Notas iniciais
Obrigada a todos aqueles que leram e mais ainda para aqueles que comentaram, obrigada mesmo gente. Espero que gostem desse capítulo, fui boazinha e atendi o pedido de alguns.

Anteriormente:

–Sério. Agora vamos aos filmes? – diz ela sentando no sofá e pegando o pote de pipoca, colocando-o em seu colo.

– Qual vai ser primeiro? – pergunto ainda surpreso.

– “O Matador”, pode ser? – responde ela com pipoca na boca.

–Claro. – digo colocando o filme e sentando ao seu lado no sofá. – Posso dar o play?

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Kate POV.

O filme mal havia começado, assim como as brincadeiras. Como se tratava de um filme muito antigo, a maior parte das cenas era cheia de erros, o que nos levava a gargalhadas, mesmo sendo um filme de suspense. Agora, aos 45 minutos do filme, o pote de pipoca estava quase vazio e eu não conseguia mais me contentar com essa distância separando nós dois, por isso, larguei o pote de pipoca em cima do sofá numa tentativa de chamar sua atenção.

– Kate? Tudo bem? – disse ele “dando pausa” no filme.

–Sim, só que... – não sabia como falaria aquilo: tudo ótimo Rick, só que não quero ver o filme separada de você, inclusive tudo que estou fazendo é para te provocar. – Nada esquece Rick. — enfim respondi. — Ahhh que ódio, porque simplesmente não conseguia admitir que queria ver o filme abraçada com ele ou que eu o amava ? KATHERINE BECKETT, CADE SUA CORAGEM?

Ok então. – disse ele me olhando confuso. – Posso colocar o filme novamente?

–Claro. – digo frustrada comigo mesma.

O filme começa novamente, porém não consigo mais prestar atenção na televisão, o tempo todo eu fico o encarando pelo canto do olho, desde o jeito como ele está deitado até o movimento que faz com os dedos repetitivamente.

– Kate, esta tudo bem mesmo? – ele pergunta me chamando atenção. Eu estava o encarando e obviamente ele viu. Meu deus sou muito burra.

– Sim Castle, já lhe falei. – disse eu brava.

– Ei, calma, o que aconteceu? É por causa da foto ainda? Se for me desculpa. – diz ele largando o pote de pipoca em cima da mesa de centro e olhando para mim preocupado.

– Não tem nada a haver com a foto. Como eu disse, é melhor deixar para lá, não é nada. – digo eu desviando o olhar.

–É claro que alguma coisa aconteceu, eu te conheço há quatro anos, lembra?

–Sim, não tem como esquecer. – digo rindo.

– Que bom saber que sou inesquecível detetive. – diz ele com um olhar malicioso.

– Não... Não é... Arghhh Castle! – digo eu furiosa, como eu poderia ter dito aquilo? Ok, ele iria ser inesquecível, sem dúvida alguma, mas não precisava saber disso, ainda mais com um ego enorme como o dele.

– Calma Kate. Eu estava brincando. – diz ele se levantando e vindo mais perto de mim.

– Eu sei. – disse indo em direção à cozinha.

– Ei, onde você pensa que está indo? – pergunta ele vindo em minha direção.

– A sua cozinha Castle. – digo como se fosse óbvio. – Esta me proibindo agora?

– Exatamente. Até você me contar o que esta acontecendo com você. – diz ele se colocando entre mim e a cozinha.

– Esta falando sério Castle? – digo furiosa. Porém ao mesmo tempo, tê-lo ali tão perto de mim era maravilhoso, conseguia sentir seu perfume quase como se fosse o meu próprio.

– Seríssimo. – diz ele. – Algo aconteceu e você esta brava, mas não quer me dizer o que houve.

– O que te faz pensar que estou brava?- digo colocando as mãos na cintura.

– Primeiro: você esta me chamando de Castle e não mais de Rick. – diz ele com um cara de cachorro pidão.

– Só isso? Por isso acha que estou brava... Rick? – respondo grosseiramente, tentando esconder o sorriso que se formava no meu rosto, ele era simplesmente adorável.

– Melhorou. – diz ele sorrindo. — E, além disso, basta você olhar para si própria agora mesmo. – diz ele me olhando dos pés a cabeça.

