A Deusa Do Sofrimento I

2 A Deusa Do Sofrimento


– Ira mesmo se livrar da criança? – Némesis perguntou aparecendo ao lado da deusa da magia.

– Ela ira embora Némesis, mas não por muito tempo. – Hécate respondeu com um sorriso cruel.

***

Vinte Anos Depois....

– Safira! Safira! SAFIRA... – Katia berrou quando não conseguiu acordar a jovem.

– Que mania do inferno de ficar gritando na minha orelha Katia. – Rugiu Safira quando já havia despertado.

– A culpa não é minha se em vez de dormir você morre. – Zombou Katia. – Bom, mas mudando de assunto, hoje e seu aniversário...

– Sério? Se você não tivesse dito eu não ia saber.

Katia bufou antes de voltar a falar:

– Hécate vira te ver, esteja pronta até nove horas.

Safira assentiu e viu Katia sair do quarto.

Hécate sempre visitava a filha pelo menos uma vez ao ano, para saber como a mesma estava e para avaliar o desenvolvimento de seus poderes.

Desde muito nova Safira sabia quem era e por que não podia morar no Olimpo. Sua mãe fizera questão de contar TUDO quando ainda tinha cinco anos. Por isso a jovem havia sido criada em geral por suas irmãs semideusas ou por pessoas de confiança de sua mãe, o que levava Safira a viajar muito.

Katia assim como a maioria das pessoas com que morara era sua irmã, uma semideusa que nunca fora ao acampamento, mas que com a ajuda de Hécate havia sobrevivido. A mulher de cabelos castanhos e olhos azuis tinha vinte e seis anos e a dois cuidava e ensinava Safira sobre magia negra.

A vida da filha de Hécate nunca fora fácil, mas a jovem aprendera que lamentar não adiantaria de nada, ser forte era sua única alternativa

***

Logo que Safira desceu as escadas pode ver Hécate com seu vestido negro e sua pose de imperatriz.

– Olá Safira. – Cumprimentou a deusa ao ver a filha.

Safira vez uma reverencia mínima e respondeu:

– Olá mamãe.

– Vou deixar as duas sozinhas. – Katia disse e saiu da sala.

– Parabéns. – Hécate disse estendendo uma caixa pequena para a filha.

Safira abriu a caixa e um discreto sorriso surgiu em seus lábios.

– Uma safira, para outra. – Comentou Hécate enquanto Safira alisava a peça com encanto.

– Obrigada.

– Não precisa agradecer minha menina, você merece.

– Então alguma novidade? – Safira disse se ajeitando na poltrona.

– Na verdade sim. Decidi que você precisa de um treinamento de batalha apropriado.

– Mas já sei usar uma espada mãe.

– Eu sei, mas quero que você seja... a melhor Safira.

Safira suspirou e perguntou:

–Para onde vou agora?

– Para o Mundo Inferior.