Notas iniciais
e depois de muita leitura na Wikipedia... mais um capítulo para vocês o/ espero que gostem >
novamente... asteriscos o/ (*) notinhas no final ok? =3

O inglês sombrancelhudo estava junto com um comerciante inglês na Índia debruçados sobre uma mesa com um enorme mapa da região. O mapa mostrava a Índia e também a China enquanto eles planejavam o plano para que conseguissem obter lucros no comércio com a China.

- Nós pegaremos o ópio daqui — disse Arthur apontando para uma região na Índia — e traremos para aqui — continuou ele dirigindo o dedo até a China.

- Iremos usar o porto de Cantão? — perguntou o chefe.

- Sim... Não é um porto tão grande e assim não terão suspeitas. Acha que o plano dará certo?

- Yes... Uma grama da droga já é o suficiente para viciar. Se não quiserem usar por bem... Faremos eles usarem por mal.

- Se conseguirmos viciar eles em ópio*, num piscar de olhos teremos lucros! Será perfeito!

Enquanto isso, na casa de Yao, tudo estava bem mais tranquilo enquanto o chinês nem imaginava a ameaça que se aproximava. Já era 1811 quando o plano de Arthur começou a fazer efeito e por coincidência, Ivan estava na casa de Yao que ia tomar banho... Na verdade tentava ir tomar banho, pois assim que começou a retirar sua roupa, Ivan se aproximou, tirou seu, sobretudo e puxou delicadamente a roupa de Yao.

- Vou tomar banho junto com você* — disse Ivan

- P-Porque tenho a impressão de que isso não vai ser um banho? — perguntou Yao.

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- Ora... Vamos Yao... — insistiu Ivan.

- Eu tenho que trabalhar aru! Estou muito atarefado.

- Prometo que será só um banho então da?

Os dois terminaram de tirar as roupas, mas antes que pudessem entrar no banheiro, Ivan pegou Yao pela cintura o carregando no colo que nem um bebê o que fez Yao corar.

- I-Ivan! Solte-me aru!!

- Ne - respondeu Ivan.

O russo começou a lamber e beijar sedutoramente o pescoço de Yao fazendo-o soltar pequenos gemidos. Yao prendeu-se ao corpo do russo colocando as pernas ao redor dele, isso obviamente fez as partes do chinês ficarem bem grudadas com o abdômen de Ivan que logo abriu um sorriso pervertido e até sádico.

- Yao Yao... Achei que tivesse dito que ia ser só um banho... — disse Ivan.

- E-e vai ser só um banho aru! — resmungou Yao corado desviando o olhar. — E-Eu só fiz isso para não acabar caindo entendeu!?

Os dois então entraram na banheira e Yao ficou sentado no colo de Ivan virado para ele com uma perna de cada lado. Foi um banho muito demorado pois eles não conseguiam ficar nem 10 minutos se ensaboando ou algo do tipo pois logo começava lambidas e beijos ardentes de língua.

Ainda no colo de Ivan, Yao botava a língua para fora e Ivan começou a chupar a língua dele e então selvagenmente começou um beijo de língua enquanto abraçava o chinês pela cintura. As mãos de Yao estavam sobre o peitoral de Ivan enquanto ele retribuía o beijo. Eles estavam praticamente se devorando. Os corpos se entrelaçavam ardentes e transbordando luxúria mas o banho não passou disso.

Depois de muito tempo na banheira, os dois saíram e se vestiram novamente. Estavam com os cabelos molhados e Yao ainda não tinha amarrado seu longo cabelo castanho decidindo-o deixar solto mesmo por um tempo e então eles foram saindo para o quarto de Yao de mãos dadas até que passos apressados puderam ser ouvidos do lado de fora até que a porta de Yao foi aberta com um estrondo por um chinês que trabalhava no governo em um cargo mediano.

- Xiānshēng Zhōngguó!! Xiānshēng Zhōngguó!! (Senhor China) — temos um problema.

Yao deu uma olhadela preocupada para Ivan e foi seguindo o homem que foi andando enquanto explicava o problema.

- O que aconteceu aru?

- Estamos com problemas... Principalmente no porto de Cantão. — respondeu o homem.

- Que tipo de problemas.

- Fomos informados de que várias quantidades de ópio estão chegando por lá. Um navio foi revistado e descobriram o seu carregamento. Está sendo trago ilegalmente e o pior! Várias pessoas já estão ficando viciadas.

- Mas em 1800 fizemos um decreto proibindo o consumo aru!

- O problema é que ninguém respeita esse decreto.

- De onde são os navios?

- Não sabemos... Mas é grande a chance de terem vindo da Índia.

- Ingleses... — disse Ivan — eles que tem o controle da Índia.. Principalmente dos portos.

- O que o imperador disse aru?

