A Culpa Nunca Morre - Dramione
6 Capítulo 6
Notas iniciais
P.O.V Draco Malfoy
Fiquei sinceramente chateado quando imaginei como seria ótimo ter a Pansy comigo ao invés da Granger. E sinceramente, eu também não estava nem um pouco animado com a idéia de sair da barraca , pois , não estava muito afim de olhares "malignos " dos alunos no acampamento.
" Quem precisa de um acampamento , quando se tem uma barraca de luxo como essa? " — pensei tentando animar-me , mas não foi o suficiente , pois , logo depois de eu pensar nisso imaginei como seria legal explorar o acampamento.
Dei de ombros e olhando pela porta do meu quarto a saída da barraca pensei novamente:
"Melhor eu tomar um banho e depois aproveito para procurar Pansy e Blásio. "
Me animei um pouco mais , despi a roupa recém-vestida e entrei no banheiro de meu quarto completamente nu. Os azulejos eram brancos iguais ao piso , havia um chuveiro que era tão largo que parecia que ao liga-lo eu iria inundar o banheiro inteiro.
E também quis aproveitar, já que , a Granger não estava presente. Liguei o chuveiro e a água morna começou a cair em meus cabelos passando para o meu corpo. Fechei os olhos passando a mão pelos cabelos sentindo meus dedos tocarem o couro cabelo. Sempre que eu tomava um banho eu percebia a mudança que o tempo havia causado em mim, pois , agora meu corpo estava bem torneado e quando eu passava a mão em meu rosto para ensaboar-me sentia a barba imperceptível de vista.
O que eu mais gosto no banho é o fato de eu poder pensar, em meus problemas, no que eu deveria mudar... aliás em tudo. Até mesmo os acontecimentos dos anos anteriores.
De fato eu me arrependia por ter virado Comensal da Morte , mas , minha família inteira estava condenada , Voldemort pegava o que era de mais precioso para você e tentava destruir apenas para ver seu sofrimento e angústia.
Sentia-me mal com o modo que eu havia tratado minha mãe antes de vir ao acampamento. Sinceramente, nos dias que se passaram eu não tinha motivos para sorrir , ainda mais , com um pai tão longe de mim e uma mãe totalmente triste.
Enquanto eu pensava nisso o vento que vinha da porta do meu quarto entrava pelo banheiro e batia em meu corpo , um vento gélido ,porém , bastante gostoso quando se está debaixo da água morna.
* * *
P.O.V Hermione Granger
Andei em direção a minha barraca com Luna acompanhando-me. Ao entrar sentei-me no sofá furiosa e resmunguei mais para mim mesma do que para Luna que olhava a volta curiosa , mechendo nos objetos e olhando a cozinha:
_Como o Rony pode ser tão tapado?
Luna não me respondeu e apenas me disse solenimente:
_Acho ele legal. Mas ele sabe ser grosseiro de vez enquando.
_O que ele sabe ser de vez enquando é legal. Grosseiro é na maioria das vezes. -falei atirando meu tênis para longe de raiva.
_Sabe Hermione , papai me disse que ciúme nunca é uma coisa boa. Meio que... se não há nada rolando entre Lilá e Rony , você mesmo está estragando um relacionamento. — disse ela sabiamente observando agora o meu quarto curiosa.
_Os quartos são diferentes uns dos outros. — comentou ela caminhando agora para o quarto de Malfoy.
_Sim, são mesmo. — falei distraídamente olhando Luna indo ao quarto do rapaz. Mas, quando eu me toquei a garota já estava alguns passos próxima do quarto de Malfoy que estava com a porta aberta. — AH ! LUNA NAO ENTRE AI! — gritei levantando-me do sofá e correndo em sua direção e quando a segurei pelos ombros eu estávamos bem na frente do quarto do Malfoy.
Arfei tentando me acalmar e depois falando com dificuldade lhe avisei:
_Ele não deixa ninguém entrar no quarto dele.
Luna pareceu não prestar atenção pois agora olhava pela porta uma cena que eu ao observar também soltei um grito e fechei os olhos.
A porta do banheiro de Draco estava aberto revelando ele que estava segurando uma toalha , no qual, secava a cabeleira loira e os bagunçava. Felizmente a toalha tampava sua parte íntima de tão comprida , mas , infelizmente suas pernas e o resto de seu corpo... (principalmente a cintura nua.) eram visíveis.
_Olá,Malfoy. — disse Luna distraída , puxei-a pelo braço para longe da porta do quarto do garoto enquanto este gritou:
_Granger!
_A gente se vê depois. — sussurrei a Luna que olhou-me indignada.
_Ei ! Mas, eu quero ajudar a explicar que foi um mal-entendido.
_Não precisa. — falei empurrando-a pelas costas para fora da barraca. — Melhor ficar longe quando o tornado começar a ficar mais perigoso, beijos. — e depois dei-lhe um beijo na buchecha.
Respirei fundo e fui em direção a porta do quarto de Malfoy e olhando para o lado bati na porta e falei com uma voz de falsa educação:
_Pois não?
_Aprendeu a bater na porta, Granger? — perguntou Draco sentado na cama ele usava apenas uma cueca preta e continuava com a toalha secando os cabelos.
_Ah , me poupe Draco ! — exclamei zangada. — Vá se vestir.
_Hora essa. — falou o garoto com orelhas vermelhas como pimentões. — Agora pouco você quis ver mais do que isso ! Vá se acostumando, o quarto é meu, minhas regras.
_A regra dos meus olhos é a seguinte: Não veja coisas que possam danificar a visão. — falei agressivamente. Por um lado era mentira , pois , infelizmente eu tinha que admitir mentalmente que o rapaz era bonito.
_O que você e a loira...
_A loira tem nome e se chama Di-Lua... quero dizer... Luna
_Tanto faz e não me interrompa. — disse Draco irritado. — Por qual motivo vocês estavam me espiando?
_Seu debiloide. — falei agressivamente, — Não iriamos perder tempo espiando você.
_ Você não respondeu a minha pergunta. A não ser que duas meninas tivessem tomado a poção polissuco...
_Quanta palhaçada... — murmurei cruzando os braços e quando Draco abriu a boca para falar qualquer coisa eu explodi. — Está bem , está bem ! Eu havia trazido a Luna para cá para desabafar sobre um assunto...
_Qual assunto? -perguntou Draco sentando-se melhor na beirada da cama interessado.
_Deixe eu terminar de falar. — repliquei e o garoto simplesmente ergueu as sombrancelhas. — e enquanto eu desabafava a Luna observava a barraca...
_Realmente ninguém suporta ouvir você falando...
_Então, ela veio para cá achando que não havia ninguém já que a porta estava aberta. –enfatizei a última frase apontando para a porta. — E aí vimos a cena que eu pagaria tudo que eu tenho para não ver.
Inesperadamente o garoto levantara de sua cama e me empurrara contra a porta segurando meus braços e colocando-os acima de minha cabeça enquanto olhava nos meus olhos.
_ Se eu ver mais alguém no meu quarto.
Engoli em seco. O garoto estava com o rosto muito próximo ao meu fazendo com que eu não tivesse escolha e fui obrigada a encarar aqueles olhos-cinza que ele tinha. Sua boca estava muito próxima da minha próxima demais, eu desejava aquela boca o mais distante da minha possível.
Ele me soltou dando risada enquanto falava em meio a mais risadas enquanto segurava a barriga:
_Você ficou tremendo de medo.
_Eu não fiquei ! — exclamei zangada.
_Então achou que eu iria te dar um beijo? — perguntou ele fazendo uma cara maliciosa e rindo ainda mais. — Depois dizem que homens são safados.
Peguei uma almofada que estava ao lado do ármario do rapaz e joguei bem cara dele fazendo-o parar de rir e me olhar com uma cara incrédula.
_Não achei nada. Apenas fique longe de mim. — e depois me retirei do quarto com a cabeça erguida.
P.O.V Draco Malfoy
Observei a Granger sair do meu quarto com aquele jeito orgulhoso de sempre e em seguida deu um sorriso no canto do rosto satisfeito com a fúria dela. Vesti a mesma roupa que eu havia usado antes,a camiseta branca , o jeans e o tênis iate e depois criei coragem e sai da barraca ignorando uma Granger enfezada no sofá.
Andei pelo acampamento a procura da barraca de Pansy e Blásio , achei que seria impossível com tantas barracas idênticas e um acampamento tão grande como aquele, mas , depois de tanto tempo persistindo em procurar achei uma barraca com as iniciais
B.P
Entrei na barraca e dei de cara com o Blásio que conversava com Pansy animadamente. Os dois pareciam estar muito felizes por estarem juntos como colegas de barraca o que me fez querer dar a meia-volta e sair para não atrapalhar meus dois amigos.
_Ei, Draco. — chamou-me Blásio erguendo os braços. — Finalmente veio procurar a barraca onde nós dois estávamos! — em seguida ele enrugou a testa para mim ao ver que eu estava virado de costas para eles a caminho da saída. — Você já está indo embora?
_Achei que vocês estavam... ocupados. — falei enclinando a cabeça um tanto sem jeito.
_Mas, Draco ! Não saimos da barraca pois imaginávamos que talvez você viesse. — disse Pansy entendo os braços querendo me abraçar. — Vem cá. — pediu em seguida fazendo beicinho.
