A Descendente
3 Capitulo 2
Notas iniciais
CAPÍTULO 2
Pensei em olhar para sua cara, mas tinha medo de cair roncando e não saber como ajudar a Piper. Por isso me foquei na parede.
— Como a ajudamos?
— Simples, só a beliscando no sonho.
Fiz uma carranca. O modo como ele disse era como se ele estivesse perguntando “Você quer açúcar no seu café?”.
— Só isso? Um belisco? — disse gritando.
— Primeiro você a tem que levar para um lugar longe, onde Gaia não possa te alcançar.
— Por quê?
— Se a beliscar enquanto ela ainda está presa, não irá acordar nem você porque estarão presos ao pesadelo.
Isso fazia muito sentido.
— Como vai ser? Você vai me colocar para dormir?
— Você não irá sozinho, e eu não irei para colocá-lo a dormir.
— Eu pensei que só eu iria.
Comecei a desconfiar do deus.
— Ou só uma pessoa — acrescentei.
— Não poderia ir sozinho. É muito perigoso. Seria capaz você ficar preso ou morrer. Mas se quiser ir, a decisão é sua.
Nisso ele poderia estar certo.
— Tá certo, mas por que não será você a me levar? — falei cuidadosamente.
— Porque seria muito arriscado. É mais fácil ela pensar que vocês vieram sem minha ajuda.
Olhei para meus amigos roncando no chão. Annabeth estava segurando a cadeira, Jason estava ao lado de Leo perto da porta, e Hazel e Frank estavam abraçados no outro lado da mesa. Senti um aperto no coração... Não queria que nada mais acontecesse à eles.
— Tá. Como irei parar lá? Dormindo?
Ele tirou um saquinho preto do seu bolso direito e o entregou para mim.
— Não se esqueça, o tempo é diferente na terra dos sonhos. Uma hora aqui é um dia lá. Ponha esse pó sobre seus olhos. Você dormirá no exato momento que as colocar. — olho fixamente para a parede.
— Isso é o pó?
— Sim, pó de papoula. Pensou que era o quê?
— Sei lá. Pó mágico?
O deus suspirou como se estivesse cansado.
— Mortais e suas imaginações.
— Ei! O que você quer dizer com isso?
Essa última parte ele não ouviu porque desapareceu como se fosse uma ilusão. Ou talvez fosse. Os outros começaram a acordar.
— O que houve? — Annabeth perguntou meio grogue por causa do sono. Se levantou com ajuda da cadeira que há pouco segurava.
— Cara, que doidera!
Leo tentou sorrir, mas dava para ver a melancolia nos seus olhos. O que ele deve ter sonhado? Hazel percebeu também, e veio mudando de assunto.
— O que ele disse? — perguntou curiosa.
— Disse como podemos salvar Piper.
Jason, voltando da soneca, também lembrou do deus.
— E o que ele disse? Como podemos salvar a Piper?
Falei para eles, resumindo o que conversamos.
— Ótimo, eu posso ir sozinho — disse Jason.
— Não, o Morfeu falou que era muito perigoso — digo.
— Então, três de nós vai enquanto os outros esperam.
— Tá mais qual de nós irá?— perguntei
— É óbvio que eu irei — disse Jason.
— Certo então. Podemos ir eu, Jason e Frank.
— Para mim tudo bem — disse Frank.
— Percy, também quero ir. Piper também é minha amiga — disse Hazel, se levantando.
— Desculpe,Hazel, mas é muito perigoso — falei sério.
— Percy está certo, Hazel. Não quero que se machuque, vai ter que ficar aqui. — Disse Frank, tentando colocar sua mão em seu ombro. Mas Hazel se desviou da sua mão e saiu com raiva para a porta.
— Olha o que vocês fizeram!
Annabeth saiu para a porta, mas parou, virando o lado de seu rosto.
— Nós vamos ajudar a Piper, vocês querendo ou não. Vocês decidem se vai ser por bem ou por mal — E saiu sem dizer mais nada.
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