A Doce E Fria História De Amor Do Dragão
42 2nd World War - part 2
Notas iniciais
essa é minha ultima semana de férias então o proximo capitulo vai demorar um pouco mais para sair.
A situação pegava fogo no mundo. Alianças fortes e fracas se formavam enquanto países grandes e pequenos lutavam entre si ou se uniam para derrubar outro país. Além dos problemas de mortes e feridos que a guerra trazia vários países começavam a sofrer pela falta de alimentos, combustível e vestimentas. Cada país, grande ou pequeno, participava de certo modo daquela tão sangrenta guerra... Alguns tinham participação importante e grande, outros participavam em menor influência... Outros ainda tentavam a tão querida neutralidade. Até mesmo os estrangeiros sofriam... O simples fato de ser italiano alemão ou japonês fazia com que eles tivessem seus bens congelados em países como Estados Unidos da América.
Em Berlim, em uma luxuosa casa que servia para o governo nazista alemão, Ludwig estava concentrado na situação da guerra. Na frente dele estava uma mesa com o mapa mundi e pequenos bonequinhos coloridos representando cada tropa inimiga ou aliada espalhada pelo globo. O Alemão estava muito concentrado até que abriram a porta do cômodo de uma vez só fazendo ele se sobressaltar um pouco.
- Ne Ne Ne Doitsu! Doitsu! — exclamava Feliciano correndo até o alemão e o agarrando pelo braço – A pasta tá ficando mais cara Doitsu! Não me falaram que ia acontecer isso se começasse a guerra.
- É normal a comida ficar mais cara em tempos de crises como essa – respondeu o Alemão suspirando.
- M-Mas... M-Mas... – disse o italiano começando a ficar com lágrimas nos olhos – J-Já não basta todo mundo estar d-declarando g-guerra contra nós e o Kiku e c-cortando relações? P-Porque a pasta também Doitsu?
O alemão odiava ver seu pequeno italiano daquele jeito, mas não tinha nada que pudesse fazer. O próprio Ludwig não esperava que a guerra tomasse proporções como aquelas e ele também discordava de muitas ideias de Hitler. Mas o que ele podia fazer? Os países tem que obedecer a seu chefe e mesmo que Hitler estivesse pensando de certo modo como “Os fins justificam os meios”, Ludwig ainda não concordava que uma Segunda Guerra Mundial era o melhor meio para se livrar das penalidades que a Alemanha havia recebido por ter perdido a Primeira Guerra Mundial e ainda ter sido responsabilizada pela mesma.
Ludwig olhou para Feliciano, para aquela carinha chorosa dele e o deu um forte abraço colocando a mão de modo protetor sobre a cabeça do italiano.
- Não posso fazer nada contra o macarrão... – disse o alemão – Mas você não precisa dos outros... Eu vou estar aqui para te proteger Feli.
Feliciano abriu um sorriso bobo ficando com o rosto corado e retribuiu o abraço agarrando-se ao casaco do alemão e enterrando o rosto no peitoral do loiro. Como ele gostava de estar perto do alemão e sentir o seu cheiro e seu calor... Não havia nada mais calmante para o pequeno italiano.
Mas enquanto Feliciano se deliciava com a companhia de seu amado, o mesmo não poderia ser dito sobre Yao. Mesmo que China e União Soviética sejam países vizinhos, as lutas dos dois estava de certo modo separada. Ivan concentrava seus esforços na frente europeia juntamente com Arthur e Francis, cada um atacando a Alemanha de um lado na tentativa de diminuir o poderio alemão. Já, Yao, sua luta era contra Kiku. O chinês repetia para si mesmo que Ivan era forte, mas estava sendo difícil convencer a si mesmo disso.
Tentando deixar seus sentimentos de lado, Yao tentava se concentrar nas batalhas. Kiku estava forte, anexava vários países e outros sem querer entrar em conflito simplesmente desistiam. Usando o apoio que recebia dos aliados, Yao tentava se manter firme, se defender.
