Notas iniciais
me pergunto quantas partes a segunda guerra vai ter ^^" mais um capitulozinho direto do forno para vocês. admito que a imaginação deu lag nesse =P

Não havia passado nem uma semana desde que Feliciano havia visitado seu irmão machucado e acabado e agora já estava na Alemanha. Havia chegado a uma conclusão, sairia da guerra. Agora lá estava o italiano agarrando-se ao alemão enquanto chorava sem parar. Ludwig tentava, em vão, acalmar o amado que não parava de soluçar e até então não tinha conseguido falar para o que viera até a Alemanha.

– Feli... Calma... O que aconteceu? Conte-me... – dizia Ludwig abraçando o italiano de volta e fazendo carinho em sua cabeça.

– Mah... Gue... Na... Pas... ta.... To... mão... – dizia o italiano chorando desesperadamente e soluçando sem conseguir formar uma frase que fizesse sentido.

O alemão suspirou e pegou o pequeno no colo. Carinhosamente Ludwig levou Feliciano até a cama e o deixou sentado sobre ela enquanto o loiro ficou ajoelhado na sua frente segurando suas mãos.

– Feli... respire fundo... tenha calma. Assim que não cosigo te entender – disse Ludwig docemente. Feliciano tentou fazer o que o loiro falava, levou alguns minutos, mas finalmente ele conseguiu montar uma frase que fizesse mais sentido.

– V-Vamos sair dessa g-g-guerra L-Ludwig... – disse Feliciano soluçante.

– Não posso Feli. Sabe que temos que obedecer nossos chefes.

– Não me importa! E-Eu quero s-sair d-dessa g-guerra! O L-Lovino t-tá todo m-machucado... n-não quero me m-machucar t-também.. e m-muito menos v-ver você machucado.

– Eu queria que fosse tão simples assim Feli... também não quero ver você machucado.

– E-Eu faço as bandeiras brancas para você... – insistiu Feliciano.

– Feli... – disse Ludwig numa voz baixa praticamente se jogando para cima do italiano e lhe dando um forte abraço – Não é tão simples para mim... meu chefe... meu povo... – dizia Ludwig com a voz sofrida apertando o italiano em seus braços que retribuía o abraço e retornava a chorar só que dessa vez silenciosamente – aproveite agora para você sair... eu vou ficar bem. Pode ser cruel dizer isso, mas aproveite esse ataque a Roma para sair da guerra e então ficar quietinho.

– M-Mas e você?

– Eu sei cuidar de mim Feli – disse o loiro com a voz sofrida tentando esconder a preocupação que tinha em seu coração. Dizia isso para acalentar o coração do amado, mas ele temia o que essa guerra podia gerar. Delicadamente, o alemão pousou os lábios na testa do amado italiano o presenteando com um doce beijo que fez com que Feliciano abrisse um fraco, mas triste sorriso limpando então as lágrimas que escorriam pelo seu rosto o deixando vermelho.

Depois de passados alguns segundos com os dois lá silenciosamente se abraçando, Ludwig pegou delicadamente no rosto de Feliciano pelas bochechas e encostou testa com testa. Os dedos do alemão correram a face do amado limpando os rastros de lágrimas e então eles se beijaram. Um doce, longo e romântico beijo. Não tinham ideia de quando se veriam de novo, por isso, queriam matar a saudade que logo sentiriam naquele momento sabendo muito bem que não importa o tanto que aproveitassem as horas que lhes restavam, a saudade ainda seria arrasadora.

Os dois namorados se beijavam, os braços do menor rodeavam o corpo musculoso do alemão enquanto os braços definidos do loiro abraçavam o pequeno italiano de forma protetora e acalentadora.

Quando deram por si, estavam deitados na cama enrolados em cobertores agarradinhos. Nada havia acontecido, apenas deitaram-se lá e ficaram abraçados para aproveitarem o doce calor do corpo do outro. Ludwig dava seguidos beijinhos na testa de Feliciano que aninhava no peitoral do amado até que Feliciano agarrou a camiseta de Ludwig lentamente e falou baixinho.

– Ludwig... – disse o italiano – quando eu voltar pra Itália, eu não vou poder voltar aqui por um tempo né?

– É... até a guerra acabar. Seria muito perigoso você entrar aqui.

– Então eu vou ter que ficar sem te ver?... esse tempo todo?

– Vai.

– Mas e se te atacarem?

– Feli... preste atenção – insistiu Ludwig – se você vier até aqui vão voltar a te atacar. Você tem que ficar quietinho na Itália para não fazerem isso.

– M-ma-

– Lembre-se, você ia gostar de ver o Lovino machucado? E também... ver você machucado e ferido ia me partir o coração... eu acabaria desconcentrado da guerra e só teria olhos para você e isso pode ser perigoso. Entende?

Feliciano afirmou com a cabeça tristemente. Ludwig sabia que não era esse o caso, a cada segundo da sua vida o alemão só tinha olhos para aquele pequeno italiano que pousava a cabeça em seu musculoso peitoral, mas foi preciso falar aquilo para ter certeza de que o amado permaneceria seguro em sua terra natal.

Pouco depois disso, Feliciano voltou para a Itália e seu desejo de sair da guerra pareceu ser acatado. Mussolini foi derrubado e o fim do fascismo italiano foi anunciado.

Nesse meio tempo, Ludwig ficou tranquilo acreditando que Feliciano ficaria quietinho e protegido, mas se enganou redondamente ao ouvir algo de vidro caindo no chão se partindo.

Verdammt!– urrou uma voz vinda do fundo da sala onde Ludwig estava perdido em seus pensamentos e ao se virar, viu seu chefe, Hitler, irado – Os italianos nos trairam... temos que dar a eles uma lição.

Ludwig gelou ao ouvir aquilo, tentou de toda forma argumentar, mas só o que fez foi deixar o chefe mais irritado. O loiro se amaldiçoava, não só uma ameaça estava marchando até Feliciano, como a ameaça era o seu próprio país.

Algo cruel de se dizer, mas Ludwig insistiu infinitamente em canceleram a invasão a Itália, mas tudo o que conseguiu, foi convencer Hitler a atacar o sul ta Itália.

– Desculpe Feli... – era o que Ludwig dizia para si mesmo com o rosto enterrado nas mãos. Não poderia avisar a Feliciano, tinha o grande risco de descobrirem e temia que se descobrissem, fossem atacar seu querido italiano ainda pior.

Algumas semanas depois, as tropas alemães chegaram a Roma de paraquedas invadindo a antiga cidade deixando Lovino deseseperado.

– O QUE QUEREM AQUI SEUS COMEDORES DE BATATA?!? – gritava Lovino a plenos pulmões para quem quisesse ouvir enquanto cidadões fugiam e soldados alemães chegavam – NÃO DEIXEI VOCÊS ENTRAREM ASSIM AQ-

O falatório do italiano na hora foi interrompido quando ele levou uma forte pancada na parte de trás da cabeça. Tudo ficou escuro enquanto Lovino caia desacordado no chão da grande cidade de Roma.

Notas finais
até o próximo :3