A Doce E Fria História De Amor Do Dragão

56 Guerra Fria - Guerra das Coréias


Notas iniciais
olá. caraca... faz tempo né? muito tempo. nem adianta pedir desculpas porque foi imperdoável mesmo. Assim, sem mais delongas, o capítulo novo. Estou tentando voltar aos trilhos então vamos começar logo com a Guerra Fria :3

Ai o tempo. Às vezes ele parece passar rápido demais, especialmente quando séculos de idade pesam sobre seus ombros. A segunda guerra mundial já tinha acabado à alguns anos, estavam já em 1950, mas mesmo assim, parecia que os fantasmas dela ainda assombrava Yao. Muito tempo foi gasto tentando botar seu país de volta nos trilhos e fazer seu povo sorrir de novo. Isso era um desafio de vários outros lugares também. Mas naquele momento Yao estava na segunda noite sem dormir, descabelado e preocupado, debruçado sobre mapas, documentos e livros. A situação estava longe de ser agradável, muitos queriam paz, mas o que ganhavam era a Guerra Fria.

Pela janela, Yao queria ver sua querida Pequim, mas o que ele via era um cenário de guerra e a fronteira com a Coréia no horizonte. Queria não estar em Guerra, mas Ivan estava terrivelmente ocupado brigando com Alfred e pelas ajudas de Yao, o mesmo acabou se metendo no problema também. À sua frente, estava uma carta de Ivan. Entretanto, não havia nada de fofo ou romântico na mesma. Ela continua informações bélicas, segredos, detalhes. Guerra, guerra e guerra. Parecia até que Ivan só conseguia pensar nisso.

— E quem sou eu para falar aru? – disse Yao suspirando e deitando-se sobre os braços cruzados sobre a mesa. Nem parecia que Ivan estava na sala ao lado pensando e discutindo sobre as disposições de soldados.

Yao suspirou e se levantou indo então acompanhar os planos que estavam sendo discutidos à respeito da Coréia e aos Estados Unidos.

— Não podemos deixar que Alfred ganhe. – dizia Ivan numa frieza um tanto calculista – uma batalha dessas pode decidir muito o rumo das coisas. Eles conseguiram a permissão das Nações Unidas.

— Ivan... talvez devesse se preocupar com outras coisas primeiro... – disse Yao.

— Como com o que? – perguntou Ivan interessado em ouvir.

— Que tal com a situação em que o povo está? As coisas não parecem ir muito bem assim aru! – disse Yao preocupado.

— Não. Quer dizer... Sim. Eu entendo Yao – disse Ivan botando as mãos no ombro do amado e sorrindo levemente – assim que terminamos esse problema que temos principalmente com Alfred, botarei todos meus esforços nisso. Mas primeiro, não podemos demonstrar fraqueza.

— Não terá “depois” se não se preocupar ao menos um pouco mais com o povo! Escute o que estou falando! – reclamou Yao embora parecesse que entrou por um ouvido do russo e saiu pelo outro.

— Vai dar tudo certo. – disse Ivan com aquele mesmo sorriso um tanto frio dele.

— ME ESCUTE ARU! – exclamou Yao, ou melhor, gritou. O chinês agarrou a gola do amado querendo botar um pouco de juízo nele. – MAL SAÍMOS DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL! O POVO AINDA ESTÁ TRAUMATIZADO. SERÁ QUE PODE BOTAR UM POUCO DE JUÍZO NESSA SUA CABEÇA?

— Bote na do Alfred então também. – disse Ivan com um olhar frio e seco que fez a espinha de Yao gelar. – Agora, se não vai ajudar no plano, sugiro que não o atrapalhe também.

A reação de Ivan pegou Yao de surpresa. Assim, Yao soltou a gola do amado. Cabisbaixo, o chinês também viu que os generais chineses, coreanos e russos que estavam naquela sala o olhavam julgando suas ações e o desaprovando. Todos só pensavam na guerra.

Irritado, Yao saiu da sala e também do prédio indo em direção à casa do irmão caçula, Im Hyung Soo. Era um pouco difícil fazer isso sem acabar passando por algum conflito, mas Yao sabia o caminho.

