Notas iniciais
Oi pessoal! Tudo bem com vocês? Dias difíceis hein... :/
Espero que gostem desse capítulo e que escutem a música, ela é linda! Paciência, ok? Tudo será explicado na hora certa! Sobre a capa, deixarei durante algum tempo!

MahhLeal: Você é uma fofa! Muito obrigada por sua recomendação, significa o mundo para mim (:

* Take Your Time - Lori Carson

"Take your time and think about it
Take your time and think about it, baby
I've learned how to wait
I know how to wait..."



Estavam em uma festa. Em um lugar que Rachel não conhecia. Um apartamento luxuoso, impecavelmente mobiliado e decorado. A morena estava num canto da sacada, debruçada sobre as grades. De costas para a grande porta de vidro, escutava o barulho de música e de pessoas eufóricas do lado de dentro. Vozes que se misturavam em conversas simultâneas. Tomou um gole do champagne impossivelmente doce. Era como beber estrelas, ela pensou. Como dissera Pierre Pérignon, a quem se atribui a descoberta do champagne. Aquela frase era tão oportuna. “Estou bebendo estrelas!”. Rachel chacoalhou a cabeça com seu pensamento, dando um sorriso. Outro gole. Aquele era um bom momento. O barulho não lhe incomodava e observar as luzes de Nova York daquele lugar onde ela estava era um enorme privilégio. Dava para ver a cidade toda iluminada. Sorriu extremamente grata por tudo. Havia uma felicidade explodindo como fogos de artifício dentro dela. Uma alegria impossível de conter. Não era apenas euforia, era alegria. Pura e simplesmente. De uma forma leve e que lhe trazia paz. Tomada por tantos sentimentos e sensações, não percebeu quando o barulho foi se tornando mais distante. Sequer ouviu o clique da porta de vidro se fechando. Estava perdida em pensamentos, em sua própria realidade. Sequer escutou os passos que denunciavam a pessoa vindo em sua direção. Mas sentiu o toque. Era impossível não sentir. Foi rodeada pela cintura, enquanto alguém repousava a cabeça em seu ombro. Sentiu aquele cheiro inconfundível e sorriu imensamente. Pronto. Ali estava o motivo de sua felicidade incomensurável. Ela estava completa agora. Não, mais do que isso. Já se sentia completa antes, apenas com suas sensações e as estrelas borbulhando em seu copo. Agora era muito mais do que isso, era muito melhor. Ela estava transbordando. Sentiu quando os lábios percorreram delicadamente cada centímetro de seu pescoço e repousaram bem perto de seu ouvido direito. Ela estremeceu com aquele gesto.



– Tantas estrelas no céu, outras tantas nesse copo que você segura... E só tem uma que eu realmente quero contemplar e provar. – Sussurrou com a voz ainda mais rouca do que o normal, fazendo a morena se arrepiar.



Antes que pudesse responder qualquer coisa, duas mãos repousaram em sua cintura e seu corpo foi sendo girado delicadamente por elas. Quando seus olhares se encontraram, Rachel sorriu suavemente enquanto a outra mordeu o lábio inferior, abrindo um sorriso sexy. Ela era toda sexy. Sempre que se olhavam, parecia uma eternidade e ao mesmo tempo, não era suficiente.

– Eu amo o jeito como seus olhos mudam de cor... Sabia disso? – Perguntou enquanto repousava sua mão livre em um dos ombros da garota.

– Não... Me diz! – Pediu sorrindo apaixonada.

– Bem, eu sei que a cor deles é avelã, mas às vezes estão mais escuros e próximos de verde, às vezes estão quase amarelos. Isso de longe. Aí você chega perto de mim e o avelã se mistura com o verde numa combinação linda. Quer dizer, quando mais perto das suas pupilas, mais avelã. E em volta, mais verde. É lindo. Você é linda!

– Eu te amo! – Sorriu. – Eu amo tudo em você...

