rápido!

SERENA:Meus avós... (receosa) Eles não vão vir.

ADAM: Não vão?

SERENA: Eles não vão morrer, Adam. Não por... Por estes monstros... (os dois sabiam que ela estava mentindo) Sierra foi se despedir das amigas dela (ela ainda chorava, desta vez soluçando)

ADAM: Serena...

SERENA: Nós vamos ficar juntos, Adam. (ela estava esperançosa)

ADAM: Sim, nós vamos...

Serena assentiu, lentamente. E então, correu para casa. Muita coisa havia sido dita naquela conversa entre os dois. Ela precisa arrumar as suas coisas e as de sua irmã. As duas partiriam. Mas, antes disso, ela precisava se despedir de seus avôs.

INT. CASA DOS SHELD – SALA — WASHINGTON D.C. – DIA 1

Serena, a irmã e os avôs estavam sentados um ao lado do outro. Murmuravam palavras de amor uns para os outros. Contavam histórias sobre o passado. Choravam de tristeza, mas tentavam sorrir. Sabiam que aquelas seriam as últimas horas que passariam juntos.

ADAM: SERENA! SERENA!

Ele estava gritando. Segurava uma câmera em uma das mãos.

A garota levantou, sobressaltada. Correu até a porta. Adam estava lá fora. Zumbis (todos os chamavam assim) também. Eles se arrastavam devagar pelo chão. Eram muitos. Preenchiam todo o horizonte.

Serena gritou. Sierra estava chorando. Todos estavam.

ADAM: Nós precisamos ir! (ele estava desesperado) AGORA!

Serena olhou para os avôs, ainda dentro da sala. Eles não se levantaram. Ela soluçou mais alto.

VOVÓ SHELD: VÁ, SERENA, VÁ!

SERENA: Vovó...

Os zumbis estavam próximos demais. Adam a interrompeu. A puxou pelo braço por uma das ruas. Sierra hesitou por alguns segundos antes de segui-los.

SERENA: Para onde estamos indo? (ela estava apavorada)

ADAM: Pro helicóptero!

SERENA: Onde ele está?

ADAM: Só me siga, tá legal?

Serena abriu a boca, mas antes que pudesse dizer algo, uma criatura surgiu a sua frente quando iam virar a esquina. Ela gritou. Adam deu um chute no zumbi. O monstro caiu no chão, contorcendo-se. Os três passaram por cima dele.

Viraram mais um beco. Zumbis cercavam o outro lado.

Viraram-se para outra rua. Viram aquelas criaturas arrastando-se por casas estreitas. Estavam se aproximando mais rápido do que parecia de início.

Serena bufou e começou a correr para um lado aleatório. Os outros dois a seguiram, apesar de estarem confusos. De segundos em segundos, encontravam alguma criatura saindo de alguma casa, mas Adam as derrubava com seus quase dois metros de altura.

SERENA: Cadê o helicóptero?

ADAM: Só continua correndo!

SERENA: Pra quê? PRA MORRER?

ADAM: Você acha que eu ia deixar você morrer?

SERENA: Sinceramente?

Sierra gritou. Serena se virou para a irmã, apavorada. Adam também parou de correr. A menina estava caída no chão. Havia tropeçado em algo.

SERENA: Se levanta!

SIERRA: Eu não consigo! Tá doendo!

Adam bufou e carregou a menina, a apoiando em suas costas. Quando se viraram para continuar o caminho, viram-se cercados. Havia zumbis dos dois lados da rua. E alguns deles surgiam de algumas janelas e portas.

SERENA: DROGA!

Outro barulho passou a ser ouvido. Hélices. O helicóptero! Eles olharam para cima enquanto o veículo se aproximava deles. Os zumbis também. Serena dava chutes e socos para todos os lados, desesperada. Adam também tentava, mas seus movimentos pareciam restringidos enquanto carregava Sierra.

O helicóptero parou aos quatro metros de altura. A mãe de Adam estava lá. Ela jogou uma escada para eles.

Sierra foi a primeira a subir, queixando-se da dor na perna. Depois, Serena. Adam sentiu a perna sendo puxada para baixo, mas com um gesto brusco, conseguiu se soltar.

Os três estavam no helicóptero. Estavam sentados no chão. Serena abraçava a irmã. Adam conversava com a mãe. O pai dele dirigia.

O rapaz olhou para a câmera em sua mão. Captara toda a corrida. Aquilo só fazia com ma dúvida voltasse á sua mente: como tudo aquilo fora acontecer?

