A Doce E Fria História De Amor Do Dragão
33 1st World War - part 1
Notas iniciais
universidade faz o ensino médio parecer maternal
pra não ficar muito aula de história... um pouco de AusHun e GerIta pra vocês. >< não shippo Austri e Hungria, mas aproveitando que o Prussia tá vivo... why the fuck not um triangulo amoroso?
Com o passar dos anos, os problemas com os territórios da Africa e da Ásia só aumentaram até que em 1914, aconteceu o inevitável. Uma guerra começou. Não uma guerra qualquer, uma guerra maior do que qualquer outra que já havia acontecido.
Rapidamente Ivan se viu preso resolvendo assuntos de guerra, ironicamente agora estava do lado de Arthur e Francis. No começo, Yao deu o seu máximo para permanecer neutro, estava cansado de conflitos, mas sabia que não conseguiria se manter assim por muito tempo. De um lado da guerra, estava Reino Unido, França e Rússia, a Entente. Do outro, Alemanha, Império Austro-Húngaro e Itália, a Aliança.
- Deixem esses europeus se resolverem. — disse o Imperador para Yao.
- E-Eu sei m-mas... — disse Yao não terminando a frase, estava preocupadíssimo com Ivan.
- Não iremos nos meter nesse conflito a não ser quando for inevitável. Quanto aos dois lados... Entente e aliança... A entente tem mais soldados, acredito que eles vencerão essa guerra mesmo que cada um dos lados se considerem os heróis.
- Em uma guerra não tem heróis e vilões aru. Só existe assassinos. — disse Yao saindo da sala onde conversava com o Imperador.
O chinês ficou irritado, sabia que o Imperador fazia pelo bem do povo, mas estava preocupado com a situação de Ivan. Pensando nisso, não pensou duas vezes antes de preparar suas coisas, se agasalhar bem e então ir em direção a Moscou sem se preocupar com qualquer efeito que a guerra pudesse estar tendo.
Enquanto Yao rumava para a Rússia, a vários quilômetros dali, estava reunida a Tríplice Aliança. O jovem Itália, Feliciano, olhava apreensivo a pequena discussão que acontecia ali. Estava doido para aquela pequena briga acabar logo para que pudesse se empanturrar de seu tão amado macarrão.
- DEIXE DE SER TÃO CONTROLADOR RODERICH!! — gritava o Prussiano para o Austríaco.
- Não sou controlador Gilbert... Elizabeta pode ficar com quem quiser. — respondeu o Austríaco para o Prussiano Albino.
- COMO ASSIM SE VOCÊ QUEM FICA CONQUISTANDO ELA? — gritou Gilbert.
- Está a entender errado... Isso resultou de um compromisso entre as nobrezas austríaca e húngara. Não faça-me parecer um bruto como tu és.
- P-Parem com isso!! — disse Elizabeta, Hungria, se colocando entre os dois.
- SAI DA FRENTE ELIZABETA! QUERO METER UMA NA CARA DESSE CARA ENGOMADINHO.
- Pare com isso bruder... - disse Ludwig, Alemanha, repreendendo o irmão e revirando os olhos.
Ludwig estava sentado no luxuoso sofá vermelho da sala de braços cruzados já completamente sem paciência por causa daquela discussãozinha tola quando se tinha coisas bem mais relevantes para discutir. Feliciano lentamente foi até o sofá onde Ludwig estava sentado e sentou-se ao lado dele.
- Ne Doitsuuuu — disse Feliciano — Quando eles vão parar de brigar?
- Eu não sei... — disse Ludwig começando a massagear as temporas — Esses três não se resolvem nunca.
- Mas olha o lado bom...
- E qual é? — perguntou Ludwig olhando para o Italiano com curiosidade.
- O Roderich e o Gilbert ficam brigando pela a atenção da Elizabeta... o lado bom é que eu vou sempre ter sua atenção, o que eu gosto muito porque você é muito importante para mim. — disse o italiano abrindo um doce e inocente sorriso fazendo Ludwig corar de leve e desviar o olhar — Não é Doitsu?