Fui na direção dela e enclinei-me com ela ainda sentada e dei-lhe um abraço de urso e um beijo na buchecha e depois ela me puxou pelo braço fazendo-me ficar sentado ao lado dela.
_Você não vai acreditar. — disse Blásio. — Falei com a velha da Mcgonagall e ela me disse que poderíamos nos preparar para o nosso futuro nesse acampamento.
_Ah, ótimo. — falei. — Meu futuro é ficar em uma vitrine com uma placa escrita " Traidor dos traidores paguem cinco euros para cada hora que o olharem.
_Nossa! — exclamou Blásio sentando-se ao meu lado fazendo com que eu ficasse entre meus dois amigos. — Você parece aqueles velhos.
_Chato e resmungão. — disse Pansy fazendo uma careta de alguém banguela.
_Desculpe-me , desculpe-me . — falei dando um selinho nela (ela me pedia as vezes um selinho, pois dizia, que era melhor do que qualquer tipo de afeto entre amigos.). — Só estou chateado.
_Chateado com o quê? — perguntou Blásio sem entender. — A guerra acabou !
_Mas minha reputação de traidor não ! — repliquei irritado. — me desculpe... — falei em seguida pondo a mão no ombro de Blásio. — Quando começarão as atividades do acampamento? — falei querendo mudar de assunto.
_Amanhã. — murmurou Blásio aparentemente chateado. — Hoje a Diretora estava aguardando a chegada dos alemães por isso não fez nenhuma atividade hoje.
Passei quase o dia inteiro conversando com meus dois amigos, e eram nesses momento que eu me sentia bem e um pouco leve de meus sentimentos que pesavam dentro de mim.
Quando começou a escurecer Filch ( que havia ido ao acampamento e agora Hogwarts tinha um zelador substituto.) começara a passar pelas barracas gritando com sua voz rouca:
_Alunos voltem para suas barracas ! Alunos voltem...
_Tenho que ir. — falei saindo da barraca de meus amigos e correndo até a minha. Havia um cheiro de comida no ar e aparentemente a Granger estava cozinhando o jantar. Sem fome, fui até meu quarto e fechei a porta ,vesti um pijama e deitei-me na cama.
Alguém começara a bater na porta do meu quarto e quando a abri lá estava o meu pesadelo... a Granger.
_Bateu novamente na porta, poderíamos transformar disso um hábito, né?
Ela estendeu um prato de comida para mim no qual eu peguei. Parecia que do nada minha fome havia surgido.
_Se não quiser ir a cozinha com medo de eu te matar com uma faca. — ao dizer isso ela me fez rir e ignorando-me continuou. — pode deixar o prato aí em qualquer canto e depois me entregue.
_Obrigado,Granger. — falei com uma voz de falsa educação no qual ela retribuiu com um sorriso forçado e em seguida a garota voltou a cozinha.
A comida estava sinceramente ótima e o fato da Granger cozinhar e me oferecer o alimento que ela havia preparado me surpreendia.Sei que ela não tinha motivos para fazer isso então no fundo, mas beem lá no fundo, eu me sentia grato.
Comi tão rápido o jantar que meu prato quando menos eu esperava estava limpo. Larguei-o no chão e deitei-me para dormir envolto pelo edredom e rapidamente peguei no sono.
Infelizmente no meio da noite eu acordei devido uns gemidos que eu ouvia. Levantei-me da cama e abri a porta do meu quarto e ao fazer isso percebia que o som vinha do quarto da Granger e abri a porta sem tentar fazer barulho.
A Granger estava usando uma blusa sem manga e esta segurava o edredom firmemente. Eu percebia que aquilo não eram gemidos e sim um choro, ou seja, mesmo ela dormindo ela parecia estar tendo um pesadelo que a estava fazendo cair no choro.
Revirei os olhos e sentei-me na beirada de sua cama e balancei seus ombros enquanto eu murmurava:
_Granger, Granger!
Ela continuava a chorar e do nada ao ouvir minha voz começara a falar baixinho ainda embalada no sono:
_Não Harry ! Não o deixe... temos de salvar ele... o fogo está começando a ficar mais perigoso. Salve o Draco, Harry...
Arregalei meus olhos pois eu sabia o que ela estava falando... eu quase havia morrido queimado na Sala Precisa , mas , graças ao Potter eu havia sobrevivido.
_Não o deixe morrer queimado,Harry. — continuava ela. — Ele não merece isso.
Aproximei-me perto do ouvido dela sem acreditar no que eu estava fazendo e sussurrei:
_Não se preocupe eu estou bem, obrigado Granger.
Ao dizer isso ela se acalmou e voltei ao meu quarto totalmente confuso.
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