Notas iniciais
Oiiii gente!! Bom dia! Tudo jóia? Eu sempre morro de saudades daqui quando fico um tempinho off! U.U Mal posso esperar pelas férias!!! ;D

Bom, uma coisa que sempre esqueço de dizer: me desculpem por qualquer erro! ^^

Boa leitura!

* Times Like These - Jack Johnson

“And there has always been laughing, crying, birth, and dying

Boys and girls with hearts that take and give and break

And heal and grow and recreate and raise and nurture...

But then hurt from time to times like these

And times like those...

And what will be will be...

And so it goes...”



(Flashback On):


Durante o resto da semana, enquanto Quinn ainda estava no hospital, Finn e Rachel tinham que ficar juntos no McKinley, pelo menos durante os intervalos entre uma aula e outra e no almoço. Foi o combinado entre eles. Precisavam de privacidade para lidar com a situação e não queriam estar sob os holofotes, principalmente depois de tudo o que havia acontecido, envolvendo além de ambos, Quinn. Na quarta, depois da conversa que tiveram, Finn não apareceu. Rachel disse a todos que ele tinha se sentido mal. Na quinta, o rapaz confirmou a mentira. Ninguém além de Kurt sabia o que realmente estava acontecendo. Era chato ter que esconder, o Glee Club realmente era como uma família. Mas naquele momento, era necessário. Eles contariam quando a hora certa chegasse. Finn tinha esperança de que nem fosse preciso contar. O fato de que todos ainda estavam abalados com o acidente ajudou. Rachel parecia mais triste, Finn, extremamente angustiado. Mas os amigos atribuíam isso ao acontecido e a uma suposta sensação de culpa, compartilhada pelo casal.

Por outro lado, fora da escola não se viam, tampouco se falavam. Rachel estava triste e ficar longe de Finn a deixava ainda mais triste. O rapaz, por sua vez, estava inconsolável. Conversava com Kurt sobre tudo, mas também não queria colocar o meio-irmão numa posição ainda mais complicada. Ele era muito amigo de Rachel afinal. Durante toda a quarta-feira, ele escrevera inúmeras mensagens para a noiva, mas apagava todas elas, sabendo que isso não seria legal. Eles estavam em uma crise e era preciso se esforçar para que tudo voltasse ao normal. Finn não queria acreditar que talvez nada voltasse a ser como antes, ele tinha medo disso.

Para piorar a situação, Rachel fora visitar Quinn no hospital, mas não conseguiu entrar. A loira tinha se sentido mal, com tontura e enjoo. Precisou refazer alguns exames e fazer outros que ainda não tinham dado tempo, porque ela acordara praticamente à noite na terça-feira. O pior de tudo não foi saber disso, e sim ter Santana te recebendo com o mau humor costumeiro e dizendo que a própria Quinn tinha pedido para ficar sozinha. “Ela quer ficar sozinha Berry, apenas com a mãe! Ela se sentiu mal e pediu para que cada um de nós respeitasse seu momento. Não porque ela não quer nos ver ou algo assim, mas porque precisa de um espaço para descansar. E quando eu digo “cada um de nós”, isso inclui você! Não tente nenhuma gracinha, seria inútil. Os médicos estão avisados e o celular dela está com Judy, desligado!”. Essas tinham sido as palavras da latina. Rachel ficou surpresa, chateada, preocupada... E com medo de que a loira estivesse se fechando. O comportamento carinhoso da cheerio, quando acordara, passava em sua mente e era um argumento excelente para refutar essa ideia, mas nunca é possível ter certeza quando se trata de Quinn Fabray. Como ela nunca se contentava, encheu Santana de perguntas, o que só serviu para gerar mais comentários grosseiros da garota.

Foi para casa triste e tentando se conformar. Tentava pensar que a loira devia estar apenas chateada por se sentir mal e ter que ficar mais tempo em observação. Provavelmente também era um saco ter que passar por um exame atrás do outro. De qualquer forma, era mais um motivo que tornaria aquela situação toda mais difícil do que Rachel gostaria.

A morena não sabia o que estava acontecendo na casa de Finn. Preferia não perguntar para Kurt, que respeitava muito, tanto ela como o irmão. Por outro lado, em sua casa, não foi possível evitar seus pais. Os Berrys sempre percebiam quando alguma coisa estava errada. Por mais que Rachel tentasse esconder, por mais que atuasse e sim, mesmo sendo uma atriz excelente, eles percebiam. Ela é intensa demais para cobrir o sentimento por completo. Ela precisa sentir! E então eles sabem. Sabem que tem algo acontecendo. Foi isso que motivou cada um dos dois a procura-la separadamente, apenas perguntando se estava tudo bem e dizendo que se ela precisasse conversar, eles estariam ali. Não foi o suficiente, e Rachel continuava deixando escapar suspiros e olhares tristes pela casa, sem saber que seus pais a viam.

Quando sexta-feira chegou, os homens decidiram fazer uma intervenção. Chamaram-na até a sala e confessaram tudo. “Nós sabemos que tem alguma coisa acontecendo filha”. Rachel admitiu que eles tinham razão e resolveu se abrir. Eles eram seus pais, afinal de contas. Se ela não pudesse contar com eles, com quem contaria? Hiram e Leroy sempre estiveram ali para apoia-la e ela se sentia a garota mais sortuda do mundo por ter dois pais como eles. Pensando nisso, contou exatamente o que estava sentindo, em muitas palavras, como sempre. Chorou. Bastante, por sinal, o que deixava os dois homens angustiados. Foi um momento bem difícil, admitir seus medos e sua confusão diante de duas pessoas tão envolvidas na situação que ela e Finn tinham criado. Quinn foi bastante mencionada, afinal grande parte da confusão de Rachel estava ligada a loira e ao acidente.

“Ela me disse que era melhor não casarmos, disse que não concordava, que não estávamos fazendo a coisa certa. Ela até cantou para mim... E então... O acidente...” , dissera em prantos. “Como um sinal!”, “Não sei o que fazer...”, “Estou com medo...”, “Finn!”. Eles entendiam. Entendiam pelo menos o que era ser jovem e não saber como lidar com os próprios sentimentos. Sabiam o quanto doía e o quanto Rachel estava sofrendo. Eles abraçaram a garota, pronunciando palavras de amor. Ela se agarrava a seus pais como se eles fossem tudo o que Rachel tinha. Naquele momento, era realmente assim que ela se sentia.

Naquela noite ela dormiu com os pais. No meio da enorme cama de casal, entre os dois. Hiram observava a filha com carinho. Dormindo ela estava tão calma, diferente do furacão que eles viram na sala mais cedo. Os Berry sabiam que ali nada podia atingi-la, eles não deixariam. E por mais que Rachel duvidasse, sabiam que, independente de qualquer coisa, tudo ficaria bem.

(Flashback Off)

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Notas finais
E então, o que acharam?? Hoje nós completamos um mês de fic! Estou muito feliz com os resultados, é lisonjeiro saber que tanta gente tem lido! ;) Muito obrigada, de verdade! Como presente, teremos outro capítulo mais tarde! E acho que vocês vão gostar... ;D

Beijooos *--*