– Argh. – digo brava quando percebo que as minhas mãos estão na minha cintura.

– Viu você que me irrita Castle! – digo fingindo estar brava. A aquela altura, com ele ali tão próximo de mim e me falando tudo aquilo não havia como ficar brava.

– Não não, tem outra coisa te irritando e eu já sei o que é. – diz ele me olhando nos olhos.

– A é, então o que é Rick? – digo o encarando também, se ele acha que pode me deixar daquele estado sem sofrer as consequências está muito errado.

–Não sei Kate, porque será que você mesma não admite? – diz ele saindo da minha frente e voltando ao sofá.

Rick POV.

Olhar o filme com ela estava sendo perfeito, mesmo estando afastado eu podia sentir os olhares dela em cima de mim e aposto que ela também podia sentir os meus, afinal não tinha como simplesmente ignorar a presença dela, o perfume dela e o melhor, as suas risadas. Podia até fingir que eram os erros que me faziam rir, mas na realidade era só o fato de vê-la assim, tão solta e “ao natural” em meu sofá que me faziam abrir um sorriso.

E agora, com ela brava eu podia perceber que ela também queria aquilo, porém assim como sempre não iria demonstrar tão fácil, afinal era de Katherine Beckett que estávamos falando e nada é fácil quando se trata dela. Porém, dessa vez eu percebi, desde o momento em que cheguei á sua casa, que esta noite seria diferente, só pelo simples fato dela aceitar o pedido até suas provocações para cima de mim, que admito, estavam tendo o efeito desejado. Ela estava se segurando para admitir que queria o mesmo que eu. Nós dois. Juntos. Agora.

Não conseguindo mais aguentar esperar por ela eu me levanto do sofá e vou em direção à cozinha. Ela esta apoiada na bancada, de costas para mim. Começo a me aproximar quando a vejo levantar o olhar em minha direção.

– O que você quer? – diz ela ainda tentando soar brava.

– O mesmo que você. – digo sorrindo e me aproximando mais ainda dela. Agora estávamos com os corpos quase colados e eu podia ouvir sua respiração misturada com as altas batidas vindas do meu coração. Percebendo que ela não tinha como fugir, colei seu corpo contra a bancada.

– R-i... ck – diz ela quase como um sussurro.

– O que? – digo colocando a minha mão na sua cintura fazendo nossos corpos se chocar.

– O que você esta fazendo? – diz ela levantando o olhar e me encarando. Só agora pude perceber os poucos centímetros que me separavam dela.

– Se você quiser que eu pare, é só pedir. – digo pegando na sua mão. Não queria avançar, se alguém devia fazer isso, esse alguém era ela.

– Nem ouse. – diz ela finalmente acabando com o espaço entre nós e colando nossos lábios.

Aquilo era tudo que queria ouvir, a beijei com volúpia, sentindo seus lábios se abrirem para mim eu aprofundei o beijo, segurando os cabelos dela enquanto ela apoiava a palma de sua mão no meu rosto me puxando para mais perto, como se aquilo fosse possível agora. Ela quebra o beijo, me chamando a atenção, não podia acreditar que ela iria fugir agora. Porém estava errado, ela se aproxima de novo me beijando com vontade e eu retribuo, começamos uma “dança” para ver quem está no comando de quem e consigo ouvir um pequeno “Hmmn” vindo da boca dela, era a segunda vez que a ouvia gemendo para mim, a primeira havia sido a 1 ano atrás, e aquilo simplesmente me deixou louco.

– R-i-i-c-k – diz ela se separando sem fôlego.

– K-a-t-t-e. – digo abrindo o olho e me deparando com aquelas duas perfeitas “esferas” verdes me encarando de volta.

– Nada mal writer-boy. – diz ela rindo e se aproximando novamente.

– Já lhe disse. É writer-man detetive, man. – digo a puxando para outro beijo.

– Prove então. – diz ela mordendo o lábio.

– Estou pronto para fazer exatamente isso. – digo a colocando sentada na bancada, porém quando vou beija-la novamente ouço o barulho e automaticamente congelo a sua frente. NÃO ACREDITO QUE ISSO ESTAVA ACONTECENDO!

Notas finais
E... Terminou. Por favor, não me matem! kkk - COMENTEM -