Notas iniciais
Oiii pessoal! Demorei, eu sei... Mas o que importa é que voltei! HAHSIAHSIUAHSIUAHS Vamos então comemorar!

* Breathe - Faith Hill

“Caught up in the touch

Slow and steady rush

Baby isn't that the way that love's supposed to be?

I can feel you breathe

Just breathe...”



Aquilo significava o mundo para Quinn. Rachel deitada em sua cama, trocando beijos e carícias delicadas com ela. Se pudesse, passaria o resto de sua vida ali, nos braços da morena. Mas ela precisava de ar e ainda tinha muito a dizer. Por isso, e apenas isso, foi interrompendo o beijo com selinhos e leves mordidas no lábio inferior da garota. Extremamente próximas uma da outra, olhavam-se com carinho e cumplicidade. Rachel fechou os olhos e Quinn aproveitou para lhe observar. Conhecia aqueles traços de cor, mas vê-los tão de perto fazia com que ela perdesse o ar. Com uma das mãos, acariciava o rosto da morena incansavelmente.



– Tem umas coisas que eu queria te dar... – Falou num sussurro, fazendo Rachel abrir os olhos.

Mordeu os lábios e antes de levantar, repousou um beijo na testa da morena, que lhe observava com curiosidade e intensamente. Perguntava-se o que a loira teria para ela. Viu quando a cheerio entrou no closet e poucos segundos depois voltou com uma caixinha de madeira em mãos.

Aproximando-se da cama vagarosamente, sorriu para a morena antes de se sentar, enquanto Rachel se levantava, sentando também, de frente para ela. Observou a loira olhar para a caixa como se estivesse insegura ou com receio. Rachel imaginava que ela estivesse realmente. A situação toda era intensa, inesperada, surpreendente, complicada... Apenas para citar alguns adjetivos.

– Eu... – Respirou fundo antes de continuar. – Bem, acho que qualquer palavra que eu tentar usar agora não será suficiente... Eu guardo isso comigo há algum tempo. Sempre imaginei como entregaria a você... Na maioria das vezes, pra ser sincera, eu simplesmente chegava à conclusão de que nunca entregaria. Por vergonha, medo... – Ergueu seu olhar. – Independente de qualquer coisa, acredito que esse seja o momento certo! Ou talvez o momento certo tenha passado e esse seja apenas o que restou. Mas isso tem que ser seu... Como eu disse, independente de qualquer coisa. – Rachel dedicava toda a sua atenção à loira. Além de curiosa, estava ansiosa... Queria saber o que tinha ali dentro, mas também queria saber o significado daquilo para Quinn. Ela se importava. – Bem... Aqui está!

Entregou uma chave pequena para a morena, que nem sequer tinha visto o objeto em sua mão. Rachel aceitou, juntamente com a caixa. Olhou para Quinn antes de abrir. Quando a tampa se levantou revelando o conteúdo, ergueu as sobrancelhas numa expressão surpresa e encantada ao mesmo tempo. Seu brilho no olhar era o que denunciava o encantamento. Aquilo poderia muito bem ser mágico, algo digno de um conto de fadas. Então, com as duas mãos, ela segurou aquela pilha de papel como se fosse um tesouro que acabara de encontrar. De certa forma era. Começou a passar, uma por uma, observando ainda sem acreditar no que via. Cartas... Inúmeras cartas. Envelopes brancos, decorados, alguns coloridos. Ela queria abri-los, queria abrir todos. Ler um por um ali na frente da loira. Mas é claro que não faria isso. Ergueu seus olhos, ainda brilhantes, a expressão de surpresa fixa em sua face... Encarou a garota a sua frente. Quinn mordia o lábio inferior.

– Eu nunca fui muito boa com palavras... Mas uma coisa que pouquíssimas pessoas sabem sobre mim é que eu amo escrever! É a forma que encontrei para desabafar, para tentar me livrar da dor e criar uma realidade paralela na qual eu posso ter tudo o que sempre quis... Já escrevi sobre muitas coisas, mas isso tudo é sobre você! – Ela apontou para os envelopes na mão da morena. Sorriu com tristeza e tão discretamente, que se Rachel estivesse apenas na porta do quarto, não teria percebido.

Estava sem palavras. A garota dos monólogos irritantes, longos, como se fossem tirados de uma enciclopédia, não tinha palavras para descrever o que estava acontecendo ali. Ao mesmo tempo em que ela poderia escrever um livro sobre aquilo, de tão surreal que parecia, não conseguia se expressar. Era assim em relação a todos os outros momentos com a loira. Principalmente nos últimos dias. A verdade também é que palavras têm poder e Rachel sabia disso. Talvez estivesse com medo de que, ao tentar verbalizar o que sentia, ao colocar em palavras o que estavam vivendo, tudo se tornasse muito mais real. Mesmo sendo desconhecido e novo. Mais um detalhe delicado... O desconhecido é sempre assustador.

– Eu... Por incrível que pareça, eu... Não tenho palavras, não sei o que dizer... Tudo isso é tão...

