A Doce E Fria História De Amor Do Dragão
7 Triste apatia
Notas iniciais
Yao passou muito tempo lá deitado no sofá, o dia amanheceu enquanto ele ficava lá sem responder qualquer coisa que perguntavam para ele. Pensava em várias coisas sobre o que Ivan tinha contado, a ideia de ele ter o observado por tanto tempo assustava, não só pela atitude que ele tivera, mas também por Yao não ter notado ou percebido nada. Quando os irmãos desceram correndo esperando o café da manhã, acharam Yao no mesmo lugar em que estava antes e ficaram preocupados, seus olhos estavam vermelhos, estava com cara de cansado e seus cabelos estavam soltos e bagunçados.
- Aniki... — começou Yong preocupado — Tá tudo bem?
Yao não responde.
- Yao... você passou a noite aí? — perguntou Xiang
- Não podi! Se tá cansado e triste tem que ir para a cama e não ficar no sofá! — Disse Mei inocentemente.
- Ela tá certa Yao — disse Kiku
Yao ainda não respondia nada então Hyung, Yong, Lien e Kiku começam a o puxar para fora do sofá.
- Deixa eu ficar aqui aru — Yao finalmente diz algo
- Vamos te levar pra cama — responde Lien
Os pequenos vão puxando o mais velho e o levam até o quarto dele, ao chegar lá, Yao se joga na cama, se agarra a um travesseiro e se enrola todo no cobertor ficando coberto até a cabeça.
- M-Me... deixem sozinho aru — pediu ele
Os irmãos olham para ele por um tempo, Kiku chama eles para sairem do quarto mas Mei e Yong vão até Yao e ficam bem pertinho dele.
- Não fica assim triste, Aniki — falou Yong
- Sorria — disse Mei com um sorriso dando um pequeno beijinho na testa do irmão.
Um pequeno sorriso apareceu no rosto de Yao, mas logo ele escondeu a cara contra o travesseiro, não estava com o humor muito bom. Os irmãozinhos dele sairam todos do quarto deixando Yao lá sozinho onde ele passou várias horas, provavelmente até pegou no sono.
Muito tempo depois Yao sai vagarosamente da cama e vai até a cozinha, saiu mais porque tava com fome, mas também estava um pouco melhor apesar de sua aparência não ser tão boa. Ele também estava incomodado com a indecisão, ele começou a ficar em dúvida com o que sentia por Ivan. Ele arrastava os pés andando vagarosamente, o cabelo ainda solto e mais bagunçado, os olhos mais vermelhos e mais cansados. Quando notaram Yao passando, todos os irmãozinhos olhavam para ele preocupados.
- Nihao — disse Long
- Nihao — respondeu Yao
Yao vagarosamente faz um chá e bebe apaticamente, enquanto fazia isso, os irmãos se sentam ao seu lado como se tivessem pensado em algo para acabar com o que quer que seja que incomodava o chinês.
- Ne... Yao... — começou Kiku — olha o que desenhamos para você.
Kiku mostra então um enorme pergaminho e com ajuda de Hyung vai o abrindo, tinha um desenho bem grande de todos eles juntos junto de uma cachoeira com um rio e uma bela cerejeira.
- Eu desenhei eu, a Lien desenhou ela, o Xiang desenhou ele — explicava Yong — o Hyung desen-
- Então... — interrompeu Kiku — cada um desenhou a si próprio.
- Mas na hora de desenhar a natureza todo mundo ajudou — explicou Long.
- Mas o Kiku desenhou você porque ele desenha melhor — disse Mei
Dava para notar a diferença na abilidade de desenho deles e obviamente o de Kiku era mais bonito, mas Yao achou aquele desenho maravilhoso e abriu um pequeno e fraco sorriso.
- Xiexie (obrigado) — disse ele — ficou lindo aru.
Num piscar de olhos, como se o pequeno sorriso de Yao fosse um sinal de ataque, todos os pequeninos deram um super e forte abraço no irmão. Yao começou a chorar, mas logo limpou as lágrimas e abriu um sorriso maior.
- Desculpa por preocupar vocês aru... — disse Yao — já estou um pouco melhor. Xiexie.
- Um pouco? — perguntou Xiang — só um pouco?
- Preciso de um tempo aru.
O dia proceguiu mais calmo, os irmãozinhos de Yao tentavam o acalmar e o alegrar, o chamavam para brincar, para tomar banho em uma grande lagoa que tinha perto dali, comer coisas gostasas e muitas coisas. Os dias se passaram e Yao ia melhorando, estava já quase como era antes, mas a vida não era só brincadeira, o chefe de Yao, o imperador, chamou ele até os aposentos dele para falar-le algo.
- Teremos vistas em alguns dias. — disse o Imperador
- Visitas aru? — perguntou Yao
- Sim, nos reuniremos na sala de planejamento de guerras assim que eles chegarem, eu o avisarei quando for a hora, mas quero que já vá pensando em um jeito de conseguirmos alcançar nossos objetivos.
- Quer tentar dominar eles sem notarem aru?
- Não, pelo contrário, vamos nos unir para acabar com os mongóis por ambos os lados.
- Certo aru.
Yao soltava um suspiro ao voltar para o seu quarto para pensar em algo, o imperador daquela vez gostava de uma briga, mas pelo menos não era tão orgulhoso a ponto de tentar se virar sozinho. Uma semana depois, os visitantes chegaram, Yao foi avisado da chegada, se arrumava em seu quarto. Nessas semanas que haviam se passado desde daquele ocorrido, Yao tentou ao máximo esquecer Ivan, mas algo não deixava isso acontecer.
O chinês terminou de se arrumar fazendo um pequeno e elegante coque em seu cabelo deixando uma grande parte dele solta, não gostava de usar aquelas roupas todas formais, mas como era uma reunião importante, era melhor ir de acordo. Ele foi indo para a sala onde a reunião aconteceria se encontrando com o chefe no meio do caminho.
- Tente não fazer uma expressão de surpresa, eles são meio diferentes de nós — explicou ele
- Assim faz parecer que são algum tipo de demônio ou algum ser mistico qualquer aru — disse Yao.
- Nem é pra tanto — disse o Imperador com uma leve risada — mas não confio muito neles.
Com a aproximação dos dois, os soldados que guardavam a sala ao lado da porta, fazem uma reverência, e abrem as portas. A mesa estava cheia de gente, conselheiros do Imperador, seguranças de ambos os países, o chefe do outro país, que Yao não sabia o que seria, Imperador? Rei? Mas o que chamou a atenção de Yao não foi nenhuma dessas pessoas que estava na mesa, e sim a pessoa que estava sentada ao lado do chefe do outro país, era Ivan.
Notas finais
será que eles vão conseguir se entender?
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