A Cura

2 Capítulo 2 - O memorial.


Final do Capítulo 1: O helicóptero colide com a torre e depois explode. Destroços e pedaços de corpos voam para todos os lados. Esse era o momento mais chocante da vida de cada um que desceu da torre. Todos percebem que o sonho de Jordana se concretizou, e então olham para ela.

- Como você sabia? Pergunta Diana.

Num instante, um pedaço de metal vindo da torre acerta a cabeça de Jordana e ela desmaia.

Jordana acorda em casa e se alegra ao ver seu marido e filho ao seu lado. Dois dias se passam e eles decidem ir ao memorial, ao lado da torre, que homenageará os falecidos. Ao chegarem lá, se deparam com a repórter Maria, do Canal 6, dizendo ao vivo pela televisão:

Dois dias se passaram desde a colisão e explosão de um helicóptero na Yin-Yang, as buscas por corpos na torre acabaram sem nenhum sucesso. Todos que estavam no alto da torre faleceram, exceto oito pessoas que desceram da torre minutos antes do acidente acontecer. Os nomes desses sortudos são Alice, a atriz Diana Myers, Jordana, Lúcia, Luís, Paulo, Robert e Victor. Segundo testemunhas, Jordana Wake teve uma visão do acidente minutos antes dele acontecer, e com isso decidiu descer. Seu primo, Alan, estava dentro do helicóptero que colidiu na torre, então ela ligou para ele e o mandou pular de paraquedas. Ele fez isso. Segundos depois o piloto do helicóptero, Vinícius, também pulou de paraquedas, o helicóptero colidiu e explodiu na Yin-Yang. Destroços voaram para todos os lados, e Vinícius foi acertado por um e faleceu. A polícia suspeita de uma falha no motor do helicóptero, mas alguns acham que foi um ataque terrorista.

Jordana, Luís e Victor continuam andando e se encontram com Alice, a garçonete, e Robert, o segurança.

- Desculpe-me pelo meu atendimento ruim no restaurante. Mas eu vim aqui para te agradecer, você salvou minha vida. — Diz Alice.

0 Você tinha razão. Todos deviam ter acreditado. — Diz Robert.

- Onde estão os outros? — Pergunta Jordana.

- A Diana Myers não veio por causa dos repórteres e paparazzi. Sua irmã já chegou, está sentada naquele banco perto da árvore. O homem que estava no helicóptero está ao lado de sua irmã. — Diz Robert.

Paulo chega para perto deles e avisa que o dono da torre chegou e que já vai começar a falar. Ele começa falando:

- Costumamos dizer que a hora da morte não pode ser prevista. É com muita tristeza que homenageamos essas pessoas. Pessoas que foram comemorar mais um dia, em um belo restaurante. Porém, a alegria acaba com a falha do motor de um helicóptero, que levava duas pessoas de bem, que infelizmente morreram também...

- Primo, você está morto? — Lúcia pergunta para Alan.

- Devo estar, já que estou rodeado de defuntos.

- Defuntos e zumbis, olha a cara daquele homem atrás da gente. — Lúcia diz e os dois começam a rir.

- Gente, atenção. — Diz Jordana. O discurso continua:

- A cada dia que passa, perguntamos a nós mesmos: por que. Havia garçons, cozinheiros, seguranças, secretárias; trabalhadores que se perderam na torre naquele dia, mas eles eram mais do que isso...

Meia hora se passa e todos os sobreviventes voltam para suas casas, para aproveitarem a nova chance de vida. Jordana e toda sua família vão para a casa de Alan. Eles pedem uma pizza, abrem um champanhe e brindam.

- À vida! — Diz Lúcia

- À vida. Todos os outros falam juntos em um tom de felicidade.

- Devemos seguir em frente e aproveitar ao máximo! Diz Jordana.

Diana Myers olha para fora das janelas de sua mansão, e vê muitos repórteres. Foi pior para ela não ter ido ao memorial. Incomodada, decide sair de casa, mas os repórteres a cercam e começam a fazer várias perguntas de uma vez:

- Por que você não foi ao memorial da torre Yin-Yang?

- O que levou a você descer da torre?

- Você acreditou na visionária?

- Mande um recado aos seus fãs!

- O que acha de estar viva?

Irritada, ela responde:

- Está bem! Eu falo. Eu vi que estava acontecendo uma confusão no alto da torre e decidi descer. Simplesmente isso. Eu não tenho mais nada a declarar e gostaria que vocês me deixassem em paz.

Após dizer isto, ela entra em seu carro conversível e sai pela cidade.

Paulo, o outro sobrevivente, decide visitar Alice para ver como ela está. Ao chegar à casa dela, é surpreendido pelo ciumento namorado da garçonete, Henrique, que diz:

- Eu não sei o que você quer com minha namorada, mas dê o fora daqui.

- Não seja tão grosso! — Diz Alice chegando à porta. — Pode entrar Paulo.

- Ele não entra. — Responde Henrique.

- Henrique, a casa é minha! Ele é gente boa, o Paulo vai entrar sim. E fique sabendo que a dona dessa casa se chama Alice, sou eu. Não você. Eu que decido quem entra ou não entra aqui.

- Ah é? Então está me traindo?

- Não Henrique, deixe de ser chato. — Paulo, pode entrar.

- O quê? Agora estranhos podem entrar aqui? — Henrique puxa Paulo pelo ombro. — Escute aqui seu homenzinho de merda, se você mexer com minha namorada somente uma única vez, eu juro que te mato.

- Paulo, depois eu falo com você. Diz Alice.

- Está bem. — Diz Paulo, subindo em sua moto.

Henrique não perde a oportunidade e grita:

- Isso mesmo! Vai embora para o além!

O segurança Robert vive sozinho, não tem muitas amizades, e leva a vida na base do stress, mas o acidente pode ter sido uma forma de ele repensar a maneira de viver.