A Declaração
2 Saudades
Lia estava deitada em sua cama queria ficar brava com seu pai, mas a felicidade era tanta que ela não conseguia. Entendia que cometeu um belo erro, mas a punição que seu pai havia imposto era ridícula, ela não se afastaria de Dinho, se preciso for fugiria com ele de novo.
Dinho o que estaria fazendo nesse exato momento? Será que pensava nela? Ou melhor, será que pensava na noite perfeita que ambos tiveram?
Aquela noite
Lia suspirou
Nunca passou pela sua cabeça que sua primeira vez fosse ser assim. Dinho foi maravilhoso, gentil, preocupado e carinhoso com ela. Ela nunca sentiu aquilo, nunca passou pela sua cabeça o quanto prazeroso era fazer amor com alguém e receber mais amor em troca. Cada toque, cada beijo, cada carinho, cada movimento e até cada palavra de sacanagem jamais seria esquecida por ela. E para ser mais perfeito ainda ela finalmente consegui dizer o que realmente sentia por ele, amava Dinho com todas suas forças e o sentimento era recíproco.
Meu Deus quanto horas faltam pra escola chegar, quantas horas faltam pra eu poder ver ele, tocar nele e receber seus beijos. Nunca quis que a escola chegasse tão cedo, aquilo estava torturando-a precisava ao menos escutar sua voz para acalmar seu coração.
De repente Tatá entrou no quarto.
-E então Lia me conta como foi fugir dos bandidos?
Lia contou tudo para Tatá, como ela e Dinho fugiram de casa e dos bandidos, resolveu omitir sobre a primeira vez Tatá era muito nova pra saber daquilo.
-Mas me conta rolou alguns beijinho não?
Quando Lia ia responder, Dona Paulina interrompeu.
-Tatá seu amiguinho está te esperando lá na porta, disse que e urgente.
Tatá bufou.
-Droga justo agora na melhor parte da história, espero que seja por alguma coisa que valha muito a pena, tipo a figurinha que falta no meu álbum do Justin.
Lia sorriu.
-Tatá, tem uma moça lá embaixo te esperando, ela disse que tem um recado do Dinho pra Lia.
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