A Cruzada

22 Genbu - Meu nome é...


Notas iniciais
Oi, eu sou o Goku. Mentira yeye, não vou pedir desculpas pelo atraso, pois não ando recebendo coments e nem sei se estão lendo. De qualquer forma, hoje a narração vai ser do Genbu. Boa leitura.

Estávamos todos em nossa sala esperando Miguel com nossa missão. Seria provavelmente a missão de nossas vidas servindo ao reino de Anya. Sabíamos do que se tratava, mas não tínhamos nenhuma informação sobre a missão e muito menos se teríamos ajuda. Ele entrou na sala com um mapa em sua mão direita e jogou na mesa chamando a todos.

— Darei aqui a missão de vocês — disse Miguel. — Vocês estão cientes do perigo dela. É a mais perigosa que vocês enfrentarão e provavelmente alguns morrerão. Então se algum de vocês não pretende ir fale agora, pois o inimigo lá não será piedoso como eu e os deixarei ficar vivo.

— Eu odeio esse moleque — disse Marcos.

— Eu ainda mato ele — disse Klaus.

— De certo modo a gente tomou uma surra pra ele há mais de dez anos. No entanto somos a elite do reino — disse Lucy e dirigiu seu olhar ao Miguel que a encarou. — Não vou cair mais nas suas provocações, somos a elite daqui e somos os mais bem treinados.

— Eu faço qualquer coisa se a missão vier de você — disse Elizabeth.

— Que bom que estão confiantes, invadir o clã do fogo sozinho e eliminar os soldados que ali residem não será nem um pouco fácil. Genbu fez um portal na ilha em que eles estão no momento utilizando as informações de Rafael. Lá provavelmente vão se encontrar com Mikaela, sigam as instruções dela e a missão sairá como planejado.

— Recuso — reclamou Marcos. — Não aceito receber ordens de outra pessoa, apenas Genbu pode liderar esse esquadrão.

— Se serve de consolo ela é metade sereia — respondeu Miguel brincando com sua famosa cara de peixe morto.

— Suas brincadeiras me irritam! — ele bateu forte na mesa com um soco a partindo ao meio, fazendo com que a fama de Marcos se mantenha como o famoso esquentadinho. — Você está ferido e aposto que não tem capacidade de me derrotar agora.

— Não preciso estar inteiro para derrotar um Gorila como você — disse Miguel ironizando o corpo musculoso do Marcos. — Metade de minha força é o suficiente.

— Hora seu... — ele disse enquanto andava na direção de Miguel onde eu fiz uma parede de gelo para separar Marcos.

— Já chega — eu falei. — Miguel é nosso superior. Ele é o atual Arquiduque e futuramente o rei do nosso país.

— Ta de brincadeira que você concorda com o que ele diz. Não posso simplesmente aceitar que Miguel chegue aqui mandando.

— Eu agradeço sua lealdade somente a mim, mas quero que hoje faça o que ele manda.

— Eu não posso concordar com isso!

— Não estou pedindo Marcos — eu falei elevando um pouco de minha magia.

Miguel deu um leve assobio dando um clima até que engraçado em um momento sério.

— Sim senhor. Desculpe.

— Ok, agora que o Gorila voltou para a gaiola vamos continuar a conversa. Mikaela vai guiar vocês até o local como já dito. Além de eliminar eles tem uma pessoa que querem que resgatem, ela atende pelo nome de Elise, sem mais informações.

— E então... Isso é tudo? — perguntou Lucy.

— Um aviso pessoal meu.

— E o que seria? — perguntou Klaus.

— Se vocês encontrarem Julio, não deem uma de herói. Ele é muito amplo quando se diz respeito magia assim como sua habilidade de luta. Se em algum momento avistarem ele, fujão, recuem com o rabo entre as pernas façam o que quiser mas não o enfrentem.

— Até parece que faríamos isso — retrucou Lucy.

— Por favor — falou Miguel de cabeça baixa fazendo com que meu esquadrão repensasse a respeito de Miguel. Eu percebi que no fundo ele estava preocupado conosco e não queria o pior para nós.

— Se esta preocupado conosco não precisa falar desse seu jeito irônico. Um tome cuidado sério faz bem — eu brinquei com Miguel.

— Mikaela esta esperando vocês, ela já desenhou o portal que Genbu vai utilizar para teletransportar vocês. Boa sorte a todos e cuidado.

— Ah, antes de eu ir como esta Erika? — perguntei vendo que ele também estava preocupado. Ela se mostrou poderosa para derrotar um membro da Anarquia, mas teve grandes consequências pelo que eu li no relatório.

— Ela vai ficar bem, só precisa de descanso — ele falou com uma voz visivelmente abalada. — Bem, não esqueça que agora você também tem uma noiva Genbu, então é bom que volte inteiro para ela.

— Pode deixar, voltarei inteiro.

Fiz um selo no chão e com minha magia procurei o selo feito por Mikaela. Todos os selos feitos por mim ou por outra pessoa passaram em minha cabeça até que eu achei o que eu precisava, Mikaela o desenhou de forma diferente utilizando seis pontas o que expandia o teleporte e disfarçava nossa magia. Muito esperto da parte dela.

— Finalmente chegaram — ela disse sentada em uma pedra. Usando um vestido preto com um decote que mostrava sua barriga. Suas pernas estavam a mostra e em sua barriga eram visíveis algumas tatuagens. Eu não tive tempo para conhecer ela corretamente antes, mas só agora percebi o como ela é linda.

— Então essa é Mikaela? — disse Elizabeth com seus olhos brilhando. — Como você é linda! — ela correu e deu um abraço na mesma que ficou sem entender. — Entendo, então você era a pessoa que Miguel dormia? Como ele tem sorte!

— Acho que não precisa gritar isso pra todo mundo — respondeu Mikaela em tom de humor.

— Ta de sacanagem que você perdeu seu precioso tempo com aquele homem.... Você prefere um homem melhor, um homem como eu — disse Klaus beijando a mão de Mikaela. — Sua beleza é inimaginável cuja grandeza não pode ser descrita. A beleza que se sobressai entre os deuses ó Mikaela.

— Isso é bem gay sabia Klaus? — disse Lucy com cara de decepção ao ver seu companheiro de equipe fazendo tais atos. — E então... Quais as nossas ordens.

— Dois times. Eu, Genbu e Lucy ficaremos aqui e lutaremos no portão frente. Elizabeth e Klaus vão pelo oeste e Marcos vai sozinho pelo leste utilizando um porão para entrar na mansão.

— Você falando assim parece fácil... Diga logo tudo — Lucy disse encarando Mikaela que deu um leve sorriso.

— Você é direta. Gosto de mulheres assim — ela olhou Lucy que ficou meio sem jeito com a declaração um pouco duvidosa. — Contei dezoito pessoas nessa casa. Cinco delas são crianças de ambos os sexos, e duas são mulheres. Nossos alvos são jovens a partir de quinze anos que segue até os dois lideres do clã.

— Mataremos crianças? — perguntou Elizabeth.

— Teoricamente sim. No total são onze alvos. Matem todos os listados e nossa missão estará terminada — ela disse e levantou-se da pedra e em seguida materializou uma especie de cetro magico. — Quero que Lucy e Genbu fiquem comigo enquanto o resto dará a volta na mansão.

— Posso fazer uma ultima pergunta? — Lucy puxou sua pequena espada e apontou na direção de Mikaela. — Miguel disse que você é metade seria... O que isso significa?

— Minha mãe era uma sereia idiota que se apaixonou pela janta. Não me pergunte como, mas eles tiverem sua famosa noite e então eu nasci quatro meses depois em uma concha em cima de uma pedra. Minha mãe me escondeu em uma concha por sete anos e me mandou para superfície temendo por minha vida. Me encontrei com meu pai e descobri que ele era um humano calmo e pacifico e rapidamente descobri o motivo de minha mãe ficar apaixonada por ele.

— E o que aconteceu com ele?

— Morto por bandidos que tentava abusar de mim. Eu era uma criança então não sabia usar magia e muito menos revidar. Foi quando me encontrei com Ethan que me protegeu e me trouxe para Unya. Essa é a minha história. Mais alguma pergunta?

— Não.

Ela bateu seu cetro magico no chão destruindo toda a barreira magica envolta da floresta mostrando uma enorme mansão ao fundo. Não tive muito tempo para pensar, pois ela correu para o futuro campo de batalha sem muito esperar. Meu esquadrão seguiu a ordem dela e foram para sua posição logo em seguida. A floresta era escura e densa, sentíamos o poder do clã ao nosso redor e isso era bem aterrorizante. Chegando na porta principal da mansão, percebemos que o calor aumentou consideravelmente.

— Vejo que chegaram. Estava cansado de esperar — disse um forte homem que provavelmente era o que Miguel citou na reunião de Goldrach. — Achei que não fossem vir nunca

— Não devia ficar relaxado assim. Esse de cabelos brancos que matou seu filho.

— Não devia falar assim de meus filhos, ele também colaborou para derrotar seu filho Rafael.

— Esta enganado, Rafael foi derrotado somente por Miguel. Alias, ele não veio? Eu sempre quis enfrentar ele.

— Esta nos menosprezando? — perguntou Lucy. — Não devia nos tratar assim.

— Me desculpe — disse o pai de Rafael. O pai de Rafael era alto e forte, tinha uma barba pra fazer com cabelos iguais aos de Rafael. Ele estava sem camisa e usava só um short. Em sua mão direita ele tinha uma espada com uma bainha em ouro, seu peito era peludo e no geral ele parecia um homem relaxado. — Não estou ignorando vocês, não entendam errado. Minha preferencia é não lutar, então se quiserem se render e ir embora eu ficaria feliz.

— Eu concordo com meu irmão. Respeitamos vocês, mas por gentileza vão embora, não queremos estragar o jardim em uma luta — disse o outro lider da família. Ele assim como seu irmão não usava camisa, tinha uma barba agora menor que a do relatorio de Miguel; usava um short laranja e tinha um corpo tatuado. Na frente em seu peito ele tinha uma tatuagem de uma cobra com asas, em seu pescoço ele tinha algo parecido com um braço de um dragão, braço que se estendia até suas costas onde tinha um dragão tatuado. Também igual a seu irmão, tinha uma espada com bainha de ouro.

Mikaela começou a atirar rosas na direção dos inimigos. O pai do Rafael ergueu sua mão queimando todas em dificuldade e em seguida seu irmão lançou uma forte rajada de fogo em nossa direção onde eu encostei no chão para criar uma barreira de gelo que aguentou como pôde.

— Isso é incrível. Ele conseguiu contra-atacar fogo usando gelo, eu nunca pensei que fosse ver isso — disse o irmão do rei caminhando sutilmente em nossa direção. — Vamos brincar direito irmão, lutaremos com mais vontade.

— Se é o que deseja.

O clima começou a ficar seco. Nossos lábios ficaram ressecados e o chão começou a ferver e aos poucos começou a queimar e pegar fogo. Uma forte barreira de fogo nos cercou impossibilitando qualquer rota de fuga.

— Agora sim a coisa vai ficar boa — disse Mikaela transformando seu cetro em uma espada. — Se preparem crianças.

O inimigo novamente lançou uma rajada de fogo em nossa direção onde eu novamente criei uma barreira de gelo para nos protegermos. Lucy avançou pela lateral para atacar o inimigo que desembainhou sua espada e se defendeu. Mikaela assim como Lucy foi pelo outro lado e atacou o outro inimigo e como ambos os inimigos estavam ocupados se defendendo eu transformei minha barreira em várias lanças as jogando na direção dos inimigos que saltaram para se desviar. Foi rapido, mas rapidamente um deles apareceu sobre mim com sua espada que flamejava em minha direção, eu criei uma outra barreira de gelo e me defendi o contra atacando fazendo recuar. O outro inimigo me atacou pela frente, porem eu eu criei uma outra barreira e me defendi.

— Esse garoto de cabelos brancos é realmente chato — disse o pai do Rafael. — Me chamo George.

— Pode me chamar de Antony — disse o outro homem. — Vocês são bem fortes. — Ele me atacou novamente e eu novamente criei uma barreira de gelo em minha frente. Ele parou sobre a barreira e com sua mão direita a pressionou onde começou a perfurar a mesma até que por fim colocou sua mão em meu pescoço destroçando toda a barreira. — No entanto, não pode nos derrotar.

— Não deveria baixar a sua guarda assim — disse Mikaela jogando várias rosas nas costas do homem que se ajoelhou de dor me soltando. — Essa rosa tem um veneno capaz de matar um dragão, no entanto eu acertei sete delas, logo tem o veneno para matar sete dragões. É impressionante que ainda esteja de pé.

— Irmão! — gritou George.

— Eu estou bem — respondeu Antony se levantando e removendo as rosas. — Aquela garota de cabelo azul é problema, não baixe sua guarda para ela. A loira é provavelmente uma inútil, podemos ignorar a existência dela por hora.

George com sua espada atacou Mikaela que se defendeu, ela girou seu corpo criando uma nuvem de rosas, porem as mesmas ao pouco derreteu com o forte calor. Antony saltou em minha direção, porem ele estava bem enfraquecido e eu com minha espada o cortei na vertical o fazendo cair no chão. George vendo que seu irmão não estava bem correu para salvar ele, onde Lucy com sua adaga o perfurou na garganta fazendo com que ele também caisse.

— Quem é inútil mesmo? — disse Lucy.

Mikaela aproveitou a chance e jogou várias rosas no então caído George que sentiu o golpe. Eles eram fortes, realmente sozinhos seria impossível derrota-los, porem estávamos em maior numero e a maneira que Mikaela se posiciona na batalha é incrível, tudo que eu e Lucy precisávamos fazer é seguir o ritmo. Os inimigos se levantaram agora com uma fisionomia alterada se comparado a antes. Antony ergueu seu braço criando um pequeno sol em cima dele.

— O que é isso? — eu perguntei assustado vendo tamanho poder. O sol aumentava seu tamanho a cada segundo.

— É todo o restante da minha magia acumulada. Se não fosse pela mulher de cabelos azuis isso não seria preciso — ele disse se referindo as rosas de Mikaela que foram mortais nessa luta.

— Então vai se matar conosco? — perguntou Lucy.

— Me matar? Claro que não. Esse circulo de fogo que fizemos não tem um motivo, quanto maior o calor, maior é nosso nível de regeneração e se um sol desses explodir o calor vai ser o suficiente para voltarmos ao normal.

Mikaela mudou seu rosto se mostrando preocupado, pois o sol estava muito grande, eu tentei atacar ele, mas o calor ali dentro me deixou de joelhos, pois eu não aguentava mais. Lucy desmaiou ao meu lado e Mikaela também cansada tentava ficar em pé.

— Isso é absurdo — Mikaela falou, ela transformou sua espada em cetro e começou a acumular toda a sua magia no cetro deixando seu corpo exposto ao calor sem uma proteção magica.

— Isso é loucura Mikaela, não faça isso — eu falei para ela, vendo que não importa qual fosse a habilidade, ela provavelmente morreria em seguida.

— Não se preocupe, apenas observe! — ela gritou e bateu seu cetro com toda sua força no chão fazendo congelar uma pequena área ao redor. Aos poucos a magia dela começou a anular as chamas que cercavam o local para a surpresa de Antony que pareciam não acreditar.

Eu vendo que ela estava chamando toda a responsabilidade não pude deixar ela fazer tudo sozinha. Coloquei minhas mãos no chão e comecei a congelar tudo ao nosso redor diminuindo a intensidade do fogo e por sua vez o poder de nossos inimigos. George se levantou aos poucos vendo o aquilo que estava acontecendo ele tentou levantar a barreira de fogo novamente, porem como o calor ia diminuindo, sua força também e aos poucos ele cansou obrigando Antony arremessar por vez aquele sol em nossa direção. Mikaela que apos exterminar dois terços do fogo que nos cercava usou suas rosas para nos proteger do calor e nos pressionou contra o chão ficando completamente indefesa.

— Mikaela! O que esta fazendo? — eu gritei perguntando percebendo que ela não estava se protegendo.

— Eu já usei tudo que eu tinha para anular a magia deles, não me sobrou nada! — ela gritou e olhou para mim. — Quando sair dai, é bom que acabe com eles.

— Não seja idiota! — gritou Lucy acordando. — Não permito que morra assim!

— Se cuidem moleques — foram suas ultimas palavras enquanto o sol colidia. As rosas de Mikaela aguentaram o forte calor, não me pergunte como, pois antes elas foram derretidas. A força foi tremenda, além do forte ruido que causou junto com o impacto, também podíamos sentir a pressão que era infringida sobre nós.

Saímos da rosa após a explosão e vimos o corpo de Mikaela. Por incrível que pareça, seu corpo não foi obliterado, no entanto, ela tinha várias queimaduras em seu corpo, sua roupa foi queimada onde ela estava completamente nua a nossa frente mostrando todas as queimaduras e ferimentos. Ao que tudo indica ela também se protegeu com suas rosas, porem ela focou sua defesa em nós.

— Malditos — gritou Antony chorando. George estava deitado em seu braço com uma rosa perfurando sua cabeça. Mikaela antes de ser atingida ainda teve tempo de matar um inimigo. — Vão pagar.

Eu olhei ao redor e percebi que a explosão aparentemente não recuperou ele completamente. Ele estava realmente curado, mas no geral ainda estava ferido e seu corpo ainda estava com os sintomas das rosas de Mikaela.

— Vamos Genbu, falta apenas ele — disse Lucy enquanto cobria Mikaela com sua capa.

— Sim, falta apenas um — eu disse caminhando na direção de Antony que também caminhou na minha.

Saltamos um contra o outro, eu o ataquei por baixo e Mikaela por cima, ele deu um mortal para trás chutando sua espada em minha direção, ele fez um corte em minha bochecha. Eu continuei e troquei golpes de espada com ele, Lucy pegou sua adaga que ainda estava no George e arremessou na direção do homem que a segurou e jogou de volta acertando o ombro da mesma. Eu corri na direção dele e o derrubei pressionando ele contra o chão. Ele mordeu meu braço arrancando um pedaço, eu chutei a cabeça dele e me afastei.

— Você é cachorro agora ou algo do tipo? — perguntou Lucy.

— Que saco — eu falei vendo a boca dele cheia de sangue e meu braço que estava imobilizado.

— Onde esta minha família? Eu sinto o poder deles diminuindo a cada segundo que passa.

— Provavelmente estão sendo aniquilados pelo meu esquadrão. Mataremos todos com idade superior a quinze deixando vivo somente as crianças e mulheres.

— Desgraçado! A maioria dos soldados são apenas jovens!

— São jovens que você envia para guerra seu canalha. Não me venha dar uma de inocente agora — eu movi meu dedo congelando a parte de fora da mandíbula dele. — Meu sangue é minha magia, e você engoliu meu sangue, basicamente agora você é um alvo meu.

— Meus filhos...

— Em sua próxima vida, pense sobre o que vai fazer com eles — eu disse enquanto perfurava a garganta dele dando um fim a tudo.

Após a luta, me sentei no chão enquanto Lucy tratava dos ferimentos de Mikaela. Não sabíamos o que estava acontecendo dentro da mansão, mas o poder de nossos aliados ainda estava na ativa, então era fato que estavam bem. Eu tirei minha camisa que estava toda rasgada e me deitei. Eu estava exausto, não tinha folego pra respirar e muito menos para usar magia. Meu cabelo estava manchado com o meu sangue e meu corpo estava com vários ossos quebrados. Mikaela por outro lado estava com seu corpo repleto de queimaduras deixando alguns lugares de seu corpo irreconhecido como seu braço direito.

Klaus e companhia sairam da mansão. Estavam feridos, no entanto nada grave. Ao que tudo indica eles enfrentaram os mais fracos e não tiveram problemas.

— Você ta acabado capitãozinho — disse Klaus.

— Olha quem fala — eu respondi a ele.

— O que aconteceu com Mikaela — perguntou Elizabeth. — Ela esta muito ferida.

— Ela se arriscou para nos salvar, sem falar que graças a ela conseguimos derrotar ambos. Basicamente o poder dela é digno da Anarquia.

— Vamos embora logo, depois disso preciso de uma boa bebida para descansar — disse Marcos, ele carregava em suas costas Elise, esposa de Rafael, um pedido especial de Miguel.

— Concordo — falei enquanto abria o portal para voltarmos para o reino.

Klaus foi primeiro, seguido de Marcos que levou Elise em seu colo, e em seguida Elizabeth levando Mikaela. Íamos saindo tranquilamente, a missão foi fácil, e poderia ter sido melhor se algo não nos atrapalhasse.

— Então vocês mataram todo o clã do fogo — disse uma sombra que se movia ao nosso redor. — Vejo que o esquadrão de elite ando fazendo o dever de casa. Se tornaram bem poderosos no final de contas.

— Quem é você? — perguntou Lucy.

— Pode me chamar de Julio — ele saiu de dentro da sombra mostrando seu cabelo avermelhado e seu olho direito roxo, assim como o de Erika. — Gostaria de dizer em primeiro lugar que vocês me atrapalharam muito, e isso me deixou irritado e segundo que eu não gosto de ser atrapalhado.

— O que faremos capitão? — falou Lucy visivelmente nervosa.

— Vamos correr. Miguel deixou claro para corrermos, e eu farei. Não tem por que lutar.

— Correr? Acha mesmo que eu vou deixar?

Nesse momento uma sombra cresceu e se dividiu sendo atiradas em nós. Eu peguei Lucy no colo e saltei para trás buscando nos desviar dos golpes que estavam vindo. Eu soltei Lucy e fui na direção de Julio buscando um ataque frontal onde ele com uma mão parou meu soco e me encarou com seu olho roxo.

— Capitão! — exclamou Lucy.

— Eu odeio quando me atacam frontalmente. Me sinto subestimado quando isso acontece. Em sua próxima vida, quero que se lembre de uma coisa Genbu: Não atrapalhe meus planos — ele disse enquanto eu sem perceber ficava de joelhos em frente a ele. — Quero que se lembre de não me deixar nervoso — ele chutou meu rosto. — E é só isso.

Ele me segurou pelo pescoço me erguendo. Lucy ficou paralisada ao ver Julio, algo que eu não pensei ser incomum. Julio não tinha a altura de um soldado, era pequeno, media algo em torno de um metro e setenta, era magro e não apresentava músculos. Mesmo assim, era alguém cuja aura envolta era assustadora, sendo mais assustadora que a de Ethan. Ele viu Lucy paralisada e começou a andar na direção dela. Ele ergueu seu braço direito pegando sua espada e apontou na gargante de Lucy.

— Lucy! Saia daqui, entre no portal!

O medo no rosto dela era algo claro. Ela não conseguiu reagir, o poder de Julio era algo que superava quase tudo que eu já vi. Não passava a sensação de inferioridade como Miguel, ou a sensação de morte como Ethan, era algo completamente assustador. Ele atacou Lucy onde eu me joguei na frente tendo minhas costas cortada.

— Capitão.

— Acorde soldado! — eu dei um tapa no rosto dela. — Saia por aquele portal, e leve essa carta para minha esposa — eu materializei a carta em minha mão e a coloquei dentro de um tubo de gelo. — Por favor entregue ela em segurança por mim.

— Eu não posso ir sem você!

— Não te dei escolha — eu falei enquanto a empurrava no portal e a fechando em seguida.

— E então... Quais as suas ultimas palavras?

— Não sei o que dizer. Só me diga: Quem realmente é você.

— Pode me chamar de Unya.

— Entendo. Um deus.. Agora tudo faz sentido — eu disse seguido de uma risada. — Saiba que vai perder, Miguel e Erika vão derrotar você.

— Talvez, mas sem Anya eles não podem me deter. Boa noite Genbu, durma com os...Deus!

Eu não pensei muito. Minha morte era certa, nesse momento eu imaginei o que Julie pensou ao abrir minha carta, queria saber se nosso bebê era menino ou menina. Foi um amor rápido, foi um romance curto no qual eu queria aproveitar por muito mais tempo. Eu queria aproveitar com minha futura família, mas pelo visto não vai acontecer. Morte chegou pra mim, minha cabeça foi decepada sem eu sentir dor ou frio, mas senti a solidão da morte.

Notas finais
Bye guys, até mais. Lançarei mais caps sim, esta quase terminando a fic