A Decisão
1 A Decisão
Notas iniciais
Assim que o sinal tocou os alunos adentraram na sala, os nerds na frente, os populares no meio, os bagunceiros no fundo e os excluídos na parede, como se já fosse um certo mapeamento de turma. Todos se sentaram e a professora de literatura falou a seguinte frase: “Pior que amar e não ser correspondido é amar e ser esquecido!" (Fernando Henrique Souza), mas antes de dar continuação a aula teve de sair por causa da visita de um pai.
De certa maneira aquela frase me atingiu, pois me fez lembrar a garota à qual sou apaixonado há três anos e que estuda comigo, seu nome é Helena, é dona da maior beleza que essa escola já teve, com seus cabelos ruivos cacheados, seus verdes e hipnotizantes olhos, sua delicada pele branca e dona de uma voz tão melodiosa como o canto dos anjos. Mas como ela poderia me amar? Sou cheio de espinhas, nerd, uso óculos, sou baixo e meio gordo.
-Lucas. Tenho uma novidade! – disse meu melhor amigo Pedro, que apesar de ter olhos azuis, pele levemente bronzeada, cabelos castanhos claros lisos, ser alto e ter um corpo atlético, nã ligava pra popularidade.
-qual é? – perguntei assim que sai de meus devaneios.
-estou namorando a Helena, brother! – disse ele sorrindo.
Aquilo me deixou triste, pois só comprovou que ela nunca me amaria, e enquanto a professora entrava e voltava a passar a matéria, tomei uma decisão.
Nunca fui e nunca serei perfeito, e se ela preferiu o Pedro irei apoia-los, mas, por que ela não me vê? Por trás destes óculos há um sujeito honesto. Estas espinhas dizem apenas que sou um jovem.
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