Notas iniciais
desculpem qualquer demora e etc... nem ia postar esse capítulo hoje, já estava na cama pra dormir até quando me senti cheia de inspiração e então... aqui estou ^^ mas ao sentar aqui a inspiração sumiu... então foda-se
decidi colocar uma fotinha nesse capítulo só pra deixar ele mais especial pra vocês XD espero que gostem. vou ver se faço isso mais vezes.

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Yao estava agarradinho a Ivan, ambos dormiam tranquilamente agarrados aos cobertores. Incrível como a simples presença do russo podia tranquilizar o pequeno chinês. O sol entrava timidamente pela janela esquentando levemente o clima frio que estava em Moscou e também acordou Ivan. Sonolento, o russo esfregou o olho com a mão livre já que a outra abraçava Yao, estava ainda meio letárgico, mas assim que se lembrou que o chinês estava ali dormindo agarrado a ele, Ivan não conseguiu evitar ficar olhando para Yao com um doce sorriso no rosto.

O russo passou delicadamente a mão no rosto do menor tirando então uma mexa de cabelo que estava no rosto dele.

– Você fica tão fofo assim — sussurrou Ivan — só me faz te querer mais.

Ivan não queria acordar Yao e nem foi tão difícil assim fazer com que o chinês continuasse a dormir, estava cansado da viagem e também não havia dormido direito nos últimos dias graças à ida de Young e Hyung, provavelmente era a primeira vez que dormia a noite inteira desde então. Algum tempo depois, Yao começou a abrir lentamente os olhos e a primeira coisa que viu foi exatamente Ivan o observando com um doce sorriso no rosto, isso o fez abrir um sorriso também. Ivan deu um selinho em ao desejar bom dia e Yao desejou bom dia também.

– Você estava me vendo dormir aru? — perguntou Yao.

– Da. Não consegui resistir. — respondeu Ivan.

Yao corou e virou a cara um tanto sem graça até que ficou de olhos arregalados e mais sem graça ainda quando ouviu o próprio estômago roncando. Isso fez com que Ivan desse uma pequena gargalhada.

– Vem — disse ele — vamos tomar o café da manhã.

Eles tomaram o café da manhã e o dia se seguiu normalmente enquanto eles passavam a maior parte do dia próximos à fogueira, pois Yao constantemente reclamava de frio mesmo que Ivan constantemente tentasse esquentar o menor exatamente como fazia naquele momento. Estavam sentados no sofá, Yao no colo de Ivan, e Ivan usava seu, sobretudo para embrulhar Yao também o que deixou o chinês corado e sem graça.

– Está quentinho Yao? — perguntou Ivan.

Shì (sim). Como você aguenta todo esse frio aru?

– Acabei me acostumando, mas... Se está com tanto frio assim... — disse Ivan se aproximando do ouvido de Yao e o abraçando mais forte — podemos ir lá pra cima que você vai ficar tão quente que nem vai precisar mais das roupas.

– O que pensa em fazer lá em cima aru?

Obviamente Yao já tinha entendido o que era, perguntava aquilo com uma voz um tanto provocante enquanto Ivan começava a distribuir beijos por seu pescoço.

– Ivan... — falava Yao quase que implorando.

Logo os beijos de Ivan se tornaram lambidas e então chupões de deixar marcas no pescoço do chinês enquanto o abraçava cada vez mais forte. Ivan parecia lentamente perder o controle, provavelmente o tempo que havia ficado sem ver Yao não lhe fizera bem. Rapidamente e quase que brutalmente também, Ivan deitou Yao no sofá, ficou por cima dele e começou a dar um ardente beijo no chinês quase engolindo e Yao retribuía o poderoso beijo.

As línguas dançavam e se entrelaçavam enquanto se beijavam e, além disso, também mordiam o lábio um do outro ou lambiam ao redor da boca completamente perdidos em luxúria e desejo. Algumas vezes durante o violento beijo eles se olharam nos olhos por alguns segundos, ambos pediam e imploravam por aquilo.

Apesar de aquela cena tão íntima e pornográfica começar a se desenrolar no sofá, eles estavam na sala da casa, não no quarto de Ivan ou em algum cômodo mais privativo então quando ouviram a porta que levava para o lado de fora se abrindo deixando também muito vendo gelado entrar eles gelaram. Não pela temperatura, e sim pelo medo de serem vistos ali. Antes que tivessem tempo de tomar qualquer ação, Ivan ouviu algo que o assombrou mais do que o seus piores pesadelos.