Aproximou-se da morena, repousando um selinho em seus lábios. Rachel colocou sua mão livre em volta da nuca da outra, puxando-a para mais perto e aprofundando o beijo. Suas línguas se misturavam numa familiaridade deliciosa, mas ao mesmo tempo, cada vez em que se beijavam era como se fosse a primeira. A loira passeava uma das mãos pelas costas de Rachel, usando suas unhas para arranhar a região levemente. A morena suspirava com o carinho e com a realização de que tinha Quinn Fabray em seus braços e aquilo era tão, tão magnífico! Interrompeu o beijo repentinamente, dando risada. A loira ergueu uma sobrancelha, numa expressão questionadora, desafiante e bem humorada ao mesmo tempo, questionando-se o que poderia ser tão engraçado.

– Me desculpa! – Sua voz tremeu por conta do riso. – É só que... – Um suspiro tentando se conter. – Eu estou altaaaa! – Finalizou cantarolando.

Quinn balançou a cabeça negativamente, sorrindo. Rachel era a coisa mais linda e fofa e sexy do mundo. Era tudo o que ela sempre quis. E não há melhor sensação no mundo do que ter em seus braços tudo o que você sempre quis. Sem tirar os olhos da morena e lhe presenteando com seu melhor sorriso, a loira pegou a taça de sua mão e levou aos lábios, bebendo o restante do líquido. Ao terminar, ela colocou a taça num canto do chão, perto da parede. Voltou a colocar seus braços ao redor de Rachel e novamente sorrindo, cantou baixinho:

– Look at the stars, look how they shine for you... And everything you do...

– Yeah, they were all yellow... – Rachel finalizou.

Beijaram-se novamente. Quinn segurou o pescoço da morena, acariciando a região com a delicadeza de sempre. Rachel repousou suas mãos em cima das mãos da loira, segurando-as ali. Entrelaçaram os dedos e continuaram se beijando até o ar faltar. Uniram suas testas, respirando fundo. Sorriam com a sensação gritante de pertencimento. Era bom se pertencer.

– Dança comigo. – Quinn sussurrou roucamente.

Rachel apenas balançou a cabeça em concordância. A loira colocou seus braços ao redor da cintura dela, enquanto a morena jogava os seus ao redor do pescoço da outra. Começaram a dançar em um ritmo em que nada tinha a ver com a música que vinha de dentro da casa, abafada pelas portas de vidro. Mas tudo bem, porque era um momento só delas. Não precisavam de música alguma. O som de suas respirações bastava. A música seria cada batida de seus corações, em perfeita sincronia. Quinn encostou a bochecha no topo da cabeça de Rachel, puxando a morena ainda mais pra perto. Agora seus braços estavam por cima enquanto Rachel passeava suas mãos por toda a extensão das costas dela. Começaram a dançar abraçadas, apenas balançando levemente de um lado para o outro.

Era um momento encantador de se ver, se tivesse alguém observando. A loira era apenas um pouco mais alta do que Rachel, o que fazia com que seus corpos encaixassem perfeitamente um no outro. Usava um vestido verde água, batendo no joelho e com as costas nuas, fechado na frente. Nada muito extravagante. A atração principal do look eram seus brincos compridos de brilhantes e uma pulseira na mão direita. O cabelo estava preso em um coque, com alguns fios caindo por sua face. Rachel usava um vestido curto, sem alças, azul marinho. Acabava na metade de suas coxas e era completamente colado ao seu corpo. Saltos na cor preta, pequenos brincos enfeitando a orelha e um colar generoso grudado ao pescoço. Cada uma a sua maneira. As duas impecáveis e lindas. Completavam-se como duas peças de um quebra-cabeça. Tinham suas imperfeições, é claro. Como tudo o que existe, que para ser verdadeiramente belo precisa também ser imperfeito. O segredo é saber amar como um todo, amar as imperfeições, aceitando que elas fazem parte e ajudam a definir aquilo que se ama.

– Eu poderia ficar aqui pra sempre. – Rachel sussurrou.

– Então fica! Fica aqui pra sempre. – Quinn a abraçou com mais força e a morena entendeu o que ela estava dizendo.

– Eu sou apaixonada por você. Todos os dias eu me apaixono um pouco mais. Às vezes, muito mais. – Disse com intensidade.