– Tudo bem... Eu entendo que é muito para assimilar. Sobre as cartas, foram tentativas. Eu sempre achava que a próxima ficava melhor do que a anterior e que talvez eu pudesse ter coragem!

– Isso é... Você é... Incrível! Surpreendente... Quinn...

– Eu te amo! – Interrompeu subitamente. – Rachel, eu amo você! Sei que isso tudo é inesperado e assustador, mas é real.

A morena se arrepiou novamente. Olhava com intensidade para a loira, realmente sem conseguir assimilar tudo aquilo. Olhou para as cartas mais uma vez, ainda em suas mãos. Ergueu os olhos, franzindo as sobrancelhas e fazendo um biquinho numa expressão confusa, questionadora e um pouco triste. Ela não sabia o que fazer.

– Eu... – Balançou a cabeça algumas vezes. – Quinn, o que posso te dizer é que nesses últimos dias você tem provocado essas sensações em mim... E eu... Eu não sei como aconteceu ou o que fazer com isso. Eu quero tanto ficar aqui com você, mas ao mesmo tempo, me sinto culpada. Não queria magoar ninguém... – Para Rachel foi surpreendente não ter chorado com a própria declaração. Talvez suas lágrimas estivessem dando uma trégua, mas por dentro ela chorava. Quinn, mesmo com um aperto em seu peito, causado não pelas palavras da outra, mas pelo que significavam, tentou ser compreensiva. Ela tinha que ser. Era difícil para ambas.

– Ok! – Começou calmamente. Molhou os lábios. – Você quer ficar sozinha? Sei que pedi para que passássemos a manhã juntas... Eu adoraria passar o dia todo com você pra ser sincera... Mas eu te respeito muito Rachel e respeito o que você está sentindo, seja lá o que for... Se quiser ficar sozinha, precisar de espaço, me fala. Tudo bem por mim.

– Eu quero ficar... Quero muito, acredita em mim! Mas... Eu acho que isso significa que talvez eu devesse ir... Faz algum sentido?

– Sentimentos contraditórios? Sim, fazem sentido! – Sorriu levemente, torcendo para que a tristeza estivesse suficientemente escondida por trás do sorriso. Esperava que a morena ficasse.

Ela sempre iria querer que Rachel ficasse.

– Me desculpa... – Pediu insegura.

– Eu entendo!

~~*****~~

Quinn levou Rachel até a porta. A morena segurava a caixinha com as duas mãos. Apertava, como se o objeto pudesse lhe escapar a qualquer momento. Pararam e olharam-se com intensidade. Quinn torcia para que a morena voltasse atrás, mas Rachel não parecia pensar outra vez... Mal a loira sabia o que se passava em sua cabeça.

Se ir embora é o certo, por que eu quero tanto ficar?

Estavam constrangidas. Não sabiam exatamente como agir. Quinn simplesmente brincava com as chaves em suas mãos, o olhar baixo. Rachel mordeu o lábio inferior antes de dizer:

– Bom... Acho melhor eu ir embora...

– Ok!

A loira abriu a porta tentando permanecer calma. Olharam-se uma última vez. Rachel sentia um aperto horroroso no peito.

– Tchau! – Beijou o rosto da loira rapidamente.

– Tchau! – Não tentou esconder a tristeza dessa vez.

A morena saiu e Quinn fechou a porta com uma expressão de dor no rosto. Era difícil lidar com o que estava acontecendo. Rachel poderia estar livre, mas ela tinha alguém. Ela tinha alguém que não era Quinn porque a loira nunca fora corajosa o bastante para tentar fazê-la sua. Arrependia-se e culpava-se por isso. A primeira lágrima caiu de seus olhos e era uma questão de segundos até as outras começarem a descer também. Afastou-se da porta com a chave em mãos, esquecera-se de trancar. Respirou fundo algumas vezes, tentando manter a calma. Ela sentia enjoo. A angústia esmagava seu coração e embrulhava seu estômago. Fechou os olhos, tentando conter o choro. Abriu-os quando escutou a porta de sua casa se abrir e fechar rapidamente. Virou-se surpresa e antes que pudesse dizer qualquer coisa, Rachel se atirou em seus braços e colou suas bocas num beijo faminto, carregado de paixão. Quinn derrubou as chaves e instintivamente, levou suas mãos até a cintura da garota e apertou como se quisesse mantê-la ali. A morena tinha os braços ao redor do pescoço dela, beijando-lhe com urgência. Quinn sorria e gritava de felicidade internamente. Era tão maravilhoso quando Rachel lhe surpreendia assim.

Isso... Fica pra sempre! Se entrega... Eu quero cuidar de você!

Abraçavam-se com carinho durante o beijo. Rachel levou uma das mãos à nuca da loira, enquanto a outra apertava suas costas. Suspiros se misturavam, assim como as línguas macias e os lábios fartos de ambas. A morena enlouqueceu quando Quinn começou a puxar seu lábio inferior entre os seus, sem os dentes, chupando sua boca. A loira, sobrecarregada de desejo, afastou-se apenas para verbalizar o que sentia:

– Eu amo beijar você...

