A Doce E Fria História De Amor Do Dragão
4 O medo do que virá
Notas iniciais
por favor, comente, recomende, acompanhem. obrigada por ler ^^
Yao havia ficado sem qualquer reação depois daquele beijo e da promessa de Ivan de que o visitaria. Os soldados haviam se recuperado do choque mais rápido e botaram o chinês, que estava totalmente corado, dentro da carruagem. Já dentro dela, ele se recupera e grita para o russo.
- E-Eu estarei esperando aru!
Os irmãos perguntavam a Yao o que tinha sido aquilo, porque ele estava com aquela cara e diversas outras perguntas, mas ele nem ao menos conseguia prestar atenção no que eles diziam. Yao estava sonhando com o momento ainda. A viagem continuou e depois de um tempo Yao conseguiu sair um pouco de seu transe.
- Tá chegando? — perguntava Lien
- Você perguntou isso três minutos atrás aru — responde Yao
- Mas tá chegando? — pergunta Xiang dessa vez
- Não!... Não estamos chegando aru!
Aquilo se repetiu várias vezes, depois de um tempo, Mei cai no sono no colo de Kiku e Long no colo de Yao. Yong olhava a paisagem animado junto com Hyung e Xiang, eles estavam brincando de alguma brincadeira de adivinhar para o que o outro estava olhando usando apenas algumas poucas dicas. Lien estava agarrada a uma simples boneca e conversava com Kiku.
O tempo foi se passando e eles finalmente chegaram, o problema agora era levar os irmãos pois com o tempo, todos já estavam dormindo dentro da carruagem. Yao pensou que seria melhor levar os mais novos primeiros, quando pegava Mei no colo, ele acaba acordando Kiku e ela acaba acordando meio sonolenta também. Quase caindo de sono de novo, Mei vai indo para dentro da casa junto com Kiku arrastando uma boneca com a outra mãozinha. Yao vai levando Long, alguns soldados se oferecem para ajudar e em alguns minutos todos os pequenos estavam dormindo no quarto.
Se jogando em cima do sofá, Yao começou a pensar sobre tudo que tinha acontecido naquela viagem, especialmente sobre Ivan. Não conseguia deixar de corar e agradesceu por estar sozinho no próprio quarto. Começou a imaginar quando o russo o visitaria e começou a ficar empolgado com a ideia. Enquanto pensava sobre isso, um soldado o avisou que tinha visita para ele. O coração dele deu um salto. Seria Ivan? Por um momento ficou feliz, mas logo pensou que seria impossível, eles mal tinham chegado. Ele foi até a porta e se surpreendeu com o que viu. Um homem velho, de cabelos grisalhos obviamente, olhos castanhos e uma barba rala, vendo desse jeito Yao quase não o reconheceu, mas quando viu as roupas, teve certeza de quem era.
- Império Romano? É você aru? — perguntou Yao
- É... achei que tivesse envelhecido mais também Yao. Continua com a mesma cara de mulher.
- Calado aru! Mas não sabia que você estava desse jeito aru
Roma suspira, Yao nota que ele parecia cansado, os dois entram e se sentam começando a conversar.
- As coisas lá na europa estão mudando muito — dizia Roma — Eu fiquei velho e fraco, meus netos ficarão no meu lugar.
- E a Khemet? E a Hellas? E o... — perguntava Yao sobre a Egito, Grécia e Germina respectivamente
- Eles já.... se foram... — responde Roma — Agora também ficará aos cuidados dos decendentes deles.
- Só sobrou a gente aru?
- É o que parece. Eu logo estarei indo vendo como estou. Acho melhor você já ir se acostumando com a ideia e... aproveitar o que resta.
Eles conversam mais um pouco, comem alguns rolinhos primavera e tomam chá e depois Roma se vai. Yao não conseguia acreditar, nunca imaginou que o Roma ficaria com aquela aparência tão velha e fraca, ele era tão poderoso e acabou daquele jeito. Além de triste pelos amigos que se foram, Yao sentiu uma outra coisa, medo de acabar desaparecendo também.
Ele foi até o jardim da casa e ficou olhando para o lago tentando organizar seus pensamentos e sentimentos. Se lembrou de quando encontrou os irmãos e da brincadeira na neve antes de Ivan aparecer. Se lembrou de Ivan.... e do beijo. Sabia que tinha vivido muito comparando com humanos, mas não queria ir e pensar que nem sabia quando isso aconteceria o deixava mais assustado.
O outro dia chegou, Yao ainda estava meio deprimido e seus irmãos notaram isso. Yao os olhava com um olhar misturado de orgulho, alegria e saudade. Yao se sentou com uma xícara de chá na mão pensando sobre as mesmas coisas que pensava na noite anterior ao encarar o lago. Então, Yong chega perto dele e coloca um dedinho em cada extremidade do lábio de Yao e começa a forçar um sorriso.
- Não faça essa cara aniki — dizia ele sorridente
Mei chega e abraça Yao, logo seguida de Lien e em poucos segundos, tinha um bolo de pequenos bracinhos abraçando Yao. Todos seus irmãos estavam lá tentando anima-lo, ele não conseguiu segurar uma risada e também uma lágrima. Estava ainda preocupado com aquilo, mas logo decidiu que tinha que esquecer aquilo e seguir o conselho do Roma, aproveitar.
Prometendo que mais tarde brincaria com todos eles, Yao foi escrever uma carta endereçada a Ivan, demorou muito para começar a escreve-la, ficou vários minutos simplesmente olhando para o papel tentando organizar as palavras em sua cabeça. Se era para aproveitar, queria que fosse ao lado dos irmãos e de mais esse alguém para quem escrevia a carta.
Depois de algum tempo, a carta estava pronta, Yao amarrou na perna de um pássaro forte que ele esperava que aguentasse as fortes nevascas que talvez pudesse encontrar a caminho da casa do Russo. Agora só restava esperar. Aquele dia se passou, e o outro também, no terceiro, Yao estava sentado no jardim vendo o sol se por, seus irmãos brincavam de pique esconde, ele estava simplesmente com preguiça de brincar também. Enquanto olhava para o sol, uma voz o distraiu.
- Tinha tanta pressa da minha visita que precisou mandar uma carta?
Yao olhou para trás e deu de cara com Ivan, não conseguiu deixar de dar um sorriso.
- É... algo do tipo aru. — respondeu ele enquanto Ivan se sentava a seu lado observado o por do sol também.
- Achei que não iria mais querer falar comigo depois daquele beijo repentino — falou Ivan fazendo Yao corar rapidamente
- É... que... ahn.... aru — o chinês estava da cor de um tomate.
Ivan sorrriu ao ve-lo daquele jeito imaginando o motivo da reação. Esperando que talvez estivesse lendo os sentimentos de Yao corretamente, Ivan da um beijo na bochecha dele e diz:
- Se importaria se eu passar a noite aqui?
Notas finais
por favor, comente, recomende, acompanhem. obrigada por ler ^^
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