A Doce E Fria História De Amor Do Dragão
12 No campo de batalha
Notas iniciais
Atolado de problemas, era assim que Yao se sentia. Os seus irmãos tentavam conversar com ele normalmente, mas geralmente alguns eram meio frios e curtos por mais que ele tentasse anima-los. Algumas vezes as suas brincadeiras e ideias com os irmãos davam certo, mas não duravam muito tempo. Os únicos que pareciam mais de bem com ele eram Mei e Xiang, enquanto por outro lado os que eram mais frios eram Kiku e Lien.
Como se não bastasse os problemas com os irmãos caçulas, também tinha a guerra contra a Rússia, contra Ivan. Não podia imaginar ter que enfrenta-lo no campo de batalha, na verdade tinha medo de imaginar isso. O imperador organizava várias reuniões de guerra, Yao mal prestava atenção nelas. Aparentemente, pelo o que o imperador se lembrava apesar do fato de que estava bêbado no momento, o Czar realmente tentou matar o Imperador, mas este conseguiu se defender por algum tempo e como estava bêbado acabou desmaiando. Apartir daí são meras suposições, mas o Czar deve ter deixado o Imperador lá desmaiado enquanto preparava a carta e alguém ou algo deve ter expulsando o Czar de lá ou feito com que o Czar tivesse a necessidade de sair com pressa. Bastava saber quem ou o que.
Naquele dia, os irmãozinhos de Yao estavam todos no mesmo quarto que estava sendo protegidos por alguns guardas que guardavam as entradas e por outros que estavam dentro do quarto. Yao estava no próprio quarto, havia acabado de tomar banho. Amarrou seus longos cabelos castanhos, botou umas roupas e logo botou a roupa de guerra por cima pegando sua espada. Ele estava indo para a guerra junto com o exército chinês.
Eles foram se locomovendo até a divisa entre as duas nações. Foi agonizante, Yao queria que não chegassem nunca no lugar da batalha, não estava conseguindo se concentrar no que estava ao seu redor, à batalha já havia começando e só voltou a si quando o general lhe deu um tapa na cara.
– SENHOR YAO!! O QUE ESTÁ FAZENDO? — gritava o General
– A-Ahm... e-eu...
– SE CONTINUAR ASSIM VAI ACABAR SENDO MORT- — o General interrompeu o que falava para puxar Yao para o chão evitando um ataque de algum russo e então o general fincou a espada pelo corpo do soldado da nação adversária. — NÃO POSSO FICAR TE PROTEGENDO! FAÇA ALGO! LUTE!
– L-Lutar... está certo aru.
– NÃO SEI O QUE TEM COM VOCÊ AGORA, MAS LUTE PELO SEU PAÍS... AFINAL SE ELES DOMINAREM A CHINA VOCÊ MORRE.
– T-Tá... farei algo aru. Você vai ver.
Yao estava bolando um plano o mais rápido que conseguia. Não sabia muito como, mas precisava encontrar Ivan, ao menos para que o russo esclarecesse as coisas. Pensou que talvez Ivan estivesse no final, na retaguarda, onde geralmente ficaria o Czar já que não o tinha visto ali na linha de frente. Ele corria no meio daqueles corpos de chineses e russos e entre as batalhas individuais que aconteciam. Ocorreu uma explosão perto dele fazendo-o cair para trás em cima de alguns corpos. Sentiu o cheiro da pólvora da explosão, sabia que isso significava que muitos russos haviam morrido. Como podia uma invenção chinesa, a pólvora, fazer coisas tão lindas como fogos de artifício e ao mesmo tempo matar?
Tentava fugir das brigas, mas não conseguiu por muito tempo. Um soldado russo o havia encontrado e começado uma briga. Ele chegou por trás dando-lhe um forte chute nas costas fazendo o chinês cair de cara no chão.
– Ty ubil moyego brata!! (VOCÊS MATARAM MEU IRMÃO) — gritava o soldado a plenos pulmões para Yao.
– Wǒ yě bù dǒng (não entendi nada). — quando o soldado ia usar sua espada para matar Yao, este da um golpe de kung fu levantando as pernas e as girando derrubando a espada do sujeito.
O estranho golpe pegou o soldado desprevenido, mas ele estava controlado pelo ódio e ela fúria e tentou acabar com Yao usando socos e chutes. A força dos golpes dele eram mais fortes que do pequeno e magro Yao, mas este tinha mais habilidade e rapidez. Desviava da maioria dos golpes e usava a força de seu adversário contra ele.
O soldado começou a ficar mais impaciente, sacou uma pequena faca e tentava acertar Yao com ela. Yao ficou de olhos arregalados, não esperava que ele ainda tivesse algum tipo de arma com ele. Apesar de preferir lutar usando kung fu, depois que a faca do soldado conseguiu fazer um pequeno corte em seu braço, admitiu que fosse melhor pegar uma arma e sacou uma adaga de aproximadamente 22 centímetros. O soldado aparentemente era bom com a faca, Yao tentava desviar e atacar, mas estava levando alguns cortes até que bem profundos. Seu sangue escorria manchando suas vestes. Aquela visão de se ver sujo de sangue o fez perceber que se perdesse muito sangue, não teria condições de ir procurar por Ivan, mesmo que eles não morressem a não ser que suas nações desaparecessem, ao menos precisavam de sangue para se locomover e ficar muito tempo esperando se recuperar de falta de sangue não era uma ideia agradável para Yao. Precisava ver o russo, acabar com aquela guerra tola e pedir explicações.
Tomado de uma súbita coragem, Yao sacou sua espada cheio de determinação cortando o soldado na altura das costelas, como ele já estava muito machucado, acaba caindo de joelhos enquanto o sangue jorrava. Deixando seu adversário para trás, Yao saiu correndo. Não queria pensar no que poderia já ter acontecido com Ivan, o tanto de corpos que via pelo caminho ia se multiplicando, via corpos dos dois lados. Difícil saber quem ganhava aquela altura.
Depois de alguns minutos começou a chover, a chuva caia forte no campo de batalha e lavava o sangue que estava impregnando o local com seu cheiro misturado ao cheiro da pólvora. Decidindo se abrigar da chuva, Yao achou uma caverna que tinha uma entrada um tanto estreita e apertada, mas ele não era gordo então entrou sem problemas. Não tinha galhos secos por ali então não podia fazer fogo, mas quando um trovão caiu iluminando um pouco a caverna, ele pode ver que o chão estava sujo se sangue fazendo uma trilha até o interior da caverna. Segurando sua espada caso algo acontecesse, ele foi avançando lentamente pela caverna seguindo o rastro de sangue do chão que era constantemente iluminado pelos trovões. Ele conseguiu ver o vulto de duas pessoas deitada no chão, quando outro trovão caiu, pode ver melhor quem eram. De um lado havia um soldado russo qualquer, mas bem musculoso morto, do outro, Ivan estava desmaiado no chão cheio de cortes e cercado por uma poça de sangue.
Notas finais
por favor comentem o que acharam. fiquei com medo porque essa capítulo é meio sangrento, mas eu precisava fazer uma cena de guerra
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