Notas iniciais
Oii pessoal! Espero que gostem (:

*Don't Speak - No Doubt

“Don't speak

I know just what you're saying

So please stop explaining

Don't tell me 'cause it hurts...

Don't speak

I know what you're thinking

I don't need your reasons

Don't tell me 'cause it hurts...”



Depois de despedirem-se no banheiro, Rachel não conseguiu parar de pensar em Quinn pelo resto do dia. Aquilo já estava se tornando uma rotina na vida da morena. Ela queria lutar contra todos os pensamentos em relação à loira e contra a imensa vontade de se jogar em seus braços cada vez em que elas se viam. Mas lutar exigia um esforço que Rachel não tinha. O pior de tudo era que, em sua mente, também havia Finn. Ela sabia que o relacionamento estava caminhando para um fracasso. Sabia que havia algo diferente, algo desgastante entre eles. Mas sempre existe aquela esperança de que seja uma fase, de que tudo vai melhorar se você se esforçar o bastante. Uma parte dela queria ter terminado o relacionamento. Pelo bem dos dois, por mais que doesse. A outra parte, não queria acreditar que o amor entre eles não passava de um namorico de colegial. Ela não conseguia aceitar, não conseguia se convencer disso. Depois de tudo o que tinham passado juntos, não podia ser. E todos os planos que ela fizera o incluíam. Todos os momentos, todo aquele futuro tão certo e cheio de felicidade passava em sua mente e ela tinha essa dificuldade enorme em abrir mão de tudo isso.



Eles estavam dentro do carro agora. Na verdade, Finn já estava estacionando na frente da casa dela.

– Eu contei ao Sam! – Isso fez a morena direcionar seu olhar a ele.

– Sobre nós?

– É... Ele disse que guardaria segredo até a gente contar pro pessoal. – Olhou para ela. – Você contou pra alguém?

– Só para os meus pais! – Era verdade. Ela não tinha contado a Quinn.

– É engraçado. Uma vez que você diz, tudo parece muito mais real.

– Eu sei o que você quer dizer!

Nenhum dos dois disse mais nada. Ficaram durante mais um bom tempo em silêncio. Um silêncio completamente desconfortável. Rachel queria sair dali correndo. Abrir a porta do carro e entrar em sua casa, deixando Finn para trás. Mas ela não conseguia.

– Eu queria aceitar tudo isso sabe... Queria olhar pra você e dizer: Então está tudo bem! Vamos seguir com nossas vidas porque é claro que nós vamos ficar melhor sozinhos. Mas eu não acredito nisso. – Sua voz começou a falhar e Finn sentiu uma angústia começar dentro dele. – E-eu... Não sei se vou ficar bem sem você! – Olhou para ele. – Não sei se eu quero!

– Isso não é o que eu quero também, mas... Eu não sei Rach! Não sei se consigo melhorar as coisas entre a gente. Você não merece alguém ao seu lado com quem você tenha que se conformar simplesmente. – Rachel o encarou incrédula. Percebeu que os olhos dele lacrimejavam também.

– Então é isso o que você pensa? Que eu me conformei com você? Você é tudo o que eu sempre quis Finn! – Falava chorando. – Só porque eu quero tantas outras coisas com toda a minha força não quer dizer que eu não te queira mais... – Isso fez seu choro aumentar, porque ela sabia muito bem o que estava implícito ali. Ainda que o rapaz não soubesse. Provavelmente ele pensaria na Broadway enquanto ela pensava em Quinn. Levou as duas mãos aos olhos e agora o choro tinha atingido seu ápice. – Por que tudo tem que ser tão difícil?

– Não chora! – Soltou-se do cinto e se aproximou da garota, tentando abraça-la de um jeito meio torto. – Por favor, não chora!

Ela se agarrou a ele como se fosse sua única esperança no mundo, seu porto seguro. Mas aquela posição era extremamente desconfortável e o espaço pequeno fazia Rachel se sentir sufocada.

– Vamos entrar! – Disse em meio aos soluços.

– Tudo bem!


~~*****~~



Rachel estava deitada em sua cama, tentando se acalmar. Finn sentia-se impotente e angustiado. Ele pegara um copo de água para ela, tentava consolá-la com palavras de carinho, dizendo que tudo ficaria bem, mas nada adiantava. Abraçou a ex-namorada e ainda assim, ela continuava chorando. Rachel estava devastada. Ele podia sentir o corpo dela tremendo contra o seu, sinal de que o choro talvez não fosse parar tão cedo. E então ele teve uma ideia e parecia realmente boa. Respirou fundo e começou a cantar baixinho:


Highway run
Into the midnight sun
Wheels go 'round and 'round
You're on my mind

E ele acabara de piorar as coisas, sem querer. Rachel não parou de chorar. Foi afastando-se do rapaz aos poucos, até sentar-se na cama. Colocou o rosto entre as mãos e balançou a cabeça algumas vezes. Ele também se levantou. Contornou a cama e sentou-se de frente para ela.

– Eu não posso fazer isso! – Falou com a voz completamente trêmula e falha. Respirou fundo procurando se conter.

