A Distancia De Um Imortal
3 Capítulo 3 - Saga do Passado - Parte 1
Notas iniciais
Enfim postei o esperado terceiro capitulo, entretanto não vai ser aquilo que vocês esperavam... Vão ter que esperar um pouco mais haha....
Não quero ser spoiler quero que leiam, então...
Sem mais Delongas!
O capitulo ...
400 Anos atrás
-Sieghart, entre! – Um homem aparentando seus 35 anos de cabelos pretos que pareciam emanar energia negra, e de olhos negros como a escuridão, ele usava um smoking completamente preto, e sem gravata.
-Sim, mestre? – Sieghart entrou na sala, e se ajoelhou.
A sala era escura, tinha um tapete vermelho no centro, que levava da porta até uma cadeira no final onde o Deus estava sentado. Pilastras altas seguravam o teto, e a iluminação era mantida por tochas de fogo negro meio roxo.
-Tu não precisas mais ser formal comigo, meu caro semi-deus. Nós já nos conhecemos a 200 anos. – O homem falou.
-Desculpe-me, mas como vós sois o Deus da Imortalidade, e eu ainda um semi-deus, devo-lhe tratar com respeito. – O semi-deus falou de cabeça baixa ainda.
-Não precisas disto, embora tu queiras mostrar respeito, eu admiro isto em ti. – O Deus recrutou. – Entretanto ao menos chame-me pelo nome.
-Vós nunca falastes teu nome para mim. – Sieg comentou.
-Peço-lhe desculpas, em todos esses 200 anos nunca lhe dissera meu nome. Pois, bem, meu nome é Kami. – O Deus Imortal falou.
-Mestre Kami, porque o senhor me chamou? – Sieghart falava com um rosto que não mostrava expressão alguma, igual ao Deus Imortal.
-Lhe chamei, pois iremos para o Continente de Calnat. Há algum tempo eles criaram um núcleo capaz de armazenar o poder de um Deus. O núcleo não é tão poderoso como o poder de um verdadeiro semi-deus, mas é poderoso o bastante para criar caos.
-Então porque um núcleo tão poderoso estás nas mãos de humanos? – Sieghart perguntou como se já tivesse esquecido seu lado humano, e isto chamou a atenção do Deus Imortal que preferiu esquecer, e continuar com a explicação.
-Embora esse núcleo seja poderoso, o Continente de Calnat é muito bem controlado, e civilizado. Por isso apenas um grupo de pessoas pode ter o núcleo. Não sei os detalhes. Entretanto não é por isso que estamos indo. Estamos indo para que esse núcleo não caia em mãos erradas, mostrando que quando as coisas ficarem difíceis para eles. Nós iremos ajudar.- O Deus Imortal completou.
-Apenas para isto? Sendo assim não será uma tarefa muito difícil. – O semi-deus comentou.
-E não só para isto, quero mostrar a eles o sucessor do Deus da Imortalidade. – Kami falou com um sorriso de lado.
-O que? – Sieghart perguntou espantado.
E antes mesmo que pudesse fazer um discurso sobre como ele não quer ser o sucessor, o Deus da Imortalidade ficou em sua frente, em uma velocidade tão grande que Sieghart nem conseguia falar.
-Vamos... – O deus falou criando um circulo negro envolta dos dois que logo foram sugados.
Já em Calnat, todos corriam para a chegada do Deus. Varias pessoas arrumavam um Saguão grande, com um palco em uma das paredes. Então um circulo negro se formou no palco, e os dois saíram dele.
-Mestre Kami, esse seu jeito de vir para os continentes continua imprevisível. – Sieghart falou se afastando Deus.
Então todos do saguão pararam o que estavam fazendo ao ver o Deus.
-Eles chegaram! – Um das pessoas ali presentes gritou.
Então um portão grande, e alto se abriu. Varias pessoas entraram em duas colunas de 6 filas, tendo o meio entre essas duas colunas um espaço grande. As pessoas tinham cabelos azuis que variavam a tonalidade de cada. Usavam um manto branco, com alguns detalhes azuis, e seu suas tentas tinha um cristal brilhante azulado.
Sieghart via aquela multidão entrando, e perguntou para o Kami.
