A Doce E Fria História De Amor Do Dragão
39 Japão vs China
Notas iniciais
então... segunda feira é meu ultimo dia de aula e chegarei então nas tão esperadas férias. espero publicar o maximo de capitulos que minha criatividade e preguiça permitirem ^^"
haviam pedido um pouco de NiChu mas eu não shippo os dois e não farei romancezinho com casal que não shippo, mas consegui fazer isso para agradar a mim e a vocês (espero)
A névoa cobria a floresta dificultando a visão dos soldados que estavam nela. Não era mais uma batalha travada com espadas e punhos como antigamente, o uso da arma de fogo já havia se espalhado pelo mundo e o cheiro de pólvora controlava em toda parte daquela anteriormente pacata floresta chinesa que até alguns dias antes estava cheia de animais correndo felizes de um lado para o outro normalmente. Agora os animais fugiam para proteger sua vida com medo de serem alvos de alguma bala perdida.
Sentado junto com o seu exército concentrado no pote de arroz em suas mãos, estava Yao. A armadura que vestia em muito se diferenciava das armaduras de conflitos séculos atrás em que o Chinês havia participado. Aquela batalha era uma batalha que fora travada muitas vezes, em lugares diferentes, em situações diferentes, por motivos diferentes, mas com um mesmo inimigo. Inimigo que antigamente ele nunca imaginaria que estaria agora lutando contra, seu irmão, Japão. Yao tentava não demonstrar que não gostava daquela situação de estar ultimamente constantemente lutando contra seus irmãos que saíram de casa, e ainda tinha toda aquela situação com Mei. O chinês sentia falta da época em que eles se sentavam juntos para comer ou corriam brincando pelo jardim, mas agora era diferente, cada um havia tomado seu caminho e na maioria das vezes, quando o caminho deles se cruzava, era para guerrear.
O pequeno pote de arroz logo se acabou e então Yao voltou sua atenção para o chá que estava quentinho, perfeito para matar o frio do ambiente, mas não para acalmar o coração do chinês. Tantos problemas para só uma pessoa... Seus irmãos, Ivan, segunda guerra pronta para chegar. Conseguir algo como neutralidade seria um feito enorme naquela situação, mas quanto mais Yao pensava sobre o assunto, mais via como seria impossível. Seu país estava um caos, como se não bastasse à guerra civil, ainda tinha a guerra com o Japão e como o chinês estava determinado a fazer tudo para o bem do povo... Ele percebia que logo teria que apelar por ajuda de alguma nação e uma aliança como essa logo viraria uma aliança para a Segunda Guerra Mundial.
Quando o chinês chegou à metade de seu potinho de arroz, escutaram-se uns gritos, um tiroteio, um ataque japonês. Quase todos que estavam ali comendo ou tendo seus ferimentos curados, deixaram o que estavam fazendo para pegar nas armas e voltar à luta. Em questão de segundos o lugar estava cheio de poeira, gritos e cheiro de pólvora misturado ao cheiro de sangue. Yao corria de um lado para o outro derrubando quem desse para derrubar até que viu a silhueta de uma pessoa em sua frente e então parou olhando para aquele homem que já sabia quem era não precisava ouvir a voz dele, mas mesmo assim a silhueta disse.
– Konnichiwa, Yao-san. – disse a silhueta, ou melhor, Kiku.
– Nihao, Kiku – respondeu Yao – Porque temos nos encontrado em situações parecidas tantas vezes ultimamente aru?
– Talvez se você aceitasse que eu cresci isso não aconteceria tantas vezes. Temos que viver em prol de nosso povo e nação... Então se as circunstâncias nos levam a isso... Não podemos fugir. Embora também não me agrade lutar contra meu irmão.
– Não tem outro jeito aru?
– As tentativas de dialogar já se mostraram infrutíferas... Nosso caminho se cruzou Yao-san. Temos que resolver essa encruzilhada. – disse Kiku pegando a espada. – Como nos velhos tempos?
– Como nos velhos tempos aru. – disse Yao se botando em posição de ataque Kung Fu mode.
Yao partiu para cima de Kiku e os dois ficaram trocando golpes, golpes que nunca acertava ninguém a não ser de raspão. Doía em Yao ter que lutar com Kiku, queria que tivesse outro jeito. Os golpes dos dois ficavam cada vez mais rápidos, mas nem mesmo países estão livres do efeito do cansaço. Um bom tempo depois estavam os dois ofegantes, Kiku se apoiava sobre sua espada para não cair para frente e Yao estava fazendo força para tentar manter seus punhos levantados.
– Yao-san... – disse Kiku cansadamente com mero ofego – V-Você... já está s-sabendo da.... Guerra Mundial?
– Q-Que isso aru? U-Uma tentativa de puxar a-assunto com o adversário? – respondeu Yao também bem ofegante – Estou sabendo sim aru.
– Acho que vai tomar um l-lado contrário ao meu... N-não é? A-Afinal e-estamos b-brigando... E-e o Ivan e-está p-praticamente do outro lado.
Yao demorou um pouco para responder e mordeu o lábio um tanto nervoso e inseguro. Ficar do lado contrário de Kiku era ficar do lado de Ivan... Não sabia se seu coração ia conseguir se controlar se tivesse que se unir ao Russo novamente por mais que quisesse muito isso.
– V-Vou f-ficar do lado que for melhor para meu país aru. – respondeu Yao em fim.
– Você sempre foi sábio, Yao-san.
– Não sou um sábio... – disse Yao suspirando — O sábio não se exibe e vejam como é notado aru. Renuncia a si mesmo e jamais é esquecido.
– Provérbio chinês?
– Claro que sim aru.
– Está brigando com a Mei-chan também. – disse Kiku. Não era uma pergunta – E terminou com o Ivan.
– Por acaso está me espionando aru?
– Não é isso um dos lados de uma batalha? Mas não... Mei-chan me contou... Ela tem pedido minha ajuda se um dia a situação ficar muito complicada para ela novamente.
– Então é provável que fiquemos em uma situação complicada novamente aru.
– Então vamos tentar resolver esse problema de agora de uma vez por todas ne?
Kiku então parte para cima de Yao que consegue se defender de ultima hora só que acaba caindo para trás. Ao cair, Yao bate a cabeça numa pedra e fica desacordado. Aquela era a chance de Kiku, ele, de joelhos em cima de Yao, levanta a katana bem alto pronto para baixa-la de uma vez, mas suas mãos começam a tremer e ele nota sua visão ficando embaçada conforme lágrimas se formavam em seus olhos. Desistindo de fazer qualquer mal ao irmão mais velho, Kiku deixa sua katana no chão e faz aquilo que asiáticos sempre foram ensinados que homem que é homem não faz. Começou a chorar.
– Eu não consigo Yao-san... – disse Kiku entre as lágrimas – Ainda não consigo esquecer que foi você quem me criou. Ainda não... T-talvez, mas pra frente eu supere isso... Meu povo já superou, afinal foram tantas guerras e batalhas entre nós dois... M-mas você ainda é meu irmão.
Kiku respirou fundo e rapidamente limpou as lágrimas para que pudesse fingir que nada havia acontecido e então se levantou pegando sua katana e guardando-a novamente na bainha.
– Isso pode ser desonroso para mim como um samurai... Mas hoje... Você será um adversário que deixarei fugir.
Notas finais
falem quais shipps vocês gostariam de ter e que coisinhas vocês acham que seria massa porque ai me dá cada ideia que vocês não imaginam. obviamente se não der pra encaixar na história fica complicado... mas falem mesmo assim ok? =3
até o proximo o/
Fale com o autor