Notas iniciais
Oiii pessoas lindas!! Cada vez que eu entro aqui e leio o comentário de vocês, me sinto feliz! Escrever é uma das poucas coisas que eu sinto que faço bem e é maravilhoso receber um retorno tão positivo, de coração!! Esse capítulo é bem intenso! Mas não vou dizer mais nada! ;) Espero que gostem! A música se encaixa perfeitamente aqui!

*Sweet Disposition - The Temper Trap

“A moment, a love

A dream aloud

A kiss, a cry

Our rights, our wrongs...”



Voltou à sala e Rachel estava arrumando o colchão de casal. Quinn ficou lhe observando.



Ela é tão linda...

Ela está arrumando a cama!

Rachel é tão linda arrumando a cama...

Ela queria me acordar pra que eu pudesse dormir confortável.

Rachel é linda quando fica preocupada!

“Ritual noturno”, ela nos disse!

Linda! Linda! Linda! Linda! Linda!

– Psiu! – Quinn sorriu hipnotizada.

– Oi Rach!

– É estranho dizer isso já que você acabou de acordar... Mas vamos dormir?

– Eu ainda estou com sono e quero ver se meu sonho continua de onde parou. – Mordeu o lábio inferior.

– E posso saber o que você estava sonhando Lucy? – Rachel dissera em tom de brincadeira e conspiração. Como se aquilo fosse o segredo do universo.

De certa forma, era. O grande segredo do universo de Quinn.

– Quem sabe um dia... Hoje não, prefiro que seja segredo! – Sorriu docemente.

– Nada mais justo! Fui eu que destruí seu sonho afinal!

– Nem se você quisesse Rachel! – Meu sonho é você...

– Bom, então vamos dormir logo! Assim você pode voltar a sonhar.

A loira sorriu e se dirigiu até a outra. Sem qualquer aviso, rodeou sua cintura com os dois braços e a envolveu em um abraço suave e que para ela, era cheio de significado. Como se dissesse:

Queria que você simplesmente soubesse, sem que eu precisasse dizer uma palavra sequer!

Mas as coisas infelizmente não são assim. Ela teria que dizer...

Rachel estava com os braços ao redor do pescoço de Quinn e sussurrou perto de seu ouvido:

– Está tudo bem?

– Sim, eu só... Senti vontade de te abraçar, sei lá...

– Você é mais carinhosa do que eu pensava! – A morena comentou com delicadeza.

Quinn deixou um beijo em seu rosto e se afastou, olhando em seus olhos.

– Espero que isso seja bom! – Sorriu.

– É ótimo! – Rachel disse com tanta certeza, com o mesmo brilho de sempre nos olhos. Quinn se derreteu completamente.

– Mas então... Vamos dormir?

A morena simplesmente balançou a cabeça, sorrindo.

E então se deitaram no colchão. Rachel de costas para Quinn. Quinn abraçando Rachel. As duas de conchinha. Era um acordo silencioso. Não disseram nada. Apenas estava implícito que queriam aquela proximidade. Cada uma com seus motivos. Mas aquilo as fazia sorrir. Quinn passeava o nariz pelo cabelo da morena, suspirando de felicidade. Rachel entrelaçou suas mãos. Ela estava feliz também.

Então é isso que se sente ao ter Quinn Fabray em sua vida!

Pensava, sem saber que a outra, naquele momento, perguntava a si mesma:

Como será que é ter Rachel Berry para chamar de sua?

~~*****~~

Quinn acordou com os primeiros raios de sol da manhã batendo em seu rosto. Esfregou os olhos, abrindo-os em seguida com dificuldade. Bocejou. Olhou para o lado. Flashes da noite passada vieram à tona em sua mente. Sorriu. Era sempre assim. Ela colecionava os momentos que vivia com Rachel. Guardava cada um deles em um lugar especial no coração. E revivia-os todos os dias. Mesmo os momentos difíceis ou tristes. Até mesmo as brigas. Revivia cada sorriso, cada olhar, cada palavra trocada, cada abraço. E ao pensar em todas essas coisas, sim, apenas ao pensar, sentia borboletas em seu estômago e o mundo era um lugar mais bonito. Viver valia a pena e fazia mais sentido. Como Brittany disse uma vez sobre Santana: “Todas as coisas ganham cores brilhantes e um gosto muito, muito doce! Como chocolate quente no inverno ou marshmallow à beira de uma fogueira!”.