SERENA: Obrigado, Adam...

Ela estava aliviada. Adam sorriu.

4 . INT . HELICÓPTERO — DIA 1

SIERRA: AI, EU ACHO QUE QUEBREI ALGO, TÁ DOENDO MUITO! (ela disse com expressão de medo e dor) POR FAVOR, ME AJUDEM!

ADAM: Mãe, por favor, ajude a Sierra e Serena (ele estava olhando para a garota) Ajude-a, tenho que fazer uma coisa. (pegou o gravador e foi para um canto do helicóptero que não tinha cadeiras além da do piloto permitindo um amplo espaço)

ADAM: Ok, vamos começar (ligou o gravador ) Há um mês atrás, a Rússia, pior inimiga dos EUA, desenvolveu uma doença química que transforma as pessoas em zumbis, acho que esse é o termo. Não há mais pessoas vivas em alguns estados e até mesmo países. Daqui a pouco, quem não conseguiu fugir vai morrer também. Estou gravando isso para que possam escutar quem quer que seja sobre o que afetou o país em 2017. Pretendo esconder essa gravação ou mandar para um outro país , embora essa última opção já não seja tão possível. Estamos fugindo no momento e com sorte gravarei outra fita. (dizendo isso, ele desligou o gravador e ouviu sua própria gravação atento)

SERENA: Ahn... Adam....

CENA 5 INT. HELICÓPTERO – DIA 1

Sierra estava chorando. Adam parecia preocupado. Zumbis estavam por todo lugar, se estendendo além da vista.

SERENA: A gente não vai sobreviver, vai? (ela estava triste. Adam colocou a mão no ombro dela)

ADAM: Você não está falando sério, tá? (ela franziu a testa para ele) Tipo, você é a melhor líder de torcida da nossa escola, acha que uns zumbis podem acabar com você? (ele sorriu. Ela não)

SERENA: E o que você quer que eu faça? Que jogue um pompom na cara deles? CLARO QUE NÃO, porque nós não temos pompons! Nós não temos nem dinheiro, ou casa, ou comida... (ela estava chorando)

ADAM: Ahn... Nós temos sim comida. Suprimentos pra um mês, sei lá. Claro que a gente vai ter que comer bem pouco e tal, mas... Dá pra se virar por um tempo. Tipo, enquanto a gente estiver no helicóptero.

SERENA: E se sobrevivermos até poder sair daqui... Ou até o combustível acabar...

Adam suspirou.

ADAM: Nós vamos cuidar de vocês, tá bem? Eu prometo.

Serena mordeu o lábio. Ela se afastou de Adam.

SERENA: Não prometa nada, tá bem? Por favor.

ADAM: O quê?

SERENA: Não torne as coisas mais difíceis, Adam...

Adam abriu a boca para falar algo. Serena deu um beijo na bochecha dele. Ele continuou com a boca aberta. Estava surpreso.

SERENA: Agora, vamos lá, nós temos que sobreviver a um apocalipse zumbi, certo?

Ela estava sorrindo.

CENA 6 – INT. HELICÓPTERO – DIA 32

Adam não fazia a barba há algum tempo. Serena sentia a falta da água quente. Sierra queria as amigas. Os pais de Adam pareciam cansados. Mas eles ainda estavam vivos. Todos eles. Ainda assim, Adam estava preocupado.

ADAM: Como assim não tem comida? (gritando)

PAI DE ADAM: Nós vamos ter que buscar suprimentos (ele parecia preocupado. Havia olheiras sobre seus olhos. Ele emagrecera bastante no último mês)

SERENA: Suprimentos? Onde?

PAI DE ADAM: Bem... Você sabe... Lá em baixo.

SERENA: O QUÊ?

O pai de Adam, Raul, assentiu. Estava triste.

PAI DE ADAM: Além disso, os galões extras de combustível estão acabando... A gente tem que recarregar.

SERENA: MAS É PERIGOSO! (Serena era sempre exagerada. Ou estava muito feliz, ou muito triste, ou muito apavorada) A GENTE NÃO PODE IR PRA LÁ!

ADAM: Serena... Você não vai. Nós vamos.

Serena encarou o garoto. Ele não estava mentindo. Ela não queria que ninguém saísse de lá.

ADAM: Vai ser rápido. A gente só vai procurar um supermercado... A comida ainda não deve ter apodrecido... E também tem aqueles alimentos não perecíveis...

SERENA: Vocês estão brincando, não é?

