A Dama da Morte
4 IV
Notas iniciais
Era de manhã e Gustave estava pronto para sair para seu trabalho diário, as crianças já estavam na escola e Sabela também estava pronta para sair e ir para o hospital.
– Sexta — feira, graças a Deus. — disse Gustave.
– Graças a Deus — disse Sabela abrindo a porta e sendo empurrada por policiais, um deles a pegou e distanciou o mais longe possível do marido da mulher — Mas o que é isso? Ei! Me solte!
Sabela correu em direção do marido mas foi impedida. Vários policiais invadiram a casa dos Jacobsen, alguns subiram para o andar de cima e começaram a revirar gavetas de todos os quartos. Um policial algemava Gustave e o levava para um carro da polícia.
A esposa obbservava isso boquiaberta com a mão no coração, por que estavam fazendo isso? Um policial, na verdade o delegado se aproximava dela e disse:
– Delegado Billy — mostrou o distintivo — Seu marido está sendo preso por assassinato de nove mil novessentas noventa e oito crianças e um jovem. Essa é a detetive Jane. — a moça de cabelo e olhos castanho com uma franja, também mostra seu distintivo.
– Meu marido? Ele não seria capaz de fazer algo desse jeito! — disse Sabela se aproximando do delegado e dando pequenos socos no braço do homem.
Jane pega o braço da mulher e disse:
– Há provas de que ele foi capaz de matar meninos do mesmo modo que ele matou o filho do delegado afogado com a água da privada, em um restaurante no dia dez do mês passado..
A detetive entregou algumas fotos para Sabela que olhou com cuidado, nenhum daqueles garotos e nem mesmo o rapaz ela conhecia.
– Mentira! Você! — ela correu e parou em frente do delegado — Você está prendendo o meu marido só por causa do seu filho! Então, achou qualquer pessoa dessa cidade e está mandando prender!
Billy revirou os olhos e disse para alguns policiais para pegar Hannah e Nathan na escola. Gustave andou até o carro com raiva nos olhos, seu olho esquerdo estava com a pupíla dilatada, tentou tampar mas suas mão estavam presas.
Repórters e fotógrafos estavam em frente da casa dele loucos por fotos e um maldito vídeo de Gustave o falso assassino 10. Alguns policiai fizeram um tipo de barreira para evitar flashes.
– Estamos ao vivo sobre o caso Assassino 10, a polícia acabou de prender o principal suspeito dos assassinatos de nome ainda não revelado... Oh não, acabamos de receber uma informação que o nome do suspeito é Gustave Jacobsen de 40 anos! Ele acaba de sair! Filme ali!
– Então prenderam esse tal de Gustave do que meu pai hm? — disse Spencer secando pratos — Idiotas. Essa passou bem longe, muito longe. Meu pai é de classe baixa e esse aí de classe ultra mega alta! I-di-o-tas.
Na fábrica de celulares todos assistiam a TV atentos de braços cruzados. Alguns da fábrica tiveram o filho morto por causa desse tal de assassino, Victor apenas continuava trabalhando silenciosamente, mas ao contrário de estar feliz por pegarem o falso assassino, estava triste. Prender uma pessoa que não é quem pensam que é, é algo meio chatiante.
Na escola onde Hannah e Nathan estudavam não havia televisores então eles não estavam sabendo de nada. Hannah estava no recreio voltando para a sala de aula com suas amigas até um policiial parar na sua frente e pergunta se ela era Hannah Jacobsen, ela balança a cabeça em sinal positivo e ele pede para seguí-lo, assim fez outro policial com Nathan. Os irmãos saíram da escola e entraram em um carro comum e não em um de polícia para despistar a imprensa.
Chegando na delegacia Hannah e Nathan ficaram sentados em um banco sem entender nada, apenas olhavam as pessoas que passavam por lá, apressadas e alguns flashes que estavam vindo de algumas janelas de lá. Varias pessoas gritavam:
– Pessa desculpas para as famílias das vítimas Gustave!
– São os filhos dele! Por que não os mataram!?
– Enforquem-o!
De repente Sabela entra na delegacia e ao ver seu filhos correu até elas abraçando-as e beijando-as na testa de cada uma.
– Mamãe cade o papai? — perguntou Nathan.
– Ele, ele...
– Foi preso não é? — disse Hannah.
– Como você sabe disso querida?
Hannah apontou para a televisão que mostrava Gustave algemado entrando em um carro da polícia com terno. Dizia em legendas que ele foi preso por ser o principal suspeito do caso Assassino 10.
– É meus anjos, papai foi preso, mas logo, logo ele será liberto. — disse Sabela.
– Mas mãe, quem comete crimes desse tipo envolvendo muitas pessoas pode levar mais de cem anos de prisão. — disse a garota.
– Como você sabe disso Nana?
A menina aponta denovo para a televisão ligada no noticiário, que dizia que Gustave pegaria cento e cinco anos de prisão em regime fechado caso ele for culpado no julgamento. Sabela revira os olhos e disse:
– Alguém pode desligar essa TV? Obrigada.
– O que é regime fechado mãe? — perguntou Nathan.
– Nada querido.
Nesse momento Gustave chega para ser interrogado. Entra em uma sala e senta em uma cadeira para esperar o delegado e a detetive. Quando chegaram, um policial parou na porta e Billy pega uma cadeira e senta de frente para Gustave que estava sério. Jane inicia o interrogatório:
– Entao Sr. Jacobsen. Você sabe quem são esses garotinhos? — ela joga um documento na mesa e de dentro sai algumas fotos de meninos.
Gustave balança a cabeça em sinal negativo.
– Ora, não minta para nós. — disse Jane sussurrando no ouvido de Gustave — Conhece-os, não?
– Não já disse que não.
– E esse rapaz? — perguntou a detetive.
O Jacobsen deu um sorriso torto e disse:
– O senhor sabia que ele fumava?
– Quem, meu filho? — disse Billy — Lógico que sabia.
– E sabia que fumava em locais proibidos?
– Qual o problema? Eu não vejo problema nenhum.
– Sou alégico a fumantes, principalmente se estiver no banheiro e eu estiver lá também.
– Quer dizer que o matou? — perguntou Jane.
– Bem, ele não me obedecia, já estava cansado de pedir que ele parasse e de ouvir palavrões absurdos vindo da boca imunda dele. Sabia que ele queria ver meu piu piu? Aí já sabem...
– Você abusou dele! — disse Jane em tom de ironia.
Gustave olhou com uma expressão para ela com que fez que ela parasse imediatamente de rir.
– E esses garotos?
– Já disse que não.
Billy se levanta e sai dizendo:
– De qualquer modo vai ser preso. Mentiroso.
Gustave suspiru de alívio. O julgamento seria cinco meses mais tarde.
Spencer estava em casa pronto para sair. Ele havia achado uma lista de crianças que o pai pretendia matar então ele resollveu continuar o trabalho dele enquanto Victor estava fora.
– Hm, então ele é o filho do falso Assassino 10? Então tá.
Notas finais
kIssus ♥
Fale com o autor