A Culpa É De Uma Estrela
4 Tanta Coisa...
Notas iniciais
*Secret Heart - Feist
“Secret heart
What are you made of?
What are you so afraid of?
Could it be…?
Three simple words!
Or the fear of being overheard
What's wrong?
Let her in on your secret heart…”
– Estou atrapalhando alguma coisa? – Judy disse, interrompendo o melhor abraço do mundo para Quinn. As duas se soltaram. Rachel sorriu para a mulher.
– Oi Judy, boa noite! – Disse carinhosa.
– Boa noite Rachel! Tudo bem com você?
– Tudo ótimo, vim aqui cuidar da Quinn um pouquinho!
As duas Fabrays sorriram.
– Você é muito bem vinda aqui Rachel! A Quinn adora você...
– Ah, é mesmo? – Rachel se virou para a loira usando um tom de voz duvidoso e brincalhão.
– Minha mãe está tentando te deixar mais convencida... Como se fosse possível! – Respondeu como se Judy não estivesse presente.
– É, convencida... Mas você me adora! – Sorriu abertamente, fazendo as outras duas sorrirem também. Judy percebeu a forma como sua filha olhava para Rachel.
– Vamos subir?
– Vamos! Licença Judy!
– Divirtam-se meninas... Fique a vontade Rachel!
– Obrigada!
– Obrigada mãe! – Quinn deu por encerrada aquela conversa e segurando a mão de Rachel, lhe puxou até o andar de cima.
– Eu sei que não te mostrei a casa inteira, desculpa! Mas eu queria que você conhecesse meu quarto primeiro!
– Tudo bem Quinn, eu estou curiosa pra conhecer seu quarto mesmo! – Sorriu. – Mas pelo pouco que já vi lá em baixo, posso dizer que sua casa é realmente adorável. Grita feminilidade.
– É... Brigada! – Deu uma pausa e ficou olhando para Rachel. Perdeu-se nela, como acontecia toda vez em que se olhavam. – Bem, seja bem vinda!
Abriu a porta do quarto, deixando que a morena entrasse. Para Rachel, aquilo era uma verdadeira demonstração de confiança. Ela sabia o quanto Quinn era reservada. Para ela havia um significado enorme por trás daquele gesto. Quinn a deixando entrar em seu quarto, em sua vida. Abrindo todas as suas portas para Rachel. Mas o que a morena não sabia, era que Quinn queria que ela entrasse em sua vida e queria entrar na dela também. Queria saber tudo o que ainda não sabia sobre Rachel. Queria fazer parte de tudo que era importante para ela, fazê-la feliz!
A loira mordia o lábio enquanto observava Rachel entrando em seu quarto. Observava a morena olhando ao redor e sorrindo. Queria saber o que ela estava pensando. Rachel, por sua vez, estava encantada com a doçura que exalava dali. “Então esse é o mundo de Quinn Fabray!”, pensou. E era como se fosse mesmo. O quarto é um refúgio, um lugar onde podemos nos esconder dos outros, mas não de nós mesmos. E existe uma familiaridade muito grande nisso. Rachel pensava assim. Quinn também.
Rachel, mais do que ver, procurou sentir aquele lugar. Quinn estava em cada canto dali. Na cama de casal com edredom rosa de flores, nos travesseiros e almofadas em cima dela, no papel de parede lilás que ficava atrás. No criado mudo com uma luminária, um vasinho de flores e dois livros empilhados. Na mesa de estudos, onde havia um MacBook, porta canetas, outra luminária, livros e alguns papéis. Na prateleira de madeira grudada na parede, com mais livros e objetos de decoração, como outro vaso, um bichinho de pelúcia, duas xícaras de porcelana e um porta-retratos. Num canto do quarto havia uma poltrona com uma almofada e um ursinho. Rachel imaginou Quinn sentada ali, lendo algum dos inúmeros livros daquele quarto. De frente para a cama e do lado de uma janela com banco estofado e mais almofadas, havia uma penteadeira com um banquinho. Tinha o tamanho ideal. Não ocupava muito espaço, mas era notável. Havia um vaso de flores em cima, uma caixinha e três perfumes. Duas fotos grudadas no espelho, uma delas do Glee Club. Rachel sorriu. Era fácil imaginar Quinn em qualquer lugar ali. Seu quarto era aconchegante. Clássico e girlie ao mesmo tempo. A morena adorou.