RAUL: Serena, por favor...

SERENA: A GENTE NÃO PODE SAIR DAQUI!

ADAM: A GENTE PRECISA SAIR DAQUI! Serena bufou. SERENA: NÃO! Isso é suicídio, Adam... Suícidio!

ADAM: E acha que não comer nada é viver? Acha? Acha que ficar desse jeito é viver? ACHA ISSO?

SERENA: Eu acho que existe uma chance de a gente sobreviver! ADAM: Sem comida? Sem banho? PRESOS NESSA PORCARIA?

Raul encarou Adam. Estava surpreso com as palavras do filho. Mas Adam não olhou para ele.

SERENA: ENTÃO SAI! (ela empurrou Adam em direção a porta do helicóptero, tendo a noção de que ela estava fechada) Faça os zumbis de bola e sai chutando eles, se você acha que isso vai adiantar alguma coisa!

ADAM: EU SEI QUE NÃO VAI! Mas acha que ficar por aí se lamentando vai ajudar em alguma coisa? ACHAR QUE VAI MORRER?

Serena ficou em silêncio. Não sabia o que dizer. Não queria discutir. Estava cansada.

SERENA: QUER SABER? FAÇAM A DROGA QUE QUISEREM!

E saiu de lá. Raul colocou a mão no ombro do filho. Adam estava vermelho de raiva.

RAUL: Filho, eu sinto muito...

ADAM: Tá tudo bem, pai. (pausa) Agora.. Precisamos achar comida, não é?

RAUL: Você não precisa ir, Adam... Alguém precisa ficar cuidando de Júlia e das meninas... Adam olhou para trás. Por um porta entreaberta, ela podia ver Serena conversando com a irmã. Ela parecia tão mais velha.

ADAM: Elas podem se cuidar sozinhas, sabia?

Raul sorriu para o filho. Estava orgulhoso.

7 INT. HELICÓPTERO – DIA 33

Júlia estava debruçada sobre a janela de um dos vários compartimentos do helicóptero. Olhava para fora, onde havia corpos mortos e ruínas, apenas. Estava chorando.

O marido, Raul, estava atrás dela, abraçando-a pelas costas.

Serena estava no compartimento ao lado, perto da porta, escutando o que eles diziam, mesmo que não fosse sua intenção. Ela misturava algumas sementes de lentilha em uma espécie de sopa para a irmã.

JÚLIA: Você tem mesmo que fazer isso, Raul?

RAUL: Acha que eu ia querer fazer isso se não fosse mesmo precisar?

JÚLIA: A gente ainda tem comida pra uma semana... E o combustível deve dar... Você não precisa ir!

Raul se afastou dela. Parecia muito distante. Júlia estava triste.

RAUL: A gente teve sorte de encontrar um supermercado agora. E longe dos zumbis. Sabe-se lá quando a gente vai achar outro de novo, temos que fazer isso agora...

JÚLIA: Temos?

RAUL: Adam... Adam vai comigo (ele sussurrou. Tinha medo da reação da esposa)

Os olhos dela estavam arregalados.

JÚLIA: ADAM NÃO PODE IR COM VOCÊ!

RAUL: Querida... Nós conversamos sobre isso... E Adam quer ir comigo...

JÚLIA: MEU FILHO NÃO VAI SAIR DAQUI, RAUL! (ela gritava entre os soluços)

RAUL: Têm cinco pessoas aqui, Júlia. (ele estava irritado) Eu não imaginei que Adam realmente fosse trazer aquela menina e a irmã dela... E não deu tempo pra eu buscar mais comida...

No outro compartimento, escutando tudo, Serena ficou surpresa com as palavras dele. Ela não sabia que os pais de Adam não haviam concordado com o fato de ela e a irmã irem com eles.

JÚLIA: Então eu vou! Eu posso fazer isso! Mas Adam não, Raul!

RAUL: Júlia, isso não é trabalho pra você. É coisa de homem.

Júlia bufou.

JÚLIA: Eu vou com você, Raul. Só nós dois, tá bem? Como nos velhos tempos, ok?

RAUL: NÃO, JÚLIA! Você não vai!

JÚLIA: Se você está pensando que eu vou deixar o meu filho lá fora sozinho com tudo isso que tá acontecendo...

RAUL: Júlia, você fica.

JÚLIA: Raul, eu não vou...

RAUL: Querida, eu não posso permitir que você vá comigo.

JÚLIA: Então eu vou sozinha.

RAUL: O que? NÃO!