- Pra falar a verdade ele nem se interessou pelo problema, por isso vim falar diretamente com o senhor. Foram encontrados mais de 2 mil pacotes de 15 quilos cada um.

- Vou falar com o imperador aru.

E assim Yao foi falar com o imperador. Ivan não pode ir então ficou sentado em uma varanda no chão enquanto esperava o chinês discutir o problema em uma sala perto de lá. Passou-se 10 minutos... Meia hora... Uma hora... Duas horas... Até que Yao saiu de lá batendo a porta com força, estava obviamente irritado.

Em meio a sua raiva ele se esqueceu completamente de Ivan e foi andando irritado batendo os pés fortemente no chão. Ivan se levantou apressado e foi seguindo Yao tentando chamar a atenção dele mas Yao foi para o lado de fora, sentou-se no muro e enterrou o rosto nas mãos. O russo sentou-se calmamente ao lado de Yao tentando esperar ele se acalmar um pouco ou quebrar o silêncio para poder tentar falar com ele sobre o que aconteceu.

- AQUELE IDIOTA! — gritou Yao.

- Y-Yao... Calma... — disse Ivan.

- Como você espera que eu tenha calma se aquele imperador idiota não dá a devida atenção para o problema?! Ele não vai fazer nada! Ficou resmungando sobre já ter a porcaria do decreto de 1800.

- O que ele disse?

- Disse que é só um mercado negro como qualquer outro aru... É proibido então eles podem prender os navios, traficantes e etc... Mas ele acha que isso logo vai se normalizar e voltar tudo a ser como era antes aru.

- Deixe-me adivinhar... Você não concorda com ele.

- Não aru!!

Ivan suspirou e ficou na frente de Yao pegando seu queixo delicadamente fazendo o chinês o olhar nos olhos. Ivan mantinha um sorriso tentando acalmar Yao.

- Sei que isso acabará se resolvendo Yao... — disse Ivan — Se não acontecer como o imperador acha que vai acontecer... Logo ele vai ver que errou e vai voltar atrás com a sua decisão e vai fazer algo para resolver o problema.

- Acha mesmo aru?

- Da.

Ivan acariciou gentilmente o rosto de Yao, as palavras dele tinham acalmado o menor um pouco mais mas a preocupação continuava. Ivan então foi chegando o rosto bem perto do de Yao ficando a centímetros de beija-lo.

- Vai dar tudo certo... — disse Ivan.

- Espero que você esteja certo aru. — respondeu Yao.

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Ivan então encostou seus lábios nos de Yao o beijando ternamente e sendo retribuído pelo menor.

Por mais que Yao tentasse acreditar nas palavras de Ivan.. .e meio relutantemente nas do Imperador também... Ambos erraram. Logo o ano de 1811 acabou-se sem nenhuma melhoria significativa quanto ao problema do ópio e seguindo-se ao ano de 1811 veio 1812 e assim os anos se passaram e o problema com o ópio continuava e piorava aumentando cada vez mais o número de viciados. Num piscar de olhos chegou 1830 e fazer algo quanto aos navios ingleses ficou ainda mais complicado pois os conseguiram exclusividade no porto de Cantão. Em 1835, Yao nunca estivera tão alarmado, 450 toneladas de ópio estavam sendo importadas, ou seja, um grama para cada um dos 450 milhões de habitantes da China na época.

Enquanto Yao se descabelava tentando resolver o problema, Arthur estava feliz com os resultados. Finalmente estava tendo lucro em relação ao comércio com a China. Apesar do consumo de ópio na China ser proibido, o decreto não era respeitado e Yao não conseguia fazer o imperador aprovar o decreto de proibir o tráfico também então os navios ingleses não sofriam nenhum mal.

Ivan estava preocupado com Yao e passava cada vez mais tempo junto com o chinês, o suficiente para não negligenciar o próprio país e também o namorado. Se não fossem suas obrigações, Ivan ficaria ao lado de Yao a cada segundo mas conforme os anos passavam e o problema com o ópio aumentava, menos as carícias de Ivan conseguiam acalmar o chinês.

Notas finais
ópio*= uma substância entorpecente, altamente víciante, extraída da papoula que causa dependência química em seus usuários, introduzido ilegalmente na China por comerciantes ingleses e norte-americanos. Produzido na Índia, e também em partes do Império Otomano no início do século XIX, os comerciantes britânicos traficavam-no ilegalmente para a China e muitas vezes forçavam os cidadãos a consumir as drogas, provocando dependência química, auferindo grandes lucros e aumentando o volume do comércio em geral.
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Vou tomar banho junto com você* = ignorem os balõeszinhos da imagem beleza? gomen Yao... mas eu não sei falar mandarim para descobrir o que está escrito.
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hum... tenho a impressão que esse capítulo no final mais pareceu uma aula de história >< mas eu tinha que passar os anos e explicar a situação que tava. então se não gostaram... gomen.
até o proximo capitulo XD