Notas iniciais
caralho eu me mudei e ainda não tem internet aqui e vocês não imaginam a sofridão para postar isso aqui. no meio do tédio pela falta de internet resolvi escrever esse capítulo e foi de longe o que terminei mais rápido... afinal não tinha o tumblr pra me distrair. enfim... aqui está o/ desculpe a demora.

Yao não queria entender o motivo de ter um cadáver de um russo junto ali também, só sabia que a visão de Ivan ensanguentado o preocupava muito. O chinês não pensou em mais nada. Foi correndo desesperado para Ivan gritando em prantos o seu nome enquanto os olhos já se enchiam de lágrimas. Ivan estava totalmente inconsciente, não dava quaisquer sinais de estar ouvindo a voz de Yao. Primeiro Yao resolveu cuidar dos sangramentos para que Ivan ficasse com falta de sangue. Naquele momento não passava na cabeça do chinês que eles não morreriam a não ser que sua nação desaparece-se, ele só queria salvar Ivan.

Rasgando pedaços da própria roupa e também do morto que estava ali, Yao conseguiu parar o sangramento de Ivan. A chuva lá fora continuava forte enquanto Yao cuidava do russo. Ao notar que Ivan estava com muita febre, o chinês pegou um pano qualquer, o molhou com água da chuva e colocou na testa do maior na esperança de diminuir a temperatura corporal dele. As horas se passaram, a chuva estava mais amena, mas Yao não estava querendo abandonar a caverna deixando Ivan naquele estado para trás. Quanto ao cadáver do russo, Yao procurou qualquer coisa que o falecido tivesse que seria útil e depois o enterrou. Achou que seja lá o que ele houvesse feito, ele provavelmente merecia ao menos um enterro.

Encostando-se na parede da caverna logo ao lado de Ivan, Yao acabou pegando no sono sentado, ele não fazia ideia de quanto tempo havia passado, mas estava muito cansado. Também não sabia quanto tempo ficou dormindo, mas acordou quando algo frio e macio tocou sua mão, ao olhar um tanto sonolento o que era, viu a mão de Ivan e ao olhar para seu rosto, viu um fraco sorriso.

- Y-Yao... – disse Ivan sorrindo, mas com uma voz fraca.

- Ivan! Você está bem!! O que aconteceu aru?!

- L-Longa história... Q-Quand-

- Não! – interrompeu Yao – se a história é longa depois você conta aru! Está com uma cara horrível! Estava sangrando muito e com febre... melhor se recuperar antes aru.

- C-Cert...eza... disso Yao? Não está curi... oso?

- Lógico que estou... mas também estou preocupado com você aru.

- Ahh Você disse... disse que se preo...cupa... comigo.... que fofo – respondeu Ivan com um gentil sorriso deixando Yao muito corado.

- C-Calado aru.

Vermelho como um tomate, Yao se levantou e ficou alguns minutos encostado na porta da caverna. Estava feliz que ele houvesse acordado, mas com ele se comportando desse jeito se sentia muito sem graça. Aproveitou que ainda estava chovendo e usou seu cantil de água para pegar alguma. Voltou para dentro da caverna com o pequeno cantil feito de bambu completamente cheio e cuidadosamente foi ajudando Ivan a se sentar e colocando o cantil em sua boca.

- Não, Yao... – dizia Ivan – você quem... t-tem que beber...

- Tem muita água lá fora e foi você quem perdeu muito sangue aru. Trate de beber já.

- Até que v-você c-cuida direi...tinho... de alguém Yao.... v-você... é uma ó-ótima... enfermeira particu... lar

- S-Sou h-homem aru.

- Sei disso.

Ivan dizendo isso da um doce beijo na bochecha de Yao. Queria ter beijado nos lábios do chinês mas como estava com o corpo fraco e Yao estava com o rosto virado, a bochecha foi o máximo que conseguiu. Yao ficou super corado e praticamente enfiou o cantil de água na boca de Ivan para que ele bebesse logo a água e ficasse quieto.

Pela claridade do interior da caverna era meio complicado saber se era dia ou noite, mas pelo barulho eles sabiam que ainda chovia forte. Ficavam imaginando como estaria o campo de batalha àquela hora. Ivan ficava o tempo todo deitado enquanto vez ou outra Yao trocava o pano em sua testa tentando afastar a febre. Certo momento, Yao já estava silenciosamente implorando por uma pequena soneca, estava ficando difícil segurar o sono. Ele se encostou novamente na parede da caverna e abraçando suas pernas, resolveu tirar um cochilo mas Ivan segura o seu braço olhando-o intensamente.

- Não durma sentado. Vai ficar com dor nas costas e assim é desconfortável Yao.

- E dormir no chão é tão confortável assim aru?

- Dormir no chão é melhor do que dormir encostado na parede mas não é tão confortável também. Mas eu acho que tem um jeito bom de dormir que fica mais confortável e mais quentinho.

- Eim?

Yao olhou para Ivan estranhando aquilo mas não foi preciso que Ivan explicasse mais muita coisa pois o mesmo estava sorrindo com os braços estendidos para Yao esperando-o para que dormissem abraçados. Yao corou e virou a cara.

- N-Não vou fazer isso aru.

- Ora Yao, não tem mais ninguém aqui além da gente. Está com vergonha de que? Eu sei que você quer dormir grudadinho comigo.

Ivan dificultosamente se levantou um pouco apoiando-se sobre seu braço esquerdo e com o direito puxou o rosto de Yao e o beijou delicadamente nos lábios. Yao acabou retribuindo o beijo, ambos estavam com os olhos fechados. Depois de se separarem do beijo, Yao deu um suspiro seguido de uma pequena risada e deitou-se ao lado de Ivan que logo foi o abraçando e então o chinês se enroscou nos braços do russo. Yao não conseguia deixar de ficar corado por estar tão grudadinho com Ivan, mas também não conseguia deixar de exibir um pequeno sorriso. Ivan também sorria enquanto fazia carinho na cabeça do menor.

- Ei Ivan... quem era aquele cara aru? O que também estava aqui...

- Faz parte da longa história. Já posso contar para você?

- Você já parece melhor aru. Conte tudo.

- Da. Por tudo provavelmente quer que eu conte desde quando sumi misteriosamente da sua casa já há um bom tempo atrás certo?

- Sim.

- Bem. O Czar planejava se aproximar do seu Imperador para então matá-lo e então enfraquecer a China, ao menos a determinação, para que conseguisse este território com mais facilidade. Um líder tem muita importância para seu exército. O plano dele era nos aproximarmos e aprendermos sobre você.

- Pois quando você conhece a si mesmo e a seu inimigo você ganha a guerra aru. Tem isso em “A arte da Guerra”... é um livro chinês aru.

- Até isso tem lá? Continuando... ele só foi me contar seu plano poucos dias antes de partimos. Tentei impedi-lo já que não tinha coragem de contar para você com medo de vê-lo magoado achando que me aproximei de você com interesses totalmente diferentes. No dia em que o Czar tentou matar o Imperador, eu consegui impedi-lo. O Czar então ficou frustrado por ter falhado. Ele tentou novamente matar o Imperador e dessa vez a mim também. Começou uma briga dentro daquele cômodo e não sei bem como, não sei se fui eu, se foi um acidente, ou se foi o Imperador bêbado, só sei que uma hora no meio daquela confusão toda o Czar estava desmaiado.

- Sério aru? Não sabe quem foi?

- Não. Depois disso o carreguei para fora de lá, não muito tempo depois ele acordou e praticamente me arrastou junto com ele para fugirmos. A declaração de guerra provavelmente já havia sido lida e mesmo se não tivesse um ataque como aquele ao Imperador não passaria despercebido.

- E esse cara que enterrei aru? Onde ele entra nessa história?

- O Czar ordenou que ele fosse atrás de você Yao. Para matá-lo.

Notas finais
por favor comentem nee ~~ =^.^=