Notas iniciais
Oii gente!! Olha eu aqui de novo... Hehehe! Falei que ia voltar pra ficar... *-* Espero que gostem do capítulo e por favor, deem uma chance para a música, ok? Mesmo que não faça o tipo de vocês (não faz o meu! Hahahaha), ela é linda!

Memory - Barbra Streisand

“Memory

All alone in the moonlight

I can dream of the old days

Life was beautiful then

I remember the time

I knew what happiness was

Let the memory live again...”



Quando a morena chegou em sua casa, a sensação de vazio era insuportável. Alguma coisa estava faltando dentro de si. Subiu até o quarto e se deitou em sua cama. Sentia uma dor no corpo, como se tivesse apanhado ou como se um caminhão tivesse passado por cima dela. Suspirou pesadamente e fechou os olhos, o que foi uma péssima ideia. Imagens do final de semana corriam por sua mente. Imagens de seus momentos com Quinn, dos sorrisos e olhares trocados. A loira gargalhando, de forma tão espontânea e livre. Fazendo brincadeiras e erguendo aquela sobrancelha de forma provocante e desafiadora. Rachel abriu os olhos novamente e ao virar a cabeça para o lado, se deparou com a foto que repousava em seu criado mudo. Finn. Uma foto dos dois abraçados. Era possível ver a felicidade estampada nos sorrisos e olhares de ambos. Rachel se perguntou em que momento exatamente tudo aquilo tinha mudado. Em que momento a certeza de que toda sua felicidade estava ao lado daquele rapaz havia se transformado em dúvida? Ele era seu primeiro amor e seu primeiro em tantas coisas... Rachel sentia isso antes. Sentia toda vez em que olhava para ele. Era como se ela se apaixonasse novamente. E então ele olhava em seus olhos e sorria de lado e a morena tinha certeza de que poderia passar o resto da sua vida ao lado dele, sem se cansar. Cada dia seria como se tudo estivesse apenas começando. Mas então um momento, uma fatalidade, uma piada do destino... Fizera com que todas as suas convicções escapassem por entre seus dedos. Fechou os olhos novamente, sem conseguir conter suas lágrimas. Poderia o amor ser mesmo tão frágil? Ou ela era a fraca ali? Talvez os dois. Ou talvez os relacionamentos sejam complicados demais. Imperfeitos demais. Vulneráveis. Tudo o que ela queria naquele momento era fazer a escolha certa... Mas escolher nunca pareceu tão difícil antes!



~~*****~~



Acordou e se assustou com o horário. Logo seus pais estariam chegando. Pegou o celular e viu que tinha duas novas mensagens. Ali estavam... Os dois causadores de suas mais recentes dúvidas. Leu primeiro a de Finn:


Oi Rach! Eu passei o dia inteiro me perguntando se deveria enviar essa mensagem. Não encontrei resposta. Engraçado como você, a única certeza que eu tinha até alguns dias atrás, tem me provocado tantas dúvidas... E tantos sentimentos. Mas isso você sempre fez. Eu olhei pra você um dia e soube que de alguma forma, nunca mais seria o mesmo. Nosso relacionamento evoluiu até o ponto em que eu não conseguia mais imaginar minha vida sem você. Ainda não consigo. São tempos difíceis esses... Eu sinto falta de ser o melhor que eu podia ser e de ser o melhor pra você! Sinto falta da gente... Eu tenho tanta coisa pra te falar... Chega mais cedo amanhã pra gente se encontrar? E me encontra no auditório às 6h! Pode ser?

Suspirou, mas não começou a pensar na mensagem. Precisava ler a outra primeiro, estava ansiosa e curiosa.

Hey! Eu sei que tem muita coisa passando pela sua cabeça agora e que a minha parcela de culpa é grande. Não quero que você sofra por isso, mas preciso te pedir novamente pra pensar em todas as coisas que eu te disse e no que vivemos durante esse final de semana. Talvez não seja inteligente ter esperanças, mas eu não tenho forças para lutar contra esse sentimento mais. Eu quero você e pretendo fazer de tudo para te conquistar...