– Isso o que? – Finn perguntou. O tempo todo o rapaz sentia que estava por um fio. Ele estava prestes a chorar também porque a situação toda era muito horrível. Ele a amava, não queria ver Rachel sofrendo. E em seu coração ele sabia que não queria nada daquilo. Queria ajoelhar em frente a ela e lhe pedir em namoro de novo. Implorar por um recomeço e garantir que eles fariam tudo certo e que cresceriam juntos. Mas ele não podia. Não podia porque nada mais era uma certeza. Não podia porque se fosse para assumir tudo aquilo de novo, ele teria que ser homem. Um homem que sabe o que quer e que é capaz de proporcionar uma vida no mínimo tranquila para a mulher que ele escolheu. Acontece que Finn não era esse homem ainda. Ele não podia envolver Rachel em seus problemas e depender dela para tomar suas decisões. Não era justo!

– E-eu... Eu não posso! – Ela repetiu, agoniada.

– Está tudo bem Rach! – Tentou assegura-la do que dizia, mas nem ele sabia se era verdade.

Foi então que a morena colocou suas duas mãos ao redor do rosto dele, como se quisesse prendê-lo ali. Apertou os olhos, tentando segurar as lágrimas. Ela precisava falar sem hesitar.

– Eu preciso te contar uma coisa! – Finalmente confessou.

– O que? – Ele perguntou com aquela doce expressão de ingenuidade.

Rachel retirou suas mãos dele e apenas olhou em seus olhos.

– Eu beijei alguém. – Ele franziu as sobrancelhas e fez um biquinho. Respirou fundo e engoliu em seco.

– Quem? Eu conheço o cara? Quando foi que isso aconteceu? – Encarou a garota e ela pode ver a mágoa, a indignação talvez, surgindo nele. – Eu tenho o direito de saber!

– Foi depois que eu pedi um tempo e eu juro... – Ela fechou os olhos e o encarou novamente. – Juro que não foi premeditado. Simplesmente aconteceu, eu...

– Não, espera! Essas coisas não simplesmente acontecem Rachel! – Soltou uma risada sarcástica. – Não é assim e... – Ele parou de falar, como se estivesse pensando em algo.

– Eu sei, eu sei!

– Por isso você não conseguia me olhar quando eu fui até sua casa no domingo! – Concluiu.

– Finn... – Ela tentou começar.

– Por que? Só me diz isso... Por que? Por que você beijou outra pessoa? – Ele estava um pouco desesperado, interrompia a garota sempre que ela tentava dizer qualquer coisa.

– Eu... – Ela desviou o olhar. – Eu quis! – Ele olhou para ela e Rachel reconheceu aquele olhar. Finn o usava quando se sentia enganado, decepcionado. Ao mesmo tempo, ele parecia tentar entender alguma coisa. – Foi um momento e eu apenas quis. Não vou mentir pra você. Eu te amo, mas eu senti vontade de beijar outra pessoa e foi isso que eu fiz. – Algumas lágrimas caíram dos olhos dela.

Finn levantou-se da cama e andou de um lado para o outro.

– Você faz alguma ideia Rachel, do quanto dói ouvir isso?

– Sim, eu faço! Porque dói em mim também... Eu me sinto a pior pessoa do mundo. Eu estava confusa e você estava também! Mas ao invés de tentar melhorar a situação, eu acrescentei mais coisa entre a gente. E isso me machuca, mas seria pior continuar guardando só pra mim... – Ela colocou uma das mãos no coração, tentando enfatizar o que dizia. – Me desculpa!

– Isso é ridículo, eu nem sequer posso terminar com você porque já fiz isso! – É claro que Finn diria uma coisa dessas. – Quem é? – Perguntou depois de um tempo em silêncio. – Só me diz, eu quero saber!

– Quinn!

– Quinn quem? De onde? Eu não vou atrás dele, só quero saber!

– É ela! – Rachel corrigiu. Seu coração batia forte, era complicado dizer aquilo. Finn ergueu as duas sobrancelhas, surpreso. Antes que pudesse dizer qualquer coisa, a morena continuou. – Quinn Fabray!


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Notas finais
Pessoal, resolvi copiar aqui uma resposta que dei a uma leitora, referente à toda a situação Rachel/Quinn/Finn... E acho que serve para todos que estão acompanhando a fic:

"Eu penso em toda a situação e no quanto ela é complicada... Abrir mão de um relacionamento, de alguém que sempre significou o mundo pra você. O Finn, de certa forma, sempre foi uma referência para a Rachel e vice-versa. Eles têm esse amor que é muito sensível e que possui uma inocência adorável e as outras pessoas enxergam isso. O problema é que a vida acontece e algumas coisas se transformam. Como eu escrevi em um dos capítulos, a Quinn aconteceu. Ela estava sempre ali, mas escondida, com medo e bla bla bla. E de repente, ela estava vulnerável, Rachel estava vulnerável, Finn estava vulnerável e consequentemente, o relacionamento dos dois também. O que acontece às vezes é que você se deixa levar por um momento e quando percebe o que fez, não é só mais um momento... É alguma coisa grandiosa ou boa demais que pode mudar sua vida pra sempre. Isso é de certa forma assustador, mas vale a pena ter coragem e pagar pra ver. Bem, todos nós sabemos que Rachel Berry é muito corajosa! (: "

Espero que tenham entendido! Tudo tem sua hora pra acontecer. Peço que confiem em mim porque vou fazer valer a pena!

Espero de coração que estejam gostando... *-*
Xoxo