-Eles são os donos do núcleo? – Sieghart perguntou.
E antes mesmo do Deus Imortal responder. Um homem de idade avançava, com uma barba branca, segurando um cajado de madeira, e suas pálpebras tão juntas que pareciam olhos fechados, entrou.
-Sim, meu jovem. Eles são os La Geas! Os portadores da Pedra da Alma, e aqueles que estão um passo mais próximo dos Deuses! — O Senhor falava feliz pelo feito de seu continente.
-Entretanto, eles não estão tão próximos como um verdadeiro Semi-Deus. – O próprio Deus falou. – Este que está ao meu lado, é o meu sucessor! Sieghart, o semi-deus da imortalidade!
Todos na sala fizeram reverencia ao jovem Sieghart, que ficou envergonhado pela situação.
-Eu, o Deus da Imortalidade, venho do meu reino para lhe dizer que aprovo teus métodos de usar o núcleo! E que iremos proteger vocês quando precisarem!
Todos os La Geas agradeceram juntos. Sieghart observava calado ao lado do seu mestre, enquanto olhava para todos ali na sala. E logo percebeu uma jovem, a menor de todas ali, na primeira fileira. Seu tamanho e corpo aparentavam de uma menina de 14 anos, muito nova entre todos os outros ali presentes. Seus olhos eram heterocromáticos, de cor azul e vermelha. Sieghart a encarou por um certo momento, mas logo foi chamado pelo Deus.
-Sieghart, por favor, preste atenção no que o senhor fala.
-Sim, mestre.
-... E foi assim que criamos o núcleo. Obrigado por prestar atenção ao que esse velho senhor fala. – O senhor no meio do saguão falou.
-Interessante, mas por hora, a nossa viagem foi longa. E meu jovem sucessor ainda está em um corpo de humano, por isso sente fome. – O Deus da Imortalidade comentou.
-Sendo assim, que inicie a festa de boas vindas! – O Senhor falou.
De repente vários empregados entraram no saguão trazendo duas mesas, cheias de comida e bebidas. Todos que estavam fazendo reverencia, levantaram-se, e deram espaço as mesas.
Sieghart, vendo que já podia sair do palco. Acelerou o passo para encontra a menina de olhos heterocromáticos. Entretanto, a multidão que se formou usando as mesmas roupas ficou difícil encontrá-la.
-Que foi Sieghart? Procurando algo? – O Deus da Imortalidade perguntou ao ver o jovem olhando para os lados incontáveis vezes.
Os La Geas tiraram seus mantos, e começaram a conversar.
-Onde já se viu uma festa sem musica? – O Senhor falou meio que ordenando.
E então alguns La Geas criaram várias caixas de som por todo o saguão, assim fazendo o ambiente mais parecido com uma festa.
Ao decorrer da festa, Sieghart nem tocou na comida, procurava a misteriosa garota de olhos heterocromáticos, entretanto nada de encontrá-la. Enfim resolveu perguntar a alguém.
-Algum de vocês, La Geas, conhecem uma garota de olhos vermelhos e azuis? – O semi-deus perguntou casualmente.
-Sieghart-sama! – Os La Geas se espantaram com o jovem em sua frente.
O semi-deus não falou nada sobre o ‘sama’ no final de seu nome, pois deveria ser algo desde continente, então volto a sua pergunta.
-Você conhecem?! – Sieghart perguntou.
-Você deve estar falando da Mari, a desastre natural dos La Geas. Dizem que aqueles que nascem com um dos olhos vermelhos, o oposto de azul, irá trazer desgraça ao continente. – Um dos La Geas que Sieghart tivera perguntado respondeu.
Embora Sieg ter ignorado a ultima parte da resposta, o nome da menina misteriosa ficou em sua mente.
“Mari, a desastre natural ...” – Sieghart pensou com um sorriso de canto no rosto.
Notas finais
Gostaram? Mereço Review?
Bem, espero que tenham gostado... e irei postar o próximo capitulo assim que der...embora que tenha provas, lições de casa, etc nessa semana...tentarei escrever o mais breve póssivel xD
Abraços, e agradeço a todos que mandaram review até agora !!
Arigato!
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