A Dama De Vermelho

1 A Dama de Vermelho - Capítulo Único


Notas iniciais
Minha primeira fic desse jeito, então não e condenem kkk

Boa Leitura

Todos repararam quando ela entrou no salão, como se fosse possível não notá-la. O vestido longo e vermelho lhe caia perfeitamente bem como se fosse uma segunda pele. Frente-única com um decote profundo entre os seios e as costas à mostra. O cabelo castanho avermelhado entrava em contraste com a pele branca e descia ondulando até o meio de suas costas. Ela usava luvas longas e vermelhas. Seus olhos castanhos me fitaram por um momento e ela sorriu.
Voltei a tomar meu drink. Não podia me distrair, não agora. Tinha que me concentrar no Prefeito que estava a duas mesas da minha. Há tempos eu desconfiava que ele desviava dinheiro público, e essa era minha chance de provar que tudo era verdade.

– Concentre-se Rick — disse a mim mesmo.

O Prefeito agia normalmente até agora. Conversava com os amigos que estavam em sua mesa, cumprimentava as pessoas ao seu redor. Acho que só eu notei a maleta que estava no chão, ao lado de sua cadeira.

Me permiti dar uma olhada ao redor do salão. Lá estava ela, no balcão do bar tomando um drink e olhando diretamente pra mim. Levanto a minha taça, como um cumprimento. Ela repete o gesto, levanta-se e vem em minha direção sem tirar os olhos dos meus.

– O que um homem tão bonito e jovem faz aqui sozinho? — perguntou ela, sentando-se do meu lado.

Ela era mais bonita do que eu imaginava. Seu corpo tinha curvas que nas quais eu me perdia. Seu olhar era tão intenso que até pensei que podia ver minha alma, mas eram frios demais.

– Estava apenas matando o tempo. Não tinha a intenção de voltar cedo para o hotel que estou hospedado.

– Está na cidade a trabalho? Seu hotel é perto daqui?

– É apenas um trabalho pessoal, um pesquisa. Meu hotel é bem perto daqui.

– Essa noite você está pesquisando?

– Talvez...

–Se permite ter uma distração?

– Depende de que tipo de distração... — respondi. Talvez fosse possível me distrair um pouco, só alguns minutos com essa bela mulher.

Ela levantou-se, me estendeu a mão e perguntou:

– Dança comigo?

– Claro

Me levantei, segurei sua mão e guiei ela até a pista de dança.

– Posso saber seu nome?

– Katerina.

Dançamos por alguns minutos, sempre trocando olhares insinuativos...

– Sei que só os adolescentes falam isso, mas... — eu disse — você gostaria de ir pra um lugar mais calmo e confortável?

– Esse lugar seria o seu hotel?

– Sim

– Perfeito — disse ela sorrindo — Ou melhor... Eu adoraria acompanhá-lo.

Paguei a conta e fui pegar meu carro. Encontrei Katerina na porta do salão, ela entrou no meu carro e fomos até o hotel.

– Fique à vontade — sussurei em seu ouvido e abri a porta.

– Esse apartamento é muito aconchegante. Tem hidro? — ela perguntou com um olhar sacana.

– Claro, é por aqui. — eu disse, levando-a pelo corredor até chegar na hidromassagem.

Cheguei perto dela para tirar seu vestido, mas ela se afastou dizendo:

– Nada disso, garotão. Você primeiro.

Não hesitei e fui logo tirando meu casaco, o sapato, as meias, a camiseta, a calça e por fim a cueca box vinho. Entrei na hidro e fiquei admirando aquela bela mulher. Ela apoiou um pé no vaso e tirou a sandália, fez o mesmo com o outro pé. Desamarrou o vestido e o deixou deslizar pelo seu corpo. Ficou de pé na minha frente, tirou uma luva e jogou em algum canto. Tirou a outra, abaixou-se até ficar da minha altura, passou a luva pelo meu pescoço e disse:

– Feche os olhos...

Fechei meus olhos e no mesmo instante senti algo apertando meu pescoço, me sufocando. Abri rapidamente os olhos e a vi apertando sua luva em volta do meu pescoço. A única coisa que eu consegui fazer foi perguntar:

–Por quê?

– Porque você sabe demais — respondeu ela, fria e confiante.

────────────────────▪▪▪▪▪───────────────────────

Coloquei novamente minha roupa, sai do hotel, peguei um táxi e lhe informei o endereço da boate. Paguei a corrida e desci.

O segurança me olhou da cabeça aos pés com um olhar malicioso. Céus, odeio esse tipo de homem que me olha como se eu fosse algo de comer.

– Quero falar com o faxineiro — eu disse friamente.

Ele arregalou os olhos e me conduziu para uma sala privativa. Lá estava o Prefeito me esperando, sentado em uma poltrona ao lado da lareira e fumando um charuto.

– Como foi querida?

– Perfeitamente bem, claro. Você pergunta como se eu não fosse dar conta do recado.

– Ele desconfiou de algo?

– Claro que não.

– Ótimo. Bem, isto é seu.

Ele me passou uma maleta. Eu abri e conferi o que havia lá dentro.

– Um milhão de dólares. É, você cumpriu com a sua palavra novamente.

– Eu te disse "faça sua parte que e faço a minha".

– Ótimo. Vou indo, docinho. Se precisar de mais alguma coisa me ligue.

Sai da boate e peguei um táxi. Dei ao motorista o endereço do meu apartamento, o dinheiro da corrida e relaxei no banco traseiro.

"Bem, mais um dia de trabalho..." pensei, enquanto o táxi seguia pelas ruas iluminadas de Brasília.

Notas finais
Por favor, comentem, xinguem, etc..

A opnião d vcs é muito inportante pra mim..

Bjuss

Espero que tenham gostado.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!