A Culpa Nunca Morre - Dramione
30 Capítulo 30
P.O.V Draco Malfoy
Granger teve que sair logo após eu tê-la acordado alegando ter de falar com uma pessoa em particular. Não compreendi mas nada disse, fui até a cozinha e comecei a cozinhar waffles , já que, eu estava faminto. Ao terminar com minhas artes culinárias sentei-me no sofá com um prato em minhas mãos e comecei a comer meu waffle aguardando a volta da Granger.
_Ele está aqui. — disse a voz da garota do lado de fora da barraca. Se eu era capaz de ouvi-la, significava que ela devia estar perto da entrada.
_Eu não vou entrar,aí. — disse uma voz que eu não reconhecia de quem era.
Intrigado, pousei o prato com meu café-da-manhã em cima da mesa próxima ao sofá e preparei-me para caminhar em direção as vozes que agora pareciam discutir.
_Entra logo. — disse a Granger entrando na barraca. Seu rosto esboçava impâciencia e sua mão segurava firmemente a camiseta do Potter.
_O que o Potter faz aqui? — perguntei com minhas orelhas ficando vermelhas.
_Não faz essa expressão ameaçadora não! — disse a Granger fazendo um gesto impaciente com as mãos. — Harry e e eu viemos aqui para lhe informar...
_Você que veio até aqui. Eu fui praticamente puxado e obrigado! — enfatizou o Potter interrompendo-a. Ah, como eu odeio esse sujeito. As vezes tenho vontade de segurar-lhe as madeixas e arrancá-las.
_Deixe a Granger falar, Potter. — atalhei.
_Fiquem quietos vocês dois. Não podem ficar um minuto na mesma presença sem quererem matar um ao outro?
_Ah, realmente quando vejo o Potter as vezes tenho vontade de levar esse individuo dessa para melhor. — falei perigosamente com sangue transbordando de meus olhos.
_Eu nem penso em fazê-lo. — disse o Potter rindo sarcasticamente. — Se Voldemort não te matou na época em que você estava aliado a ele, significa que sua alma deve estar muito bem protegida. Bem capaz de eu mandar um Avada Kedavra em você e o feitiço apenas passar por baixo dessa sua orelha. Ou até um sectusempra , aliás imagino que nem conseguiria acerta-lo, o máximo que eu teria de resultado é o mesmo caso que o do Jorge. Mas tudo bem, com ou sem orelha você já é um grande burro do mesmo jeito.
_Repita isso. — grunhi sacando minha varinha.
_Que houve? Não conseguiu entender nada do que eu disse? Como eu disse: um grande burro. — disse o Potter gargalhando e sacando sua varinha.
_Acho que terei uma leve recaída. Seria um prazer atacar você Potter já que finalmente tenho oportunidade para fazê-lo.
_Vai em frente. Cogumelos venenosos nunca mudam sua natureza. Tenha dó da Mione que não enxerga isso. Eu vejo o que pretendes fazer. Você é o vento e Hermione é uma árvore e você está próxima a enverga-la.
_Como se atreve...
Potter e eu estávamos prestes a lançar um feitiço contra o outro , mas a Granger, lançou um feitiço-escudo entre nós dois e irritada falou:
_Será que vocês não podem parar um minuto de brigar?
Nós dois por um breve momento atônitos , olhamos na direção de nossa interlocutora.
_O Harry veio aqui , pois , eu pedi a ele. Na verdade IMPLOREI a ele, para que desse uma ajudinha nos treinos de quadribol.
Fitei a Granger demoradamente e em seguida olhei para o Potter.
_E você aceitou?
_Depois de tanto ela insistir. Eu aceitei. Mas ela vendo que eu hesitei após aceitar o pedido, meio que ela acabou me puxando até aqui.
_Mas você aceitou.
_Digamos que sim.
_Viram? — disse a Granger. — Harry já foi capitão em Hogwarts e digamos que ele sabe treinar jogadores. E já que, você precisa de uma ajudinha extra, achei uma boa idéia pedir ao Harry para que o ajudasse.
O feitiço-escudo foi desfeito e agora eu encarava o Potter. Por um breve momento, nossos olhares se tornaram mais desconfiados do que raivosos ou perigosos.
_Vai me ajudar?
_Sim. Des de que você aceite dar uma trégua.
Encaminhei-me na direção do Potter e apertei-lhe a mão. Com as mãos ainda unidas eu lhe segredei:
_Está bem. Daremos uma trégua. E minhas ameaças, não as farei. A não ser que você me derrube da vassoura ou algo assim.
_Minhas madeixas agradecem. — disse o Potter ironicamente.
Nos separamos , em seguida a Granger saiu correndo na minha direção e envolveu seus braços em meu pescoço dando-me uma série de beijos na buchecha.
_Ah, que bom! Estou feliz por vocês dois! Quem sabe vocês não decidam dar uma trégua permanente?
_Granger, eu aceitei a ajuda do Potter. E aceitei uma trégua.Só não me peça milagres. — disse-lhe revirando os olhos.
_Não está mais aqui quem falou. — disse a Granger afastando-se de mim e saltitando até a cozinha deixando eu e o Potter sozinhos.
_Então, está bem. — disse ele indo prontamente até a saída da barraca.
Segurei-lhe o ombro antes que o Potter o fizesse. Eu não acreditava em minha própria atitude mas conclui que algo dentro de mim estava achando que esse era o certo a fazer. Tantos anos briguei e impliquei com o Potter, quem sabe uma trégua não fosse algo tão ruim assim? E lá no fundo, bem no fundo. Eu sabia que era uma das culpas que tanto me consumia.
_Acho que a Granger ficaria muito feliz se você nos fizesse companhia no café-da-manhã. Acho que terei de suportá-lo mais um pouco.
_Bom, a Gina está cumprindo algumas tarefas aqui no acampamento. Ela não voltará até o horário do almoço... — disse o Potter com um olhar altivo mas sua voz um tanto que hesitante. — E se você diz que a Mione ficaria feliz... acho que ficarei para o café-da-manhã. Gosto de alegrar a Mione de todas as formas e maneiras.
_Também gosto de obter meios para alegra-la. Ainda mais quando eu sou o responsável. — disse-lhe de um modo que soou meio infantil. Parecia que disputávamos a Granger.
Entramos na cozinha e lá estava a Granger fazendo um caldo de caramelo para colocarmos nos waffles que eu havia feito. A garota, ao saber que o Potter faria companhia no nosso café-da-manhã correu em minha direção e deu-me mais uma série de beijos que quase me sufocavam.
_Granger, calma! — pedi-lhe rindo meio que contra a minha vontade. E eu era capaz de ouvir as sonoras risadas do Potter que estava em pé ao lado da pia.
_Parece que tem um garotinho amadurecendo aqui. — disse ela afagando minhas buchechas e dando-me um calmo beijo na testa. Em seguida, a Granger pediu para o Potter parar de rir e dando-lhe um golpe com a toalha de prato disse-lhe para sentar-se na mesa e aguardar o caldo que já estava quase pronto.
Não consegui deixar de sorrir. O ambiente que se seguia estava muito harmonioso. Por mais que tivesse ali a presença do Potter, parecia que o fato de tentarmos conviver sem ao mesmo com a tentativa de matarmos um ao outro, era um grande progresso para uma boa convivência de muitas outras que viriam a seguir.
Eu me sentia em paz. E confiante para os dias que viriam a seguir.
Notas finais
UEHEUEHUEHEUE.' (8
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