Notas iniciais
Boaa noite! Ou bom dia? Hehehe! Anyway... Enjoy! (:

*Learning to Breathe - Switchfoot

“This is a way that I say I need you
This is a way that I say I love you
This is a way that I say I'm yours...”



Era quarta-feira e desde o momento em que pisou no McKinley, Quinn teve a sensação de que seria um dia terrível. Ela ficava com uma raiva tremenda cada vez que via Rachel com Finn. E tinha visto os dois bem na hora em que chegava na escola. Mal sabia que ambos estavam, mais uma vez, atuando. E novamente, pelo mesmo motivo: ela. Acontece que o Glee Club tinha planejado uma festa surpresa para comemorar sua volta. Eles levariam alguns lanches e um bolo para a amiga. Rachel então sugeriu que eles esperassem para contar. A reunião aconteceria na quinta, no horário do Clube do Coral. Sexta eles podiam reunir os amigos e contar o que estava acontecendo. Finn concordou, é claro.

A loira disfarçava perto dos amigos, mas era difícil fingir o tempo inteiro. Estava completamente incomodada com toda a situação. Todos eles almoçaram juntos e isso só piorou os conflitos internos da loira. Finn envolvia Rachel com um dos braços e em determinados momentos sussurrava alguma coisa no ouvido da morena. Quinn olhava para os dois e sentia seu coração doer. Aquilo tudo era muito humilhante, principalmente depois de tudo que elas tinham feito. Santana percebeu a agonia da amiga e segurou em uma de suas mãos por debaixo da mesa, demonstrando seu apoio. Quinn sorriu levemente para a amiga e logo depois seu olhar encontrou o de Rachel. A morena lhe encarava e sua expressão era quase que um pedido de desculpas. Seus olhos castanhos e intensos estavam tristes e Quinn, por mais raiva que sentisse, só consegui pensar no quanto a amava. Pegou o celular e escreveu uma mensagem.

Eu vou sair daqui. Espera um pouco e me encontra no banheiro do segundo andar, perto do laboratório! Ok?

Ela percebeu a morena pegar seu celular discretamente e digitar alguma coisa. A resposta chegou:

Ok!

– Pessoal, eu esqueci que preciso encontrar a treinadora Sylvester. Ela disse que queria me ver no intervalo. – A loira sorriu de forma amável. – Nos vemos depois!

Os amigos concordaram e se levantou da mesa, indo em direção à porta do refeitório.


~~*****~~


Poucas garotas usavam aquele banheiro porque era longe da maioria das salas. Quinn usava isso a seu favor sempre que precisava resolver algum assunto. Dessa vez o assunto envolvia Rachel. A loira retocava a maquiagem quando escutou a porta sendo aberta.

Pelo espelho viu que era a morena entrando, mas abaixou o olhar. Começou a guardar algumas coisas na bolsa, subitamente interessada demais naquilo.

– Oi! – Rachel falou quase num sussurro.

Quinn então se virou e encarou a morena. Sua expressão era tão triste que suas sobrancelhas quase formavam uma só. Ela cruzou os braços e encarou Quinn e a loira percebeu que seus olhos lacrimejavam. Aquela cena lhe fez lembrar a Rachel do segundo ano que saiu magoada do auditório depois de ouvir as piores coisas que qualquer pessoa poderia lhe dizer. Mas fora Quinn quem dissera. Deixou que os olhos verdes se fechassem e suspirou, antes de dizer:

– Você faz alguma ideia do quanto dói ver você com ele, principalmente depois dos últimos dias?

– Eu... – Tentou começar.

– Você leu minhas cartas?

– Ainda não. – Quinn balançou a cabeça e crispou os lábios, numa expressão frustrada. – Eu não consegui... Eu quero ler, muito! Mas eu estou muito confusa e tem muita coisa passando pela minha cabeça. – Ela argumentava quase que desesperada, como se devesse alguma coisa a Quinn. A loira desviou seu olhar. – Me desculpa!

– Pelo que dessa vez? – Perguntou quase rispidamente.

– Por não ter lido as cartas, eu não sei...

– Você não sabe porque não me deve nada Rachel. E eu não devo nada a você também. – Virou as costas para a morena e segurou na pia com as duas mãos, se inclinando na direção do espelho com a cabeça baixa. Ela sufocava o choro porque não queria que Rachel visse suas lágrimas ou sentisse pena dela.

