Notas iniciais
desculpem a demora o/
na verdade era até pra ter demorado mais ainda pra sair porque eu tenho toda uma ordemzinha de postar as fics e a Kamper Raser a minha beta ainda não mandou, mas decidi não esperar por ela pra continuar. Falando na Kamper Raser, vá da uma lida lá o/ ~momento propaganda~
http://fanfiction.com.br/historia/344937/Kamper_Raser
é minha fic nova e ainda tem tão pouquinha gente lendo T^T

sei que na época que estamos falando ainda era a Grande Mãe Rússia e não o Ivan lindo ♥ mas ai ia ficar sem graça se eu botasse ela no lugar dele e tudo que eu fiz na fic até agora nunca teria acontecido -.-'

Deixando o grosso livro de lado, Yao deu um doce beijo na bochecha de Ivan e passou delicadamente a mão no alvo rosto do maior esperando que isso o tranquilizasse ao menos um pouco. Ivan parecia cansado, triste, cabisbaixo, e Yao não gostava de ver o amado daquele jeito.

- Ivan... — disse Yao em tom de preocupação.

- Izvinyat' (desculpa) — disse Ivan — Eu não queria te preocupar.

- Não precisa pedir desculpas aru.

- Garanto que logo as coisas aqui vão se resolver e então você não precisará se preocupar comigo. Vou ficar forte, você vai ver.

- E até lá eu vou cuidar de você aru.

- NO!

- A-Ahm?

- As coisas aqui vão ficar mais feias! Não posso arriscar que acabem afetando a pessoa que é mais importante no mundo para mim! — disse Ivan preocupado e agarrado Yao com força.

Ouvir aquelas palavras sobre ser a pessoa mais importante do mundo para Ivan fez Yao corar e se esquecer por um momento do problema em que estavam metidos. Lentamente, os braços de Yao rodearam o corpo de Ivan retribuindo o caloroso abraço.

- Yao.... — disse Ivan cortando o silêncio — Vá para a sua casa.

- E-EIM!? — exclamou Yao.

Yao soltou Ivan olhando para ele incrédulo, estava realmente sendo mandado embora.

- P-Porque aru? — perguntou Yao.

- Já disse... Não quero arriscar que as coisas por aqui acabem te afetando de alguma forma. Eu vou ficar bem. Já disse.

O chinês olhou para o maior com muita preocupação mas quando abriu a boca para argumentar, viu os olhos de Ivan cheios de determinação. Nada poderia fazê-lo desistir daquela ideia. Yao suspirou brevemente e concordou um tanto cabisbaixo pois queria ficar junto de Ivan o ajudando.

- Certo... Mas é bom mesmo você se arrumar por aqui aru!! — disse Yao cheio de determinação.

Ivan deu uma pequena risada e então agarrou Yao com força pressionando seus lábios contra os dele. Yao se surpreendeu com aquilo ficando primeiramente com os olhos arregalados mas logo foi lentamente os fechando e retribuindo o beijo sem se livrar da sensação irritante e preocupante de que aquilo parecia um beijo de despedida. Nenhum deles saberia dizer quanto tempo passaram ali se beijando como se quisessem matar a saudade que teriam durante o tempo que provavelmente ficariam separados.

Eles lentamente se separaram, ambos olharam um para o outro com os olhos repletos de preocupação e depois de algumas palavras e carinhos, Yao voltou para a China.

Durante o caminho de volta, vários pensamentos inundavam a mente do chinês que lia o tal livro de Karl Marx pensando em Ivan. Tinha que admitir que certas partes daquilo que estava escrito o interessavam, outras nem tanto, mas no geral até que era um bom livro. Yao pensava em como queria ficar junto de Ivan toda hora, todo minuto, todo segundo. Realmente amava o russo e sabia disso. Várias vezes amaldiçoou o fato de serem países pois se não fosse isso, eles poderiam morar juntos e não teriam que lidar com os 5800 km que separavam Pequim de Moscou mesmo que os meios de transporte tenham ficado mais eficientes no passar dos séculos.

Quando Yao chegou em casa, foi logo recebido por uma sorridente Mei.

- Ni hao Gēgē! - disse a garota alegremente.

- Ni hao Mei. — respondeu Yao fracamente com um sorriso fraco.

- Yao... O que aconteceu? — perguntou Mei preocupada notando que tinha algo de errado.

- N-Nada aru.