– Você não está sozinha. Eu sempre fui apaixonada por você e até tentei escolher outras pessoas, mas não existe nada melhor do que se apaixonar de novo e de novo e de novo pela mesma pessoa.

A morena se afastou e olhou séria para a outra. Franziu as sobrancelhas numa expressão de quem estava prestes a chorar, porque aquilo era lindo demais, exaustivo demais. Olhavam-se sem dizer uma palavra. Quinn mordeu o lábio inferior novamente. Havia tanta coisa presente ali, tanta coisa que aquela troca de olhar entre as duas evidenciava. Carinho, cumplicidade, respeito, desejo, amor...

Quinn aproximou seus lábios novamente e elas se beijaram. Beijaram-se como se aquela noite fosse tudo o que elas tinham. Primeiro com carinho e lentamente... Até aumentarem o ritmo, silenciosamente gritando de desejo uma pela outra. Quinn segurou na cintura de Rachel com as duas mãos e apertando a região, empurrou a morena até a parede. Rachel agradeceu mentalmente pelo fato da porta de vidro não cobrir toda a extensão da sacada, porque ela poderia se machucar gravemente se não houvesse um pedaço de parede ali. A morena jogou seus braços ao redor do pescoço da loira, mas logo mudou de ideia e começou uma verdadeira dança com suas mãos, que percorriam cada centímetro daquelas costas perfeitamente macias. “Seria um absurdo deixar marcas vermelhas naquela pele tão branca”. E esse seria o pensamento de Rachel se ela conseguisse pensar em alguma coisa enquanto Quinn lhe beijava daquele jeito. Como não era o caso, suas unhas começaram uma tarefa que não falhou em fazer a loira gemer deliciosamente em seus lábios, apertando sua cintura uma última vez antes de descer as duas mãos por suas coxas, iniciando uma carícia que acabou com o último resquício de sanidade de Rachel. A morena separou seus lábios para se concentrar no pescoço da loira. Enquanto ela usava sua boca para chupar e morder aquela região, Quinn gemia baixinho em seu ouvido, subindo as duas mãos até os seios da morena. Ao sentir o contato, Rachel lhe deu um chupão generoso no pescoço, mais forte que todos os outros. Quinn gemeu mais alto e encostou sua boca no ouvido da morena, dizendo:

– Isso mesmo, me marca! Pra todo mundo saber que eu pertenço a alguém.

– A quem? – Rachel perguntou ofegante. – A quem você pertence? – Voltou a chupar o pescoço da loira.

– A você, eu pertenço a você!

– Isso mesmo, você é minha. Só minha!

– Eu sou completamente sua...

– Eu quero marcar você inteira!

Quinn não aguentou e voltou a beijar Rachel na boca, derramando todo o seu desejo nos lábios da morena. As duas suspiravam e gemiam. Os sons se misturavam numa bagunça deliciosa. A morena levou suas mãos até os seios da loira e agora ambas se acariciavam nos mesmos lugares, enquanto o beijo se tornava ainda mais quente. Quinn colocou uma de suas pernas entre as de Rachel e agora elas começavam uma dança completamente diferente da de minutos atrás. A morena apertava a perna pálida da loira com as suas, praticamente sentada nela, esfregava sua intimidade que pulsava intensamente. Quinn tinha bebido menos do que Rachel, mas estava embriagada de desejo pela morena. Pouco se importava que tudo estivesse acontecendo ali na sacada. O beijo se tornara errático e mais ainda delicioso.

– Eu poderia fazer amor com você aqui mesmo! – Rachel verbalizou ofegante.

– Eu também... – Quinn respondeu do mesmo jeito.

– Mas eu não gosto de plateia...

A loira simplesmente gargalhou, dizendo de forma sarcástica:

– Ta bom...

– Não nessas horas, não quero que ninguém veja sua performance! – Justificou.

Elas conversavam entre beijos, mas quando Quinn ia aprofundar, Rachel afastou sua boca da dela e disse:

– Eu tenho a chave de um dos quartos...

– Sério?