JÚLIA: VOCÊS NÃO VÃO SOZINHOS!

RAUL: JÚLIA, VOCÊ NÃO...

JÚLIA: Eu não vou mudar de ideia, tá bem? NUNCA!

RAUL: Querida...

JÚLIA: EU VOU COM VOCÊS!

Raul suspirou. Não podia discutir com a esposa, afinal.

RAUL: Eu te amo.

JÚLIA: Eu sei disso (lágrimas ainda escorriam pelo rosto dela, mas ela esboçou um sorriso)

Os dois se beijaram.

Mas, no outro compartimento, Serena não se sentia bem.

CENA 7: EAGAN- MINESOTA – DIA 34

Adam, Júlia e Raul estavam no supermercado mais próximo que encontraram. Apesar do ar solitário, nem toda a comida havia apodrecido.

ADAM: Mãe, pega aquele carrinho!

JÚLIA: Pega tudo! TUDO!

Adam começa a retirar produtos das prateleiras, todos, sem exceção. O supermercado está aparentemente vazio como toda a cidade de Eagan, completamente deserta.

Após retirarem tudo eles correm para o helicóptero, mas, antes qe pudessem entrar, Adam vê algo.

Uma onda de zumbis.

ADAM: Ah, droga...

8 EXT. CAMPO EM EAGAN – DIA 34

Estavam todos abraçados. Todos choravam. Palavras não precisavam ser ditas naquele momento. Ninguém queria sair dali, mas toda a família de Adam iria procurar por suprimentos.

ADAM: Nós voltamos logo, tá bem?

Serena assentiu. Trocou olhares com cada um deles. Raul, Júlia, Adam. Estavam dispostos a se arriscar ali para procurar comida para todos eles.

Por um segundo, ela se sentiu culpada. Achava que deveria ir com eles. Mas sabia que aquela não era a melhor maneira de ajudá-los.

Eles se afastaram. A família de Adam para um lado, preparados para sair dali, Serena e Sierra do outro.

ADAM: Tchau, Serena. (ele se esforçava para não chorar)

SERENA: Não é tchau, Adam. É um até logo, tá bem?

Ela esboçou um sorriso.

Mas, no fundo, todos ali sabiam que aquilo não era verdade.

X EXT. CAMPO EM EAGAN, MINESOTTA – DIA 34

Serena estava sozinha com Sierra. Havia um campo verde em qualquer direção que olhasse. O helicóptero estava atrás dela.

SIERRA: Quando eles vão voltar?

Serena mordeu o lábio. Estava preocupada com Adam. Queria vê-lo logo, mas sabia que não podia. Lembrava das palavras de Raul, que as duas meninas (Serena e a irmã) estavam deixando as coisas mais difíceis.

Ela suspirou.

SERENA: Ahn... Sierra... Nós precisamos ir andando?

SIERRA: O quê?

SERENA: Não faz perguntas, tudo bem? (ela segurou a mão da irmã) Só... Só me segue.

Serena estava chorando. Sierra percebeu, mas não disse nada, apenas obedeceu. E, juntas, as duas deram as costas para o helicóptero e avançaram em direção ao horizonte.

SERENA: (murmurando) Adeus, Adam.

9 EAGAN MINESOTA – DIA 34

JÚLIA: CORRE, ADAM! POR FAVOR, CORRA! SE SALVE E LEVE O CARRINHO!

ADAM: MÃE , NÃO, NÃO POR FAVOR NÃO, VOCÊ NÃO PODE ME DEIXAR!

Júlia se dirige aos zumbis e começa a correr, deixando o espaço livre para que os três pudessem correr. Onde estava Raul, afinal? Ela queria se manter calma, mas gritava e chorava. Onde estava o marido?

E, no meio daquele desespero, os zumbis a dominaram

Adam caiu no chão, chocado. Estava chorando. Corria entre tropeços. Queria ficar ali. Mas precisava encontrar Serena. Ajudar Serena. Droga, droga, droga!

Ele caiu mais uma vez.

Tenta se levantar.

Não consegue.

Sente algo em sua perna.

Um zumbi.

Ele grita.

Era tarde demais.

Tarde demais.

Notas finais
E então, o que vocês acharam?Gostaram do final? O que acham que poderiam acontecer no futuro? Acham que vocês sobreviveriam se estivessem no lugar deles? Então... Tem alguma crítica construtiva sobre a história? Algum elogio? Não gostou de alguma coisa? Fale com a gente :DObrigado pela leitura :)
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!