A Dama da Morte
8 VIII
Notas iniciais
No dia seguinte era sábado, Hannah acordou cedo pois queria saber o que a Morte tinha que dizer. Como o esperado, ela estava na cozinha com uma xícara de café no lado lendo o jornal do dia, ao perceber que Hannah havia acordado deu um leve sorriso e disse:
– Sua mãe não voltou na noite passada, então decidi ficar do que ir taé aquele lugar imundo onde vivo.
Hannah coçou os olhos e bocejou, caminhou até a irmã e comeu o pão que estava em um prato separado. Comeu lentamente de tanto sono . Quando terminou, a Morte deu um sorriso e disse:
– Se prepare... Agora vá se trocar, porque daqui algumas horas iremos começar seu treinamento.
– Treinamento? — perguntou Hannah com a boca cheia.
– Vou falar depois que você engolir isso que está na sua boca.
Hannah como a Morte pediu, engoliu o pão e depois abriu a boca e colocou a língua para fora, para a Morte ver que ela comeu tudo.
– Muito bem. Vamos treinar suas habilidades para a matança, vamos! Depressa!
Hannah balançou a cabeça freneticamente dizendo ''sim'' e saiu correndo pelo corredor onde ficava os quartos. Depois que tudo foi feito, as duas sairam de casa e pegaram um ônibus que iria para algum supermercado.
Na casa onde Nathan estava, o café da manhã seria preparado por Spencer. Pão francês fresco, café e mais algumas guloseimas que ele havia comprado. O pai acordou pelo barulho da porta fechando quando o filho voltava da padria que ficava na esquina.
– Oh! — assustou-se o garoto — Desculpe pai se te acordei. — abriu um dócil sorriso e fechou a porta.
– Não foi nada, filho. — disse Victor coçando a cabeça e depois se espreguiçando fazendo estralar seus ossos — Nossa, dormi feito uma pedra nesse sofá. Sua mãe tinha razão, deveríamos trocar isso, mas agora já foi.
Spencer se apressou e começou a cozinhar, enquanto o pai tomava banho e relaxava um pouco.
'' O que crianças de oito anos gostam de comer no café?'' pensou ele.
Hannah e a Morte já haviam chegado no supermercado, eram abertos desde cedo para as pessoas comprarem seu café ou outras coisas. A garota não parava de ver tantas pessoas com aquela luz e já estava começando a enlouquecer.
– Respire e conte até dez. — disse a Morte percebendo a reação de Hannah.
A garota fez o que a Morte disse e voltaram a caminhar até o supermercado. Não entraram na loja, apenas se esconderam em alguma parte dos fundos onde os funcionários saiam.
A Morte explicou como deveria ser feito o processo para a matança. Nada muito commplexo, pois a Hannah era apenas uma criança de dez anos. Disse que ela diria para algum dos funcionários que tivessem com a luz que se perdeu dos pais e precisava de ajuda para procurá-los, disse que era para ela ir a trás pois assim ficaria mais fácil para fincar a faca no meio das costas.
A primeira que saiu de lá foi um homem gordo com milhares de tatuagens no copo e com um avental cheio de sangue, com certeza seria o açougueiro. Ele saiu para fumar.
A Morte sabia que ele não estava marcado, então pediu para que Hannah descobrisse isso.
– Está? — perguntou a Morte.
Hannah balançou a cabeça negativamente.
– Impossível! Como um homem desse jeito não esteja marcado?!
Ela falou em um tom alto que fez com que o homem fosse na direção delas. Mas de repente alguém o chamou e ele desistiu, para o alívio das duas.
Quando Victor saiu para trabalhar, Spencer esperou uns dez minutos até ele subir para o sótão onde Nathan estava acordando ainda.
– Bom dia! — disse alegremente Spencer.
– Bom dia... — disse bocejando Nathan.
– Está com fome?
– Muita! — animou-se o garotinho.
– Então vamos descer...
Os dois desceram do sótão e sentaram na mesa. O pequeno morto de fome, acabou com tudo que havia na mesa.
Spencer percebeu que ele precisava de novas roupas, saiu correndo para o quarto e pegou algumas que usava quando era menor e que com certeza serviria no Nathan. O garotinho tomou um banho e vestiu as roupas, disse depois que nesse horário passaria seu desenho preferido, sem Spencer permitir ligou a TV e comçou a trocar de canal até achar.
– Sem minha mana fica chato... — disse Nathan.
– Então eu assisto com você! — disse Spencer se sentando ao lado do garotinho na tentativa de alegrar o menino.
Ainda esperando a vítima de Hannah por mais de quinze minutos a menina disse:
– Ele! — apontou para um rapaz que saira pra jogar o lixo fora.
– Vá. — disse a Morte enchendo de felicidade.
Hannah foi lentamente até ele e puxou o avental que o rapaz usava dizendo:
– Moço... Me perdi dos meus pais, será que podia me ajudar?
– Claro. — disse ele com um dócil sorriso — Onde foi que você os viu pela última vez?
– Lá! — disse Hannah apontando para o estacionamento.
O plano que as duas haviam preparado estava dando certo, o rapaz estava indo na frente cantarolando, quando chegou perto de onde a Morte estava escondida ela tirou a luva e colocou a mão no rosto dele fazendo ele desmair. Enquanto ele caia, Hannah tirou o canivete que a Morte deu e ficou com força nas costas dele, fazendo jorrar sangue no rosto dela.
A Morte pulou de alegria e disse:
– Muito bom! Agora, tire essa faca e vamos embora... — puxou Hannah pelos braços que estava assustada e ao mesmo tempo alegre.
Notas finais
Espero que sim!
kIssus ♥
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