A Destination Funny
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Notas iniciais
Acordei sorrindo por sentir uma mão em minha cintura, mas meu sorriso se desfez quando me lembrei de onde estava e com quem.
Abri os olhos devagar, por causa da claridade do sol e percebi que estava deitada no peito do Justin e nossas pernas estavam cruzadas uma na outra. Me levantei de vagar para não acordá-lo e me sentei.
Não me lembrava de ter me deitado na areia, só me lembro de ter dormido no ombro do Justin, enquanto observávamos a lua e o mar. Olhei para o lado e vi a fogueira apagada.
Minha roupa meu cabelo estavam cheios de areia, Fiquei em pé e balancei meu cabelo para tirar a areia e depois passei a mão pela minha roupa.
— Ai, você jogou areia em mim. –Reclamou Justin se sentando enquanto passava a mão no rosto.
— Ninguém mandou ficar ai. –Disse dando de ombros e fui em direção a lancha. Até agora não fucei nela, não sei o que tem dentro.
Fui olhando cada canto da lancha. Peguei duas varas de pesca e iscas que encontrei na caixa dentro da lancha.
— O que você está fazendo? –Perguntou Justin entrando na lancha.
— Nós vamos pescar. –Falei entregando ele uma das varas de pesca.
— Pescar? Você sabe pescar?
— Bom, eu ainda não sei, mas posso aprender rapidinho. –Disse sorrindo.
— Eu ensino a você. –Falou retribuindo meu sorriso.
— Ual! Um garoto como você sabe pescar? –Perguntei com sarcasmo e um pouco surpresa.
— Meus avós moram em um sitio e lá tem um lago que eu adorava ir pescar quando era mais novo.
— Hum, agora está explicado... Será que não perdeu a prática durante esses anos?
— Pescar é como andar de bicicleta, você nunca esquece.
Fomos com as coisas até a cachoeira e andamos em frente seguindo a água até achar um lugar adequando para pescar. Justin se sentou em uma pedra e colocou a isca em sua vara. Me sentei ao lado dele e tentei fazer o mesmo e sabe o que aconteceu?... Eu como adoro ver meu dedo lindo e maravilhoso machucado, acabei cortando-o com a ponta da vara.
— Deixa que eu coloco isso para você. –Disse pegando minha vara e a isca. — Pronto, agora é só você deixar na água e esperar algum peixe morder a isca.
Ele disse como se fosse a coisa mais fácil do mundo, e no começo eu achei que fosse, mas se passou meia hora e nada de peixe para mim, enquanto ele já havia pescado dois. Uma hora e meia se passou e eu ainda não havia pescado nenhum, ao contrário do Justin que havia pegados uns cinco.
Minha bunda já estava doendo de ficar sentada na mesma posição por mais de duas horas. Estava desistindo daquilo, quando algo muito forte puxou minha vara de pesca para baixo da água. Segurei com todas as minhas forças, mas aquilo era mais forte do que eu. Estava sendo puxada para a água junto com a vara de pesca.
— Justin me ajuda! –Perdi desesperada.
Ele veio em minha direção e me ajudou a puxar a vara. Não demorou muito e conseguimos tira-la da água e o melhor de tudo é que tinha um peixe enorme se contorcendo na ponta.
— Nossa! –Falou Justin impressionado. — Esse peixe é enorme. Uma tilápia.
— Uma o que? –Perguntei confusa.
— Nada, eu quis dizer que é um peixe maior que os que eu peguei.
— Ah ta.
Ele tinha razão, pois na volta para a praia, pude ver que aquele peixe era bem maior do que os outros que o Justin havia pescado. Fiquei orgulhosa de mim.
— Temos peixe suficiente para comermos agora e a noite. –Falou ele sorrindo depois de achar uma frigideira na lancha.
— Tivemos sorte com essa lancha. –Disse. — Mas quem usava ela para pescar?
— Não sei, mas essa pessoa é o nosso herói.