- Você não me engana! Eu sou sua irmã! Conheço-te muito bem! O que aconteceu na sua viagem pra Rússia?

- Nada de mais aconteceu aru! Já disse!

- Está tudo bem com Ivan?

- Só pergunta por que está preocupada com sua fonte de yaoi — disse Yao virando o olhar.

- NÃO!! NÃO MESMO!! — exclamou Mei se sentindo ofendida e então se jogando nos braços de Yao o abraçando forte — Não é por algo tão simples! Você é meu irmão... Eu me preocupo com você!

O repentino abraço de Mei surpreendeu Yao mas logo ele foi abraçando com carinho sua irmãzinha caçula feliz por ter ela ali para acalmar ele já que Ivan não estava por perto.

Em 1912 o imperador chinês havia abdicado e desde 1913 estava em uma ditadura militar, o que deixou a situação na China bem problemática. Yao não conseguiu se mantiver neutro na guerra graças a uma violação de sua neutralidade pelo Kiku em 1915 e acabou tendo que escolher algum lado, obviamente escolheu o lado de Ivan. As poucas vezes que via o russo eram nas reuniões sobre a guerra entre a Tríplice Entente e todas as vezes que o via, Ivan parecia cansado e triste, o mesmo se podia dizer sobre o Czar Nicolau II que parecia tudo isso e também um tanto irritado.

- Espero que não tenha ressentimentos por causa da Guerra do Ópio, Yao... — disse Arthur para Yao em uma das reuniões antes da mesma começar.

- Ressentimentos por você ter drogado e matado centenas de chineses aru? Imagina... — disse Yao um pouco sarcástico. — Só não vou acertar as contas com você porque você está com o Long aru.

- Ele é bem calado.

- Espero que esteja cuidado bem dele por que se não você ainda vai se arrepender aru.

- Non se preocupe pequeno Yao — disse Francis se metendo na conversa — Acho que ele vai cuidar direitinho de seu querido irmãozinho.

- Apesar de discordar dos jeitos que tenho escutado que você tem cuidado dele aru.

O assunto mudou repentinamente, ou melhor, parou completamente, quando Ivan chegou na sala e Yao ignorou o inglês e o francês para olhar para Ivan bem preocupado.

- Preocupado com seu amour? — perguntou Francis para Yao bem perto do ouvido do chinês fazendo-o corar e se afastar do francês com a mão no ouvido.

- A-AIYAA!! NÃO FAÇA ISSO ARU!

- Nhonhnohnoh... Sei que está preocupado com seu amado russo. Eu também estaria se estivesse em seu lugar.

- Ninguém te perguntou nada aru!

Todas as reuniões não eram muito diferentes, eles conversavam, discutiam e coisas do tipo e então todos voltavam para suas casas. A Entente contava com mais de 40.000.000 soldados enquanto a Aliança com 25.000.000. Mas obviamente a maior parte das discussões vinha dos países líderes de cada grupo e as decisões deles também pesavam mais. Como não estava sendo muito importante nessa guerra, Yao passava a maior parte apenas olhando para Ivan. Ver ele desgastado daquele jeito o preocupava muito apesar das coisas na China também não estarem muito calmas.

Até que em 1917, um ano antes da guerra acabar, depois de muitas reviravoltas, em março de 1917, uma revolução derrubou a autocracia do Czar Nicolau II e instaurou uma república liberal. Yao mal teve tempo de se organizar para visitar Ivan pois as revoluções continuavam na Rússia e toda vez que Yao tentava visitar o russo, este o mandava embora preocupado com a segurança do amado. A Rússia havia deixado à guerra e isso acalmava ao menos um pouco o pequeno Yao que ainda estava enrolado com ela. Até que em novembro de 1917, depois de mais revoluções, a Rússia instaurou o governo socialista soviético.

Apesar de preocupada com o irmão, Mei não estava ignorante do que acontecia no mundo. Sabia da situação de Ivan e decidiu ler o tal livro que Yao havia tanto lido. Depois de várias horas lendo, ela fecha o livro um tanto séria.

- Não gostei... Não gostei nem um pouco desse tal de comunismo.

Notas finais
livros de história parem de dar spoiler por favor!!!

de novo outro capitulo muito aula de história. espero que pelo menos a fala final da Mei passe uma sensação de "vish... "
comentários? socos na cara? recomendações? estou topando tudo...
ou não... não quero um soco na cara.

novamente um beijão pra wikipédia linda.