- J-Ja... (sim) — respondeu Ludwig escondendo o rosto virando-o para o outro lado.
- Vee ~
Enquanto tal cena se desenrolava em território Austro-Húngaro, outra cena completamente diferente se desenrolava na Rússia. Ivan estava sentado no chão de sua casa muito cabisbaixo ouvindo perfeitamente do lado de fora as manifestações que ocorriam. Coisas que haviam ficado um tanto frequentes na sua querida Rússia. Mas não culpava os manifestantes, na verdade concordava com eles que a situação não estava nada agradável... um operariado de aproximadamente três milhões de pessoas, que recebiam salários miseráveis e eram submetidas a jornadas de 12 a 16 horas diárias de trabalho, não recebiam alimentação e trabalhavam em locais imundos, sujeitos a doenças.
Como se não bastasse àquela situação toda em seu país, aquele Czar idiota e opressor ainda os aviam metido na guerra! Ao lado de Ivan, estava jogado um livro e em sua capa dura e vermelha estava escrito o nome do autor, Karl Marx.
Infelizmente, foi nessa situação de uma revolta acontecendo fora da casa de Ivan que Yao chegou.
- Aiyaaa!! — disse o chinês ao ver a multidão — O que está acontecendo aqui aru?!
Yao tentava passar pelo meio da multidão com dificuldade já que a multidão gritava e socava o ar. Pelos anos de prática como país, sabia que era uma multidão de cidadãos revoltados... Yao pensou preocupado na derrota de Ivan para Kiku em uma guerra de 1905 e perguntou-se se a derrota tinha deixado à situação por lá mais complicada ainda. A desculpa dessa guerra contra o Japão, guerra da Manchúria, foi que a Rússia queria se expandir para o oriente... Mas Yao sabia a verdade... Ivan ficou com uma vontade de se vingar por Yao, pois o mesmo havia perdido uma guerra para Kiku em 1895.
Depois de muito esforço, Yao conseguiu chegar aos fundos da casa de Ivan conseguindo pular o muro que a cercava. A porta da casa estava bem chamativa para a multidão, então o chinês acabou entrando por uma janela.
- Ivan?! — perguntou Yao alarmado ao entrar na casa começando a correr por ela atrás do amado.
Ao encontrar Ivan sentado no chão, Yao correu para o russo e o abraçou fortemente.
- Y-yao...? — disse Ivan fracamente.
- O que tá acontecendo aru!? Você está bem? Está ferido aru?
- Estou bem...
- Não minta aru!
- Da. Não estou bem.
Yao pegou delicadamente o rosto de Ivan e deu-lhe um gentil selinho olhando então nos olhos do amado com muito carinho.
- A situação aqui já não parece boa e ainda entram na guerra aru? O Czar é idiota?
- Idiota é pouco. Nicolau II... Aquelas pessoas o querem fora, elas estão sofrendo, com fome, com frio, doenças... Eu não sei o que fazer Yao!! — disse Ivan um tanto desesperado colocando as mãos na frente do rosto.
- V-Vai ficar tudo certo aru. — disse Yao abraçando Ivan fortemente.
Ivan retribuiu o abraço escondendo o rosto no pescoço do chinês enquanto tentava se acalmar. Yao não falou mais nada, às vezes o silêncio era o melhor. Depois que Ivan se acalmou mais, ele pegou o livro que estava jogado ao seu lado ainda deixando um dos braços ao redor da cintura de Yao e entregou o grosso livro para Yao.
- O-o que é isso aru?
- O que eu acho que vai acabar acontecendo por aqui — disse Ivan — No livro não parece tão ruim... Quem sabe as coisas por aqui não ficam melhores. Dê uma lida, quem escreveu foi um cara chamado Karl Marx, estão falando muito dele por aqui, querem fazer como o que está no livro.
- Como o que está no livro aru?
- Da. Se chama Socialismo.
Notas finais
comentem por favor o/
e até o próximo =3
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