A Doce E Fria História De Amor Do Dragão

15 O fim de um conflito e a ida de um


Notas iniciais
desculpa a demora como sempre ^^"
terminei uma de minhas fics e recuperei a internet então acho que agora vai ficar melhor para postar

Outro dia amanheceu a chuva estava já rala e Yao e Ivan decidiram deixar o esconderijo. Eles se arrumavam para chegarem como se nada tivesse acontecido, Ivan recolocava a armadura e Yao já estava pronto, só faltava o toque final que era amarrar o cabelo e era exatamente isso que ele fazia. Eles tinham medo de descobrir que fim levara a guerra, duvidavam que uma simples chuva fosse parar aquele massacre, mas para o caso de a batalha não ter terminado, eles tinham bolado um plano.

- Pelo menos isso foi só uma guerra por uma pequena região. — disse Ivan

- Pequena porque somos países grandes aru, para outro país seria considerado uma região bem grande.

- Países grandes? Yao você nem chega a 1,70.

- V-Você entendeu o que eu quis dizer aru!! — disse Yao emburrado — E só falta um centímetro para que eu possa alcançar 1,70.

- E há quanto tempo exatamente falta esse um centímetro?

- ...

- Mas gosto assim, porque assim sou 13 centímetros maior que você e você é meu bonequinho.

Ivan se aproximou de Yao e o abraçou carinhosamente pousando sua alva mão sobre os castanhos cabelos do menor de forma protetora. Isso fez Yao corar e ele retribuiu o abraço abrindo um pequeno e imperceptível sorriso.

- v-vamos logo aru.

Eles então foram saindo do esconderijo primeiramente juntos, mas mais para frente eles iriam se separar, cada um indo para seu lado, mas antes que isso acontecesse, eles viram boquiabertos o massacre que havia acontecido nesses dias em que eles haviam estado tranquilos. Eles não conseguiam passar nem 10 minutos sem ver um corpo estirado no chão de um dos lados e aquilo estava pesando muito para eles e estavam começando a se sentirem culpados, achavam que tinham negligenciado seus deveres como país e aquilo estava incomodando muito.

O silêncio reinava entre eles e suas expressões estavam tristes até que com um mero sinal de cabeça, eles se separaram e não deixaram de se sentirem inquietos e incomodados quanto a quão imperador estaria vivo declarando a vitória do país. Cada um deles seguiu o caminho sozinho e preso nos próprios pensamentos. Yao foi seguindo à medida que a quantidade de corpos de chineses aumentava até que lá longe, ele viu a base deles e engoliu em seco. No caminho ele encontrou alguns poucos sobreviventes que estavam machucados e alguns sendo tratados, eles o chamavam e perguntavam coisas como onde ele havia estado todo aquele tempo, mas ele nem ao menos deu sinais de ter ouvido eles.

Yao entrou onde deveria estar o imperador, mas não tinha ninguém.

Enquanto Yao tentava entender onde estava o imperador e perguntava-se se ele havia ido para a luta, Ivan também avançava sob os cadáveres do próprio povo em direção a onde deveria estar o Czar vivo ou morto. Enquanto ele avançava, via russos e chineses, nem um vivo e ao entrar onde deveria estar o Czar não o encontrou sozinho e muito menos vivo, encontrou na verdade o Czar estirado no chão com uma espada obviamente chinesa perfurando seu corpo e o corpo do Imperador encostado tortamente na parede também morto, mas como se tivesse sentado e então morrido. Depois daquilo tudo aparentemente a China havia ganhado.

Os meses se passaram enquanto as coisas gradualmente voltavam a ficar calmas, o exercito chinês voltou a ocupar a área que pertencia a eles, enquanto Ivan não arrumava as coisas no país dele, principalmente porque a morte do Czar havia trago vários problemas e coisas para serem arrumadas, ele não havia visitado ou contatado Yao, pois estava muito ocupado e por ser complicado para aquela época mandar mensagens com uma distância tão grande para ser percorrida. Yao sentia falta dele ali, mas ele havia mandado ao menos uma carta informando o chinês disso então Yao esperava e aguentava pacientemente mesmo que ainda com muita saudade.

Mas a morte do imperador também trazia alguns problemas para Yao, assim como diz a tradição, o trono foi para o filho primogênito do Imperador morto, o problema era que o príncipe, agora imperador, tinha apenas 4 anos, mas os conselhos do imperador prometeram cuidar dele, mas com o tempo, o que aconteceu foi que o príncipe se tornou um garoto de 17 anos imaturo e que dava mais valor a diversão, bebida e mulheres do que aos seus deveres. Independente do que havia acontecido, sobrava agora para Yao tentar colocar juízo no garoto e também controla-lo, pois aqueles que haviam feito todo o estrago simplesmente jogaram o fardo para Yao fazendo de tudo com o que ele se negasse a isso.

- Argh esse garoto é muito irritante aru! – reclamava Yao – nem um de meus irmãos é assim! Se for pra fazer esse estrago todo, me davam logo o menino para cuidar aru! Não dá para olhar para ele e falar que é o Imperador da China! – Era o que reclamava Yao constantemente.

Certa noite, Yao estava cansado, mas ao mesmo tempo estava animado. Havia recebido uma mensagem dias antes de Ivan dizendo que as coisas em seu país estavam mais calmas e ele estaria indo para a China visitar Yao. Pela carta, Ivan chegaria no dia seguinte então Yao foi dormir ansioso, mas estava ansioso demais para conseguir pregar o olho. A luta contra a Rússia, os problemas com o novo imperador e os anos que se passaram, fizeram Yao se esquecer do problema que estava passando com os irmãos antes de partir para batalha, mas mesmo que eles tivessem crescido, eles ainda falavam sobre isso e não haviam desistido da ideia de se separarem.

Yao se arrastava no meio da madrugada depois de acordar no meio da noite sem conseguir dormir e acabou encontrando-se em um dos corredores com Kiku que estava abrindo uma porta para o lado de fora.

- Kiku? – falou Yao com voz sonolenta

Os anos haviam feito Kiku crescer, ele não era mais uma criança. Como Yao já havia parado de envelhecer por ser um país, se alguém olhasse para os dois, poderia dizer que os dois tinham aproximadamente a mesma idade.

- Y-Yao-san? – disse Kiku

- O que está fazendo aqui aru?

- Gomen Ne...

Dizendo algo tão simples, Kiku sacou a katana que até o momento o sonolento Yao não havia notado. Kiku levantou a katana bem alto e abaixou rapidamente em direção a Yao que instintivamente se virou de costas para o irmão caçula e levantou os braços contra o rosto de forma protetora e a katana de Kiku fez então um grande corte nas costas de Yao que gritou de dor e caiu desmaiado no chão enquanto Kiku ia embora.

Notas finais
mereço comentários? mereço recomendações? mereço ao menos um tapinha nas costas?