A loira sorriu ao se lembrar disso. Chocolate quente. Hummm!

Espere um minuto...

Uma ideia se formava em sua mente.

– Rach, acorda! – Com uma das mãos acariciava o cabelo da morena.

– Hummm! – Suspirava, já acordando. – Dormir, tão gostosooo...

– Acordar, melhor ainda! – Quinn brincou. Mesmo sonolenta, a morena entendeu. Abriu um sorriso com os olhos fechados. Quinn se aproximou dela mais um pouco.

– Você é tão linda quando acorda! – Sussurrou no ouvido de Rachel. A morena passou os dois braços ao redor do pescoço de Quinn, abraçando-a com força. Os olhos ainda fechados.

– Por que você está acordada? Vamos dormir de novo...

– Eu acabei de acordar. Estou surpresa que você ainda esteja na cama, pra ser sincera.

– Às vezes eu me dou ao luxo de acordar tarde aos domingos! – Finalmente abriu os olhos. Quinn apoiava o cotovelo no travesseiro, apoiando a cabeça na mão direita enquanto observava a morena. Rachel lhe encarou. Sorriu amplamente. A loira aproveitou o momento e com o indicador, começou um carinho suave no rosto da amiga. Contornava a face delicadamente, perdida nos traços de Rachel. Ela era perfeita. Então a morena pegou sua mão e deu um beijo ali, segurando-a em seu peito em seguida. Quinn sorriu e suspirou.

– Quer saber a ideia que eu acabei de ter?

– Quero! Estou looooouuuca pra saber! – Rachel brincou, soltando um riso espontâneo e adorável.

– Eu pensei que podíamos levantar, arrumar essa sala bem rápido e depois fugir daqui. Vamos tomar café da manhã nessa padaria maravilhosa que tem perto da minha casa e depois tem um lugar que eu queria te levar... Que tal?

Rachel abriu seu melhor sorriso. Será que ela ainda estava sonhando? Só em seus sonhos ela imaginara aquela Quinn carinhosa, sendo sua amiga e fazendo planos com ela. Planos de um dia ou para a vida inteira. Afinal de contas, a loira lhe dissera: “Temos a vida inteira!”.

– Eu adoraria Quinn! – A loira sorriu amplamente.

– Que bom! Podemos passar o dia todo juntas... Vamos levantar logo, assim a gente tem mais tempo!

– Vamos! – Rachel disse se levantando num pulo.

~~*****~~

Elas não demoraram a sair. Arrumar a sala realmente foi rápido. Pegar as coisas dentro do quarto onde Brittany e Santana dormiam, nem tanto. Mas depois de cumprirem essa missão, se arrumaram e saíram. Quinn havia pregado um bilhetinho no espelho do banheiro da latina, contando sobre a fuga dela e de Rachel e avisando que passaria a chave por baixo da porta depois de trancar.

Foi exatamente o que ela fez. Em seguida, segurou na mão de Rachel e saíram correndo em direção ao carro, rindo como se estivessem indo em direção à maior aventura de suas vidas.

Dentro do carro, cantavam alegremente, qualquer coisa que estivesse tocando era motivo de um dueto animado e teatral. Rachel não tirava sua atenção do volante por nada, mas suas expressões faziam todo o trabalho que as mãos não podiam. Quinn, por outro lado, gesticulava exageradamente.

– Sua voz é linda! – Rachel elogiou, fazendo a loira sorrir apaixonadamente.

– A sua voz é maravilhosa Rachel! Ouvir você cantando já me fez querer chorar inúmeras vezes, sabia?

