P.O.V Draco Malfoy

Eu estava dormindo quando eu acabo acordando devido a entrada de alguém em meu quarto, abro os olhos o mínimo possível mas o suficiente para ver quem esta presente e era a Granger,achei que ela iria rir de minha situação, ou apenas implicar comigo, ou simplesmente cuidar de mim mesmo que de má vontade, mas fiquei totalmente aturdido mentalmente devido a sensação de um lábio que pousava sobre os meus que eu sabia ser o da Granger. Por um momento hesitei, mas , algo dentro de mim disse para retribuir aquele beijo dado e sem pensar eu retribui o beijo . Usei meus lábios e os deslizei sobre sobre os da garota que pareceu claramente assustada com o ato inesperado. Com dificuldade, levantei meu braço e pousei minha mão sobre sua nuca e a puxei para mais perto de mim transformando o simples beijo terno em um amasso nada exagerado.

Não entendia o motivo de eu estar fazendo aquilo, não entendia como eu poderia beijar alguém que na verdade eu odiava. Aliás, sinto que os acontecimentos dos dias anteriores, por mais que eu não quisesse admitir, mudaram um pouco minha maneira de pensar com relação a Granger.

Por mais tirano que eu tivesse sido todos esses anos com ela, esta fez minhas refeições. Por mais que eu lhe desse respostas totalmente desagradáveis , no qual, qualquer um iria ficar com raiva de mim , esta dava-lhe da mesma moeda e em seguida fazendo com que ficássemos quites. Haviam momentos que mesmo que cautelosos com relação um ao outro sentíamos que algo dava certo com relação a nossa convivência.

Mas de uma coisa eu sabia. A Granger havia ajudado o Potter a salvar o mundo do Lord das Trevas e eu estava do lado dele enquanto a garota se arriscava para salvar a todos. Sentia-me sujo e indigno de pousar aqueles meus lábios nos da garota.

Pausei um pouco o beijo e a olhei nos olhos enquanto eu arfava junto com a Granger. Ficamos olhando um ao outro nos olhos querendo obter respostas daquilo que acabara de acontecer. Mas nossos corpos, jovens e saudáveis como qualquer outro pediam para se aproximarem cada vez mais. Afastei os cabelos da garota de seu pescoço e apenas encostei meus lábios no local enquanto eu arfava. O corpo da garota deu uma pequena estremeção e não consegui segurar um largo sorriso ao saber que eu causara aquele efeito na Granger. Afastei meus lábios de seus pescoços e comecei a encarar a garota que tinha seu rosto ruborizado e os olhos fixos nos meus, aqueles olhos castanhos que pareciam me hipnotizar. Eles brilhavam tanto que eu conseguia ver o reflexo do meu rosto ali e por um momento vi minha imagem se distorcer tranformando-se em um Draco muito diferente, meus olhos estavam vermelhos e uma densa neblina negra pairava a minha volta e isso fez com que eu me afastasse imediatamente da garota como se olhar em seus olhos tivesse causado um choque em meu corpo impedindo-me de continuar a encara-la.

Naquele momento eu sentia a culpa pesar em meu coração. Eu não devia ter retribuido o beijo que me fora concedido. Minhas mãos estavam sujas de sangue e em meus olhos pairava as lembranças das Trevas que me foram deixadas. por mais que não houvessem mais.

E não conseguia acreditar que aquele beijo podia ter me passado uma sensação tão diferente. Uma sensação indecifrável e que eu era incapaz de decifrar.

O que estava havendo comigo? Dúvidas com relação a alguém nunca foram de meu fetio.

A Granger permaneceu impassível e um breve momento percebi que ela parecia ter as mesmas dúvidas que as minhas:

Como isso aconteceu?

E depois esta se retirou do meu quarto.

P.O.V Hermione Granger

Sai do quarto de Malfoy totalmente pasma com o que acontecera. Eu me arrependi do que eu havia feito , sabendo que, eu não seria nada bom se algo parecido com que acontecera se repetisse. O loiro parecia traumatizado com o que acontecera no passado e eu a Granger que ajudara a achar as Horcruxes por um breve momento estava me envolvendo com ele.

Tive medo caso o garoto correspondesse ao beijo mais do que eu esperava. Na época da guerra sinto que lutei tanto contra a morte que em meus sonhos era o que eu mais via. Eu também por um lado estava traumatizada e isso poderia ser muito ruim para o Malfoy. Lembro-me da época em que eu achava que os sonhos de Harry eram perigosos e que ele deveria fechar a mente e por um momento isso foi o que nos ajudou na busca das Horcruxes. Provavelmente se ele tivesse me dado atenção hoje todos os bruxos estariam condenados devido Voldemort.

Depois de Harry ter salvo Malfoy da Sala Precisa em seguida prosseguimos com a busca. Se eu tivesse tentado ajudar Malfoy naquela hora, consolando-o ou convencendo-o a nos ajudar a procurar as Horcruxes talvez o trauma do rapaz não fosse tão grande, já que , talvez ele sentisse que por mais que tenha sido Comensal, havia salvo a comunidade bruxa do Lord das Trevas. Tive um ano inteiro em Hogwarts para ajudar o rapaz que estava visivilmente pertubado e não o fiz. Minha raiva falou mais alto, fazendo com que, eu o ignorasse e fingisse que ele é apenas um simples aluno não importante.

Sentei-me no sofá da sala e olhei para trás e percebi que o rapaz não saira dos aposentos ( mesmo que ele não possa sair da barraca ele pode andar dentro dela.) e pensei que talvez ele tivesse com raiva, ou arrependido, ou decepcionado com o modo com que eu sai de seus aposentos depois do que acontecera.

Enterrei minhas mãos no rosto e fiquei ali por um bom tempo tentando por em ordem meus pensamentos confusos.

_Hermion-ni-ni? — perguntou alguém que acabara de entrar na barraca. — Estan tudo pem?

Olhei em direção a inconfundível voz e na entrada da barraca lá estava o Vítor, este estava com uma roupa que cobria todo seu corpo como de costume e eu por um breve momento, mesmo não sendo um momento próprio para isso, perguntei-me mentalmente como é que o rapaz não sentia calor com aquelas vestes tão pesadas e usadas para o inverno?

_Sim, está tudo ótimo. — menti com uma voz pouco convincente. — e você como está? — perguntei tentando abrir um largo sorriso para tentar esconder um pouco meu rosto de quem estava preocupado.

_Pom... estou com prroblemas sentimentais. — e depois o rapaz ergueu as sombrancelhas sobre o olhar divertido que eu lhe lancei. — Eu... pom... gosto muito da E-Eva... mas não consigo falar para ela o que sinto e crreio serr meio idiota em falar isso para alguém que nem sequerr conheço muito pem.