Bolʹshoy brat... (irmão mais velho) — dizia a voz

Era uma voz arrastada quase que assustadora e pela cara de Ivan, não poderia existir voz mais assustadora. Era sua irmã, Natasha.

O mais rápido que pode, Ivan saiu de cima de Yao e ia estender a mão para levanta-lo mais rápido quando sua irmã chegou no cômodo e o abraçou repentinamente por trás com uma expressão digna de um filme de terror.

Bolʹshoy brat...– dizia ela olhando para ele numa voz fantasmagórica — Ivan...

– N-Natas-sha... — disse Ivan tentando abrir um sorriso, não deu tão certo - p-privet (olá)...

– Vim te pedir em casamento de novo...

– Eu já disse que não quero da.

Yao olhava aquela cena primeiramente sem entender, mas a parte do casamento foi como uma alfinetada bem profunda e dolorosa. Estava tão confuso, e admitiu parar si mesmo, com ciúmes, que continuou ali deitado no sofá assim como Ivan continuou com a mão estendida para ele, pois ambos haviam ficados petrificados, Ivan por medo e Yao por ciúmes e muita confusão. Até que Natasha nota a presença de Yao e direciona o seu olhar para ele fazendo um calafrio percorrer o corpo do chinês.

– Quem é esse? — perguntou ela.

– A-ahm... É... É o Yao — respondeu Ivan.

Depois de alguns segundos Yao se recuperou e se sentou no sofá, fez menção de estender a mão para Natasha para cumprimenta-la, mas acabou decidindo usar um cumprimento mais chinês fingindo seguir a própria tradição por costume quando na verdade estava relutante em apertar a mão dela. Ele juntou as mãos dentro das mangas de sua roupa um tanto trêmulo e fez uma pequena reverência com a cabeça.

N-Nihao...– disse ele — você deve ser a Natasha aru.

– Porque ele estava deitado no sofá e você estendia a mão para ele? — perguntou ela ao irmão.

– Por que... Por que... — balbuciava Ivan tentando encontrar um motivo evitando contato visual com a garota — E-Erm...

– Porque eu cai aru! — disse Yao salvando o amado — Eu fui inventar de sentar no encosto do sofá e acabei caindo aru.

– Porque ele estendia a mão para você então? — perguntou ela apertando ainda mais o abraço com Ivan — Poderia levantar sozinho.

– Não custa nada ser educado às vezes da — respondeu Ivan desesperado puxando a mão dela tentando desfazer o abraço.

A garota olhava de um para o outro tentando ver algo de mentira naquelas palavras. Ambos estavam nervosos e suavam frio, Yao estava doido para puxar Ivan para um lugar longe dela e perguntar exatamente o que foi aquilo, mas primeiro teriam que dar um jeito de fugir de lá. Exatamente enquanto pensava nisso, lembrou-se dos chupões que recebeu de Ivan, devem ter feito marca. Ele ficou preocupado, não conseguia pensar em uma desculpa plausível para marcas como aquela. Ele então foi desviando o rosto tentando deixar o lado do pescoço que provavelmente estava marcado longe do alcance dos olhos dela.

– B-Bem... N-Natasha... — disse Ivan finalmente conseguindo se soltar — eu e Yao temos algumas coisas para discutir.

– Coisas tipo o que? — perguntou ela.

– E-Erm... Política! É! Afinal somos vizinhos e coisa e tal. Bem... Erm... Do svidaniya (tchau)

Ivan saiu desesperado puxando Yao com ele rumo ao quarto dele e se trancou suspirando de alivio assim que fechou a porta. Natasha olhou aquela cena sem entender muita coisa e achando aquilo tudo estranho, uma coisa era certa, ficaria de olho naqueles dois para entender exatamente o que aconteceu ali.

– Ai dele se tentar roubar o Ivan de mim! — disse ela dando um sorriso um tanto sádico.


Notas finais
por favor não me matem pelo lemon interrompido!! T^T relaxa... eu to programando um bem caprichado para o próximo capítulo XD