– Sério! Me encontra lá... – Depositou mais um beijo e foi se afastando. – Última porta à esquerda! – Sussurrou bem próxima ao ouvido da loira, que se arrepiou com a voz rouca e carregada de sensualidade. – E não demore ou eu começarei sozinha... – Se afastou com um sorriso sedutor e lançando uma piscadinha, antes de virar as costas e ajeitar o vestido, abrindo a porta de vidro. Olhou para trás uma última vez e pode ver sua loira erguendo uma sobrancelha de forma extremamente provocante.

Quinn também arrumou suas roupas e o penteado, torcendo para que sua aparência não estivesse gritando: acabei de dar uns amassos com a minha namorada que está me esperando lá em cima pra fechar negócio. Sorriu com seu pensamento. Respirou fundo e contou até dez. Tinha decidido que contaria até cinquenta, mas era muito. No nove já estava praticamente correndo pra dentro do apartamento. Via as pessoas se divertindo e pensava que ninguém ali poderia estar mais feliz do que ela. De canto de olho avistou Brittany e Santana, mas não direcionou seu olhar diretamente a elas. Não queria que a latina lesse suas intenções em sua testa e passasse o resto do ano lhe provocando.

Subiu as escadas ansiosa. Era a primeira vez que fariam aquilo num apartamento que não era o delas. Andou pelo corredor e parou em frente à porta que Rachel havia indicado. Sorriu imaginando como a morena estaria. Respirou fundo e girou a maçaneta vagarosamente. Olhou ao redor do quarto e se encantou ao perceber que algumas velas tinham sido acesas e se espalhavam pelo chão, de forma a não atrapalhar o caminho até a cama. Afinal de contas, ninguém queria causar um incêndio, no sentido literal. Fechou a porta atrás de si, trancando. Escutou o barulho de outra porta e ao olhar na direção do som, viu que Rachel saía do banheiro usando apenas uma lingerie preta. Quinn sentiu seu coração dar um salto em seu peito e ela mordeu o lábio, ciente do seu desejo infinito pela morena. Rachel sorriu satisfeita com toda a situação e com a consciência do que provocava na loira. Foi andando até a cama, sem desgrudar seu olhar dos olhos da loira um segundo sequer. Agachou-se e foi engatinhando até o meio da cama, onde se deitou e cruzou as pernas, entrelaçando os dedos perto do abdômen. Quinn se dirigiu até a extremidade, ficando de frente para Rachel. Retirou os saltos, e depois foi abrindo o zíper lateral de seu vestido. O tempo todo sem desviar os olhos de sua namorada. Era a sua vez de provocar. Deixou que o tecido deslizasse por seu corpo, revelando sua própria lingerie, da mesma cor do vestido. Delicada e sexy. Como ela era o tempo inteiro. O corpo de Rachel ardia em desejo, mas o sorriso que ela abriu era repleto de amor. Quinn sorriu de volta. Mordendo o lábio inferior, Rachel ergueu a mão direita e chamou a namorada com o indicador. Quinn se dirigiu até ela, também engatinhando. Aos poucos foi se deitando de forma que cada centímetro de seu corpo encontrasse o de Rachel. Olharam-se intensamente, procurando colocar naquele momento, como em todos os outros, o amor que sentiam uma pela outra.

– Oi! – Rachel sussurrou quando a loira roçou seu nariz ao dela.

– Oi! – Quinn respondeu abrindo um sorriso enorme. Aquele sorriso com todos os dentes que Rachel adorava.

Beijaram-se sem a menor pressa, dessa vez como se tivessem a vida inteira. Como se estivessem se conhecendo pela primeira vez. Quinn foi quebrando o beijo, arrastando sua boca pelo rosto da morena, até chegar em seu ouvido e sussurrar:

– Eu te amo! – Escondeu o rosto no pescoço de Rachel, aspirando o cheiro tão único que ela tanto amava.

– Eu te amo também!


(...)



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Notas finais
No dia 13 de julho de 2013, o mundo perdeu uma estrela. Tenho certeza de que ele está brilhando em algum outro lugar.

Em memória de Cory Monteith. "Alto, desajeitado, canadense, ator, baterista, pessoa". E dono do sorriso torto mais lindo que o mundo já conheceu... Descanse em paz!