– Sério?

– Uhum! – Ficou tímida com o olhar que a morena lhe lançou. Disfarçou com um sorriso.

– Bom... Já que esses são dias de confissões, posso fazer uma também?

Dias de confissões! , Quinn pensou. – Tem tanta coisa que eu preciso confessar...

– Claro que pode Rach...

– Eu amo o seu sorriso. Aquele que você dá com todos os dentes, com sua boca aberta, quando ri de alguma coisa ou quando está realmente feliz. É espontâneo e lindo Quinn!

E eu amo você! Eu AMO você...

Mas ela não disse essas palavras. Apenas sorriu, ficando quieta em seguida. Olhou para o lado, através da janela, enquanto todas as coisas passavam e iam ficando rapidamente para trás.

Voltou a falar para dar direções a Rachel. E não demoraram muito para chegar ao lugar. Quinn estava certa, Rachel pensou, a padaria era mesmo maravilhosa. Havia mesinhas redondas com pequenos vasinhos de flores no meio. Elas escolheram uma de dois lugares, perto da parede com um vidro enorme de frente para a rua.

Durante o tempo que ficaram ali, conversaram sobre inúmeras coisas. Rachel achava incrível o fato de que sempre havia assunto entre elas. Quinn tinha opiniões a respeito de praticamente tudo e quando não conhecia alguma coisa que a morena citava, perguntava-lhe sobre aquilo verdadeiramente interessada. Rachel adorava. Sempre adoraria qualquer oportunidade para falar. Quinn, por sua vez, adorava ouvir.

Quando acabaram de comer, a loira não quis que Rachel pagasse nada. Isso incitou protestos intermináveis, é claro.

– Você me traz nessa padaria maravilhosa, de outro mundo, e ainda por cima quer pagar tudo sozinha? Eu não me conformo! – Dizia enquanto entravam no carro novamente.

– Bem, não se conformar com as intempéries da vida nos leva a uma busca por mudanças que nem sempre traz resultados agradáveis. Às vezes aceitar é tudo o que nos resta...

– Bancando a nerd brincalhona... Pra cima de mim não, ok? Certas coisas não possuem dois pontos de vida. Ou são corretas ou não são! E isso, de forma alguma, não é correto. Não seria em qualquer outro universo diferente do nosso. – Rachel gesticulava fervorosamente. Não estava brava, apenas não queria que a loira tivesse pagado tudo sozinha.

– Olha, relaxa Rach... Teremos muuuuuuuitas oportunidades para você me pagar um café da manhã, ok? Pode ter certeza! Não se preocupe... Esse dia é apenas sobre diversão!

– Tudo bem... Mas da próxima vez... Nada de gracinhas!

– Serei a mulher mais séria que você já viu!

Não puderam deixar de rir com isso. Talvez suas discussões estivessem ganhando um novo formato. Não mais pesadas como antes, carregadas de mágoas. Apenas divertidas, brincadeiras disfarçadas de brigas. Sem ressentimento algum.

~~*****~~

– Ok! Pode estacionar ali! – Disse apontando um lugar vago em frente a um restaurante que se encontrava fechado naquele horário.

Rachel fez o que a loira disse e saíram do carro. Quinn segurou sua mão novamente, guiando-lhe para um lugar que Rachel não sabia se conhecia. Era um pouco afastado do centro da cidade.

Elas contornaram o tal do restaurante, e aos poucos, uma praça foi surgindo. Não era muito grande. Havia uma fonte enorme no meio, cercada de banquinhos em volta, numa distância considerável. Mais alguns bancos espalhados ao redor da praça e algumas árvores. Havia um playground, com uma casinha de madeira, balanços, escorregadores e dois brinquedos daqueles que as crianças se penduram ou ficam escalando.

– Vem cá! – Quinn pegou na mão de Rachel mais uma vez, puxando-lhe até o playground.

A loira foi até um dos balanços e Rachel foi até outro ao seu lado. Começaram a brincar ali.