Aproximou-se novamente, para provar seu ponto. A morena se apertou ainda mais ao corpo dela, aprofundando definitivamente o contato. Assaltou a boca da loira com desespero, como se o mundo pudesse acabar a qualquer momento. Quinn, puxando-a pela cintura, colou seus corpos, deixando-os impossivelmente grudados. Pensamentos impuros e deliciosos passavam por sua mente. Mas seu desejo era pura devoção. Ela queria abrir as pernas de Rachel ali mesmo e coloca-las em volta de si, leva-la até seu quarto e passar o dia inteiro fazendo amor com ela.

Imagens da morena surgiam como flashes dentro de Quinn. Rachel nua em sua cama, com o corpo em baixo do seu, gemendo seu nome. Toques nos lugares certos. Beijos, chupões. Seios enrijecidos e suas intimidades pulsando. Provar o gosto de Rachel e ter a morena se derretendo em seus dedos... Em um momento de impulsividade, a loira foi empurrando-a até que as costas dela encontrassem a parede. E quando isso aconteceu, Quinn apertou seu corpo, com ainda mais desespero, ao corpo delicioso que ela tanto desejava. Rachel não mostrou resistência. Se tivesse pensado duas vezes, a loira não faria isso. Não arriscaria constranger ou faltar o respeito com a garota que ela amava. Mas ter tal garota tão perto não permitia que ela pensasse coerentemente. Era muita paixão, muito amor e muito desejo guardados por tempo demais. Ela precisava soltá-los. E quando se tratava de Quinn Fabray, é claro que seria uma explosão. Sua perna direita já estava entre as pernas de Rachel, enquanto suas mãos seguravam a morena no lugar, pela cintura, apertando a região com carinho. Rachel também já tinha abandonado toda e qualquer racionalidade do lado de fora. Foi o que fez com que ela voltasse, em primeiro lugar. Suas mãos passeavam pelas costas da loira, enquanto ela apertava aquela coxa deliciosa entre suas pernas, soltando suspiros de extrema aprovação. Beijavam-se com tanto desejo que se alguém acendesse um fósforo perto de ambas, poderia causar um incêndio. Quinn sentia sua intimidade ficar cada vez mais úmida e perguntava-se se Rachel sentia o mesmo. Sentiu as mãos da morena descerem e se surpreendeu maravilhosamente quando elas agarraram seu bumbum. Rachel apertou apenas levemente, talvez porque achasse um pouco avançado. Era irônico como ambas se deixavam levar pela situação, mas ainda com receio. Quinn levou seus lábios ao pescoço da morena e começou a chupar a região, sem se preocupar se deixaria marcas. Ela queria mais é encher Rachel de marcas. A morena suspirava pesadamente, até que a loira foi levando os lábios até seu ouvido e sussurrou:

– Eu te quero tanto, tanto... Que faz meu corpo doer!

Rachel suspirou audivelmente, mais como um gemido. A voz rouca, carregada de desejo e o significado daquelas palavras aumentaram consideravelmente sua vontade de levar aquilo adiante. Tudo aquilo adiante. Ambas começavam a ficar sem ar, mas era impossível parar. Foi quando a loira passou a sugar o lóbulo da orelha de Rachel que sua consciência resolveu aparecer.

– Talvez... Talvez a gente... Devesse parar! – Verbalizou ofegante.

Ou Quinn não tinha escutado, ou não prestara atenção, porque continuou o que estava fazendo com ainda mais empenho. Desceu os lábios novamente ao pescoço moreno e Rachel sabia que se não a interrompesse, se arrependeria. Ela não estava certa de nada e aquilo, por melhor que fosse, poderia machucar ambas.

– Quinn! Para, por favor! Você não ta me ouvindo... Eu preciso parar!

A loira afastou seus lábios dela e repousou sua testa no ombro de Rachel, com a respiração completamente falha, tentando se recuperar. A morena passava as mãos delicadamente pelas costas dela. Suas pernas já estavam distantes. Rachel repousou um beijo nos cabelos loiros e foi quando Quinn se afastou e com os lábios inchados, disse:

– Me desculpa! Eu não sei o que... É difícil resistir a você! – Balançou a cabeça algumas vezes, franzindo a sobrancelha, numa expressão quase envergonhada.

– Não peça desculpas... É só que eu... Precisava parar!

– Tudo bem...

Ambas se olhavam, respirando com força e encabuladas pelo que havia acabado de acontecer. Quinn porque se sentia uma tarada que não sabia se controlar. Rachel, porque evidentemente tinha provocado tudo aquilo.

Você e sua mania de dramatizar tudo e viver intensamente...

– Ok! – A morena disse simplesmente.

– Okay! – Quinn respondeu sorrindo levemente.

Rachel se aproximou com certa pressa e repousou um beijo no rosto da loira. Saiu correndo novamente pela porta. Dessa vez não voltaria. Quinn sabia. Mas isso não foi suficiente para diminuir o sorriso bobo e apaixonado da loira.


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Notas finais
Acreditem quando eu digo que senti saudades, mesmo!! Aqui é como um refúgio e me faz muito bem! Espero que tenham gostado do capítulo! (:

Beeeeeijoos e até logo! Logo mesmo!! *-*