Em 1942, em meados de julho, Yao estava analisando os avanços japoneses em uma sala cheio de livros, folhas velhas, mapas e cartas oficiais vindas de vários lugares quando um secretário abriu a porta com pressa indo até o chinês. Yao na hora se preocupou, aquele homem fora quem Yao havia encarregado de ficar atualizado sobre a situação da Rússia... Exclusivamente da Rússia.
- Yao Xiānshēng! Yao Xiānshēng! – exclamava ele indo até Yao.
- O que aconteceu aru? – perguntou Yao preocupado.
- Os alemães começaram um ataque a cidade de Stalingrado.
Yao mordeu o lábio nervoso, os alemães não paravam mesmo.
- E como vai a resistência russa aru? O que Stalin disse? – perguntou Yao preocupado.
- “Nenhum passo para trás.” – disse o homem – Foram essas as palavras de Stalin.
A batalha de Stalingrado evoluía a cada mês que se passava a cada momento algum lado estava ganhando, o que fazia Yao ficar com dor de cabeça. Uma hora ficava aliviado por Ivan estar ganhando e logo na outra estava cheio de preocupação, pois os alemães conseguiam virar o jogo.
Entre o frio e a neve em Stalingrado, Ivan e Ludwig se encaravam. Ambos longe dos braços do amado uke, ambos em meio ao vento congelante de uma batalha onde nenhum dos lados ia desistir, uma luta entre dois homens fortes, entre duas nações poderosas. “Nenhum passo para trás” foram as palavras de Stalin. “Lutem até o último homem” foram as palavras de Hitler.
- Fácil falar quando ele está em seu conforto em Berlim – disse Ludwig sobre as palavras de Hitler.
- São palavras para motivar os soldados – respondeu Ivan.
Os dois já estavam se encarando haviam já alguns minutos e estavam falando sobre as palavras de seus líderes. Eles se encaravam de cima a baixo vendo que aquela batalha não seria nada fácil.
- Você não vai desistir né? – perguntou Ludwig mantendo sua expressão séria.
- Se eu desistir você marchará sobre a União Soviética e tenho que manter ela de pé... não apenas pelo meu povo, mas também pensando em Yao.
- Yao?
- Da. Kiku está dando mais atenção a outros países agora então tenho o dever de ficar no seu caminho se tentar chegar até Yao. Do mesmo modo, Yao está com tendências comunistas... tenho que manter a União Soviética de pé para que depois dessa guerra nós possamos ficar mais juntos. Então... acho que vou ter que te derrotar aqui Ludwig.
Enquanto isso, a vários quilômetros de distância da Rússia, uma reunião que poderia mudar o rumo de tudo acontecia na cidade de Washington. Sentados nos luxuosos sofás da casa Branca, estavam Roosevelt junto com um rapaz loiro, de olhos azuis e que usava óculos, Alfred, o América.
- Os ataques japoneses não param – dizia Roosevelt bebericando seu café fumegante em uma xícara.
- Já tem anos que estão falando que eles irão atacar a base de Pearl Harbor – disse um dos secretários de Roosevelt.
- Será que teriam coragem para tanto? – perguntou o presidente Roosevelt.
- Não se preocupe!! – exclamou Alfred – Se eles atacarem, eu sou o Herói! Irei salvar todos! E acabar com todos os problemas!
- Temos que esperar a hora certa... – dizia Roosevelt olhando para seu café – vamos continuar apenas com ataques pequenos e defesa própria. Conseguimos parar um ataque alemão a New York... Instalamos um reator nuclear na Universidade de Chicago. Nosso conhecimento bélico está aumentando, mas continuamos relativamente quietos enquanto a Europa está concentrando as maiores consequências da guerra.
- Vamos continuar assim? — perguntou o secretário – Se os Aliados perderem... eles não pagarão o que nos devem depois de vendermos tantas coisas para eles.
- Tem razão... não podemos ficar mais muito tempo assim. – disse Roosevelt olhando para seu café como se fosse a coisa mais interessante do mundo para ele naquele momento — Uma hora teremos que agir... afinal... O café está ficando muito caro.
Notas finais
vou tentar fazer aparecer outros países nos próximos capítulos... se a história for propícia ao Yaoi... o Egito deve aparecer.
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