– Vamos ver quem consegue ir mais alto! – Quinn falou.

– Não me desafie Quinn Fabray!

As duas riam animadamente, como se fossem duas crianças. Quinn jogava a cabeça pra trás, fechando os olhos. O vento batia em seu rosto e era delicioso. Rachel viu e imitou a loira, rindo. Era como se, excluindo a visão, você sentisse tudo de forma muito mais intensa. Como quando se fecha os olhos para beijar alguém ou para abraçar. Olhar nos olhos é intenso, é como se entregar... Fecha-los diante de qualquer coisa, também.

Foram parando aos poucos de se balançar. Rachel sorria, estava tão feliz... Olhavam-se com cumplicidade e alegria. Estavam paradas agora, cada uma em seu balanço.

– Quando eu era criança, minha mãe me trazia aqui... Às vezes a tarde, às vezes de manhã. Eles costumavam almoçar no restaurante e a babá ficava aqui com a gente. Eu adorava... Sei que é uma coisa simples, mas eu vinha nesses balanços e eu sentia como se pudesse voar. Eu ia cada vez mais rápido, cada vez com mais vontade de voar, de ser livre. – A loira dizia isso com um brilho diferente no olhar. Às vezes encarava Rachel, às vezes desviava os olhos. A morena ficava encantada com aquilo, e sentia como se Quinn estivesse lhe revelando um segredo. Um tipo de segredo que você só conta para sua melhor amiga. – Já caí algumas vezes, é claro... Mas eu sempre continuava vindo. Isso foi até mais ou menos quando eu tinha dez anos. Depois meus pais pararam de vir. Acho que o dono do restaurante mudou, ou coisa assim. Mas eu gostava demais daqui e Frannie, que naquela época tinha dezesseis anos, me trazia em alguns finais de semana. Eu não brincava mais como antes, mas nunca abandonei esses balanços. Eu sempre dava um jeito de vir quando era mais nova e depois que comecei a dirigir, as vindas aqui ficaram mais frequentes. Eu vinha quando estava grávida, quando alguma coisa me chateava ou me aborrecia ao extremo. Às vezes vinha sem motivo algum. Apenas para ficar horas sentada, pensando em coisas que me aprisionavam. E então eu começava a balançar, interminavelmente... E me sentia livre. Se eu fechasse os olhos, então seria como se estivesse realmente voando. Quando eu estava nas Skanks eu vinha pra cá também... Até hoje eu venho. Mas nunca tinha trazido ninguém aqui comigo ou contado todas essas coisas. Nem mesmo para Frannie. Eu sei lá... Eu sinto como se meus sentimentos, meus medos e minhas vontades estivessem todos aqui.

– E agora você está compartilhando tudo isso comigo... – Rachel, que não tirou os olhos de Quinn por um segundo, falou num tom de voz extremamente delicado. Como se a atmosfera entre elas fosse fina e facilmente quebrável. A loira lhe sorriu.

– É, mais ou menos isso!

– Acho que nunca tinha te ouvido falar tanto... É bom, sabia? Ter Quinn Fabray ao seu lado, se abrindo com você. Eu me sinto lisonjeada, por você confiar em mim a ponto de me contar todas essas coisas, de forma tão íntima e passional. Se você soubesse quantas vezes eu quis isso...

– Isso o que? – Perguntou, realmente querendo que Rachel fosse mais específica.

