A Doce E Fria História De Amor Do Dragão
31 Fujoshi
Notas iniciais
num to muito a fim de escrever no momento mas vou dar uma forçada... por vocês.
Yao foi preocupado até onde Mei estava jogada no chão do banheiro e com o rosto cheio de sangue. Ele ajudou a irmã a se sentar com uma obvia expressão de preocupação e Ivan pegou um pouco de papel para limpar o rosto ensanguentado da garota.
- M-Mei!! Você está bem aru??! O que aconteceu?
- E-Estou bem Gēgē... Não foi nada...
- Então por que estava jogada do chão com o rosto todo sujo de sangue? — perguntou Ivan.
- A-Ah...Shūshu Ivan... — disse Mei desviando o olhar dos dois — é que...
- O que foi Mei!! — disse Yao — Fale logo aru!! Não me deixe preocupado assim!
- T-Tenho vergonha de dizer... — disse Mei escondendo o rosto corado com as mãos.
- A-Ah? — disse Yao — Como assim aru?
Ivan olhou para a garota calmamente a analisando enquanto ela continuava a desviar o olhar apesar de um tanto corada. O russo começou então a pensar e era óbvio uma coisa, ela estava escondendo algo, ele então começou a relembrar de tudo que havia acontecido desde que havia chego à casa de Ivan naquele mesmo dia. Ok... Primeiro ele chegou e Yao estava pegando umas frutas na árvore e... Então lembrou-se daquela sensação de estar sendo observado... Será que tinha alguém entre as moitas do enorme jardim da casa do chinês? Algum trabalhador da casa talvez?
Em seguida... Ele pegou Yao no colo e foram entrando na casa... Mesmo no trajeto a sensação de estar sendo seguido havia continuado. Não era um empregado qualquer.. Estavam realmente seguindo eles.
Então... Então... Eles foram para o sofá e começaram a "conversar" que foi quando eles ouviram o barulho que provavelmente fora Mei caindo. Mas então ele percebeu que havia escutado o barulho depois que havia dito "Chames seu namorado de gostoso desse jeito e acabarás na cama dolorido."... Lembrar-se disso o fez lembrar também que a porta do banheiro estava entreaberta. Se Mei tivesse ido para o banheiro pelo mero intuito de querer o usar, obviamente fecharia a porta, mas e se ela estivesse entrando ou saindo? Se tivesse acabado de entrar, teria falado com Ivan pois ele havia acabado de chegar, fazia tempo que não se viam e um mero "Oi" poderia ser o suficiente. Se não quisesse atrapalhar aquele momento de pegação... Era só ir a outro banheiro.
Pensar nessas coisas fez uma ideia aparecer na mente de Ivan. Ele olhou para Mei e então para Yao que ainda estava preocupado.
- O que você tem aru? — continuava a insistir Yao para a irmã.
- Já disse que não é nada!! — disse a menina virando o rosto.
- Yao... — disse Ivan — acho que sei o que ela tem.
- Sabe?! — disseram os dois olhando para Ivan.
- Da. — disse Ivan.
- Então o que é aru?! — perguntou Yao preocupado.
Ivan então do nada pegou Yao delicadamente pelo queixo e o puxou para um longo beijo. O efeito foi instantâneo, Mei corou e ficou com os olhos arregalados e brilhando intensamente enquanto tinha um enorme sorriso no rosto.
Yao antes que pudesse de fato retribuir o beijo, notou aquela reação da irmã e então se afastou do beijo olhando para ela preocupado.
- O-o que foi isso aru? — perguntou Yao olhando para a irmã.
Mei desviou o olhar do irmão e escondeu novamente o rosto com as mãos envergonhada por não conseguir se controlar.
- J-Já disse que não foi nada... — respondeu Mei.
- Como assim nada?! Você quase teve um ataque de vômitos de arco Iris agora a pouco aru!!! — exclamou Yao.
- Yao... — disse Ivan — acho que ela desmaiou por causa da parte do "Chames seu namorado de gostoso desse jeito e acabarás na cama dolorido".
- E-Eim!? — disse Yao olhando para Ivan e então para Mei mas logo depois corando loucamente — V-Você ouviu aru?!
Mei assentiu com a cabeça levemente abaixando a cabeça um tanto envergonhada.