Quanto à Alfred, pode-se dizer que ele também estava com pouco juízo na cabeça, mas pelo menos mais que Ivan já que ele conseguiu afastar do comando das forças armadas um general americano que queria usar armas nucleares contra a China e a Coréia. “Chega, não quero mais ver aquilo sendo usado”, foram as palavras que Alfred havia usado. Mas disso, Yao nada sabia.

Yao encontrou o irmão onde imaginava que fosse encontrar, sentado contra uma arvore encarando um rio. Árvore esta que estava um tanto escondida mas não muito longe de onde o chefe de Im Hyung Soo estava. Ao ver Yao, o coreano apenas o olhou brevemente para logo voltar à olhar para o horizonte.

— Imaginei que fosse acabar vindo. – disse Im Hyung Soo.

— Também imaginei que fosse estar aqui aru – disse Yao.

— Onde mais estaria? Naquela reunião idiota? – perguntou Im Hyung fazendo Yao suspirar – sei que eu e Im Young Soo temos nossas diferenças hoje em dia, mas não me agrada o que isso está se tornando.

— Nem eu aru.

— Será que por isso você não deveria estar acompanhando aquela reunião para saber do que se trata pelo menos?

— Não consigo aru! Não aguento mais aquilo. Todos um bando de cabeças dura!

— Pois tente! Sabe-se lá o que pode acontecer com essa guerra!

— Não acho que vá dar nada de tão ruim assim aru.

— POIS EU ACHO! – disse Im Hyung Soo assustando um tanto Yao ao se levantar de vez e gritar – O MEU CHEFE SAIU DAQUI HOJE PARA A REUNIÃO FALANDO EM UNIFICAR AS CORÉIAS. NÃO QUERIA QUE EU ESCUTASSE, MAS ACABEI ESCUTANDO. SABE O QUE ACONTECE SE SÓ TIVER UMA CORÉIA NÉ? – perguntou Im Hyung Soo sentindo os olhos encherem de lágrimas.

Yao por um momento estava surpreso com a reação do outro que sempre foi tão calmo. Mas então, as peças foram se juntando. Sim, provavelmente queriam unificar as Coréias mas isso significava que ou Im Hyung Soo ou Im Young Soo (ou os dois) iam sumir. Morar sozinho era uma coisa. Podia ser solitário, mas pelo menos sabia que os irmãos estava logo ao lado. Agora, ter que aguentar a morte de um deles? Yao não pode aguentar. Ao se deparar com esse cenário possível, ele levantou de uma vez e se pôs a correr pelo mesmo caminho que havia percorrido à pouco para chegar até ali e Im Hyung Soo foi no seu encalço.

— YAO! ESPERE! – gritava Im Hyung Soo. Ele queria ir junto, afinal era o seu destino e o de seu irmão em jogo. Mas eles foram impedidos por um grupo de soldados antes mesmo de terem chegado na fronteira da China com a Coréia.

— Não! Não podem passar! – reclamavam os soldados bloqueando a passagem e segurando os dois.

— ME DEIXEM PASSAR ARU! TENHO QUE... TENHO QUE CHEGAR LÁ... ANTES QUE DECIDAM ARU...

— NÃO! SÃO ORDENS. NÃO PODEMOS DEIXAR O SENHOR IM HYUNG SOO PASSAR.

Claro que Yao poderia provavelmente continuar sozinho com alguma conversa. Talvez sim, talvez não. Mas ele não estava mais pensando tanto assim. A possibilidade de perder um ou dois de seus irmãos caçulas o deixou mais apavorado do que antes. Ele não hesitou em aplicar vários golpes de kung fu. Chutes, socos e várias acrobacias mais complicadas para se livrar dos guardas e continuar correndo o mais rápido que podia para salvar Im Hyung Soo e Im Young Soo.

Notas finais
por favor comentem o que acharam! alguém que vocês queiram que apareça? é bem complicado escrever essa fic por causa de toda a história, estou tentando voltar aos trilhos novamente. O próximo capítulo vai estar melhor, prometo! XD