Acendi a fogueira e quem preparou o peixe foi o Justin, já que eu nunca preparei um peixe na minha vida. Ele era bom nisso, na verdade ele é bom em tudo que faz, ao contrário de mim. Justo o garoto que eu titulei de biba, está mostrando ser mais homem de que muitos caras velhos não seriam nesse situação em que estamos.
N. 3ª Pessoa
Há três dias que todos do acampamento estão procurando os dois jovens. No primeiro, todos pensaram que eles haviam se afastado de lá, para ficarem a sós, como muitos casais de jovens do acampamento fazem. No segundo dia, a preocupação ficou maior quando Zac notou que a lancha numero 8 sumiu ao ir a pesca com Taylor e Chad. No terceiro dia, hoje, alguns campistas resolveram ajudar procurando-os na floresta, enquanto Zac e Julia procuravam no mar.
— Vamos ter que ligar para os pais deles. –Disse Zac a Julia no chalé principal onde todos os funcionários estavam reunidos na noite de lua cheia.
— Não! Se fizermos isso, eles podem nos processar. –Respondeu Julia rapidamente.
— E o que vamos fazer? Faz três dias que estão desaparecidos, se informamos aos pais e aos policiais, teremos mais chance de encontrá-los vivos.
— Não, eu não vou correr o risco de perder essa acampamento que está a gerações na minha família por causa de duas crianças burras e idiotas.
— Eles são pessoas como nós. Não podemos abandoná-los. -=Exclamou Zac incrédulo com as palavras de Julia.
— Não vamos abandoná-los, vamos continuar as buscas, caso não os encontremos em um mês, falamos aos pais que eles sofreram um acidente na água e morreram.
— Mas isso é uma caluni... –Julia interrompeu Zac.
— Não discuta. Está decidido.
Melanie’s P.O.V.
O peixe preparado pelo Justin estava uma delicia. Devo admitir que estava melhor do que os que minha mãe faz.
— Qual o segredo? –Perguntei depois de termos terminados de comer. E agora estávamos ao lado da fogueira observando a lua cheia.
— água do mar. –Respondeu sorrindo.
— Água do mar?
— É, a água do mar é salgada e por isso dá um gostinho especial para um peixe de água doce.
— Nossa, nunca pensei que diria isso, mas você é o melhor.
Ele sorriu para mim e eu retribui o sorriso.
Uma semana depois
Já estava me acostumando com o fato de estar perdida numa ilha. E estava cada vez mais próxima do Justin, acabei descobrindo que ele não é quem eu pensava que fosse e que tínhamos alguns gostos em comum.
Estava virando rotina, acordar, ir ao lago para o Justin pescar enquanto eu procurava frutas, depois nadar e por ultimo desfrutar das coisas que conseguimos. As frutas ajudava a variar o cardápio de peixe todo dia, procurava sempre encontrar uma fruta diferente a cada dia e só repetida a cada três dias quando não achava outra melhor. E hoje avistei uma macieira.
Fui cortando o mato com o facão para formar um trilha nova em direção a árvore. Era a mais longe de todas, mas vale a pena ir até ela para pegar as maçãs que pareciam estarem com aparência muito boa.
Assim que cheguei a árvore, subi nela com bastante cuidado para não arranhar minha perna, mais do que já estava arranhada, por não ter muita prática em subir em árvore. Tentei pegar a maçã. Quando olhei para cima vi a maçã mais bonita da árvore, parecia ser a mais apetitosa. Subi mais um pouco na árvore e me segurei em um galho. Estava quase alcançando a maçã. Faltava só mais um pouquinho para ter-la em minhas mãos. Com um pouco mais de esforço eu consegui pega-la, mas para o meu desespero o galho entortou. Comecei a tremer de medo e quando olhei para frente me desliguei de tudo e acabei deixando a maçã cair no chão. Parecia um sonho, mas eu estava vendo aquilo a menos de um metro de distancia.
— Não acredito. –Falei sorrindo e depois ouvi um ‘crack’ e Bum!... Eu estava caída no chão com a bunda para cima. Algumas maçãs da arvore começaram a cair em mim e eu coloquei minhas mãos para proteger minha cabeça.
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