– Eu sonhei com você ontem. – Comentou de forma triste ainda. Deu um passo na direção da loira, esperando resposta. Não houve nenhuma. – Estávamos em Nova York, eu e você, numa festa. – A loira consertou sua postura e se virou para a morena novamente. Aquilo fez seu coração se aquecer. – Estávamos nesse apartamento luxuoso e havia uma sacada. Nós dançávamos, mesmo sem música. – Abriu um sorriso leve, mas ao mesmo tempo, lágrimas começaram a cair de seus olhos. Quinn franziu as sobrancelhas numa expressão inconsolável. – Você me beijava várias vezes e eu retribuía. Você estava linda, muito linda. E tudo era tão... Vívido! Real. Eu estava feliz, muito feliz. Feliz do tipo “meu coração está em paz com tudo e eu sou a garota mais sortuda desse mundo”! – Quinn já começara a chorar no momento em que Rachel falou que estava feliz. Começou a chorar porque caramba, era tudo o que ela queria. Fazer Rachel feliz. E o simples fato da morena ter sonhado com aquilo lhe dava esperança. – Sabe, talvez eu não devesse te contar nada disso, mas quando eu acordei, eu levei um baque. Eu não acreditava que tudo não tinha passado de um sonho. E então eu... – Enxugava algumas lágrimas, mas continuavam caindo. Sua voz falhava um pouco, mas ela não parava de olhar para a loira. – Eu chorei. Muito. Chorei muito por sua causa. Por causa de tudo. E aqui na sua frente eu tenho vontade de chorar de novo! – Ela soltou um riso leve, mas sem humor. Quase como se estivesse gozando de si mesma. – Eu quero dizer a coisa certa, mas não tenho palavras e é tão, tão difícil te explicar uma coisa que eu não entendo. Como você faz isso? Como você olha nos olhos da pessoa que da noite pro dia, literalmente, começou a te fazer sentir coisas que você não consegue entender? – Quinn estremeceu ao ouvir aquilo. Ela não conseguia para de olhar para Rachel, não conseguia parar de chorar e não conseguia frear seu coração. – Eu não consigo, me desculpa! – Colocou a mão no peito. “tão dramática!”, Quinn pensou. – Não consigo explicar nem pra mim mesma o que é todo esse furacão de sentimentos que você tem provocado em mim e-

Suas palavras foram cortadas pela boca faminta da loira na sua. Rachel mal teve tempo de perceber Quinn diminuindo rapidamente a distância entre elas e segurando em seu rosto com as duas mãos. Era incrível como a loira conseguia parecer desesperada e sutil ao mesmo tempo. Isso era tão ela. Rachel era sempre intensa, mas Quinn não conseguia se decidir entre uma coisa ou outra e simplesmente optava pelas duas. Ela sempre parecia desesperada por dentro, perdida em alguma guerra interna, morrendo de medo de se machucar. Por fora, era sutil. Fazia tudo de forma delicada e calculada. Sem demonstrar sentimentos ou fraquezas. Até o momento em que seus dois “lados” se misturavam e ela, sem conseguir conter o que prendia dentro de si, explodia como uma bomba, machucando a si mesma e a todos em volta. Mesmo agora, que tinha abandonado aquela falsa personalidade de líder de torcida fria, ruim e autossuficiente, ela continuava presa em sua tênue linha entre o desespero e a calmaria. Sempre optando pelos dois. Sempre sufocando alguma coisa. Para no segundo seguinte, soltar com todas as suas forças, todas as suas fraquezas. Isso fazia dela tão intensa quanto a morena, ou mais. A diferença entre as duas é que Quinn tentava ser mais racional, ponderava mais. Rachel agia. Rachel era movida por impulsividade e paixão. Por uma pressa de viver que lhe dava coragem pra agir, embora também pensasse muito a respeito de tudo. Elas eram tão diferentes e parecidas ao mesmo tempo...

Suas línguas encontravam-se numa dança sensual enquanto os lábios se encaixavam perfeitamente um no outro, como se tivessem sido feitos para se unir. Rachel segurava na cintura da loira suavemente, enquanto sentia dois polegares brincarem com suas bochechas e em seguida com seu pescoço, para voltarem às bochechas novamente. Até que a loira decidiu usar uma das mãos para segurar em sua nuca e com as costas da outra, acariciava sua face, diminuindo o ritmo do beijo. Tornara-se lento e apaixonado. Rachel foi interrompendo, simplesmente pela necessidade de respirar. Dois selinhos e um terceiro mais longo e encostou sua testa na de Quinn, respirando de forma trêmula.

– Por que você faz isso comigo?

– Isso o que? – Quinn perguntou com a voz rouca.

– Isso! – Pegou a mão da loira e levou até seu coração, que batia violentamente.

Quinn estremeceu na mesma hora. Ela respirou fundo antes de dizer:

– Isso é o que você tem feito comigo durante esses anos todos. – Uniu seus lábios rapidamente, mas com força. – Me escolhe! – Pediu de olhos fechados enquanto a morena abria os seus, surpresa pelo pedido repentino e pelo tom desesperado da loira. – Eu preciso de você Rachel! – Afastou suas testas, ainda segurando o rosto da morena com as duas mãos. Olhou dentro de seus olhos antes de continuar. – Eu te amo! Eu sou sua... Seja minha também!


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Notas finais
Adoraria saber o que vocês acharam! É linsonjeiro quando as pessoas dizem o que pensam sobre o que você compartilhou com elas... *-*

Xoxo