A Deusa do Medo
12 Luke
Notas iniciais
Bom gente, boa leitura então...
PVO Silena
Eu e Charles voltamos com mamãe e papai para casa para nos prepararmos para a missão.
Mamãe separou o máximo de comida que conseguiu para levarmos ao Labirinto, pois não era possível prever quanto tempo passaríamos lá em baixo (se é que voltaríamos de lá).
Papai foi buscar sacos de dormir, lanternas e outras coisas que podem ser úteis em uma missão no subterrâneo.
Enquanto isso, eu e Charles fomos arrumar uma mochila com algumas trocas de roupa. Depois de fazer isso, mamãe havia pedido para que descansarmos um pouco, pois amanhã seria um dia longo.
Mas eu duvidava muito que conseguisse pegar no sono aquela noite.
********
Atena desamarrou o colar que ela e vovô haviam me dado, tirou a espada de minha mão e tocou em seu cabo levemente. Como num passe de mágica, de repente Atena não segurava mais minha espada e sim um pequeno pingente em formato de espada. Ela prendeu o pingente em meu colar. Vovô piscou para mim e eu acordei.
Levantei de minha cama, ainda meio atordoada por causa do sonho. Fui caminhando até o canto da parede, em direção à minha espada. Observei-a por um momento. Ela estava bem conservada, pois normalmente eu não precisava usá-la nas batalhas, mas mesmo assim, eu gostava muito dela, principalmente pela pequena pedra roxa que havia na parte inferior do cabo.
Segurei firme o cabo da espada, colocando o polegar bem em cima da pedrinha roxa. Pensei nela se transformando em um pingente, como vira no sonho.
Fechei os olhos e ao abri-los novamente, eu não segurava mais minha espada. Em seu lugar havia um pequeno pingente, igual ao do sonho.
Sorri. Ótimo, agora tinha onde guardá-la.
Prendi o pingente em formato de espada em me colar, ao lado do pingente em formato de cavalo que havia ganhado de vovô.
Fui correndo contar para Charles, mas ao chegar em seu quarto, não pude deixar de rir com o que ouvia.
--- Oh Kathy, você é tão linda! --- murmurou ele.
Não consegui me conter. Sentei-me ao lado de Charles na cama e disse baixinho em uma voz carinhosa:
--- Oh Charles, meu querido! --- ele sorriu --- eu acho você tão... patético --- o sorriso no rosto dele sumiu e ele abriu os olhos imediatamente.
--- Si! Que droga meu sonho estava tão...
Ele hesitou.
--- Lindo? --- sugeri --- Romântico? Fofo? Tenso?
--- Ah Cala a boca Si! --- disse ele vermelho como um tomate.
--- E então, nervoso?
--- Sim, muito. E você?
--- Também.
--- Tudo pronto? --- perguntou ele.
Eu assenti.
--- Mamãe preparou nossas mochilas, estão lá em baixo --- disse eu.
--- Lanternas?
--- Sim.
--- pilhas?
--- Sim
--- Roupas?
--- Sim.
--- Água?
--- Sim.
--- Tudo certo?
Eu assenti novamente.
--- Foto da Kathy? --- provoquei.
--- Sim, qu-quer dizer --- gaguejou ele --- Não tenho nenhuma foto dela...
Comecei a gargalhar.
--- Si --- disse ele quando parei de rir --- Eu estou com medo.
--- Não fique assim --- consolei-o, mas no fundo eu sentia o mesmo que ele --- Eu sou a deusa do medo, não há o que temer, ao menos que eu brigue com você.
Ele sorriu agradecido e foi fechando os olhos devagar, dormindo.
Tentei seguir seu exemplo, mas não rolou. Nada me faria dormir aquela noite. Achei que estava ficando louca, pois comecei ouvir barulhos de passos vindo de nossa cozinha.
Para com isso Silena, você acha realmente que tem alguém lá na cozinha? Á essa hora, que poderia ser? Um frango congelado que criou vida e saiu do congelador só para te assustar?
Tentei ignorar mas o barulho continuava. Sem conseguir conter minha curiosidade, desci até a cozinha com minha espada na mão.
Ao chegar lá, dei de cara com um garoto de estatura mediana que aparentava ter uns 15 anos. Os olhos eram verdes e o cabelo negro estava lindamente bagunçado. Mesmo no escuro, consegui perceber a palidez da pele do garoto.
Certa de que ele não podia me ver, Chutei seus joelhos e peguei-o de surpresa, colocando minha espada rente à seu pescoço.
--- Nome? --- disse eu duramente.
--- Lu- Luke --- gaguejou ele em resposta.
--- De onde veio? E por que está aqui?
--- Acabei de sa-sair do Mundo Abaixo...
--- Você quer dizer, do Labirinto de Dédalo? --- ele não respondeu --- Vamos me responda!
--- A esp-espada... --- ele disse apontando para minha espada abaixo de seu queixo.
Baixei a espada, mas permaneci em posição de ataque, caso o garoto tentasse fugir.
--- Sim, o Labirinto de Dédalo --- disse ele --- como os gregos chamam.
Ele havia dito a palavra gregos com um certo desprezo na voz, como se ele não fosse um... se ele sabia do Labirinto, era por que não era uma mortal comum. Um semideus talvez? Sim, ele podia muito bem ser um semideus, e isso fazia dele um grego... ou não.
Kathy era filha de uma deusa nórdica, por tanto, também era uma semideusa, mas não como mamãe e papai, ela era uma semideusa nórdica. Aquele garoto poderia ser... Não, é claro que não! Mais um? Não faz sentido... Pensando bem, faz sim. Ele havia se referido ao Labirinto como “Mundo Abaixo”, e essa era a maneira de se referir ao Labirinto usada pelos...
--- Você é nórdico? --- as palavras saíram da minha boca sem eu ao menos poder controlá-las.
Luke assentiu, e em seguida seus olhos foram se fechando e ele foi cambaleando para trás, como se estivesse perdendo o equilíbrio.
Consegui segurá-lo a tempo. Ele teria batido a cabeça no chão se ele não tivesse desmaiado em meus braços.
Não pude deixar de notar que, apesar de magro, o garoto tinha músculos salientes em seus braços (e um tanquinho que OMGs!!!)
Berrei por ajuda.
Notas finais
Deixem reviews! precisamos saber a opinião de vcs =D
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