E pensar que essa era a garota com quem ela brigara inúmeras vezes por causa de Finn. Bem, pelo menos era isso que pensava até o momento em que a loira fez suas revelações. Quinn sempre fora um mistério para Rachel, um “objeto” de admiração. A morena não sabia explicar de onde vinha o carinho que sentia por ela, mas sabia que era enorme. Via na cheerio alguma coisa que a encantava e que fazia com que ela quisesse estar perto. E em suas tentativas de se aproximar, Rachel sempre quis que Quinn sentisse o mesmo, que aceitasse sua amizade e que aquilo fizesse alguma diferença, algum bem na vida da loira. Na vida de ambas. Mal ela sabia que era correspondida. Que a vontade de estar perto era recíproca e que, além disso, havia algo muito maior por parte da garota que supostamente lhe odiava. Havia amor...

Por outro lado, ela tinha a sorte que toda garota gostaria de ter. Tinha ao seu lado um rapaz que lhe amava. Um namorado gentil, carinhoso, dedicado e romântico a sua própria maneira. Um rapaz de caráter que se tornaria um grande homem um dia. Ela tinha certeza disso. Mas acima de qualquer coisa, ele era seu primeiro amor. Ele era o garoto que tinha feito com que sua vida fosse mais fácil e mais alegre durante o colegial. O cara que lhe fazia sorrir, que tinha o melhor abraço do mundo e um beijo que fazia o tempo parar. Era difícil abrir mão de algo assim. Rachel construíra toda uma vida ao redor de Finn. Talvez tudo não passasse de um sonho adolescente. Mas era um sonho lindo. E quando se trata de Rachel Berry, qualquer sonho pode virar realidade.

Tentando ignorar as dúvidas, a confusão e as escolhas que mais cedo teria que fazer, levantou-se da cama e foi para a cozinha. Ligou o rádio que ficava ali. Às vezes, Rachel achava que todos os problemas do mundo se resolveriam escutando Barbra Streisand. Bem, pelo menos a cantora fazia com que eles desaparecessem por um tempo. Evitando pensar em qualquer coisa que não fosse aquela voz poderosa, começou a cozinhar. Ainda dava tempo de preparar um jantar antes de seus pais chegarem. Poderiam ter uma refeição em família tranquila. Em paz, sem preocupações ou problemas. Como nos velhos tempos de infância. Se havia uma coisa da qual Rachel sentia falta naquele momento era da sua infância. Tão simples, tão inocente... Tão fácil. A questão sobre crescer, a coisa que ninguém diz é que acontece rápido demais. Sem avisos, sem permissões. É inevitável. Crescer dói e não é tão bom quanto parece. Ser adulto é ter responsabilidades muito maiores do que você imaginava. É ter que dar conta de um monte de coisas ao mesmo tempo. É ter que encontrar dentro de você uma força que muitas vezes tem que ser inventada, de alguma forma. É ter que fazer escolhas... E saber que com tais escolhas, surgem renúncias. Rachel sabia de tudo isso... A garota com os sonhos maiores do que aquela cidadezinha de Ohio estava se tornando uma mulher. E ela sentia o peso disso em cada célula do seu corpo. Naquele momento, mais do que nunca. Mas ela também era uma atriz. Poderia interpretar qualquer papel. Sim, ela era boa nisso. Fingir, naquele momento, não parecia uma má ideia. Então fingir foi o que ela fez. Interpretou a garotinha de sete anos que chegava correndo na cozinha e agarrava a perna de Leroy, implorando para ajudar no jantar... Antes que Hiram chegasse, para surpreendê-lo. Enquanto pegava os ingredientes e os objetos necessários, se apegava a essas doces lembranças de um tempo que fazia mais falta do que nunca. É, não precisava se esforçar demais para ser aquela garotinha novamente. Bastava sonhar. Isso era algo que Rachel Berry sabia fazer... Independente de qualquer coisa ou de qualquer momento... Sonhar!


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Notas finais
Acho que foi um capítulo bem íntimo... Pra entender melhor os sentimentos de Rachel a confusão que se passa dentro dela! Espero que tenham entendido e o mais importante, gostado! Até o próximo pessoal! Prometo não demorar... (: