A Cruzada
15 Miguel & Erika - Guerra sem fim
Notas iniciais
Eu encarava o garoto que estava amarrado, ele respirava fundo e parecia cansado por causa da nevoa, Miguel usou as ervas que Margareth me deu e curou o restante dos meus ferimentos.
— E então? Acabaram as perguntas? — perguntou Tiago, onde Miguel ignorou. — Estão me ignorando agora? Não vão me matar?
— Miguel, você sabe algo sobre ele? — eu perguntei a ele.
— Claro que eu sei. Tiago Saint-Claire, filho de Caesar Saint-Claire, o irmão de seu pai. Tiago é seu primo.
— O tio Caesar? Aquele que morreu de uma doença?
— É isso que seu pai disse? — Miguel deu uma leve bufada e terminou de enfaixar o restante dos ferimentos. — Caesar Saint-Claire era contra os ideais de seu pai, Caesar tentou ganhar o trono, porem foi derrotado — ele se sentou na cama e encarou Tiago. — Caesar tinha um pensamento de que somente um Saint-Claire poderia reinar, porem veio você Erika, uma bastarda, para Caesar foi o cumulo que você subisse ao trono.
— Eu não sabia disso — eu falei. — Me desculpe por isso Tiago.
— Não peça desculpas — disse Miguel. — Quando eu cheguei ao reino Caesar surtou, para ele dois membros que não são Saint-Claire, não devia sequer chegar perto do trono do rei, em uma noite Caesar passou dos limites e tentou te assassinar enquanto dormia, e foi nesse dia que eu tive que te proteger pela primeira vez.
— Eu não sabia disso…
— Você não sabe de muita coisa sua imbecil — disse Tiago.
Miguel nesse momento levantou Tiago pelo cabelo e o encarou olho a olho.
— É o seguinte moleque, eu entendo sua raiva e o motivo de querer culpar os Saint-Claire, mas entenda que foi eu que matei seu pai — ele jogou Tiago no chão. — Eu matei seu pai e sobre as ordens do rei eliminei sua família. Se quer culpar alguém culpe a mim.
— Seu mizeravel! — gritou Tiago, em seus olhos eu só via ódio.
— Eu entendo sua vontade louca por vingança, seu pai, sua mãe e seus irmãos, eu matei todos, mas não consegui matar você.
— Por quê? — perguntou Tiago encarando Miguel.
— Porque você não sabia de nada. Não era justo que uma criança como você que não sabia de nada morresse atoa. Toda sua família planejava um golpe, mas você não — Miguel levantou a cadeira do Tiago. — Mas eu espero que isso sirva de lição para você.
— O que esta dizendo?
— Seu pai era uma pessoa horrível. Corrompido pela vingança e pelo ódio, um louco obsecado e que só tinha olhos para o trono do país, e sabe o que eu vejo quando olho para você Tiago? A mesma coisa que eu vi na noite que matei Caesar, o olhar de uma pessoa perdida com um objetivo obscuro. Não seja igual seu pai, você ainda tem escolha.
Tiago abaixou sua cabeça e não conseguiu responder, parecia confuso e perdido, parecia tentar buscar uma resposta. Eu me aproximei dele e o desamarrei.
— O que esta fazendo? — ele falou.
— Eu não sei como responder, me sinto tão frustrada por ver você nessa situação e não poder fazer nada. Se quiser se vingar eu lhe dou essa permissão — eu o abracei. — Faça como desejar.
Miguel abaixou sua cabeça, ele sempre aceita o que eu decido embora não concorde, eu fechei meus olhos e esperei Tiago fazer o que queria, esperei e percebi que nada tinha acontecido, abri meus olhos e olhei para o garoto que estava chorando.
Eu sorri.
Miguel bufou aliviado.
— O que farão comigo? — perguntou Tiago.
— Será preso sobre a juridição de Goldrach, atacar uma princesa é um crime hediondo — respondeu Miguel.
— Entendo… — respondeu Tiago.
— E se eu contratar ele? — eu perguntei — Quero que ele seja meu guarda.
— O que esta dizendo? — retrucou Miguel. — Eu entendo sua bondade, mas não faça esse tipo de absurdo!
— Por favor Tiago, sirva ao meu lado! — eu fiz um pedido esperando uma resposta positiva.
— O que essa garota ta falando? Esqueceu que eu tava tentando te matar? — Tiago disse ainda surpreso. — Eu não posso aceitar.
— Estou ordenando! Como líder da casa dos Saint-Claire, eu ordeno que retorne para Anya!
— Essa garota tem algum problema? Olhe o seu estado, você esta assim graças a mim! Eu a machuquei, eu tentei te matar! — ele exclamou.
— Não adianta Tiago, a escolha dela já ta feita… Aceite o convite — Miguel disse com a mão em seu rosto não acreditando no que eu disse.
— Por favor! — eu implorei pra ele segurando em sua mão.
— Ta! — ele aceitou. — Você é idiota ou o quê? Chamar um inimigo para ficar ao seu lado? Isso não faz sentido.
— Você é uma boa pessoa. Estava sendo levado pelo ódio, mas a luz de Miguel atingiu coração e você percebeu seu erro, sem falar que minha chegada ao reino Anya estragou sua vida e destruiu sua família, eu me sinto culpada e quero concertar isso.
— Qual é o seu problema?
Eu segurei ambas as mãos dele e as ergui.
— Por favor!
Nesse momento algo atingiu Miguel no peito, ele se ajoelhou e começou a escorrer sangue do local. Ele olhou pela janela e esticou seus braços lançando uma rajada de raios em linha reta.
— Miguel! Esta tudo bem? — eu falei enquanto o ajudava a levantar. — O que atingiu você?
— Acho que é um tiro de rifle… Daquelas armas... droga… O bom é que não acertou meu coração embora o tiro tenha passado bem próximo.
— Miguel, você esta ficando pálido! — eu gritei ao ver o mesmo que parecia estar sofrendo mais que o normal.
— Acho que a munição estava envenenada — ele se virou de costas. — Quem atirou em mim queria me eliminar a qualquer custo, Erika, preciso que remova essa bala que esta alojada em meu peito.
— Eu não sou médica, posso acabar te matando sem querer…
— Agora!
— Eu faço isso — disse Tiago. — Eu tirarei.
— Nem pensar, eu não gosto de você.
— Deixe eu me redimir pelo meu erro, por favor Miguel.
— Não, se é pra morrer, eu prefiro morrer pelas mãos da Erika.
— Isso não me deixou confiante! — eu disse.
— Chega! Eu farei e assunto encerrado! — disse Tiago se levantando.
— Não, Erika, me mate antes dele! — gritou Miguel desesperado ao ver Tiago se levantar.
— Eu quero ajudar droga! — gritou Tiago enquanto botava seu dedo dentro do peito de Miguel. — Fique calmo!
Miguel não gritou, ficou estático e respirava calmamente, parecia que ele não sentia dor, embora eu soubesse que aquilo estava doendo muito. Tiago removeu a bala de dentro do Miguel e a jogou no chão. Ao olhar para Miguel o vi com os olhos fundos, estava com olheiras e extremamente pálido, provável que o veneno que estava na munição era algo bem potente.
— Não se preocupem comigo, o veneno é novo no meu corpo, mas eu ficarei bom em alguns minutos, preciso que você corra atrás da pessoa que atirou em mim — ele apontou pra janela. — Siga reto, eu acertei minha magia nele então é provável que ele esteja debilitado.
— Vamos Tiago! — eu falei.
— Não, ele fica! Nem pensar que deixarei ele a sós com você!
— Não tem escolha — disse Tiago.
— Se você encostar um dedo sequer na Erika eu juro que matarei você!
— Sim senhor! — Tiago acrescentou pulando pela janela.
— Volto em vinte minutos — eu pulei janela e corri na direção da pessoa que tinha atirado em Miguel. O percusso era longo e Miguel não disse a localização exata, chegamos ao portal principal de Goldrach, olhei para Tiago e ele continuou andando sinalizando que o atirador estava fora da cidade, fiquei impressionada que alguém possa atirar a essa distancia e fiquei mais ainda em saber que Miguel revidou sem ter a visão do alvo. Entramos na floresta que ficava fora dos muros do país, já tinha se passado dez minutos e finalmente chegamos ao inimigo que estava agonizando no chão, ao seu lado estava a arma que ele utilizou para acertar Miguel. Tiago pegou a arma no chão olhou com mais delicadeza.
— O veneno que esta nessa munição é de uma cobra das ilhas do leste, é muito utilizado para fazer dragões dormirem… E pelo que estou vendo aqui em uma munição tem o equivalente para fazer dez dragões dormirem — ele ficou assustado e soltou a arma.
— O que foi? É contagioso? — eu perguntei.
— Não, eu só quero saber como o Miguel consegue sobreviver a isso… Ele é um monstro?
— Quase isso — eu disse e prendi meu cabelo que estava bagunçado. — Como fazemos ele parar de agonizar?
— Assim — ele botou seu dedo no peito do cara que buscou ar e voltou a ter consciência. — Quem são vocês? — ele perguntou assustado.
— Por que tentou matar Miguel? — eu fiz uma pergunta. — Quem te contratou?
Ele tentou se mover, mas seu corpo estava completamente paralisado.
— Fui contratado — ele respondeu. — Me ofereceram ouro e um lugar para viver em Drunger se eu fizesse isso, minha família poderia viver lá, minha mulher e duas filhas, não tive outra opção.
— Aceitou roubar a vida de Miguel por dinheiro? É isso mesmo? — eu fiz outra pergunta onde o mesmo suspirou.
— Você não sabe como é viver em Barradur, uma cidade pobre esquecida pelo rei, eu preciso e eu quero dar o melhor para minha família! — ele gritou. — É o minimo que eu possa fazer!
— Um atirador de elite como você ficar numa situação dessa é bem deplorável — disse Tiago. — Ainda não disse quem contratou você.
— Foi Rafael, ele me pagou para debilitar Miguel para facilitar na invasão.
— Rafael? Invasão? — eu fiquei curiosa em saber que Rafael usasse uma tática suja dessas e fiquei assustada com a conversa da invasão.
— Mais de mil dragões e dez mil soldados estão marchando na direção de Goldrach nesse exato momento, mesmo com todo o poder militar, Goldrach não vai aguentar.
— Droga, precisamos voltar! — eu falei para Tiago e me virei.
— Não vai me matar? — disse o homem.
— Eu gostaria, mas Miguel esta vivo e você tem uma família te esperando… sem falar que eu acho que meu noivo não iria gostar que eu matasse alguém desabilitado — eu me virei e o encarei novamente. — Agradeça por ter sido eu a vir.
Eu parti ao lado de Tiago e deixei o homem ali, mesmo longe de Goldrach nós conseguíamos avistar muitos dragões, e durante o caminho esbarramos com Genbu.
— Princesa? O que esta fazendo aqui? — ele perguntou, ainda estávamos em movimento e não paramos para conversar.
— Nada demais, e você?
— Eu vim sobe as ordens da rainha. Ela pensou que você e Miguel estivessem em apuros já que tinha um enorme exercito marchando para cá. Só pra concluir, quem é esse garoto?
— O nome dele é Tiago Saint-Claire, meu primo e atualmente meu soldado.
— Tiago? Daquela família que se rebelou e tentou matar a você? — ele perguntou e encarou o homem. — Eu era novo na ocasião, mas fiquei sabendo disso tudo.
— Sim é isso, pode confiar nele.
— Se é o que deseja, é um prazer lutar ao seu lado Tiago.
— Igualmente Genbu — respondeu meu novo soldado mostrando cortesia.
— Encontramos vocês! — disse dois homens a nossa frente, pele morena e cabelos brancos, eram novos e pareciam vestir apenas calças.
— Quem são vocês? — eu perguntei.
— Somos os nobres do fogo, Clent e Clif, viemos para capturar você princesa! — eles disseram juntos.
— Sobre ordens de quem? — eu falei enquanto puxava meu arco.
— Minhas! — Rafael apareceu atrás de ambos os inimigos e se sentou em uma pedra. — A batalha começou Erika, não devia andar por ai em tempos de guerra.
— Não pensei que um traidor como você fosse adotar técnicas tão sujas!
— Me desculpe Erika, mas meu adversário é Miguel, eu tive que me prevenir contra ele — ele disse enquanto batia palmas. — Agora vamos, comecem a batalha!
Ambos os inimigos nos atacaram e Genbu criou vários pilares de gelo no meio do caminho forçando os inimigos a se desviar, Tiago aproveitou a brecha e fincou sua espada em um dos garotos, que não sangrou, Tiago ficou assustado e recuou e o ferimento do inimigo se fechou em fogo. Rafael me encarava e eu vendo aquilo atirei duas flechas na direção dele, onde o mesmo criou uma pequena onda de fogo e as desviou.
Os inimigos começaram a pressionar Genbu e Tiago de maneira liquidante, era como se nós não tivéssemos chance contra a força e velocidade deles.
— Onde está Miguel? — perguntou Genbu sangrando próximo de mim. — Por que ele não esta aqui?
— Ele esta muito ferido, esta incapacitado — eu falei e atirei duas flechas que furou a cabeça do inimigo, que novamente em fogo se curou. — Droga!
— Isso é divertido! — Tiago disse, ele ergueu suas mãos e dois enormes círculos mágicos foram criados acima de nós, um diminuiu a gravidade fazendo ambos os inimigos e em seguida um outro jogou muita agua.
— Criar agua assim do nada? O que é você? — perguntou Rafael.
— Sou seu pior pesadelo! — Tiago saltou na direção de ambos os inimigos o encostando, dois círculos mágicos foram criados no corpo de cada um, e em seguida ele deu um grito. — Agora cabelo prateado!
Genbu entendeu rapidamente a estrategia, ele bateu suas mãos umas as outras e utilizou toda a água para criar algumas estacas que perfuraram o corpo do inimigo o fazendo sangrar e eu entendi o que Tiago fez, ele cancelou a magia inimiga transformando seus corpos, é uma magia de recomposição que em Anya nem mesmo meu pai conseguia fazer.
— Sabe, eu não gosto de usar essa habilidade, pois meus inimigos se tornam deformados, mas contra vocês que levantaram suas espadas contra Erika não preciso me segurar… Morra! — Genbu apertou suas mãos e estacas começaram a ser feitas utilizando o próprio sangue adversário, o corpo do inimigo era perfurado de dentro para forma em todos lugares e ambos caíram mortos.
— Ual, isso foi incrível! — disse Rafael. — Porem você só pode utilizar caso uma de suas estacas de gelo tenha atingido o inimigo não é mesmo? Seu gelo derrete dentro do inimigo e a sua agua se mistura com o sangue inimigo, é um golpe sujo, porem é impressionante! Agora entendo o motivo de você ser chamado de gênio em Anya — ele se levantou e puxou sua espada. — Por outro lado Tiago também se mostrou um gênio, mudou a composição do corpo de uma pessoa somente no encostar e sabia da magia de Genbu detalhe por detalhe, estou ansioso para enfrentar vocês.
— Pretende enfrentar a nós dois? — perguntou Genbu.
— O único que pode me parar é Miguel, e o mesmo não esta aqui. Posso ganhar de vocês dois sem sair do lugar.
— Esta nos subestimando é? — disse Tiago. — Interessante.
Tiago e Genbu atacaram Rafael lado a lado, onde o mesmo criou uma especie de escudo de fogo e balançou sua espada arremessando ambos, logo em seguida ele apontou sua espada em minha direção e lançou uma enorme bola de fogo que destruía tudo em seu caminho. Genbu criou um escudo de gelo em minha frente e parou a enorme bola de fogo por um pequeno momento, no entanto o gelo rapidamente derreteu, Tiago se jogou em minha frente e tentou parar as chamas com suas próprias mãos.
— Saia dai Tiago, ele é muito poderoso pra você! — eu gritei. — Eu cuidarei dele, por enquanto apenas recue!
— Você é idiota ou o quê? Você sequer consegue andar direito por causa de sua perna! — ele também gritou. — Deixe isso comigo!
— Saia dai — eu gritei novamente, esperando que ele recuasse. — Por que esta fazendo isso? Você não precisa se arriscar tanto por mim!
— Eu sei lá… — ele olhou pra mim. — Porem, hoje, quando Miguel falou aquelas coisas ele abriu meus olhos, me fez vê o quão idiota eu sou e você Erika, você abriu não só meus olhos como meu coração também, sua bondade me contagiou de uma maneira que eu jamais antes vi, quando você segurou minha mão e me abraçou, foi algo que eu não consigo explicar… Acho que eu gostei de você.
A chama ganhou potencia e Tiago desapareceu nas chamas, foi então que um forte raio caiu do céu dissipando as chamas. Miguel estava ali, Tiago estava em seu colo e tinha muitos raios em volta de ambos, não foi preciso ver o rosto do Miguel para perceber que ele estava furioso.
— Cuide dele Genbu — disse Miguel carregando Tiago e o deixando no chão. — Tenho assuntos para resolver com esse esquentadinho ali.
— Miguel? — disse Rafael assustado. — Como? Digo, ali tinha o suficiente para fazer muitos dragões dormirem por anos, como você esta aqui? Era pra estar morto nesse momento!
— Veneno? Sim, muito veneno foi despejado em mim, só tem um problema... Aquilo não é nada! Durante toda a minha infância eu não só era torturado para resistir a dor, como também injetavam veneno em mim para criar resistência. Chamar aquilo que você jogou em mim de veneno é uma brincadeira de mau gosto — ele jogou ambas as suas espadas milenares no chão. — Eu estou querendo dizer que meu sangue é mais venenoso que aquilo.
— Entendo, como sempre arrogante — Rafael falou, ele preparou sua espada e a cobriu com fogo se preparando para atacar. — Puxe sua espada!
— Não preciso dela pra alguém como você — Miguel colocou suas mãos nos bolsos. — Entenda uma coisa Rafael, eu tenho vergonha de você, um cão de sua família, o Rafael que conheci jamais usaria um golpe sujo desses. Eu tenho pena de alguém que agora não pode fazer nada além de obedecer — ele falou enquanto Rafael o atacou com sua espada flamejante.
— Cala boca! — gritou Rafael, seu golpe atingiu Miguel e ouve uma explosão, um forte calor, no entanto, quando a fumaça desapareceu tudo que vimos foi Miguel segurando a espada de Rafael com sua mão direita enquanto sua esquerda ainda estava no bolso.
— Eu não disse? — falou Miguel esmagando a espada de Rafael como se ela não fosse nada. — Agora durma! — ele acertou um soco no estomago de Rafael que deitou no chão ao sentir tanta dor. — Você ainda tem escolha Rafael, você pode escolher entre servir sua família, ou voltar para Anya e lutar ao nosso lado. Não precisa ser um simples cachorro abanando o rabo para sua família, seja livre, faça suas escolhas. Uma vez você me disse que queria ser forte para proteger, embora eu não saiba o que ou quem, eu sei que tem alguém que você ama. Então faça a escolha correta, saia de sua família e lute ao nosso lado.
— Não diga bobagens — disse Rafael se levantando. — Não tem como abandonar minha família! — ele gritou, em seu rosto eu via um Rafael triste, que estava perdido buscando fazer a escolha certa, embora ainda não estivesse decidido. — Eu não tenho outra escolha!
— Então eu darei uma pra você — ele jogou a espada milenar para Rafael. — Essa espada um dia foi sua não é? Eu darei uma escolha pra você com essa luta.
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