– Isso tudo! – Gesticulou apontando ao redor de ambas. – Estar com você, ser sua amiga. Eu sempre te admirei tanto... Seu jeito, sua postura, sua beleza e inteligência. As coisas que você tinha e ainda tem... Você é o tipo de garota que quando entra em algum lugar, faz todo mundo se apaixonar, arranca suspiros e destrói muitos corações. – Rachel admitia tudo aquilo com confiança, mas ao mesmo tempo, timidez. Às vezes abaixava a cabeça para não ter que olhar nos olhos verdes a sua frente. – Eu nunca fui assim. E diferente da maioria das pessoas, acho que sempre vi alguma coisa além daquilo que você mostrava, além daquilo que todo mundo sempre via. Era como se eu enxergasse alguma coisa especial em você. Eu sempre enxerguei mais do que você provavelmente gostaria. Você sempre foi tão mais do que pensava que era. E algumas vezes, muitas vezes na verdade, eu sentia como se você precisasse de alguém que entendesse isso ao seu lado. E eu queria ser essa pessoa... Queria porque eu também precisava de alguém! – Ela terminou erguendo os olhos e viu que a loira engoliu com dificuldade e havia lágrimas em seus olhos, percorrendo sua bochecha. Rachel enxugou suas lágrimas com as duas mãos, acariciando o rosto dela no processo.

– Não chora! – A morena pediu delicadamente.

– Eu... – Mas Quinn não conseguia falar. Seu choro aumentou. Rachel começara a lacrimejar também. Preocupada, ela se ajoelhou em frente à loira e começou a acariciar seus joelhos, cobertos pelo vestidinho leve que ela usava. A morena olhava para Quinn, que apertava os olhos, tentando inutilmente conter as lágrimas que continuavam caindo. O nariz da loira estava vermelho e ela tinha uma expressão de dor tão grande que Rachel sentiu uma angústia esmagadora no peito. Segurou o rosto da loira com as duas mãos.

– Por favor, não chora! Eu não consigo ver você assim... – Dizia enxugando mais lágrimas. Quinn respirou fundo e abriu os olhos, revelando o quanto brilhavam.

Ela é inacreditavelmente linda! , Rachel pensou.

– Rach, eu... – Fechou os olhos novamente, a expressão de dor voltando.

– Shhh, está tudo bem! Não precisa falar nada agora. – Rachel limpou novamente o rosto de Quinn. Levantou-se e segurando nas duas mãos dela, foi lhe puxando para sair do balanço. – Vem cá! – A loira ficou de pé, de frente para Rachel, que lhe abraçou com carinho. Colocou seus braços ao redor da loira de forma protetora. Quinn retribuiu, é claro. Apertava a morena suavemente, mas de forma intensa. Tudo ali era intenso, era um abraço leve e desesperado ao mesmo tempo, carregado de emoção. Seus corpos se tocavam completamente e o coração da loira, como sempre acontecia com Rachel, batia fortemente em seu peito. Mas aquele gesto lhe aquecia. Ela deitou a cabeça no ombro da morena, escondendo o rosto em seu pescoço. Seus lábios tocavam a pele da outra, mas de forma natural, não era o momento para se deixar levar, por mais que a loira quisesse provar o gosto daquele local. Contentou-se apenas em aspirar o perfume da outra, soltando um ar quente em seguida, o que fez com que Rachel se arrepiasse. A morena passeava uma das mãos pelas costas de Quinn, como se tentasse acalma-la. Em seguida, soltou-se rapidamente do abraço, olhando para a outra. Quinn tinha uma expressão mais calma, mas ainda assim triste. Seus olhos ainda brilhavam por causa das lágrimas e seu nariz continuava vermelhinho. Rachel lhe comparou a um filhotinho de cachorro. Quando eles fazem aquela expressão tristonha, como se implorassem por carinho e cuidado. Rachel poderia cuidar de Quinn. Ela encostou sua testa na da loira e verbalizou seu pensamento:

– Eu vou cuidar de você!

A loira segurou o rosto de Rachel com as duas mãos, mantendo o contato. Fechou os olhos e suspirou, antes de dizer:

– Rach, eu quero você na minha vida! Pra sempre...

As duas estavam de olhos fechados. Rachel sorriu ao ouvir aquilo. Seu coração parecia que estava prestes a explodir e ela sentia seu estômago imitar uma montanha russa. Eram coisas que ela nunca havia sentido com outra amiga antes. Na verdade, tudo que acontecera entre ela e Quinn naquele final de semana era novo para Rachel. A morena nunca tinha tido esse tipo de amizade com ninguém antes. Isso tornava tudo muito mais especial. Quinn tornava tudo muito mais especial. A morena se afastou mais uma vez, apenas para segurar o rosto da loira entre suas mãos com carinho. Quinn continuava de olhos fechados. Aquilo também lhe fazia voar. Rachel repousou um beijo na testa dela, demorando-se no contato. Em seguida, beijou cada um de seus olhos. Depois suas bochechas e por último, seu nariz. Quinn suspirou pesadamente. Passou a língua pelos lábios, ainda de olhos fechados, sem saber que Rachel lhe observava com uma sensação completamente diferente. A morena uniu suas testas novamente, mas dessa vez, seus olhos continuaram abertos. Quinn estava tão perto dela, com os braços ao redor de sua cintura. Seu hálito quente e com cheiro de menta batia no rosto da morena. Rachel sentia seu estômago revirar de ansiedade. Ela não sabia por que aquilo estava acontecendo, mas não conseguia evitar. Franziu as sobrancelhas numa expressão quase de dor e sem pensar, fechou os olhos e encostou seus lábios aos de Quinn. Um milhão de pensamentos rodavam a cabeça da loira naquele momento. Ela não sabia se estava sonhando ou se aquilo era mesmo verdade. Assustou-se com a atitude de Rachel, mas não tinha do que reclamar. Seu coração batia cada vez mais forte e ela estava nervosa. A morena então começou a se afastar, envergonhada e assustada pelo que havia feito. Mas antes que ela dissesse qualquer coisa, ou se desculpasse, Quinn se pronunciou, falando com uma voz baixa e rouca:

– Não para, por favor!

E puxou Rachel para si novamente, ambas de olhos fechados, deixando-se levar pelo momento. Colou seus lábios de forma delicada, sem se movimentar. O ar entre elas era pesado e carregado de desejo. Rachel podia ter se afastado novamente, mas não conseguiu. Ela não conseguiu se afastar. Então sentiu, escolheu sentir aquilo com cada pedaço de seu corpo, ainda que não soubesse exatamente o que “aquilo” era. Quinn apertava sua cintura com as duas mãos. A morena segurava seu rosto. As bocas finalmente se movimentaram. Quinn brincava com o lábio inferior de Rachel entre os seus, num beijo puramente labial. A morena suspirava, aquilo era delicioso. Rachel, surpreendendo Quinn, foi quem pediu passagem com a língua. A loira prontamente lhe concedeu e o beijo se transformou. Suas línguas se misturavam, se conheciam. Quinn colocou as mãos por dentro da blusa de Rachel, arranhando sua cintura com paixão. Rachel, por sua vez, arranhava a nuca da loira. Soltavam suspiros e gemidos baixinhos. Quinn chupava a língua de Rachel, enlouquecendo a morena. Na terceira vez em que a loira fez isso, Rachel se apertou mais a ela, querendo sentir seu corpo todo novamente. A loira também rodeou a cintura da morena, abraçando-a intensamente. Elas não conseguiam se soltar, não tinham forças para isso, tampouco vontade. Rachel não conseguia pensar em nada que não fosse os lábios carnudos e deliciosos entre os seus. Uma das mãos da loira arranhava a nuca de Rachel, enquanto a outra continuava em sua cintura, apertando-a. A morena começou a passear suas unhas levemente pelas costas da loira.

Quinn deixou que algumas lágrimas caíssem novamente de seus olhos. Aquilo era tudo que ela sempre quis. Beijar Rachel era tudo que ela imaginara e muito mais. Era doce e maravilhoso. E fazia com que ela se sentisse livre. Mas acima disso, viva!


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Notas finais
Capítulo um pouco mais longo, né? Espero que tenham gostado! Sei que dessa vez não dei motivos para vocês me odiarem!! Hahahaha ;D

Me digam o que acharam! Leitores fantasmas, apareçam! Não sejam tímidos...

Beijos :)