A Culpa Nunca Morre - Dramione
22 Capítulo 22
Notas iniciais
Então me perdoam pela demora?
*le flechadas de leitores.
A-Acho que sim...
P.O.V Hermione Granger
Não conseguia entender, parecia que estavámos começando a levantar a bandeira branca um para o outro, a nós entendermos, a deixarmos de lado nossas diferenças, e aí do nada acontece isso...
Corri até a barraca do Harry e já que não havia ninguém , fui ao quarto dele e mechi em suas malas em busca de algo que eu precisava naquele momento...
A capa de invisiblidade.
"Desculpe, Harry." — pensei enquanto eu a vestia e preparava-me para sair da barraca, e ao faze-lo, consegui sair das barreiras do acampamento adentrando na floresta e correndo sem olhar para trás...
Fui obrigada a cessar a minha corrida, já que a minha frente, havia um penhasco. Aproximei-me da borda do penhasco fazendo pequenas pedras cairem, meus olhos se detiveram no céu que mesmo um pouco azul possuia umas nuvens com uns tons acizentados.
_MALFOY SEU IDIOOOOOOOOOOOTA! — gritei bem alto deixando minha voz ecoar por todo aquele lugar. Eu estava muito nervosa, queria deixar aquele sentimento de raiva e decepção sair do meu corpo.
Fechei os olhos deixando o vento bater em meu rosto, ergui os braços como se eu quisesse voar. Foi um erro, pois por um breve momento perdi o equílibrio fazendo com que eu quase caisse daquele penhasco. Afastei-me da beirada para não correr o risco de cair de vez e adentrei a floresta, agora mais calma e recuperada. Tirei a capa da Invisibilidade que me cobria e levei-a no braço. Só precisei coloca-la novamente quando tive de entrar novamente na barreira do acampamento, mas dessa vez, fui em direção a minha barraca prometendo que eu devolveria a capa da invisibilidade do Harry com as mais sinceras explicações.
Draco não estava na barraca para meu mais profundo alívio. Entrei em meu quarto , coloquei a capa da invisibilidade em cima do ármario de roupas de uma forma que ninguém possa vê-lo. Troquei de roupa, ficando apenas com uma regata vermelha e peça íntima embaixo e deitei-me na cama encarando o teto sem ter idéia do que fazer. Uma sensação que eu adorava, era a de deitar em uma cama que está um pouco geladinha, um prazer estranho mas talvez não único.
Para distrair a cabeça decidi pular para fora da cama, peguei um pergaminho e uma pena e comecei a escrever um texto sobre a minha carreira desejada. Fiquei de perna-de-índio no chão encostada na cama sentindo-me bem melhor.
Não percebi o tempo passar, quando vi pela janela o céu havia escurecido e comecei a pensar se não seria melhor eu começar a preparar o jantar. Por mais que eu estivesse zangada com Malfoy, não era justo deixá-lo sem comer.
Do nada , a porta se abriu fazendo com que eu me assustasse a ponto de derrubar o tinteiro e o pincel que estava antes, seguro em minhas mãos.
_Granger ! — disse Draco arfando. — Eu te procurei quase o dia inteiro e você estava aí!
_Estou aqui faz tempo. — falei friamente olhando a tinta que se espalhava por todo piso.
_Logo depois de você ter fugido daquela forma, te procurei aqui na barraca e você não estava.
_Eu vim logo depois.
Desviei o meu olhar, incapaz de encarar aqueles olhos hipnotizantes do Draco e sem querer deixei cair uma lágrima. O garoto, ao ver isso sentou-se de frente para mim e sem tirar os seus olhos perguntou:
_O que houve com você?
Não respondi. Apenas dei uma fungada e sequei as lágrimas com o meu próprio punho.
_Você me odeia ? — perguntei.
Draco mordeu o lábio.
_ Não entendi qual o motivo dessa pergunta repentina.
Respirei fundo e contei-lhe o que eu havia visto em sua mente...
_Ah ! — exclamou o garoto compreendendo tudo. — Mas, quem disse que só porque estava na minha mente que era verdade? Eu a odiava, demais ! Mas, não quer dizer que eu ainda a odeie...
_E se você ainda odiar? E se você estiver enganando a si próprio? Se você realmente me odeia, nunca mais tente me seduzir da maneira que você me seduziu... nunca mais me beije... do jeito que você me beijou...
Olhei para o garoto com mais lágrimas caindo de meus olhos e percebi que a expressão de Draco era de compreensão , mas ao mesmo tempo , de tristeza. Pensei em algo para dizer-lhe, mas o garoto impediu-me de faze-lo... pois este me beijou ternamente. Tentei impedi-lo mas o garoto segurou meus punhos e seu beijo intensificou , e logo fui incapaz de rejeitar aquele beijo , fazendo com que eu mesma, o retribuísse.
Segurei-lhe a nuca , e por um breve momento , mais lágrimas cairam de meus olhos fazendo o rapaz parar de me beijar e para minha surpresa, o rapaz segurou meu rosto levantando-o , e capturou as minhas lágrimas com a ponta de sua língua .
_Eu não te odeio... e isso é uma grande verdade, Hermione. — disse Draco sorrindo para mim. — Eu te amo. — e depois me abraçou. — Te amo demais Hermione Granger.
Aquele momento foi algo muito marcante para mim. Senti que o rapaz estava dizendo a verdade. Havia sinceridade em sua voz. Seu abraço tão terno, tão aconchegante, que fazia eu querer tê-lo ainda mais perto de mim. Todos meus medos e receios se dessiparam... Draco me via como gente, não como uma sangue-ruim ou como uma ralé. Ele recolhera minhas lágrimas, mostrara-se mudado... isso eu não podia negar.
Dormimos juntos naquela noite. Mesmo sem jantarmos... estar ao lado dele, me deixou muito satisfeita... e feliz como jamais estive.
Notas finais
Beijinhos :* até o proximo cap amores
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