- Você estava no banheiro e ai acabou ouvindo aru? — perguntou Yao.
- Não... — disse Ivan — Você entrou sorrateiramente no banheiro justamente para escutar isso não é? E estava seguindo a gente desde do jardim.
- N-Não venha com ideias tolas Ivan! — disse Yao — A Mei nun-
- Ele tá certo — disse Mei cortando o irmão baixando a cabeça um tanto envergonhada — eu tenho observado vocês escondida.
- O-o que?! — disse Yao — Desde quando aru?
- N-Não tem muito tempo na verdade... — disse Mei — antes eu tinha vergonha de fazer isso então só ficava vendo quando vocês faziam alguma coisa perto de onde eu estava mesmo.
- Porque você fez isso aru? — disse Yao começando a ficar com um pouco de raiva.
- PORQUE É TÃO FOOOOOOOOOOOOFO!! — exclamou Mei levantando a cabeça com os olhos brilhando e segurando com uma mão, uma das mãos de Yao e com a outra, uma das mãos de Ivan — VOCÊS SÃO TÃAAAAO FOFOS JUNTOS!! SIMPLESMENTE NÃO RESISTI!!
- A-Ah?! — perguntou Yao. — Somos... Fofos?
- É!! Kě'àaaaaaaaaaaaaaaaaaaaiiii!! (fofo) — disse Mei animadamente. — Yaoi é lindo!!
- Ya... oi? — perguntou Yao.
- Sim sim sim!! — disse Mei — Yaoi!!
- E repito... Ãh?! — disse Yao.
- Yaoi! O Kiku nii-san quem me mostrou uns que ele mesmo faz até!
- ... Tinha que vir do Kiku... — disse Yao colocando a mão na própria testa. — e o que exatamente é esse Yaoi?
- De um jeito simples de explicar... é romance de gays... — disse Mei dando de ombros.
- E-EU NÃO SOU GAY ARU!! — exclamou Yao.
- Não vai dizer que achou que eu era mulher Yao... — disse Ivan.
- M-mas... é que... — disse Yao constrangido e muito vermelho.
- Muito hétero de sua parte dormir com um homem. — disse Mei.
- MEI!! — gritou Yao com a garota.
- Yíhàn (desculpe). — disse Mei se sentindo mal pelo comentário que havia feito.
Yao suspirou e coçou a cabeça um tanto constrangido olhando para a irmã. A vontade que tinha era de dar uma bronca na garota por ter espionado, mas enquanto pensava nisso, Ivan interviu colocando uma mão sobre um ombro de Yao e a outra sobre um ombro de Mei e mantendo um doce sorriso.
- Não brigue com ela Yao... — disse Ivan. — Da?
- M-Mas... — disse Yao.
- Deixe-a... aposto que ela não fez por mal. — continuou Ivan.
- N-Não mesmo!! — defendeu-se Mei.
- Ok... — disse Yao suspirando — Não vou brigar com você aru.
A garota então abriu um sorriso enorme e abraçou o irmão bem forte e então depositou um beijinho na bochecha dele fazendo o mais velho ficar um pouco sem graça. Ela então soltou o irmão e olhou para Ivan mantendo um doce sorriso.
- Continuem o que estavam fazendo... não vou espionar ok? — disse ela. — Continuem de onde pararam.
- Promete? — perguntou Yao sério.
- Não... não irei. — disse ela cruzando os braços — Queria muito mas se eu estiver espionando vocês não farão nada... então deixarei passar.
Ela então foi saindo do banheiro, parou na porta do mesmo, deu um tchauzinho para os dois e foi saindo de lá praticamente saltitando. Ivan então deu uma pequena risada enquanto Yao tinha a vontade de bater a cabeça na parede até quebrar ela ao meio.
- O que ela quis dizer com continuar de onde paramos aru? — disse Yao olhando para Ivan.
- Ora... não se lembra? — perguntou Ivan.
- Hum... na verdade isso tudo me fez esquecer aru...
- Então deixe-me te lembrar — disse Ivan abraçando Yao pela cintura — eu tinha dito "Chames seu namorado de gostoso desse jeito e acabarás na cama dolorido."
Tudo o que Yao teve tempo de fazer, foi ficar extremamente vermelho antes que percebesse que sua boca estava ocupada com a língua de Ivan.
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