Notas iniciais
seguinte... vou parar de usar imagens nos capítulos.
vocês: aaahh!! porque?!?!
Porque eu sonhei que deletavam a minha conta. over.

Yao prometera que iria vingar o que Arthur e Francis fizeram com Ivan e também por terem aterrorizado Mei. Sadik seria algo que talvez ele se preocuparia depois. A guerra dessa vez foi mais rápida... Por mais que Yao tentasse dar seu melhor, era um fato que o exército chinês estava sendo massacrado cada vez mais rapidamente. Tinha sido idiotice achar que teria chance contra Francis e Arthur unidos. Kung fu e armas rudimentares não tinham chances com aquele tipo de armas que os europeus carregavam.

Em 1858 a coisa estava ficando mais feia e então aconteceu o que Yao temia, o imperador o chamou para assinar um tratado no dia seguinte. Yao estava esparramado em sua cama abraçado a Ivan enquanto a noite que levaria para o tal dia do tratado se passava.

- O que será que eles vão pedir dessa vez aru? — perguntou Yao preocupado.

- Eu não sei Yao... — respondeu Ivan.

Yao abraçou Ivan mais forte e o russo fez carinho nos longos cabelos de Yao. O chinês levantou um pouco a cabeça e deu um doce beijo na bochecha de Ivan.

- Obrigado por ficar aqui aru. — disse Yao.

- É o mínimo que eu posso fazer.

Ivan então deu um doce selinho nos lábios de Yao, um selinho que logo foi se transformando num longo e ardente beijo de língua no qual Ivan tentava tranquilizar o amado até que a porta do quarto se abriu fazendo os dois se afastarem assustados. Quando Yao olhou para a porta, lá estava Mei agarrada à sua boneca de pano e com os olhos cheios de lágrimas.

- Mei... — disse Yao preocupado se sentando na cama.

A pequena taiwanesa recomeçou a chorar e foi correndo para os braços do irmão o abraçando com força. Yao retribuiu o abraço a puxando para a cama fazendo a menor sentar-se em seu colo enquanto ele acariciava a cabeça dela.

- Mei... — disse Yao novamente — O que foi aru?

- E-Estou com medoDà gēgē (irmão mais velho)... — respondeu a garota chorando — Estou com medo de eles me levarem também!

- Eles não vão levar aru... Eu não vou deixar.

- S-Se pudesse impedir isso... V-você não teria d-deixado o Long ir embora!

- ...

- Mei... — disse Ivan olhando para ela com um doce sorriso tentando a tranquilizar — Eu tenho certeza que eles não vão querer você, você vai ficar aqui.

- C-Como sabe disso Shūshu (tio) Ivan?

- Hong Kong é uma região muito importante para eles como porto. Fica no sul da China, fica até que perto da Índia. Taiwan é uma pequena ilha entre a China e o Japão... E o seu irmão... O Kiku... Ele não faz tanto comércio com o Ocidente não é? Não tem porque eles quererem você... Eles devem pedir mais portos ao sul o mais próximo possível da Índia.

- É! O Ivan tem razão aru! — disse Yao limpando as lágrimas da irmã gentilmente.

Mei afirmou brevemente com a cabeça mas não largou o abraço do irmão. Yao entendia que ela devia estar triste e então ele a fez deitar-se na cama, Yao achou que seria melhor para ela dormir junto com ele. Não se importava se Ivan não gostava, tinha que cuidar da sua querida irmã... A única que lhe sobrava agora. A garota deitou se aconchegando nos braços de Yao e então Ivan deu um beijinho na bochecha de Yao. O chinês virou o rosto em direção ao russo abrindo um doce sorriso sendo correspondido por Ivan que logo o abraçou de conchinha e dormiram os três juntos.

No dia seguinte, Yao acordou cedo junto com Ivan e os dois saíram o mais silenciosamente possível da cama tentando não acordar a pequena asiática. Yao cobriu com carinho a irmã caçula e lhe deu um beijinho na testa.

- Wǒ bǎozhèng bù huì ràng nǐ qù tài (Garanto que não vou deixar você ir também) - sussurrou Yao.

Os dois saíram do quarto e Yao foi indo para a sala onde resolveriam o tratado. Ivan ficou na frente do quarto de Yao a pedido do mesmo para acalmar Mei quando ela acordasse. Quando Yao chegou à frente da sala onde seria o tratado, ele respirou fundo e abriu a porta e lá viu Francis e Arthur com seus chefes e também o próximo chefe.

- Bonjour pequeno Yao. — disse Francis recebendo uma bela encarada de Yao. — Ora que olhar feio... Achei que asiáticos fossem calmos non?

- Chega Francis... — disse Arthur — Vamos logo ao assunto Yao. Incrível como uma guerra não foi o suficiente para aprender a não nos encarar.

- A culpa não é minha se o comércio de ópio por aqui não tem dado tão certo para você aru.

- Tem culpa sim — retrucou Arthur entregando para Yao o tal tratado — Afinal temos poucos portos para trabalhar.

Yao e o imperador leram o tratado. O Imperador primeiramente leu com calma, Yao por sua vez, passou os olhos rapidamente atrás de qualquer menção a Taiwan. Depois que não viu, suspirou aliviado e foi ler o tratado com mais calma. O tratado era de certo modo bem simples, o Tratado de Tianjin dizia que onze novos portos chineses seriam abertos ao comércio de ópio com o Ocidente e seria garantida a liberdade de movimento aos traficantes europeus e missionários cristãos.

Yao colocou o tratado sobre a mesa e ele e o Imperador olharam para os outros que ocupavam a sala. Por Yao ele aceitaria o tratado... Era melhor pois não tinha Taiwan no meio e tinha medo do que eles poderiam fazer se se recusassem a aceitar... Mas novamente ele olhou preocupado para o Imperador pois era ele quem tomava as decisões.

- Não vamos aceitar — foi o que o Imperador disse depois de encarar o grupo seriamente.

- O-o que?! Como assim não vamos aceitar aru?! — perguntou Yao

O Imperador encarou Yao dizendo que aquilo não seria discutido. Francis e Arthur deixaram a sala irritados e revoltados batendo a porta mas antes de sair, Arthur se virou para trás e gritou apontando para Yao e para o Imperador.

- Vocês vão se arrepender disso.

E de fato se arrependeram. As tropas ocidentais invadiram Pequim o que fez com que Ivan tivesse que voltar para a Rússia enquanto a situação não melhorasse pois o seu chefe o ordenou achando que aquilo já estava perigoso demais. Em vez da luxuosa casa em que costumava morar, Yao agora estava em uma diminuta casa escondida entre as ruas de Pequim junto com Mei que se recusava a sair da casa com medo de que os ocidentais a pegassem por qualquer motivo que fosse.

Todos os dias, Yao tentava botar juízo na cabeça do Imperador até que finalmente em 1860 ele aceitou o acordo. Mas muitas vidas já tinham sido perdidas... Sem falar de vários anos de yaoi perdidos. Com isso, a China criou um Ministério dos Negócios Estrangeiros, permitiu que se instalassem legações ocidentais na capital, renunciou ao termo "bárbaro", usado nos documentos chineses para denominar os ocidentais e alguns dias depois, Ivan chegou para matar a saudade que tinha do amado.

Notas finais
mais um cap chega ao fim o/
comentários? recomendações?
capi chato né? T^T gomen