– E então? – Quinn perguntou.
– Seu quarto é a sua cara! E é lindo... Mais do que eu imaginei!
– Então quer dizer que você imaginou?
– Sempre, pra ser sincera!
– Eu também te imaginei aqui... – Rachel não poderia saber de todas as formas como Quinn havia lhe imaginado ali. A loira corou ao lembrar-se de tais pensamentos. Rachel sorriu de forma tímida. Embora não soubesse do que a outra estava falando, era ainda surreal ter Quinn tratando-a daquela maneira. – Ali é o closet. – Falou apontando para uma porta que ficava no canto, na menor parede do quarto. Querendo mudar de assunto mais do que qualquer coisa.
– Legal! – Rachel disse ainda se recuperando do momento anterior.
– Me dá sua bolsa, pode deixar aqui. – Quinn pegou a bolsa da mão da outra e colocou na cadeira da mesa de estudos.
Rachel sorriu enquanto a loira voltava a olhar para ela. Nenhuma das duas sabia exatamente como agir. Era meio constrangedor. Estavam cientes de todas as coisas pelas quais haviam passado juntas antes de chegarem até aquele momento.
– Senta aqui comigo. – Quinn falou, sentando-se na cama. Rachel se dirigiu até ela e se sentou, ficando de frente para Quinn. Olhavam-se com intensidade. Quinn sentia seu coração disparar e um frio no estômago, desde o momento em que Rachel entrara em sua casa. Não, desde o momento que ela vira a morena em sua porta. Deus, desde que Rachel dissera que estava chegando. Só de pensar na morena seu corpo reagia involuntariamente. – O que você quer fazer?
– O que você quiser!
Eu quero te beijar! Te abraçar a noite inteira. Te beijar de novo. E de novo e de novo.
– Podemos assistir a um filme, conversar, pedir alguma coisa mais tarde... Ainda é cedo.
– Conversar!
– É claro que Rachel Berry diria isso... – Ambas riram. Rachel fez uma carinha de ofendida, brincando.
Meu Deus, ela é linda! Linda, linda, linda, linda!
– Eu não to acostumada com isso, pra ser sincera... – Sorriu, novamente ficando sem graça.
– Com isso o que?
– Com você me tratando assim. Desde o hospital... Mesmo antes, você tem sido tão carinhosa comigo, tão doce! Mas acho que naquele dia, quando você acordou... Foi tudo tão íntimo, tão próximo, eu não sei explicar...
Ok! Ataque cardíaco em 1, 2, 3...
– Eu... Eu acho que acordei em todos os sentidos da palavra! Eu quero estar perto de você! Quero aquela amizade que você sempre me ofereceu...
Amizade! SEI!
Não me provoque!
Mentindo com a cara mais lavada...
Não posso contar a verdade toda agora!
Uhuuum!
Meu Deus, minha consciência é a Santana!
– Isso é tão surreal! – Rachel abriu aquele seu enorme sorriso brilhante. Quinn não poderia não sorrir de volta.
– Não Rach! É real...
Olharam-se intensamente.
– Tem tanta coisa que eu quero te dizer... Tanta coisa que eu quero saber sobre você também!
– Tipo o que? – Rachel estava curiosa.
– Eu... Não sei como dizer!
– Tenta! – Insistiu. Típico!
Ela está pedindo... São só três palavrinhas Quinn!
– Eu não sei!
Palavras erradas!
Não me enche!
Errado de novo!
Eu não posso...
Mais uma vez errado! Medrosa...
– Bom, quando você souber, me avisa! Até lá... Sobre o que vamos falar?
Ela sorriu agradecida por Rachel conduzir tão bem a situação. Por dentro, suspirou triste. Sabendo que seria mais difícil do que imaginava...
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Notas finais
Leitores fantasmas, comentem também! A opinião de vocês é fundamental!
Xoxo
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